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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

António Regala apresentou programa eleitoral

Decorreu, esta noite, no auditório da Junta de Freguesia da Vera-Cruz, a sessão pública de apresentação do programa eleitoral da única lista candidata aos órgãos sociais do SC Beira-Mar.

Artur Moreira e António Regala foram os "porta-vozes" da lista e, além da apresentação do programa, responderam às questões apresentadas por alguns sócios e jornalistas.

O site Notícias de Aveiro apresenta uma reportagem que resume o essencial da sessão (ver aqui) e no seu blog o Jorge Maia apresenta-nos a sua visão sobre duas das matérias abordadas: renovação de Leonardo Jardim e constituição de uma SAD para o futebol (ver aqui).

Para todos os interessados, aqui disponibilizamos as quatro páginas do documento apresentado na sessão:

Página 1

Página 2

Página 3

Página 4

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Breve comentário à entrevista de António Regala

Gostei de ler a entrevista de hoje, ao Diário de Aveiro (pág.s 28 e 29), de António Regala, na qual o próprio assume ser o provável candidato nas eleições agendadas para o dia 19 do próximo mês.
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Trata-se de uma entrevista que aborda as principais dificuldades e os principais desafios que se colocam ao clube. Num tom manifestamente apaziguador, António Regala faz justiça ao papel de Mano Nunes na história do clube e passa uma esponja sobre o conflito recente com Artur Filipe e José Cachide.
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Sobre a dificuldade de convivência das modalidades amadoras e do futebol profissional sob a mesma estrutura, como é do conhecimento público, partilho da mesma perspectiva de António Regala, bem expressa na sua resposta à questão da constituição de uma SAD para o futebol profissional.
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Sobre a sua provável candidatura, António Regala coloca duas condições que espera serem asseguradas até ao final desta semana: apoio institucional (da autarquia?) e apoio financeiro (renovação do acordo de pagamento da dívida com os ex-dirigentes para as próximas épocas?). É legítimo que António Regala, ao contrário de antigos dirigentes, não ponha em risco o seu património pessoal para ser presidente do clube.

A confirmar-se a candidatura de António Regala, fico na expectativa de conhecer o seu programa eleitoral. Além da manutenção da estabilidade directiva e financeira (penso que todos reconhecem que são as premissas fundamentais para qualquer projecto), tenho a expectativa de encontrar propostas concretas para duas áreas que são urgentes: Melhoria das infra-estruturas desportivas (para as modalidades e respectivos escalões de formação) e aproximação do clube com a sua comunidade (campanhas, eventos e projectos sociais). Importantíssima, também, a revisão dos estatutos e regulamentos do clube, num processo que se deve pautar pelo máximo envolvimento possível dos órgãos sociais do clube e dos associados.
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Contudo, há algo que me parece fundamental e que deve ser exposto e debatido neste período eleitoral. É que o Beira-Mar precisa de um projecto de reestruturação a médio-longo prazo e, nesse aspecto, penso que caberá ao futuro elenco de António Regala definir as suas directrizes, pois todos temos a expectativa que a questão dos protocolos com a Câmara Municipal de Aveiro se resolva, de forma negociada, durante os próximos três anos. A definição de um modelo de clube e das infra-estruturas que esse modelo exige parece-me crucial para orientar as negociações com o Município, face ao quadro legislativo vigente que, como sabemos, proibe apoios públicos ao desporto profissional.
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Fico na expectativa de que a lista que se candidate (que deduzo seja a única) se apresente com ideias e propostas concretas, disponível para debatê-las com os sócios e com a motivação necessária para dar corpo às mesmas.
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Aqui ficam as ligações para a Entrevista:
Pág. 28 -> Clicar Aqui!
Pág. 29 -> Clicar Aqui!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

António Regala pode ser candidato

António Regala, líder da comissão administrativa, admite concorrer à presidência do Beira-Mar. Faltam cinco dias para o encerramento do prazo da entrega de listas.

Semana de importantes decisões no Beira-Mar. Com o acto eleitoral agendado para 18 de Fevereiro, faltam cinco dias para o encerramento do prazo de entrega de candidaturas.

