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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Solução à vista?

Parece em curso uma nova solução para o problema levantado pelo tão famoso protocolo entre CMA (via EMA) e Beira-Mar. Assim, temos como principais consequências do novo acordo entre as partes:

  1. Gestão do Estádio passa para o Beira-Mar pelo período de 10 anos;
  2. Clube compromete-se a edificar o seu centro de treinos e piscina em terrenos adjacentes ao Estádio, cedidos pela CMA;
  3. O Clube passa a ter propriedade total sobre o actual terreno das piscinas;
  4. O Beira-Mar liberta em definitivo o antigo Mário Duarte, após a conclusão do novo centro de treinos.

Em aberto fica a questão do novo Pavilhão, uma vez que não é estabelecido qualquer prazo (nem localização) para a sua construção. A notícia é avançada pelo Diário de Aveiro, e pode ser consultada aqui.

Adenda: Através de algumas informações adicionais obtidas, e da consulta desta notícia do JN, parece que a questão do Pavilhão será igualmente incluída no protocolo, sendo a sua localização prevista também para a zona do novo Estádio Municipal.

6 comments:

Bruno disse...

Aqui vai disto:
Piscinas e pavilhão junto do estádio?
Não será uma alternativa correcta para um futuro, que se pretendia, "próspero" no SCBeira-Mar. Seja pelo factor de deslocalização das infra-estruturas, seja pela ruptura à referência história (que já nos deu provas suficientes, por intermédio do estádio, que a solução não foi a mais viável).
No entanto sei que a conjuntura actual não permite ao clube ter um poder negocial para renegociar as opções acertadas.
Infelizmente já começo a ficar habituado a que no SCBM se façam projectos sem pensar no passado, presente e futuro.. nos prós e contras... Criam-se soluções sem planos..
O mesmo é criar "1001 Centros Comerciais" à volta do estádio e garantir vincadamente que assim vamos encher estádio!
Dolce Vita's, Freeports etc.. etc.. É certamente os Centros Comerciais que vão dinamizar a afluência de público... Em que mais uma vez podemos remeter esta conversa para a ficção, ilusão, o engano... Mas o povo gosta de ser enganado.. O mesmo se trata da conversa que as cores imitam "que está cheio".. É lindo..
Infelizmente fico farto de aturar soluções, digam-se "não viáveis"...
Desvirtuar as origens é o mesmo que menosprezar o passado e resumir esse mesmo passado do SCBM a uma espécie de "marco identificativo" com a eventual "futura Sede" na beira-mar, não irá alterar nada ao comum sentimento de deslocalização nem à oferta de prática desportiva no seio citadino...
Em Aveiro ganhará o clube que ficar perto da maior fatia de população.
Existiu alguma avaliação de alternativas? Não vi nada escrito.. Quais os custos de mobilidade? Será que a MoveAveiro encarrega-se dos transportes? O Beira-Mar tem capacidade logística? Quais os tempos e custos que o clube/população irá acarretar? Qual população alvo em Taboeira? Concentração da oferta de serviços é praticar bom marketing? Concentrar é difundir o clube pela cidade? Etc.. etc.. etc.. Muito me interrogo eu.. Mas não mando em nada.. sou um mero sócio!

Daniel disse...

Quem liderou o Beira-Mar na altura em que tinhamos poder negocial para impormos a nossa vontade não o fez e agora estamos praticamente condenados a aceitar este protocolo.

Não concordo que terrenos seja tão bom ou ainda melhor do que dinheiro, especialmente nos dias em que correm. Vão-se vender terrenos a que preço? Que construtora/promotora estará disposta a pagar o preço elevado por tais terrenos, sabendo de antemão que futuros compradores têm nos dias de hoje muito mais dificuldades no acesso ao crédito?

Embora dê de barato que não seja propositado, o que resulta de todo este processo é que o clube vai ser expulso da própria cidade que sempre ajudou a tornar melhor.

Mais uma vez é a cidade a usar o clube para tentar dar vida a um nado morto que é o Estádio e todo o seu complexo. Tornar toda aquela área apelativa para a população e rentável para o clube obviamente que é possivel, mas com investimentos brutais e retornos lentos, algo que não podia estar mais longe das nossas capacidades actuais. Contam-se pelos dedos de uma só mão os clubes que em Portugal têm base social suficientemente grande para se poderem dar ao luxo de sair das suas localizações tradicionais e serem pioneiros na dinamização de uma nova área. Evidentemente que o Beira-Mar não se inclui nessa "elite".

A parte positiva é que, felizmente, temos à frente do clube alguns dos poucos Beira-Marenses que têm capacidade para conseguir que esta missão não seja mesmo impossível. Dito isto, gostava de ver este assunto discutido em Assembleia Geral, para que a Comissão Administrativa discuta com os sócios os planos que têm para o futuro que agora pode ser diferente. Estou especialmente curioso em saber como é que o clube se vai financiar para construir os campos, pavilhão e piscina.

O dia em que o pavilhão do Alboi vier abaixo, vai ser um dos dias mais negros da história do Beira-Mar... e logo numa altura em que algumas das modalidades amadoras demonstram uma vitalidade nunca antes vista.

Força Beira!

Anónimo disse...

o dia que o beira mar assumir a gestao do estadio sera o primeiro do fim

Anónimo disse...

