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quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Centro de estágio nas mãos dos sócios

A Direcção do Beira-Mar vai colocar à consideração dos sócios as opções a tomar nos projectos do centro de estágio. O movimento para a criação de estruturas parece lançado, mas a localização começa a tornar-se num tema polémico com duas correntes: uma defende a construção em Ílhavo e outra defende a permanência em Aveiro.
Os autarcas garantem que não querem fazer do assunto "um filme", admitindo conversações com o clube. À iniciativa da Câmara de Ílhavo, que tem reuniões marcadas para os próximos dias, reagiu o vereador responsável pelo pelouro de Desporto em Aveiro. Jorge Greno - antigo vice-presidente do conselho fiscal do Beira-Mar - assume que gostaria de manter o clube nas fronteiras do concelho. "Acho que todas as equipas do Beira-Mar devem jogar em Aveiro. Estou convencido que a Câmara tudo fará para que a estrutura, a ser construída, se localize no limite territorial de Aveiro", disse Greno, na reunião do executivo no início da semana.
Em Ílhavo, o processo passa por reuniões com o clube, mas a autarquia garante que não se envolverá numa disputa. "Já há gente entusiasmada na procura de um filme entre as câmaras, para ver quem puxa mais o Beira-Mar para a esquerda ou para a direita, mas esse filme não terá produção continuada", respondeu Ribau Esteves, em declarações à Rádio Terra Nova.
As conversações seguirão o seu curso e os sócios deverão ser chamados a dar a opinião em Assembleia Geral. No momento em que se aguarda o debate sobre as contas do Beira-Mar, é provável que o dossiê "centro de estágio" seja colocado na ordem de trabalhos.

Artigo de Carlos Manuel Teixeira in O Jogo

O fim da "Fossa Dei Leoni"?!

Estou perplexo! Para os mais atentos ao mundo das "claques", esta notícia caíu como uma bomba. Imaginem o que seria para o futebol se, de repente, o Real Madrid ou um outro clube com dimensão idêntica anunciasse o seu fim. Exageros à parte, como é óbvio, a verdade é que a "FDL", o grupo histórico de apoio do AC Milan e uma das grandes referências mundiais da chamada arte do tifo acaba de anunciar a sua dissolução. Após 37 anos de actividade, a Fossa chega ao fim enquanto grupo (e que grupo!) organizado por decisão dos seus dirigentes (ver razões nas ligações recomendadas). Em Itália, os ultras têm códigos de conduta muito próprios, nomeadamente, no que toca à salvaguarda da honra do grupo face aos grupos rivais. Deixo-vos com algumas imagens da FDL que tenho em arquivo que permitem aos visitantes do BN ficar com uma ligeira noção da grandeza do grupo em causa.

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Direcção anterior anuncia lucros!

«As principais Demonstrações Financeiras (Balanço e Demonstração dos Resultados) da época de 2004/2005 já são do conhecimento e estão na posse da Direcção do SCBM, que as enviou para a LPFP com o competente parecer do Conselho Fiscal. O processo completo para ser apresentado na Assembleia Geral do clube, está em fase final de preparação, e posso informá-lo de que o lucro obtido na época foi de 317.736,94 €.
Mais o informo, de que a informação veiculada hoje pelo Jornal A Bola está incorrectamente apresentada, não devendo fazer referência a Activos e Passivos, mas sim a Valores a Receber e a Pagar, na data da passagem de testemunho entre Direcções. A actual Direcção ficará com um saldo positivo de 500.195,46 €, feitos todos os pagamentos e recebidos os valores enunciados.Já no que se refere ás palavras do Presidente-Adjunto ao citado jornal, e dado que as demonstrações financeiras atrás indicadas foram enviadas à LPFP assinadas por mim e por três Directores do Clube em 31/10/2005, constato que não falou com os seus colegas sobre o assunto e que não foi à reunião de Direcção onde as mesmas deveriam ter sido aprovadas. Só o desconhecimento o poderia levar a expressar aquela opinião, pois não o tenho por mentiroso.»

Esclarecimento do Dr. João Sousa (ex.Vice-Presidente do SC Beira-Mar)
In comentários do blog Rua do Vento em 15-11-2005.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Classificação do Bênêbola - 8ª Jornada

Atenção à tabela desta semana porque há novo líder...
Palpite para o próximo jogo:
Portimonense - SC Beira-Mar

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Viagem a Portimão


Os Ultras Auri-Negros organizam de uma forma especial a viagem a Portimão no próximo fim-de-semana. A proposta passa por proporcionar um fim-de-semana diferente a todos os que se desloquem na comitiva auri-negra. A saída de Aveiro está marcada para as 2:30 (madrugada) de Domingo, possibilitando aos viajantes descansar durante a viagem. A chegada a Portimão deve ocorrer ao início da manha de Domingo, permitindo a todos passear e almoçar tranquilamente pela cidade. O regresso a Aveiro será logo após o fim do jogo.
Quanto a preços, são extremamente acessíveis para uma viagem com estas características: 25€ (sócios UAN) e 35€ (Geral). Estes preços incluem o ingresso para o jogo e, ainda, o pequeno almoço que é da responsabilidade da direcção dos UAN. As inscrições podem ser feitas nos locais habituais ou através dos números de telefone: 914861319 e 962316632.