Até ontem não havia relatos da existência de qualquer lista, mas é bem provável que as próximas horas tragam novidades. Há, inclusivamente, a hipótese de António Regala, líder da comissão administrativa, avançar em nome próprio para a presidência do emblema aveirense, com o natural apoio dos restantes elementos que integram o órgão provisório que gere o clube.

Em declarações a A BOLA, António Regala abre a porta a uma candidatura, embora faça depender a decisão da existência de pelo menos duas condições. A saber:
«Se existir boa vontade institucional, isto é, se o relacionamento com a autarquia for normalizado e isso parece ser bem viável, e se houver a possibilidade de se controlar as dívidas do clube, programando convenientemente o respectivo pagamento.»

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Kanu de saída e CA prepara lista para as eleições

=clicar na imagem para aumentar=
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Segundo a edição desta Terça-Feira do Diário de Aveiro, o defesa-central Kanu (recentemente eleito o melhor jogador do Beira-Mar em 2010) já se vinculou ao Standard de Liège, embora o site oficial do clube belga ainda não confirme a contratação.

Também segundo o Diário de Aveiro, face à perspectiva de entrada de dinheiro no clube com a transferência de Kanu, a actual Comissão Administrativa está a preparar uma lista para submeter ao acto eleitoral agendado para o dia 19 do próximo mês.

sábado, 15 de janeiro de 2011

António Regala optimista em relação ao futuro do clube

O presidente da comissão administrativa do Beira-Mar disse hoje estar optimista em relação ao futuro do clube aveirense, durante o jantar comemorativo do 89.º aniversário, que serviu para homenagear antigas glórias.

"Esta comemoração vem no período eleitoral, em que estamos na fase de apresentação de listas e julgo ser galvanizador", afirmou António Regala, em declarações à Agência Lusa.

Sem adiantar se é ou não candidato à direcção do Beira-Mar, equipa da Liga portuguesa de futebol, Regala falou da importância de reconhecer a relevância do passado para construir um futuro mais coerente.

O dirigente esclareceu que "não têm sido tradição este género de comemorações", mas considerou-as importantes para o espírito de unidade do clube.

"No ano passado, devido às atribulações vividas durante a época não se mostrou possível realizar este jantar, pelo que este ano não quisemos deixar fugir a oportunidade" acrescentou.

Para além do jantar, realizou-se uma cerimónia de atribuição de galardões à equipa que subiu pela primeira vez à Liga de futebol, em 1960/61, bem como ao seu treinador, António Pisa.

Para além destas, foram atribuídas distinções ao ex-dirigente Alfredo Almeida, ao jogador e ex-dirigente João Rodrigues e ao médico Óscar Neves.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Actuais dirigentes deverão formar uma lista

Declarações de Artur Moreira, Presidente da Assembleia Geral, ao Diário de Aveiro
(clicar em cima da imagem para aumentar)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Assembleia continua no dia 28

Assembleia Geral do Beira-Mar elegeu esta sexta-feira à noite comissão administrativa para gerir os destinos do clube até eleições, em fins de Janeiro, tendo adiado a apreciação das contas.
Como era esperado, os membros da direcção que se mantiveram em funções após a demissão do presidente, Mário Costa, apresentaram a única lista a sufrágio.
António Regala, ex-presidente adjunto, João Silva (pelouro financeiro) António Cruz (futebol profissiona), Fernando Vinagre e Anastácio Oliveira foram eleitos apenas com uma abstenção entre os escassos 21 sócios presentes. O outro ponto da ordem de trabalhos, que dizia respeito à aprovação das contas, acabou por não ter efeito por motivos legais.
Foi entendimento que o relatório, embora já elaborado, carecia de assinatura dos membros da comissão administrativa.Tal não poderia suceder antes de serem eleitos, “por não estarem legitimados”; como explicou o presidente da mesa, Artur Moreira.
As contas estarão disponíveis a partir da próxima segunda-feira para consulta dos sócios.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

