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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Tempo de Reflexão...

Assim se comemorou o Beira-Mar campeão...
 
Dois jogos para a Liga vitoriosos e um empate milagroso na Figueira que não estragou a Taça da Liga. A equipa chega ao Natal em águas mais ou menos calmas. Esperemos que Janeiro (ainda há um jogo em Dezembro, também para a Taça da Liga) não seja perigoso para a estabilidade, condição sine qua non para não nos afundarmos de vez.
 
Já o resto, desculpem-me, mas continua uma desgraça. Ora vamos a factos...
 
a) A Beira-Mar SAD emite um comunicado a informar que iniciou "um processo de reorganização interna" e com isso informa que "uma das medidas adoptadas passou pela redução do Conselho de Administração desta sociedade – situação estatutariamente prevista desde a sua constituição. Assim, Fernando Vinagre, Jaime Machado e Pedro Coelho deixaram de ocupar os cargos de administradores.". Claro que no final se escreve que "Esta sociedade comunicará oportunamente a composição dos novos órgãos sociais "
 
Será que alguém leu mesmo os estatutos? É que sendo possivel diminuir o número de elementos do Conselho de Administração de 5 para 3, não está estatutariamente regulado a sua passagem para 1. E a secretária de Majid não renunciou. Por isso, aguardemos a próxima equipa... que também curiosamente será escolhida pelo CLUBE. Porque estatutariamente, o vice-presidente do Conselho de Administração é nomeado pelo Clube Fundador... Estou curioso para saber qual o nome escolhido pelo SCBM. Será o filho do Majid, o Ulisses, o Patrão ou o Coelho?
 
b) Num exercício de esquizofrenia... no dia a seguir, e no mesmo site, o clube Sport Club Beira-Mar emite um comunicado a dizer que os seus elementos no dito Conselho sairam por vontade própria e concordância da direcção, demonstrando o mau estar evidente, a possível responsabilização em caso de imcumprimento e "este facto deveu-se à dificuldade latente da SAD em conseguir corresponder a todos os compromissos assumidos quando da sua contratualização e ao interesse demonstrado pelo seu principal accionista em centralizar os destinos do futebol profissional"
 
Não é preciso ler nas entrelinhas. Mas há mais. Numa frase de umbiguismo puro..., lembram que há "Dos problemas financeiros com que o clube se debate há alguns anos, só alguns foram resolvidos, e com enorme esforço desta Direcção, contrariando a intenção inicial e o que está contratualizado. Mas, ainda assim, se esses mesmos não tivessem sido resolvidos, com certeza hoje poderia não existir Beira-Mar." Como disse o Mais Beira-Mar... "presunção e água benta"... cada um tem a que quer... Como todos sabemos, nada está contratualizado com o investidor (mera promessa...) e até gostava de saber se ele já colocou na SAD os valores do capital social da sociedade...
 
c) Mas há mais: Senhor Presidente da AG do SC Beira-Mar, onde está a Assembleia Geral para aprovação de contas?
O ano passado desculparam-se com o falecimento do responsável pela Revisão Oficial das Contas. E este ano?
 
d) Senhor Presidente da Assembleia Geral: onde estão as reuniões com os sócios para os Novos Estatutos?
 
e) Por fim, e para todos os "ainda?" elementos do Conselho Geral: onde está a vossa legalidade? Reunem-se ou é só para o nome? Há quantos anos terminou o vosso mandato? Quando há eleições?
 
Adorava que este tempo de reflexão, de Natal, levasse o SCBeira-Mar ao bom caminho. Para que os 91 e seguintes não sejam de sofrimento.
 
Bom Natal e Viva o Sport Club Beira-Mar!
 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Uma triste notícia...

A Direcção do Futsal comunicou há um par de horas que desistiu da inscrição na terceira divisão, ganha dentro do campo. O comunicado oficial reproduz-se abaixo


COMUNICADO 
A Direção da Secção da Futsal do SC Beira-Mar vem pelo presente informar os sócios e adeptos do clube, bem como os amantes da modalidade, que decidiu não inscrever a equipa sénior no campeonato nacional da 3ª divisão.


Esta difícil decisão resulta da indefinição em torno do local de treinos e jogos, uma vez que, como é do conhecimento público, o pavilhão do clube pertence agora a terceiros.


Neste momento, não tendo quaisquer garantias de possuir um local de treinos e jogos para a próxima época desportiva e face à necessidade de proceder à inscrição do clube nas competições nacionais antes da próxima Sexta-Feira - data na qual se realizará o sorteio do próximo campeonato da 3ª divisão nacional-, decidiu esta direção comunicar à Federação Portuguesa de Futebol a não participação do clube no referido campeonato e, dessa forma, evitar uma pesada coima e a sanção de interdição da participação em todas as competições seniores masculinas que o clube incorreria caso viesse a apresentar a sua desistência em momento posterior.


Com esta decisão, pretende-se ganhar algum tempo e garantir a possibilidade de continuação da atividade da secção, nomeadamente, permitindo que a equipa sénior possa vir a ser inscrita no respetivo campeonato distrital caso se consigam reunir em tempo útil as condições necessárias para o efeito.


Aveiro, 31 de Julho de 2012
A Direção de Futsal


E a verdade resume-se desta forma... os Auri-Negros neste momento não têm sede, e o Futsal viu esfumada a hipótese de voltar aos Nacionais...

