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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cachide irredutível nas penhoras



José Cachide, um dos principais credores do Beira-Mar, mostrou-se surpreendido com o apelo feito pelos orgãos sociais para o levantamento das penhoras que impedem o clube de aceder a receitas, nomeadamente dos jogos.

“Comissões administrativas e actual direcção nunca colaboraram com a nossa antiga direcção, ainda fomos acusados de muita coisa”, reagiu o empresário que integrou o elenco presidido por Artur Filipe (2005-08).

O tom desesperado assumido pelo presidente em exercício, António Regala, ao pôr em causa a organização do jogo em casa com o Benfica, não convenceu. “É um problema da direcção, tem de assumir a responsabilidade se não quiser fazer o jogo. Nunca atribuí-la a nós”.

As penhoras das receitas e a venda em hasta pública do pavilhão e da antiga sede foram já em último recurso para recuperar os empréstimos feitos ao clube, justificou José Cachide. “O problema é que receberam o dinheiro que havia, incluindo o que deixámos. Nunca ninguém trouxe um euro que fosse para abater à nossa dívida. Assim é difícil dialogar”, disse.

As esperanças de obter parte dos créditos através do negócio das piscinas gorou-se deixando os ex-dirigentes incrédulos. “Desapareceu o dinheiro todo do terreno, ainda pagaram algum à Câmara e voltamos a não ver um cêntimo”, contou, indignado, José Cachide. “Sério é aquele que mostra vontade de pagar, até hoje não vi isso”, atirou.

Em tribunal, a direcção de Artur Filipe e José Cachide aceitou perdoar 70 mil euros, exigindo o restante da verba de cerca de 700 mil euros em 35 prestações. Não foi aceite pelos actuais responsáveis, levando ao arresto dos bens.

Os ex-dirigentes ainda ouviram “mais palavras bonitas” que iam receber mas na véspera de reuniões “apareciam a ofender-nos nos jornais”.

“Quando foram para o Beira-Mar sabiam muito bem a situação do clube. Não foram enganados por ninguém. Eu quando fui em 2005 é que encontrei o que não esperava. Se não tivéssemos pago as dívidas, aí sim o clube teria acabado na hora”, afirmou o ex-vice-presidente.

Outras tentativas de acordo, envolvendo verbas da EMA e da Câmara, assim como passes de jogadores, também acabaram por não dar em acordo.

9 comments:

Anónimo disse...

Será que ninguém consegue mediar o acordo? Será que o objectivo é mesmo acabar com o clube? Será que o propósito do impasse se sustenta na desistência dos que lá estão, para que então, possam assumir o clube e recuperar o dinheiro da forma que lhes interessa? Será que querem forçar o fim do clube afim de criarem o Beira mar e Aveiro? Será que o egoísmo é tão cego que preferem os milhões de imediato, não necessário à própria sobrevivência, por troca com a não sobrevivência do Beira Mar? Será que a parte devedora - BM -, que já foi composta por múltiplas pessoas de diferentes quadrantes, é de tal modo inflexível na negociação? Será que há alguém que dúvida que o BM está sem condições financeiras nenhumas e que corre inequívocos riscos de terminar? Será que a CMA não tem um papel moral neste processo? Será que o dinheiro recebido da venda das piscinas foi utilizada para cumprir com a dívida que mais interessava? Será que as quezílias superam o fim? SERÁ QUE OS SÓCIOS, OS ANÓNIMOS, OS ADEPTOS, AS GENTES DE AVEIRO, A DIGNIDADE DO CLUBE, A IMAGEM DO CLUBE, A ACADEMIA DE FUTEBOL, O BASQUETEBOL, PAVILHÃO, AS MEMÓRIAS, OS FUNDADORES, OS MECENAS, OS TRABALHADORES, A PAIXÃO, O CLUBISMO, A CIDADE, ETC, ETC, NÃO são mais importantes que dinheiro ou do que orgulhos feridos?
Será que não se sentem tristes com o panorama?

Sócio.
Kanu.

Anónimo disse...

Vivemos no país do salve-se quem puder, do mata e esfola e da inveja...
Hoje são estes com divergências e amanhã serão outros...
E quando estão uns milhões em cima da mesa o cenário agudiza-se...

Se o tribunal estabeleceu o pagamento faseado da dívida porque motivo a direcção em funções não procede em conformidade?

Anónimo disse...

Será que o Presidente da Camara não podia fazer o papel minimo que é mediar os conflitos do clube mais representativo de Aveiro?
Élio, isto nem lhe custa dinheiro isto é que se chama usar a magistratura de influencia.
Salve o Beira Mar.
CMD

Anónimo disse...

Tristes, desolados, desesperados e com pouca fé e (os poucos que possamos ser) temos muita força. Não vamos desistir de Ti Beira Beira!

És o nosso orgulho, o Orgulho da Cidade De Aveiro!!!



ACORDA AVEIRO!



João Pinho

Beira Mar SEMPRE!!!

Anónimo disse...

Caro Kanu:
Todas as suas interrogações são pertinentes. O dinheiro, meu caro, para algumas pessoas é tudo. Não se mata por dinheiro? Não há irmãos que se odeiam por causa do dinheiro? Há pessoas que não gostam do Beira-Mar. Estão pouco preocupadas com o Clube. Este Cachide é o piorio. Ele tem usado o Artur Filipe e este burro, não percebe que está a ser usado. Este Cachide é no mínimo um grande aldrabão. Não digo mais porque não tenho provas.
Estes jornalistas de trazer por casa, porque não questionam este artista relativamente às afirmações que fez nas assembleias gerais?

Anónimo disse...

O anónimo das 17:48 não está a perceber nada disto. Que tribunal, que pagar faseadamente?
O tribunal não fez mais do que concordar com a penhora das receitas dos jogos, meu caro. Quem não aceitou o pagamento faseado foi este senhor. Estamos a brincar com com sérias, ou quê? Se não sabe, informe-se.

Anónimo disse...

Este Nuno Quintaneiro é um "incendiador"...

Nuno Q. Martins disse...

"Incendidador"?
Será que quis dizer incendiário?

Olhe que sou ainda um tipo mais perigoso que isso! Pelo sim, pelo não, tenha cuidado comigo. :)

Anónimo disse...

As mentiras que dizem são tantas vezes ditas que passam a ser verdades. Este Cachide que ponha o Clube como o encontrou e que abdique depois da diferença e então veremos se não há gente que tome conta do Clube.
O mentiroso compulsivo já fez tantas e ainda não foi expulso de sócio, vai para o Oliveirense, pois aí é que deixas as lecas.
E o Maiorquino? Sois ambos mafiosos e ele vai-te fazer a folha, com esse não brincas.
Sócio 321.