António Regala vai liderar Comissão Administrativa

António Regala, Vice-Presidente da Direcção demissionária do Beira-Mar, vai liderar a futura Comissão Administrativa, que será eleita na Assembleia Geral do Beira-Mar, marcada para a próxima sexta-feira à noite, na sala Tó Zé Bartolomeu no EMA.
Após a demissão do Presidente da Direcção, Mário Costa, esta foi a solução encontrada para a gestão do Beira-Mar, disse Artur Moreira, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, à Terra Nova. "As pessoas são as mesmas, a composição do grupo é rigorosamente igual com o António Regala na liderança, não existem divergências", assegurou, adiantando que "a actual direcção transforma-se em Comissão Administrativa para salvaguardar questões legais".
A eleição de uma Comissão Administrativa permite retomar a normalidade no Beira-Mar até à convocação de eleições para os órgãos sociais. Na reunião de sócios da próxima sexta-feira, será ainda discutido e votado o relatório e contas do exercício do ultimo ano, "temos boas expectativas de futuro, até porque os resultados desportivos da equipa de futebol são bons e é essencial manter a equipa na Liga", até porque "só com a equipa de futebol na primeira Liga é possível salvar o clube".
Artur Moreira realçou também a melhoria nas relações com a Câmara de Aveiro, "as relações com a Câmara estão boas e isso é muito importante para nós, para o bem do clube e para o bem de Aveiro", disse.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mais do mesmo...

A novela em torno dos ex-dirigentes continua... Na edição de hoje do Diário de Aveiro (clicar em cima da imagem para aumentar), António Regala fala em "má-fé" para caracterizar a actuação de "Artur Filipe e seus pares".

Lamentavelmente, já nada disto é novo ou susceptível de surpreender. Além dos graves constrangimentos financeiros que as penhoras causam (embora continuem a existir por aí uns iluminados que acham que as penhoras não afectam nada...), as constantes acusações públicas entre antigos e actuais dirigentes contribuem para o contínuo desgaste da imagem do clube e consequentemente afectam a sua credibilidade.

Parece-me importante recordar que os sócios, além de direitos, têm também deveres em relação ao clube, designadamente, aqueles que estão elencados no art. 7º do Regulamento de Sócios (aprovado em Assembleia Geral em 28 de Dezembro de 2000). Ora, perante as evidências que nos são trazidas à praça pública pelos próprios responsáveis do clube, penso que é chegada a altura destes passarem das palavras aos actos e utilizarem os poderes disciplinares (art. 9º e seguintes) que o referido Regulamento lhes conferem, sob pena de ignorarem o disposto nos artigos 22º, nº 1 e 2 e 40º, nº 1 dos Estatutos, relativamente à Assembleia Geral e à competência da Direcção, respectivamente. De seguida, passo a transcrever os artigos que citei:

ESTATUTOS

Artigo 22º

1. A Assembleia Geral é a reunião dos sócios efectivos no pleno gozo dos seus direitos e nela se consubstancia o poder supremo do Clube, pelo que as suas deliberações, desde que tomadas em conformidade com estes Estatutos, os regulamentos e as disposições legais aplicáveis, obrigam os demais Corpos Directivos e todos os sócios.

2. A Assembleia Geral, como autoridade suprema, tem competência ilimitada, no âmbito das disposições destes Estatutos, dos regulamentos e das leis em vigor, para apreciar e decidir todos os assuntos de interesse para a vida, disciplina e progresso do Clube.

(...)

Artigo 40º

Competência da Direcção:

1. Cumprir e fazer cumprir os presentes Estatutos, regulamentos e deliberações da Assembleia Geral;

(...)

REGULAMENTO DE SÓCIOS

Dos Deveres

Artigo 7º

1. São deveres dos sócios:
a) Honrar e dignificar o Clube, defendendo o seu prestígio e contribuir com a sua acção para o progresso material, moral e desportivo, observando as regras da educação cívica e desportiva;
b) Cumprir escrupulosamente o preceituado nos presentes Estatutos e nos Regulamentos do Clube e acatar as decisões e instruções dos corpos directivos;
c) Satisfazer, com pontualidade, as cotas e demais obrigações pecuniárias emergentes das deliberações dos Órgãos Directivos e Deliberativos, salvo isenção desta obrigação;
d) Exibir o cartão de sócio sempre que tal lhe seja solicitado por um membro directivo ou por quem o represente;
e) Defender e preservar o património do Clube, mantendo impecável comportamento dentro das suas instalações, conduzindo-se de harmonia com a qualidade de que goza;
f) Tomar parte nas Assembleias Gerais e reuniões para que for convocado, usando o direito de voto, sem influências externas de qualquer natureza, propondo as medidas que considere vantajosas para a disciplina e o engrandecimento do Clube;
g) Exercer os cargos para que for eleito ou nomeado e desempenhá-los com dedicação, zelo e aprumo e dentro dos princípios definidos nos presentes Estatutos;
h) Prestar ao Clube toda a colaboração solicitada.