A Direcção não conseguiu fazer NADA em tempo útil.

terça-feira, 6 de março de 2012

Rescaldo da Assembleia Geral

A Assembleia Geral de ontem à noite, apesar de algumas "crispações" desnecessárias e diálogos cruzados, penso que foi esclarecedora quanto aos seus objectivos. Julgo que, finalmente, os sócios do Beira-Mar se aperceberam que o conteúdo contratualizado com o investidor Majid Pishyar não corresponde, exactamente, ao que foi prometido aos sócios, em Maio último, aquando da aprovação da SAD.
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A este propósito, repare-se que o passivo do clube que o investidor teria que assumir (€ 2.966.501,28 em 08/08/2011), acabou por cair, em sede de negociação, para a SAD (cujo capital social é de 1 milhão de euros e o investidor, através da 32 Group, apenas liquidou 50% da sua participação > € 424.998,50 < diferindo o pagamento dos restantes 50% para o prazo legal > 2 anos < ). Durante a reunião, perante a insistência dos sócios, a direcção foi justificando com "dificuldades de tesouraria" a morosidade da SAD na liquidação do passivo do clube. Convenhamos que, o facto do passivo ter sido assumido pela SAD e não pelo próprio investidor, através do 32 Group, constitui só por si um sinal inequívoco de vulnerabilidade do grau de compromisso do mesmo com o projecto. Contudo, a justificação dada pela direcção fundamentada nas dificuldades de tesouraria da SAD esbarra numa premissa que a direcção contratualizou com o investidor e que era do desconhecimento dos sócios. Na Adenda ao Protocolo entre o SC Beira-Mar e o 32 Group, assinado em 08/08/2011, consta que, durante cinco anos (2011 a 2016), 90% das receitas relativas aos direitos económicos dos jogadores da SAD serão proveito do 32 Group! Ou seja, a mesma SAD que assume o passivo do clube, o qual carece de receitas extraordinárias para ser liquidado com urgência, vê uma parte do seu "core business" alienado ao 32 Group durante os primeiros cinco anos de actividade! Nestes termos, como é que alguém poderia esperar que a SAD conseguisse, rapidamente, libertar recursos para liquidar o passivo do clube?
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No mesmo documento, no ponto 10, refere-se que a SAD será responsável pela liquidação dos débitos do clube, mas não se estabelece qualquer prazo para o efeito...
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Sobre a questão da salvaguarda do Pavilhão do Alboi (foi referido aos sócios como um dos pressupostos de criação da SAD), não encontrei qualquer referência nos documentos.
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Nesta Assembleia, ficámos ainda a saber que a SAD utilizou indevidamente mais de 100 mil euros de receitas do clube provenientes da quotização dos sócios, dinheiro esse que ainda não foi restituído ao clube.
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De referir, ainda, que o único pressuposto de constituição da SAD assumido pela direcção, em Maio último, que se encontra totalmente concretizado é a assunção por parte da SAD do quadro de funcionários do clube. Actualmente, o clube tem apenas um funcionário.
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Nesta Assembleia, ficámos ainda a saber que os 5% de participação dos sócios no capital da SAD (outro dos pressupostos anunciados pela direcção em Maio último) não foi cumprido porque, segundo António Regala, o Sr. Nuno Patrão não terá dado conhecimento dessa situação ao Sr. Majid Pishyar.
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Noutro âmbito, fomos informados que a Câmara Muncipal de Aveiro, no âmbito do programa "parque da sustentabilidade", já notificou o SC Beira-Mar para abandonar o campo de treinos junto ao Estádio Mário Duarte (antigo).
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Quanto à Academia de Futebol, de referir que as equipas de iniciados, juvenis e júniores estão sob alçada da SAD e que as quantias em dívida (cerca de 56 mil euros), nomeadamente a treinadores, estão a ser liquidadas dentro das possibilidades da SAD.
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Por último, registo a posição humilde, sensata e inteligente do Dr. Jaime Machado, membro da direcção e administador da SAD em representação do clube. Das intervenções da direcção, foi a única que me pareceu lúcida e esclarecida, pois reconheceu implicitamente que a negociação com o investidor não foi a melhor e que existe "insatisfação" por parte da direcção do clube perante o "incumprimento" do investidor, o qual só tem dúvidas que se possa accionar judicialmente devido ao teor dos contratos celebrados.
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Crédito: Fotografia que ilustra este post retirada do sempre actualizado Portal Notícias de Aveiro

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Dúvidas que me assistem...

