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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nova derrota, mas algum alento pela exibição.

Dois jogos, duas derrotas. Não se podia prever pior início de campeonato para o Beira-Mar. No jogo em Portimão, Leonardo Jardim abdicou (e bem!) do sistema de três centrais, apostando num 4x2x3x1, com o recém chegado (e nomeado capitão) Hugo ao lado de Kanu (voltou às boas exibições) no centro da defesa. Na lateral esquerda, Fabeta (adaptado) esteve em bom plano. À frente do quarteto defensivo, dois médios "defensivos": Rui Sampaio e Djamal (o melhor do Beira-Mar neste jogo). Artur à direita, Sidnei ao centro e Élio à esquerda tinham a missão de "alimentar" o avançado Fary.

O Portimonense entrou mais pressionante, mas rapidamente o Beira-Mar equilibrou a contenda. No entanto, o ataque auri-negro esteve muito desinspirado até à entrada de Yartei (substituiu Sidnei - lesionado - ainda no decurso da 1ª parte) que é, sem dúvida, um jogador acima da média.
Perto do intervalo, Hugo comete uma falta (desnecessária?) nas imediações da grande área do Beira-Mar. Na cobrança do livre directo, Ricardo Pessoa marcou para os locais num remate que entrou, praticamente, pelo meio da baliza de Bruno Conceição (pareceu-me desconcentrado neste lance).
Na segunda parte, o Beira-Mar entrou apostado em chegar ao empate, o que acabou por acontecer numa excelente jogada de Djamal que isolou Yartei (excelente a contornar o guarda-redes), permitindo ao ganês colocar justiça no marcador. No entanto, Yartei teve que sair (lesionado) e a equipa ressentiu-se imenso. Para o seu lugar entrou Leandro Mahl que, no decurso de dois lances de bola parada, podia ter feito o golo (era só encostar!)... mas revelou pouco instinto "matador". Aos 74´, quando nada o fazia prever, o nosso conhecido Vasco Matos aproveitou uma bola "perdida" na grande-área Beiramarense e fez o golo que deu os 3 pontos ao Portimonense.
Em jeito de balanço deste jogo (disputado sob um calor abrasador), fiquei com a sensação que o Beira-Mar não foi inferior ao Portimonense tendo, inclusive, mostrado mais qualidade individual. No entanto, o adversário foi mais concentrado e eficaz. É fundamental que os jogadores entendam que, na maioria dos jogos da Liga Vitalis, o equilíbrio é a nota dominante e o vencedor decide-se nos pormenores.
Fica a ideia de que a equipa melhorou muito neste encontro por comparação ao jogo com o Covilhã. No entanto, o processo de construção ainda não está assimilado, sobretudo, nota-se que a equipa não consegue criar desequilíbrios pelas alas, o que é fundamental que aconteça para que surjam mais situações de perigo junto da baliza adversária. Élio e Artur não estiveram bem e Wang, quando entrou, já não beneficiou da clarividência de Yartei a distribuir jogo.
No próximo Domingo, o Beira-Mar recebe o Feirense (dois jogos, duas vitórias), candidato assumido à subida de divisão. Espero que os lesionados recuperem, sobretudo, Fangueiro que faz falta a uma equipa em que Yartei e Wang são os jogadores que revelam maior capacidade de provocar desequilíbrios nas defesas contrárias. Com o apoio dos sócios e adeptos, o desejo de que à terceira jornada, se concretize a primeira vitória auri-negra na Liga.

5 comments:

Pedro Nuno disse...

Expliquem-me porque é que o Hugo foi nomeado um dos capitães. Quando li no Diário de Aveiro nem queria acreditar. Este Leonardo Jardim anda-me a surpreender pela negativa. Somos o único clube dos nacionais que ainda não pontuou e depois é a anarquia que se vê: ora contrata, ora dispensa, ora contrata, ora dispensa… Domingo não aceito outra coisa senão a vitória!

Anónimo disse...

Se calhar o Beira-Mar tem de vender mais alguma coisa para contratar novos jogadores e treinador.

António Ferreira

Anónimo disse...

Podemos ser tecnicos de bancada, mas não me parece que se ganhe a confiança de um grupo quando se passa por cima de jogadores como Fary e Fangueiro... Enfim não vamos ja decapitar o treinador, mas não me parece que a relação com o grupo seja perfeita te por algumas reacções que vi no banco no jogo no EMA

Soares de Castro disse...

Pedro Nuno, veja a questão de outro ângulo...Antigamente é que ser capitão de equipa de certo modo estava associado a ser-se da terra, ter muitos anos de clube, conhecer a sua história. Aceitava-se que devia ser assim. Hoje, no tempo do futebol globalizado e altamente profissional, o importante já não é isso, as equipas são hoje constituidas por jogadores de múltiplas nacionalidades, de mentalidades diferentes e que estão completamente alheados da mística clubista, do passado do clube e daquilo que antes se chamava amor à camisola. Hoje o importante é o conhecimento da condução de um balneário e isso passa essencialmente pela experiência e pela capacidade de liderança, pela capacidade de construir um ascendente sobre o grupo e conduzi-lo na direcção certa. Nem todos têm essa capacidade, nem ela é exclusiva dos jogadores mais antigos em qualquer clube. Há os que estão cá há muito tempo e nunca irão ser líderes e há alguns que podem estar a chegar com as malas na mão e já se vê que têm o carisma dos condutores de homens...Um bom capitão pode ser tanto no balneário como no campo uma importante mais-valia para uma equipa e um jogador com o passado do Hugo, mesmo tendo chegado agora, pode ser essa mais-valia...

Anónimo disse...

relativo à escolha de capitães penso ser feita dentro de balneário e fruto da escolha dos jogadores e não treinador, (corrijam-me se estiver errado) daí que o treinador nada terá a ver com isso, estranho é ser um jogador que ainda agora chegou ao BM..