2. Os deveres referidos na alínea g) do artigo anterior apenas cabem aos sócios designados no Art.º 4º, nº1 alíneas a), b), c) e d).

(...)

Disciplina

Artigo 9º

1. Os sócios, filiais e delegações do Beira-Mar, estão subordinadas ao poder disciplinar do Sport Clube Beira-Mar, a quem este aplicará, por infracção ao presente Regulamento, por desobediência a decisões dos Órgãos Directivos, por ofensas, injúrias ou difamações a qualquer um dos seus membros ou ao Clube, de acordo com o seu grau de gravidade, as seguintes punições:
a) Advertência;
b) Repreensão verbal;
c) Repreensão escrita e registada;
d) Suspensão de 15 a 90 dias;
e) Suspensão de 3 meses a 1 ano;
f) Eliminação compulsiva;
g) Expulsão.

2. Compete à Assembleia Geral a aplicação das penas constantes nas alíneas e), f) e g) do número anterior; nas demais compete à Direcção.

3. Na aplicação das penas atender-se-à ao grau de culpa, à personalidade do agente e a todas as circunstâncias atenuantes e agravantes em que a infracção tiver sido cometida.

Artigo 10º

1. A pena de suspensão inibe os sócios, que a estejam a cumprir, de frequentar todas ou parte das instalações do Clube, cumprindo à Direcção fazer respeitar o que neste sentido for determinado.

2. A pena de suspensão não implica a desobrigação dos sócios cumprirem com os seus deveres estatutários e regulamentares.

Artigo 11º

1. Nenhuma pena de suspensão será aplicada sem que os sócios sejam notificados a apresentar as alegações escritas, no prazo de 8 dias.

2. A notificação ao sócio será feita mediante carta registada com aviso de recepção, contando-se o início do prazo no dia seguinte ao da assinatura do aviso de recepção.

(...)

Artigo 13º

1. A pena de expulsão será aplicada, especialmente, aos sócios que:
a) De forma grosseira, infrinjam as disposições estatuárias ou regulamentares, ou desobedeçam às decisões da Direcção;
b) cometam, directa ou indirectamente, falta de respeito (inclusive agressão), considerada grave, para com os membros dos corpos directivos ou as pessoas por eles nomeadas para qualquer cargo;
c) extraviem quaisquer objectos ou valores pertencentes ao Clube;
d) tendo sofrido uma ou mais penas de suspensão que totalizem 180 dias, cometam nova falta pela qual se verifique ser inconveniente a sua permanência no Clube.

2. A pena de expulsão implica para os sócios a perda de quaisquer distinções que lhe hajam sido conferidas.

3. Das penas de expulsão aplicadas pela Direcção cabe sempre recurso para a Mesa da Assembleia Geral.

4. Das restantes não há direito a recurso.

5. O recurso tem efeito suspensivo.

6. As alegações de recurso deverão ser enviadas pelo recorrente ao presidente da Assembleia Geral, por meio de carta registada com aviso de recepção, no prazo de 15 dias a contar do dia seguinte àquele em que a Direcção tiver comunicado a penalidade ao sócio.

7. O Presidente da Assembleia Geral enviará à Direcção as alegações de recurso produzidas pelo recorrente e conceder-lhe-á o prazo de 15 dias para apresentar, querendo, as suas contra-alegações.

domingo, 6 de junho de 2010

Levar o barco a bom porto

Decorreram ontem as eleições para os Órgãos Sociais do SC Beira-Mar com os seguintes resultados: 206 votos na lista única submetida a sufrágio, 6 votos em branco e 1 nulo.