Ponto prévio: Abomino teorias da conspiração, caça às bruxas e busca de fantasmas onde eles não existem... Por isso mesmo, defendo processos transparentes nos quais prevaleça o conteúdo sobre a forma, harmonizando os interesses e procurando soluções conciliatórias que dissipem quaisquer fundamentos geradores de desconfiança.
Posto isto, não posso deixar de reparar que a convocatória para a próxima Assembleia Geral, a realizar no próximo dia 5 de Março, fundamenta-se, nos termos da mesma, nas alíneas b) e c) do artigo 24º dos Estatutos, cuja redacção é a seguinte:
A Assembleia Geral reúne extraordinariamente, em qualquer data:
a) (...)
b) a requerimento da Direcção, do Conselho Fiscal ou do Conselho Geral;
c) a requerimento de dois por cento ou mais sócios efectivos, na plenitude dos seus direitos.
d) (...)
Ora, como é do conhecimento público, esta AG teve origem num grupo de sócios que recolheu assinaturas para o efeito, o que está previsto na aludida alínea c). Desconheço que algum dos órgãos enunciados na alínea b) tenha requerido esta Assembleia. O que se sabe, pois foi divulgado na imprensa, resume-se à intenção manifestada pela direcção de convocar brevemente uma AG para votação do relatório e contas relativo ao exercício 2010-2011, o que não é propriamente a mesma coisa, daí que estranhe esta "colagem" de algum órgão do clube (não sabemos qual) ao grupo de sócios que recolheu as assinaturas.
Ainda no que concerne à convocação desta AG, ao contrário do que seria de esperar, constato que a ordem de trabalhos peticionada no requerimento não se encontra integralmente vertida na convocatória. Segundo o requerimento que foi assinado pelos sócios, " (...) os sócios efectivos abaixo-assinados requerem a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária com o propósito de discutir a situação actual do Clube, com enfoque nas questões que contendem com os pressupostos que estiveram na base da aprovação e constituição da Sociedade Anónima Desportiva para o Futebol Profissional.". No entanto, na convocatória oficial pode ler-se apenas "Análise da situação actual do Sport Clube Beira-Mar.". Admito que para a maioria das pessoas considere esta questão irrelevante, mas cumpre-me alertar que a delimitação do objecto da discussão numa AG é fundamental para que o objectivo da sua convocação seja efectivamente concretizado. A generalização do assunto inscrito na ordem de trabalhos em detrimento duma discussão concreta (legitimamente peticionada pelos sócios), só pode ter como consequência a dispersão dos temas a discutir, o que constitui um relevante contributo para que efectivamente nada de concreto se discuta. Mais uma vez, antecipo o final inconclusivo de mais uma assembleia, em que os sócios e dirigentes, sorridentes, abandonam o auditório, dando palmadinhas nas costas uns dos outros, com a crença que tudo vai bem...
Por último, mas não menos importante, o comunicado sobre a intenção da Mesa da Assembleia Geral prescindir da leitura das actas das assembleias anteriores. Acho estranho que a Mesa tenha tomado agora a iniciativa de alterar a metodologia instituída quando se sabe que o tema peticionado no requerimento apresentado pelos sócios contende, precisamente, com a última assembleia, na qual a constituição da SAD foi aprovada.
Em suma, se tivesse sido respeitado na plenitude o requerimento apresentado pelos sócios, tornava-se óbvia a necessidade - eu diria até imprescindibilidade - de se proceder à leitura da acta da última assembleia, a qual deverá reflectir com exactidão os pressupostos anunciados pela direcção (liquidação do passivo do clube, salvaguarda do pavilhão, transmissão dos trabalhadores do clube para os quadros da SAD, assunção de equipas da Academia de Futebol por parte da SAD, etc.), os quais estiveram na base da decisão de aprovação da constituição da SAD por parte dos sócios. Seria, indubitavelmente, o melhor ponto de partida para a discussão que os sócios pretendem.
Mas enfim, se os sócios não estão para se chatear com estas coisas e aceitam tudo o que lhes dão (pelo menos, tem sido esta a postura dominante da massa associativa do clube), também não serei eu a chatear-me... Apenas realço que fico triste, pois sinto que continua a imperar a ausência de massa crítica, esclarecida e informada em torno do clube, o que tem permitido a prevalência de interesses instalados que muito têm contribuído para o definhamento da instituição. Mais triste fico, quando sinto que este "status quo" parece interessar a quem dirige o clube.
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* A foto que acompanha este texto serve para ilustrar a minha pessoa, pois as dúvidas que me assistem terão origem, admito, nalgum defeito meu.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mensagem de Ano Novo

Estamos à beira de terminar 2011 e, numa situação que julgo ser inédita desde que existe a imposição de votação das contas até 90 dias após o término da época desportiva (ou seja, até 30 de Setembro), vamos entrar em 2012 sem que tenha sido convocada a respectiva Assembleia Geral. Tratando-se duma manifesta violação duma disposição estatutária do clube, o mínimo que seria expectável é que os órgãos sociais prestassem um esclarecimento público aos sócios sobre esta situação. No entanto, nada sabemos sobre o que se passa no clube e a direcção também não parece muito preocupada em manter os sócios informados e esclarecidos.