Pavlhão e Academia junto ao EMA e piscinas no novo empreendimento foi o que eu li no diversos periódicos que fizeram notícia deste acordo.Desta forma penso que o Beira-Mar tem mais a ganhar, fica num local previligiado junto às entradas norte e nascente da Cidade, aquele estádio e as novas infraestruturas tem que ser bem identificadas com o clube para todos quantos nos visitam.As cidades são organismos vivos, quando crescem e se desenvolvem, quando isso não acontece estagnam. Um clube é feito de pessoas, da sua história, a mística está associada ao ORGULHO colectivo e não tanto a simbolos. Não foi a saída do Mário Duarte que levou o Beira-Mar ao estado actual, mas foram os resultados desportivos negativos, foi a secundarização da sua função social, foi o ter sido notícia pelas piores razões sobretudo enfocadas no futebol profissional, o futebol é sobretudo espectáculo, para os assistentes os jogos são momentos lúdicos e verdade se diga o gozo de ver futebol em Aveiro perdeu-se já há alguns anos. A somar a isto tudo o descrédito em que caíu. Logo a seguir ao Euro as assistências de 8/9000 pessoas era comum domingo após domingo, depois foram as descidas de divisão, as guerras verbais entre o Municipio, o clube, o clube e a EMA e dos dirigentes com treinadores e entre si, o adepto disse da pior forma "BASTA", deixou de participar. Hoje quem sabe na cidade o que representa o Beira-Mar, quantas modalidades, quantos atletas tem o clube? Com tamanho desconhecimento como podem as pessoas orgulharem-se do seu clube, que motivos encontram? Não podemos esquecer que a mensagem que passou dava o Beira-Mar como moribundo. Assim não há mistica que resista.
O esforço que espero desta CA é que devolva o orgulho Beiramarense aos sócios e adeptos, que abra o clube à comunidade, que sem desfocar o Futebol profissional, dê relevo à formação e ás modalidades amadoras. Concentrar as infra-estruturas será uma oportunidade de ouro para essa divulgação e para uma maior identificação das pessoas com o clube, continuar com instalações a prazo é eternizar a precariedade, é não crescer, não crescer é definhar, é morrer. Tenho esperança e saudades de escutar no audio do estádio o apelo, para no fim do jogo, os adeptos irem apoiar o clube, num jogo de Basket ou de Futsal. A ser aprovado este acordo, abrem-se oportunidades imensas, assim saibamos todos aproveitá-las, eu por mim aceito o desafio. À actual CA e/ou Direcção que lhe suceda, cabe uma tarefa gigantesca, mas aliciante, esperemos que estejam à altura.

Anónimo disse...

O Beira Mar precisa de ser alavancado, não podemos continuar a viver de forma redutora e agarrados a tudo o que é passado. O protocolo define com clareza patrimonio para o clube.
ainda bem que esta comissão administrativa tem visão.
Rui

Bruno disse...

Caro Rui, é verdade que o Beira-Mar necessita de ser "alavancado". Em relação ao património temos um senão: "quem o tem.. paga impostos".
Em relação ao "não podemos ... andar agarrados a tudo o que é passado" acho que a expressão poderia ter sido mais feliz, isto é, na minha interpretação se não estivermos agarrados ao passado vamos agarrar ao quê? O passado é importante e essencial é a génese de tudo, penso que deveria começar a ponderar as suas avaliações e começar a não menosprezar o factor "passado" em qualquer escala de análise que faça para o seu dia-à-dia. E digo-lhe que Redutor é aquele que reduz factores e se você diz que é necessário retirar o passado você é que está a ser um próprio redutor! Correcto? :)
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Em relação ao Anónimo (que escreve muito bem) não deveria ter medo para colocar o seu nome nos post's, estamos aqui saudavelmente a discutir algo que é de todos.. o Clube!
Em relação ao que afirmou.. é assim: Se você pensa que o factor estradas é bom, e tem um valor de ponderação (no aglomerado dos factores a ponderar de 20%) então é porque realmente as estradas são a necessidade do clube. Temos que construir mais estradas para Norte, Sul Este e Oeste para ficar nas portas e entradas de tudo o quanto é sítio.. (E digo-lhe mais esse foi precisamente o erro de Portugal em relação à Irlanda). Os políticos não compreenderam aquilo que era estritamente necessário para a evolução económica do país e começaram por opções erradas..
Segundo os regulamentos do IPPAR, as obras de autor registadas, como possivelmente o estádio estará, terão que ter o mesmo tipo de normas e possivelmente existirá alguma afectação nos padrões de cor. A não ser que estas se encontrem a uma distância X do estádio etc.. etc..
Em relação ao resto do texto.. humm.. bem não entendi aquilo que falou sobre a "secundarização da sua função social".. mas ok..
Em relação ao "Concentrar as infra-estruturas" tenho as minhas reservas.. Porquê concentrar?
Porquê continuar com instalações a prazo? Só haverá uma alternativa?
Prefere ter 10.000 habitantes num raio de 1 Km de uma infra-estrutura.
Ou prefere ter 200 habitantes num raio de 1Km da infra-estrura?
Já verificou todos custos associados à sua decisão? A poluição circunscrita pela pegada ecológica? Etc.. Etc..