Está assim restabelecida a normalidade directiva na vida do clube com novos Órgãos Sociais eleitos para um mandato de 3 anos. Aos recém-eleitos dirigentes, desejo as maiores felicidades e espero que consigam cumprir o que prometeram, aproveitando os ventos que sopram a favor para levarem o barco a bom porto.
Neste momento de felicitação, permitam-me, no entanto, tecer alguns "avisos à navegação" que, espero, sejam entendidos de forma construtiva:


Voltuntarismo vs Programa/Estratégia

Nos próximos 3 anos, espero que a nova Direcção evite os lamentos públicos e a auto-vitimização que marcaram, por exemplo, a sessão de apresentação da sua lista.

A esse propósito, compreendam que respeito o voluntarismo e o Beiramarismo desta nova Direcção, mas isso não me tolda a lucidez, nem me retira o sentido crítico. O SC Beira-Mar precisa de gente que o ame, que o sinta, que tenha vontade de trabalhar, mas precisa também que esta gente tenha um rumo, uma estratégia, sob pena de todo o trabalho a desenvolver não produzir os resultados esperados. É que Beiramarismo e voluntarismo eram predicados reconhecidos, por exemplo, a Artur Filipe - o último presidente duma direcção eleita que o clube teve -com os resultados ao nível da gestão que são do conhecimento público.

Bem sabemos que o SC Beira-Mar vive um momento muito delicado, mas não nos esqueçamos que foram os elementos desta nova Direcção, enquanto membros da CA, que assumiram em Assembleia Geral que o clube estava em condições de ir a eleições e que os próprios estavam disponíveis para concorrer a elas. A CA capitalizou a confiança dos associados para uma solução directiva formada pelos próprios, afastando a possibilidade de se constituir uma SAD para o futebol profissional ou, em alternativa, permitir a candidatura de José Cachide (publicamente demonstrou disponibilidade para assumir os destinos directivos do clube caso os membros da CA não se quisessem candidatar). Foi o próprio Mário Costa (agora presidente), conhecedor da situação do clube, a prometer em Assembleia Geral a libertação de 1 milhão de euros para amortizar o passivo no próximo exercício. Ora, em face deste discurso que motivou o apoio quase consensual dos associados em torno desta candidatura, não posso aceitar que esta Direcção venha agora lamentar-se da situação do clube, pois já a conheciam quando comunicaram a sua disponibilidade para concorrer ao acto eleitoral.
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Como associado, quero é conhecer e debater as soluções que a nova Direcção preconiza para os problemas do clube, deixando as lamúrias para trás das costas.


Comissão Administrativa vs Direcção

Importa, por isso, começar por distinguir bem a natureza duma Comissão Administrativa face à natureza duma Direcção no âmbito do clube. As CA são soluções de recurso, geralmente incorporadas por gente que não tem qualquer ambição directiva e cuja missão é, essencialmente, garantir o funcionamento e a manitenção da actividade da instituição. O seu mandato tem uma duração incerta, podendo ir até à Assembleia Geral Ordinária ou Extraordinária que se seguir, conforme decisão da Mesa da Assembleia Geral (art. 16º dos Estatutos), o que desde logo coloca vários constrangimentos, por exemplo, no que diz respeito à avalização pessoal de financiamentos e a assunção de compromissos perante terceiros. No âmbito duma Direcção, a gestão do clube é perspectivada para um espaço temporal de 3 anos. Cumpre, a quem se candidata, reunir os recursos financeiros necessários para desenvolver o seu projecto. Sabe, à partida, o tempo que terá para recuperar os investimentos que entenda efectuar, podendo ainda recorrer ao mecanismo previsto no art. 40º, #3 dos Estatutos no caso de investimentos que onerem o clube para além do termo do seu mandato.


As minhas expectativas

Da Direcção agora eleita, espero que consigam sanear financeiramente o clube, cumprindo a gestão rigorosa que prometeram e que, utilizando as palavras de Mário Costa, devolvam a "credibilidade" ao clube, nomeadamente, honrando sempre os compromissos assumidos. Contudo, o sucesso do processo de saneamento financeiro do clube depende da capacidade para se perspectivar o desenvolvimento sustentado do clube nas suas principais áreas de actividade.

Espero, ainda, que esta Direcção diga como pretende atingir o objectivo dos 10.000 sócios em 3 anos - fasquia assumida por Mário Costa em entrevista ao Diário de Aveiro que, acredito que tenha sido por lapso, não consta de nenhum dos 12 pontos programáticos da sua candidatura.
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Relativamente à revisão estatutária e à eventual autonomização das modalidades, são temas que merecem um tratamento aprofundado, pelo que, remeto uma análise para outra oportunidade.