Infelizmente, tem sido esta a postura que tem predominado no relacionamento do elenco directivo com os sócios perante a passividade dos restantes órgãos do clube. Depois do processo de constituição da SAD muito mal explicado (ainda hoje os sócios não sabem porque lhe foram subtraídos os 5% do capital social prometidos na Assembleia que aprovou a SAD), continuam os sócios sem perceber porque continuam as penhoras sobre as receitas do clube quando também foi prometido que o passivo seria assumido pelo investidor iraniano, quando serão regularizadas as dívidas aos treinadores da academia, bem como, continuam os sócios sem saber se os funcionários do clube já passaram todos para o quadro da SAD, qual a parceria que foi assinada (?) com a Sportis sabendo-se que um dos seus donos é também vice-presidente do clube, quais os resultados da campanha especialíssima de venda de lugares anuais lançada pelo clube ainda antes da constituição da SAD, qual a origem do financiamento da transferência da Sónia Tavares do Sporting para o Beira-Mar, ou, ainda, quais os argumentos da direcção para rebater as acusações deduzidas publicamente pelo ex-Presidente-adjunto da direcção, António Cruz, aquando da sua demissão. Um conjunto de situações por clarificar que ilustra o desrespeito pelos sócios que tem marcado este mandato dos corpos directivos. Lamento.
É envolto num mar de incertezas e indefinições que o Beira-Mar parte para 2012. Na certeza, porém, que já se foram os anéis (piscinas, pavilhão e andar no centro avenida já não são do clube) e também os dedos (a equipa profissional de futebol). Ao clube, resta-lhe a dignidade da sua história retratada num conjunto de troféus amontoados numa arrecadação do EMA e meia-dúzia de sócios que ainda se interessam, verdadeiramente, pela vida da instituição. Bem sabemos que o resto, que será a maioria, só quer saber se a equipa de futebol ganha, se o treinador fica ou vai embora, se o craque x ou y vem e quando é que o Benfica, o Sporting ou o Porto jogam em Aveiro.
Para 2012, enquanto Beiramarense, o único desejo que faço é que se recupere o pavilhão do clube e que se impeça o despejo do basquetebol e do futsal daquela casa. E, por favor, não venha agora a direcção atirar responsabilidades para cima dos ex-dirigentes Artur Filipe e José Cachide quando, em tempo oportuno (antes da adjudicação dos bens aos exequentes), não liquidaram a dívida e libertaram o pavilhão das penhoras que sobre ele incidiam.
Chega de ladainha e cumpra-se com aquilo que foi prometido e assumido perante os sócios como pressupostos para a constituição da SAD.
Desonere-se imediatamente o clube do seu passivo, permitindo-lhe respirar e ter perspectivas de desenvolvimento futuro. Foi isto que nos foi prometido para aceitarmos "vender" a equipa de futebol e os respectivos direitos de participação na 1ª liga por "meia-dúzia de tostões" e que ainda não foi cumprido.
Para 2012, desejo a todos os verdadeiros Beiramarenses aquela força interior que nos faz não desistir e, por mais distante ou impossível que nos possa parecer, nos faz continuar a sonhar com um Sport Clube Beira-Mar coeso e próspero.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Algo muito positivo... e dois reparos

Felizmente a Direcção começou a pensar na revisão dos estatutos. Irei contribuir com um conjunto de ideias base fundamentais para pensar o futuro do clube. Da mesma forma, acho positivo, se for concretizado, a questão do espaço na Internet. Veremos em que moldes...

Mas infelizmente não há só coisas positivas no site do clube. Continua a existir os erros comunicacionais básicos:

  •   Na mensagem do Sr. Majid Pishyar nem uma gravata amarela, nem um cachecol ao fundo, nem uma bandeira (será que já seguiu para a Suiça?)
  • O "postal de natal" que está no início do site, a desejar bom natal... é digno do site do Sporting... Sem comentários...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Parabéns António Cruz


Ainda há pouco recebemos um comentário a perguntar se não tínhamos opinião em relação ao Comunicado de António Cruz. Eu tenho...

Eu tenho porque este senhor sempre mostrou comigo e com o clube uma verticalidade e honestidade acima da média. Responsável pelo futebol profissional, foi de uma lisura e de uma forma de estar que, mesmo não concordando com algumas posições, era quase impossível discordar dele.

Arriscou as suas finanças pessoais para manter o plantel calmo em algumas situações difíceis. Teve o apoio de alguns amigos.

Quando bateu a porta porque já não aguentava as facadas nas costas e a forma de estar de alguns, saiu em silêncio. Felizmente o silêncio dele terminou agora.

Mais uma vez a taça de campeão é dele. E aos lambe botas do costume, antes de atacarem o senhor António Cruz tenham tento na língua...

Ah, e já perceberam algumas das minhas perguntas para uma próxima Assembleia Geral?

Comunicado de António Cruz

Contrariamente ao que foi afirmado pelo Presidente do Clube António Regala em entrevista dada à Rádio Terra Nova, aquando do jogo da 1ª Jornada entre o Marítimo e o Beira-Mar, o meu pedido de demissão foi apresentado por escrito ao Presidente em 22 de Junho do corrente ano. O mesmo não foi ainda tornado público, porque entendi que poderia prejudicar, entre outros, a constituição da SAD, o Clube, e provocar até algum clima de instabilidade que não desejo para o meu Clube. Agora, entendo que devo uma explicação aos sócios e também àqueles que queiram saber as verdadeiras razões da minha demissão, que passo a citar:

1. O Clube ainda estava sem SAD e já estava a ser gerido por elementos não pertencentes à Direcção. Pedi ao Presidente para ser marcada uma reunião urgente para resolver esta situação onde eu deixei manifestamente expresso que o Clube ainda tinha uma direcção e, por isso, todos os assuntos relativos ao futebol profissional teriam de passar por mim, que tinha o pelouro do futebol profissional, tendo ainda aí invocado que estava a ser ultrapassado nas minhas funções, nomeadamente na contratação de jogadores.

