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sábado, 15 de agosto de 2009

Breve reflexão sobre "actualidades"...

Nas últimas duas semanas não acedi à internet. Há vários anos que não cumpria um período tão “longo” de carência “netiniana”.
Entretanto, na actualidade desportiva Beiramarense, lá conseguimos passar a primeira eliminatória da Taça da Liga, com duas mãos distintas. Na primeira, uma vitória inequívoca. Na segunda, uma derrota também ela… inequívoca. Valeu a passagem à fase de grupos, mas aquele jogo em Freamunde não prestigiou ninguém.
Na Quinta-Feira, na recepção ao Covilhã, a derrota (0-1) penaliza a fraca exibição do Beira-Mar. Em abono da verdade, o jogo foi muito fraquinho. Ambas as equipas proporcionaram um mau jogo de futebol, com poucas jogadas com princípio, meio e fim. No balanço das oportunidades claras de golo, vitória do Covilhã (1-4) que, por isso, venceu com justiça. Como dizem os “entendidos”, o que importa é “como se acaba e não como se começa”. No entanto, este início de época está longe de ser empolgante.
Destaque, ainda, para a estreia da secção de Bilhar auri-negra em provas oficiais no passado dia 1 deste mês com um desempenho muito meritório no Open de Portugal, em Anadia.
No plano extra-desportivo, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, o Dr. Artur Moreira, já marcou a data das eleições: 19 de Setembro. Independentemente das listas e candidatos que possam surgir, espero que mais do que o futebol profissional e os resultados da equipa, se discuta e se apresentem ideias e projectos para o clube. Como pano de fundo do debate, estará, incontornavelmente, o ponto de situação quanto ao cumprimento do protocolo com a autarquia, fundamental para a continuação do processo de estruturação financeira do clube e para o lançamento das bases que permitam ao clube a sua sustentabilidade futura. Este é, para mim, o principal objectivo que deve nortear qualquer projecto eleitoral para o clube: a ruptura com o modelo de sobrevivência assente no mecenato.
A venda do terreno das piscinas rendeu 2,5 M€. Este foi o primeiro passo no cumprimento do Protocolo, ficando muito aquém das expectativas iniciais de ambas as partes. Desse valor, o clube tem que pagar à autarquia 1.283M€, pela aquisição do terreno, tal como prevê o documento, encaixando o clube 1.217M€ com este negócio. Esta mais-valia do negócio para o clube deverá ser, na minha opinião, o valor que o clube e a autarquia devem assumir como saldado na dívida do Município/EMA para com o clube. Nesse sentido, mantendo os objectivos e os pressupostos definidos no Protocolo assinado em Dezembro (2008), é fundamental que o clube e a autarquia se sentem à mesa das negociações no sentido de encontrarem as soluções que permitam a sua viabilização.
Esta é a postura responsável que se deve exigir a quaisquer executivos que dirijam o clube e a autarquia. Sentido de responsabilidade e noção do papel das duas entidades na promoção de uma sociedade aveirense melhor.
Por último, lamento as tentativas de aproveitamento político-partidário às custas de uma situação que envolve o SC Beira-Mar e cuja responsabilidade deve ser partilhada pelos últimos dois executivos camarários (PS e Coligação PSD/CDS). Em nome do desenvolvimento de Aveiro, que as forças partidárias locais tenham a capacidade de apresentar propostas e soluções, reconhecendo que o SC Beira-Mar é uma das instituições mais importantes do Município e que desenvolve um papel social relevante.
Para que o Clube prossiga o seu escopo (no interesse de todos) e assegure a sua auto-sustentabilidade, afirmando-se como um parceiro estratégico do desenvolvimento desportivo local, é fundamental que se concretize, com a maior brevidade, a construção dos campos de treino, do novo pavilhão e das novas piscinas.

1 comments:

Anónimo disse...

Nuno, todos têm culpa, mas Alberto Souto, foi o único que cumpriu enquanto Presidente da Câmara, com o BEIRA MAR.