Importa, ainda, saber como pensa a Direcção resolver o diferendo com a Câmara Municipal de Aveiro. Chamo particular atenção para dois aspectos. O primeiro, prende-se com a gestão do EMA. Tenho a convicção que a grande prioridade da CMA é entregar a gestão do equipamento ao Beira-Mar, pelo que, a mesma será proposta ao clube de forma sedutora. O problema virá depois... Será que a CMA assumirá e estará disposta a liquidar a dívida da EMA ao clube? Será que a CMA reconhecerá o fracasso do protocolo de 2008 e devolverá a si a responsabilidade da construção dos campos de treino junto ao EMA? Não creio...

O segundo aspecto prende-se com o Parque da Sustentabilidade e com o facto de, no final da próxima época desportiva, o SC Beira-Mar ter que abandonar o actual campo de treinos do antigo Estádio Mário Duarte. E depois? Para onde irá a Academia de Futebol?


Em conclusão...

A ambição é algo que se mede em função das expectativas que são criadas.

A expectativa que tenho é que esta Direcção, conhecendo o clube como teve oportunidade de conhecer nos seis meses de funções que exerceu como Comissão Administrativa, candidatando-se voluntariamente e retirando o espaço a eventuais soluções alternativas, aproveite o seu "estado de graça" e apresente um plano para abordar estas matérias que me parecem ser essenciais para o futuro imediato do clube. Acho que não estou a ser excessivamente "ambicioso" nem "irrealista" ao esperar isto. É mesmo o mínimo que se pode esperar.
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Com realismo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Saibamos aproveitar a segunda vida que o destino nos deu

Quando me perguntam sobre o que acho da direcção que aí vem, a minha resposta tem sido invariavelmente qualquer coisa como "fizeram uma coisa que mais ninguém teve a coragem de o fazer". Isto, por si só, diz muito. Não quer no entanto dizer que goste de tudo o que é feito. Tenhamos algo em mente: independentemente do mérito que esta antiga Comissão Administrativa teve, não significa isto que tenhamos que perder a capacidade crítica e a nossa visão sobre o ideal que, para nós, deve ser o Beira-Mar. Isto não significa não respeitar as pessoas que irão conduzir (esperemos todos que sim) os destinos do Beira-Mar nos próximos três anos. Mal seria se assim fosse!


Quando olho para o passado recente do Clube, não consigo deixar de pensar na analogia do sujeito completamente falido que decidiu ir ao casino gastar os últimos euros que tinha. Ao contrário do fim que todos podíamos esperar, o sujeito saiu do casino aliviado e com a carteira mais recheada. A partir daqui, o indivíduo tem duas hipóteses: ou volta a cometer os erros do passado, e não tarda lá estará a confiar o seu futuro no casino (e muito provavelmente com um final de história diferente), ou aproveita a sorte que o destino lhe traçou e decide endireitar a sua vida. É este o desafio que o Beira-Mar tem pela frente. A bola ditou que tivéssemos uma "segunda vida" ao colocar-nos, de novo, no convívio entre os grandes do futebol português. Mas que ninguém julgue que está aqui a chave do paraíso. Quantos clubes podemos enumerar que acabaram por desaparecer, mesmo com equipas a competir na primeira liga de futebol? E quantos para lá não caminham?

Dito isto, aquilo que desejo à futura direcção que aí vem é que, independentemente daquilo que a bola ditar, se mantenha fiel a um rumo. Que seja definido um orçamento rigoroso, cumprido até ao final de cada época. Que aposte na profisisonalização do clube (um quadro qualificado pode valer muito mais que um brasileiro de qualidade duvidosa)! Que consiga ir libertando meios para, de uma forma gradual, amortizar o passivo, recorrer em situações de emergência (ex: descida de divisão) e retirar o Beira-Mar da situação de falência técnica. Que não se esqueçam que há vida além do futebol, e que aqui reside a fórmula de fazer chegar (regresar) o clube à cidade/região. E que, acima de tudo, identifiquem que está na massa associativa o principal activo de qualquer clube.