De nada serviu a minha posição e opinião, pois nenhum jogador indicado por mim foi contratado. O que se passou com o Leandro Tatu é apenas um exemplo disso, se não vejamos, após demoradas negociações, cheguei a acordo com o jogador para um contrato de três épocas. Foi entendido pelo Sr. Nuno Patrão que era caro e foi-lhe apresentada uma contra-proposta que foi recusada e o jogador foi para o Steaua de Bucareste. Posteriormente, em face de uma pré-época desastrosa foram feitas contratações que ultrapassaram em muito o que até aí se achava caro, como está à vista, sem qualquer valor acrescentado, por ex. Douglas, Cristiano, Balboa… E o que se passa com o Vasco Fernandes que veio do Elche, não foi inscrito, treina e não pode jogar e no fim do mês recebe o salário!

2. Outra das razões foi o não cumprimento do acordo com a Inverfutbol, estabelecido na Comarca do Baixo Vouga e em que participei nas negociações, o “Pavilhão” e também pelo facto de os sócios não poderem subscrever 5% do capital da SAD, devido a negligência do Sr. Nuno Patrão. Assistimos a contratações de familiares e amigos desnecessários para a SAD que tem outras necessidades mais urgentes, como a liquidação do passivo do Clube, que a SAD se comprometeu a efectuar.

Tudo isto aconteceu porque não houve uma liderança forte que impedisse esta sede de poder. Pensavam que tinham a galinha dos ovos de ouro e agora estão em vias de a matar.

Estou de consciência tranquila porque avisei atempadamente para as consequências que daí poderiam advir.Saio com mágoa mas consciente de tudo quanto de bem fiz ao Clube, sei que ajudei a resolver os graves problemas financeiros e executei as minhas funções com grande profissionalismo, reconhecidas aliás por todos os atletas e equipa técnica.
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Foram três anos muito difíceis e de um grande desgaste, mas apesar das dificuldades, subimos à 1ª Liga e no ano transacto conseguimos a manutenção. Orgulho-me de ter contribuído para o êxito alcançado.
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Saudações beiramarenses a todos que sempre me apoiaram e um carinho especial aos Ultras Auri Negros.

António Cruz

sábado, 12 de novembro de 2011

Uma mera opinião...

Penso que seria mais credível e esclarecedor a direcção do clube revelar publicamente o contrato que assinou com o Sr. Majid Pishyar, do que publicar cartas abertas e comunicados "fulanizados" num site oficial que devia ter um carácter institucional.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Estupefacção

No dia 23-05-2011, estive na primeira de duas sessões de esclarecimento promovidas pela direcção do Beira-Mar sobre a proposta de constituição da SAD (ver aqui).

Nessa oportunidade, questionei directamente António Regala, presidente da direcção, se os pressupostos que acabara de anunciar, nomeadamente, o da liquidação do passivo do clube, estavam devidamente salvaguardados nalgum contrato ou protocolo escrito com o investidor. António Regala respondeu-me peremptoriamente que SIM.
De seguida, questionei novamente António Regala se o referido documento poderia ser disponibilizado aos sócios antes da votação, o que me foi respondido negativamente por (passo a citar por palavras próximas daquelas que me foram transmitidas) "ter sido garantida ao investidor, por parte do clube, a confidencialidade sobre esse documento". Em resposta à recusa de António Regala, afirmei a minha preocupação relativamente ao conteúdo desse documento, pois o mesmo seria sempre fundamental para acautelar os interesses do clube na negociação com o investidor.
Na Assembleia Geral que aprovou a SAD, pedi a palavra e reafirmei as minhas preocupações. A direcção, presidida por António Regala, descansou sempre os sócios, garantindo que estava tudo devidamente salvaguardado. Dessa forma, acreditando na boa-fé e na competência das pessoas, os sócios passaram um "cheque em branco" à direcção para levar a bom porto as negociações com vista à criação da SAD (tal como escrevi aqui no dia 27/05/2011).
Ao tomar conhecimento destas declarações de Majid Pishyar no Domingo, destas declarações de Armindo Sequeira ontem, e destas declarações de Fernando Vinagre hoje, só me ocorre uma palavra... estupefacção.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