Os desafios são grandes, mas pensemos positivo: estamos hoje muito melhor do que estávamos há um ano atrás. E isto só pode ser motivo de nos unirmos e gritarmos "eia avante, rapaziada...".

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Uma candidatura de fé...

A única lista candidata aos órgãos sociais do SC Beira-Mar apresentou, ontem à noite, as razões da sua candidatura e os 12 pontos que denominaram "programáticos".
O site Notícias de Aveiro apresenta-nos uma reportagem dos aspectos essenciais que foram abordados na sessão e o blogue Mais Beira-Mar apresenta-nos um comentário crítico bastante elucidativo.
Efectivamente, o documento distribuído é extremamente pobre e dele não se extrai qualquer estratégia para os próximos 3 anos. O futuro do clube estará nas mãos dos credores e dependente da manutenção da equipa de futebol na primeira liga. À futura direcção caberá gerir o dia-a-dia e esperar que as coisas corram bem.
No fundo, esta é uma candidatura de fé. Assim sendo, que o São Gonçalinho nos ajude!
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FOTO: Notícias de Aveiro

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lista única

Tal como lhe cumpria, depois de ter pedido a realização de eleições e ter mesmo efectuado a promessa, em Assembleia Geral, de realizar um milhão de euros de lucro na próxima época, a actual Comissão Administrativa constituiu e apresentou a única lista candidata aos órgãos sociais do Clube. Mário Costa (na foto) será o Presidente dum elenco constituído por António Regala - será o Presidente-Adjunto -, António Cruz, João Silva, António Rodrigues Regala, Fernando Vinagre e Anastácio Oliveira.
Artur Moreira e Luís Leitão continuarão a presidir à Mesa da Assembleia Geral e ao Conselho Fiscal respectivamente.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

"Gente que quer mal a este clube"...

Em declarações à Lusa, o dirigente aveirense afirmou que depois de liquidado o mês de Outubro ao plantel, a prioridade será os montantes em falta aos trabalhadores. “De outra maneira o clube não vai encontrar a tranquilidade que precisa", referiu.
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"Os problemas que encontrámos - prosseguiu - foram os conhecidos e também outros, mais desconhecidos, que me fizeram perceber que há muita gente que quer mal a este clube”.
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Ver artigo no jornal O JOGO

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CA eleita!

O tempo para escrever aqui tem sido escasso, mas não quero deixar de saudar publicamente os cinco Beiramarenses que assumiram a Comissão Administrativa do Beira-Mar na passada Sexta-Feira.

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O clube pode estar mergulhado numa grande crise, mas dentro da sua massa associativa, cada vez mais exígua, ainda resistem grandes Homens que se sacrificam por causas. Têm o meu respeito, a minha admiração e o meu apoio.
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À equipa liderada pelo António Regala, desejo as maiores felicidades!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mano Nunes quer sair a "curto prazo"

Mano Nunes lamentou que "ninguém se tenha candidatado ao Beira-Mar" depois de "tanta conversa nos jornais e nas rádios". "Havia tanta gente a falar e a criticar, mas, agora que deviam aparecer, desapareceram", disse o líder aveirense, que reassumiu a intenção de deixar o clube. "O presidente da Assembleia Geral terá de encontrar uma solução a curto prazo, eventualmente com uma nova Comissão Administrativa." Ontem terminou o prazo para a apresentação de listas aos órgãos sociais do clube, sem candidaturas. in O JOGO
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Hoje mesmo, a CA do SC Beira-Mar emitiu um comunicado sobre a venda do terreno das piscinas. Acho que é elucidativo em relação às mentiras, calúnias e difamações produzidas nos últimos tempos, sobretudo, no que respeita à idoneidade das pessoas que dirigem o clube. Ler o Comunicado aqui.

sábado, 16 de maio de 2009

Em jeito de balanço...

Passaram 11 meses sobre a tomada de posse da actual Comissão Administrativa, após um período de indefinição directiva que colocou em risco a continuidade do SC Beira-Mar nas competições profissionais de futebol e, por conseguinte, a sobrevivência do clube.

Quase um ano depois, a CA veio denunciar publicamente o atraso asfixiante (quase 6 meses!) na aplicação do Protocolo assinado com a Autarquia em Dezembro de 2008 e cujos termos se previam aplicados até ao final desse ano.