SAD: O que (ainda) não foi dito e explicado aos sócios

Como é do conhecimento público, há mais de um ano e meio que vinha a defender a constituição de uma Sociedade Anónima Desportiva para o futebol profissional do SC Beira-Mar. Por conseguinte, foi com natural satisfação que, no final da época transacta, vi a direcção do clube se decidir e propor esta via.
Num cenário ideal, gostaria que o capital da SAD a constituir pertencesse a um conjunto (o mais alargado possível) de investidores locais, com empresas e negócios sediados em Aveiro, assumindo o futebol profissional do principal clube da região como um veículo privilegiado de comunicação e promoção das marcas e empresas da região.
Contudo, a proposta da direcção centrou-se num único investidor estrangeiro e completamente “estranho” à cidade e à região. Não sendo, à partida, o cenário ideal, também não me chocou, sobretudo, a partir do momento em que se perspectiva um maior envolvimento deste investidor com a cidade e a região no projecto de desenvolvimento da zona onde está implantado o estádio. Estes foram os principais pressupostos que me fizeram votar favoravelmente a proposta apresentada pela direcção do clube na última Assembleia Geral.
No entanto, a entrega da maioria do capital a um investidor “desconhecido” (para todos os efeitos, o Sr. Majid Pishyar nunca trabalhou antes com o clube) devia ter reforçado os níveis de exigência de transparência do processo de negociação dos termos e constituição da SAD junto dos sócios, o que não aconteceu.
No passado dia 8 de Agosto, foi celebrada a escritura pública de constituição da SAD que, ao contrário do que foi afirmado pelo Presidente António Regala na última Assembleia Geral, não contempla a distribuição de 5% do capital social pelos sócios, tendo o mesmo sido subscrito pelo investidor que, em vez de 80% da SAD, detém praticamente 85% (participação social de € 849.997,00), ficando o clube com 15% e as restantes 3 acções (1 euro cada) para António Regala, Artur Moreira e Luís Leitão, perfazendo os 5 accionistas necessários para a constituição da SAD. Recomendava o mais elementar respeito pelos sócios que esta mudança de planos, ao arrepio do que foi transmitido em Assembleia Geral, fosse oficial e publicamente justificada pela direcção. Posso acreditar na bondade das pessoas e deduzir que tal alteração prendeu-se exclusivamente com a imposição do prazo de caducidade da deliberação de autorização da última Assembleia Geral (31 de Agosto), mas interrogo-me, se for esse o caso, porque não ficou o clube com 20% do capital, ficando com a possibilidade de, num futuro aumento de capital, abrir 5% aos seus sócios, cumprindo assim o que havia sido afirmado na Assembleia? Sobre esta matéria, no plano ético, penso que a direcção do clube falhou com os sócios e deve uma explicação.
A outra questão que, na minha opinião, devia ter sido do conhecimento prévio dos sócios e não o foi, prende-se com o Protocolo (existe?) que regula a relação entre o Clube e a SAD. Tal documento é essencial para se perceber os moldes em que se desenrolará a coexistência de duas entidades que estão “condenadas” a entenderem-se e a trabalharem em estreita cooperação, salvaguardando, entre outras questões, por exemplo, os direitos dos sócios do clube no acesso aos jogos da equipa profissional de futebol da SAD. Julgo que este documento, ou, pelo menos, os seus pressupostos mínimos, devia(m) ter sido objecto de uma aprovação em Assembleia Geral prévia à constituição da SAD.
Por último, quero realçar, como aspecto positivo, o facto de ter ficado consignado nos Estatutos da SAD a designação, por parte do Clube, do Presidente da Assembleia Geral da SAD. Ainda que do ponto de vista da gestão seja irrelevante, do ponto de vista do equilíbrio da relação institucional, penso que foi uma opção sensata.
Para terminar, quero publicamente desejar ao Conselho de Administração da SAD* as maiores felicidades e sucessos para o seu mandato que terminará em Fevereiro de 2014, altura que deverá coincidir com as eleições no clube.
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(*) Composição do Conselho de Administração:
Presidente: Majid Pishyar
Vice-Presidente: Fernando vinagre
Vogais: Jaime Machado, Pedro Coelho e Patrícia Bostyn.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Atrasos...

O processo de constituição da SAD está atrasado e a decisão camarária de entregar a gestão do Estádio ao Beira-Mar foi adiada. Para conferir aqui.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O que temos para decidir...

De acordo com a ordem de trabalhos inscrita na convocatória da Assembleia Geral marcada para hoje à noite, os sócios do Beira-Mar serão chamados a pronunciar-se sobre duas questões, as quais poderão ser objecto duma única votação - caso haja apenas uma proposta - ou duas votações - caso sejam submetidas a votação mais do que uma proposta de SAD.
No entanto, num e noutro cenário, é importante que se perceba que em causa estão duas questões muito concretas: A primeira prende-se com a definição da vontade da maioria dos sócios em constituir uma SAD para o futebol profissonal ("Sim" ou "Não"?), enquanto a segunda – que só se verificará em caso de vitória do “Sim” na primeira - relaciona-se com o modelo (pressupostos / condições mínimas de participação do clube) de SAD a constituir.
Note-se que, quanto à segunda questão, o modelo que for aprovado não obrigará a direcção do clube a optar por algum investidor em concreto (embora se saiba qual a vontade da direcção quanto a este aspecto). Ainda assim, caso a SAD seja aprovada, depois dos sócios escolherem o modelo que pretendem (caso sejam submetidos a votação mais do que uma proposta de modelo), cumprirá sempre à direcção a última palavra (sem necessidade de qualquer aprovação em Assembleia Geral) no que concerne à negociação das condições máximas de participação do clube na SAD e à escolha do investidor ou investidores que serão os parceiros do clube no projecto de SAD que os sócios venham a aprovar.
Deste modo, espero que os sócios que vão à Assembleia não levem a expectativa de que vão lá para assistir a alguma “luta de galos” entre potenciais investidores. Não nos vamos reunir para discutir ou votar pessoas. Não é isso que estará em causa. Esta Assembleia é importante para discutir e votar um modelo para o clube e uma proposta de concretização desse modelo caso seja aprovado.
Por isso, é legítimo que os sócios apresentem propostas no decurso da Assembleia e é fundamental que a direcção e os investidores potencialmente interessados na SAD sejam sensíveis às mesmas.
A escolha do(s) investidore(s) será da exclusiva competência da direcção que, confiamos, saberá posteriormente a esta Assembleia escolher o(s) melhor(es) intérprete(s) para o guião que os sócios definirem.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