Apesar da situação delicada em que o Clube se encontra, Mano Nunes e seus pares assumiram que garantem a inscrição da equipa na Liga Vitalis e, por conseguinte, a regularização dos salários em atraso. Mais uma vez, serão pessoas que já dedicam muito do seu tempo e das suas preocupações ao clube a “atravessar-se” pessoalmente. Ora, o futuro do SC Beira-Mar não pode depender das disponibilidades financeiras de algumas pessoas, nem do mecenato. O SC Beira-Mar tem que prosseguir um caminho de sustentabilidade e toda a sua actividade deve ser orientada com esse pressuposto. No entanto, para que tal desiderato seja alcançável, é absolutamente necessário que o Protocolo assinado com o Município se cumpra no respeito pelas legítimas expectativas criadas aos dirigentes do clube aquando da sua celebração.

Só assim se cumprirá o SC Beira-Mar. Só assim se dignificará Aveiro.

À Comissão Administrativa, a certeza que continuará a contar com o meu apoio, com a minha solidariedade e o meu agradecimento pelo trabalho já realizado e por me alimentar o sonho dum SC Beira-Mar próspero e que orgulhe TODOS os Aveirenses.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Comissão Administrativa analisa momento

Já era conhecido o difícil momento que atravessa o Clube. Depois da conferência de imprensa promovida pelos jogadores da equipa de futebol profissional, onde foram tornados públicos os 3 meses de atraso nos salários a jogadores e funcionários, a Comissão Administrativa decidiu convocar uma conferência de imprensa para as 15 horas de amanhã. Esta conferência é aberta a sócios e adeptos do Beira-Mar.

terça-feira, 31 de março de 2009

Clube pode estar à beira do fim.

Sem mais comentários, porque a situação do clube é efectivamente grave, serve este post para recomendar aos Beiramarenses e aos Aveirenses uma leitura atenta do comunicado emitido hoje pela Comissão Administrativa do Beira-Mar:
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Clicar aqui para ler o COMUNICADO na íntegra.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Assembleia Geral e a "questão" do treinador

Está marcada para esta Quinta-Feira uma Assembleia Geral do SC Beira-Mar para apreciação e votação do Relatório e Contas relativo à época 2007/2008 e o respectivo parecer do Conselho Fiscal. Quem tiver dúvidas sobre o descalabro financeiro do clube nos últimos anos, faça o favor de confirmar com os seus próprios olhos e compreenderá porquê que sempre me bati contra a gestão protagonizada pela anterior direcção do clube.
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Bruno Moura a "prazo" como qualquer mortal
O mundo do futebol é, efectivamente, um mundo diferente onde a racionalidade é facilmente secundarizada por crenças, intuições ou questiúnculas que não lembram a ninguém. Após a saída de António Sousa do comando técnico da equipa, foi transmitido ao Bruno Moura que a CA confiava nele para assumir o comando da equipa. O Bruno, com a humildade que lhe reconheço, aceitou o desafio e, desde a primeira hora, colocou a CA à vontade em relação à sua continuidade, pois tem a plena noção de que qualquer técnico está sujeito a uma constante avaliação e, sendo esta a sua primeira experiência como técnico principal, entendia que devia deixar bem claro o espaço de manobra à CA para decidir, a todo o tempo, o que for melhor para o clube. Nesse sentido, penso que é fácil perceber que, como qualquer técnico em qualquer clube, o Bruno Moura será o treinador da equipa enquanto ele próprio e a CA entenderem que estão reunidas as condições essenciais para o exercício dessas funções. No fundo, o mesmo que acontece com qualquer treinador em qualquer clube. Esta aparente contradição entre O Jogo e o Record de hoje, para mim, não faz sentido. Ainda na passada Quarta-Feira, ouvi na RCP, o Sr. Tércio Silva e o Sr. Domingos Cerqueira a afirmarem que esta "indefinição" é má para a equipa. Ora, se o Bruno Moura já tinha um contrato com o clube e a CA lhe confiou a equipa sem estabelecer um termo, eu pergunto: Qual indefinição?
Oxalá que o Bruno Moura fique muitos anos no comando técnico do Beira-Mar. No entanto, é importante que nunca nos esqueçamos que estamos todos a "prazo"... seja no clube, seja nesta vida.