SAD será apresentada aos sócios no dia 26 de Maio

A direcção do Beira-Mar publicou hoje um comunicado no site do clube que confirma a intenção de apresentar e submeter à votação dos sócios uma proposta de constituição de uma Sociedade Anónima Desportiva. (ver aqui)

Entretanto, a Assembleia Geral para o efeito já tem data marcada: 26 de Maio. (ver aqui)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

António Regala vai liderar Comissão Administrativa

António Regala, Vice-Presidente da Direcção demissionária do Beira-Mar, vai liderar a futura Comissão Administrativa, que será eleita na Assembleia Geral do Beira-Mar, marcada para a próxima sexta-feira à noite, na sala Tó Zé Bartolomeu no EMA.
Após a demissão do Presidente da Direcção, Mário Costa, esta foi a solução encontrada para a gestão do Beira-Mar, disse Artur Moreira, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, à Terra Nova. "As pessoas são as mesmas, a composição do grupo é rigorosamente igual com o António Regala na liderança, não existem divergências", assegurou, adiantando que "a actual direcção transforma-se em Comissão Administrativa para salvaguardar questões legais".
A eleição de uma Comissão Administrativa permite retomar a normalidade no Beira-Mar até à convocação de eleições para os órgãos sociais. Na reunião de sócios da próxima sexta-feira, será ainda discutido e votado o relatório e contas do exercício do ultimo ano, "temos boas expectativas de futuro, até porque os resultados desportivos da equipa de futebol são bons e é essencial manter a equipa na Liga", até porque "só com a equipa de futebol na primeira Liga é possível salvar o clube".
Artur Moreira realçou também a melhoria nas relações com a Câmara de Aveiro, "as relações com a Câmara estão boas e isso é muito importante para nós, para o bem do clube e para o bem de Aveiro", disse.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Passo importante!

Comunicado dos Orgãos Sociais do SC Beira-Mar

No seguimento de inúmeros contactos havidos nos últimos dias com os ex. dirigentes do SC Beira-Mar, entende pertinente os Orgãos Sociais do SC Beira-Mar comunicar o seguinte:

Após intensas negociações, foi possível durante o dia de hoje chegar a um acordo entre o SC Beira-Mar e os ex. dirigentes do clube para o levantamento das penhoras que obstam a gestão diária do clube;

O acordo agora alcançado deve ser entendido como um passo muito importante para a longa e árdua caminhada que reveste a missão de salvar o clube;

Só com o empenho e comprometimento de todos os Associados e Aveirenses em geral, é que será possível ao SC Beira-Mar perspectivar condições para a boa governabilidade da Instituição, permitindo que seja dado seguimento às actividades realizadas que, inegavelmente, revestem um elevado interesse social;

Apelamos a todos os Associados e público em geral que dêem provas do seu sentimento clubista já no próximo Domingo e compareçam em força ao jogo com a Académica;

A concentração do SC Beira-Mar está, neste particular, exclusivamente centrada no desafio importante que terá lugar no próximo Domingo, pelas 15h00 no EMA. Mais esclarecimentos relativamente ao acordo hoje assinado serão efectuados em conferência de imprensa a realizar após o referido jogo.
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Aveiro, 19 de Outubro de 2010

Os Orgãos Sociais do SC Beira-Mar

Hasta pública foi suspensa

Uma interposição da empresa que comprou os terrenos envolvidos no bolo da penhora que recai sobre o Beira-Mar (pavilhão, apartamento e benfeitorias das piscinas)conduziu à suspensão da abertura das cartas em hasta pública, prevista para hoje. Entretanto, a Direcção mantém conversas com os ex-dirigentes que cativaram as receitas do clube, mas António Regala nega que já exista um princípio de acordo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ex-dirigentes dizem que acordo pode estar próximo

Perto do acordo. Actuais corpos dirigentes e ex dirigentes do Beira-Mar estão à beira de alcançar acordo sobre o plano de pagamento de valores reclamados pela antiga direcção de Artur Filipe. Assim que esse acordo estiver fechado as penhoras serão levantadas e a gestão do clube pode ganhar nova dinâmica. Armindo Sequeira, advogado dos ex-dirigentes na liderança de Artur Filipe, explica que os sinais são positivos. “Do meu ponto de vista está bem encaminhado. Há apenas pequenos detalhas. Fizemos uma reunião de manhã e outra à tarde. As coisas estão bem encaminhadas. Precisamos de garantias que ainda não temos mas está tudo bem encaminhado. Há boa vontade”, afirmava o dirigente na última hora em declarações à Terra Nova.
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Armindo Sequeira diz que tem sido criada imagem negativa dos ex-dirigentes em particular de Artur Filipe e José Cachide. Desmente má-vontade e afirma que sempre esteve disponível para tentar o acordo. “A imagem dos meus clientes tem sido altamente denegrida. Já estão causticados com tanta injustiça. Têm sido ditas muito injustiças sobre eles. O Beira-Mar pagou até hoje 108 mil euros. Como é que é possível que esteja neste situação? Parece que pagou um milhão ou dois quando não pagou. Parece-me estranho que não estejamos a estabelecer negociações para salvaguardar pavilhão e sede mas, eventualmente, poderão ocorrer”, revelava o advogado.

Pavilhão e sede estavam destinados a hasta pública marcada para esta sexta-feira e o advogado Armindo Sequeira estranha que não tenha sido abordada esta questão nas negociações. Ainda assim, diz acreditar que não serão vendidos. “Provavelmente a direcção entende que ainda há tempo para negociar. Está previsto mas ainda não estabelecemos nenhuma negociação. Acredito que amanhã não é altura. Hoje toda a gente quer comprar a baixo preço”, explicava Armindo Sequeira.

Só amanhã será possível confirmar se alguém participa na hasta pública para comprar pavilhão e sede do Beira-Mar.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cachide irredutível nas penhoras



José Cachide, um dos principais credores do Beira-Mar, mostrou-se surpreendido com o apelo feito pelos orgãos sociais para o levantamento das penhoras que impedem o clube de aceder a receitas, nomeadamente dos jogos.

“Comissões administrativas e actual direcção nunca colaboraram com a nossa antiga direcção, ainda fomos acusados de muita coisa”, reagiu o empresário que integrou o elenco presidido por Artur Filipe (2005-08).

O tom desesperado assumido pelo presidente em exercício, António Regala, ao pôr em causa a organização do jogo em casa com o Benfica, não convenceu. “É um problema da direcção, tem de assumir a responsabilidade se não quiser fazer o jogo. Nunca atribuí-la a nós”.

As penhoras das receitas e a venda em hasta pública do pavilhão e da antiga sede foram já em último recurso para recuperar os empréstimos feitos ao clube, justificou José Cachide. “O problema é que receberam o dinheiro que havia, incluindo o que deixámos. Nunca ninguém trouxe um euro que fosse para abater à nossa dívida. Assim é difícil dialogar”, disse.

As esperanças de obter parte dos créditos através do negócio das piscinas gorou-se deixando os ex-dirigentes incrédulos. “Desapareceu o dinheiro todo do terreno, ainda pagaram algum à Câmara e voltamos a não ver um cêntimo”, contou, indignado, José Cachide. “Sério é aquele que mostra vontade de pagar, até hoje não vi isso”, atirou.

Em tribunal, a direcção de Artur Filipe e José Cachide aceitou perdoar 70 mil euros, exigindo o restante da verba de cerca de 700 mil euros em 35 prestações. Não foi aceite pelos actuais responsáveis, levando ao arresto dos bens.

Os ex-dirigentes ainda ouviram “mais palavras bonitas” que iam receber mas na véspera de reuniões “apareciam a ofender-nos nos jornais”.

“Quando foram para o Beira-Mar sabiam muito bem a situação do clube. Não foram enganados por ninguém. Eu quando fui em 2005 é que encontrei o que não esperava. Se não tivéssemos pago as dívidas, aí sim o clube teria acabado na hora”, afirmou o ex-vice-presidente.

Outras tentativas de acordo, envolvendo verbas da EMA e da Câmara, assim como passes de jogadores, também acabaram por não dar em acordo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"O Beira-Mar está a morrer, acordem"


"Hoje o clube está numa situação que não é nova, por força de gestões mal feitas, mesmo à beira de morrer", alertou António Regala, presidente adjunto do Beira-Mar em conferência de imprensa.

O clube tem arrestadas e penhoradas as receitas de todos os jogos até ao final da época, informou o dirigente, dando conta da impossibilidade de pagar salários e contribuições para a Segurança Social, "tal é a asfixía".
A "impossibilidade de governação", em resultado de execuções movidas por ex-dirigentes credores, "pode originar a morte do Beira-Mar", admitiu António Regala.
"Apelamos às pessoas para que acordem e não lamentem quando acontecer", acrescentou, dando conta da necessidade de tomar decisões até ao final da semana.
Caso contrário poderá ficar em causa, desde já, a organização do jogo com o Benfica, na próxima semana, que envolve custos na ordem dos 40.000 euros.
A direcção manter-se-á em funções, se tiver condições para não "atirar a toalha ao chão", até eleições antecipadas que devem ter lugar em Janeiro.
Artur Moreira, presidente da Assembleia Geral lamentou, por sua vez, o "fenómeno de auto-destruição" que se vive em torno do Beira-Mar. "As dificuldades surgem cá dentro", criticando a posição dos ex-dirigentes.
"Apelo a que compreendam e ajudem, num ultimo esforço, senão é impossível viver", avisou.

Paes vai ser titular na recepção ao Fátima

Contratado no inicio da época ao Avaí, o guarda-redes brasileiro sofreu uma paragem prolongada devido a lesão numa mão.
Com Rui Rego, habitual titular condicionado por motivos físicos, e Oblak ausente na selecção eslovena sub 21, o treinador do Beira-Mar decidiu dar uma oportunidade a Vicente Paes com o Fátima (II Liga).
Esta não será a única alteração no ´onze´, confirmou Leonardo Jardim na antevisão da partida que não poderá contar, ainda, com o influente médio Djamal, ausente na selecção da Líbia.
"Admito algumas alterações, mas nenhuma é para baixar o nível qualitativo. Vou colocar quem trabalha muito bem, outros que já jogaram no inicio da época. Mas longe de mim fragilizar a equipa perante este adversário", disse, esperando que os escolhidos saibam dar uma resposta positiva.