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Academia e centro de estágios

O blog Rua do Vento publicou recentemente um artigo da autoria do Arquitecto André Apolinário sobre a futura (?!) Academia e Centro de Estágios do Beira-Mar na Gafanha da Nazaré. O artigo levanta algumas questões pertinenetes e recomenda-se uma leitura atenta daqueles que gostam e se preocupam com o Clube. Nos respectivos comentários, deixei ficar a minha opinião, ou melhor, ausência da mesma:
Ainda não tenho opinião formada sobre o assunto porque há pressupostos que desconheço dos quais dependem qualquer posição sensata.
Em relação à Academia:
1º Quais os objectivos e interesses da Acadamia e do Centro de Estágios para o Beira-Mar?
Pode parecer uma questão óbvia e de fácil resposta mas não é. O modelo de formação que se pretende implementar no clube deve estar perfeitamente identificado com o espaço da Academia.
2º Que equipamentos necessitará a Academia? Ginásios? Campos relvados? (Quantos?) Balneários? Salas de estudo? Salas de convívio? Auditórios? Laboratórios? Posto Clínico? etc...
3º Quais os custos desta obra e respectivo equipamento? Quais são as vantagens reais que a Câmara de Ílhavo concede? Quem é que vai investir?
4º Custos de manutenção?
Quanto ao centro de estágios:
1º Será integrado na academia?
2º Servirá apenas o Beira-Mar?
3º Qual o modelo de rentabilização?
4º Quanto custa?
5º Quem investe?
6º Custos de manutenção?
Quanto ao EMA:
1º O que fazer às instalações e equipamentos que estão montados por baixo da Bancada Nascente?
2º Para que servirão os campos relvados que estão previstos construir (será que ainda serão?)
3º Qual o modelo de rentabilização do estádio? Será possível integrar o centro de estágios e o estádio e promover o turismo desportivo, nomeadamente de Inverno, trazendo a Aveiro equipas estrangeiras que têm necessidade de procurar equipamentos desta índole em países com um clima equilibrado como o nosso?
4º E o PDA? Qual é o plano de investimentos e prazos de concretização?
Em resumo, é bom que clube, autarquia, empresas municipais e parceiros estratégicos tenham uma visão integrada sobre estas infra-estruturas para que não se desperdice dinheiro em elefantes brancos com elevados custos de construção, manutenção e sem plano apropriado de rentabilização.
Quando alguém me responder a estas questões com determinabilidade, talvez esteja em condições de emitir uma opinião.

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

São eles que o dizem!

"Por mais que se esteja bem, sente-se sempre falta do ambiente no balneário, do clube... Mas o que mais sinto falta é de jogar no Monumental (Estádio do River Plate) cheio. Em Portugal, os jogadores sentem o futebol como um trabalho e não reconhecem que é uma dádiva, ao contrário do que acontece na Argentina. Não conhecem uma recepção como as que acontecem na Argentina. Eu e o Lisandro estamos sempre a dizer aos nossos companheiros de equipa que se fossem jogar para lá ficariam de boca aberta..."
Lucho (jogador do FC Porto) 06/11/2005, Diário Olé

"Se se pensa que o futuro são espectáculos televisivos, e as bancadas vazias, então estamos muito mal. Com a ausência de público baixa a qualidade dos espectáculos."

José Couceiro (treinador CF Belenenses)

Serve este post para chamar, uma vez mais, a atenção para a urgência dos dirigentes dos clubes, LPFP e FPF tomarem medidas no sentido de cativar mais público para os estádios. Acho que todos compreendem a essencialidade desta questão, não apenas para o alcance imediato de sucessos desportivos mas, também, para a própria sustentabilidade do futebol. Não vou alongar-me em fórmulas mágicas pois tenho falado muito sobre isto e, certamente, há quem saiba mais do que eu sobre o assunto. No que toca ao Beira-Mar, espero que a direcção compreenda a necessidade do clube aumentar a sua base social de apoio e não se contente com os habituais 2500 espectadores que assistem com regularidade aos jogos do Beira-Mar em casa.

Créditos aos blogues: Quotidiano da Miséria e Velho Estilo

Dirigente, dirige!

A edição de ontem do jornal O Jogo dava conta de um almoço prometido pelo Vice-Presidente para o futebol, o Sr. José Cachide, ao plantel do Beira-Mar em caso de vitória frente ao Desportivo das Aves. Dito e feito! O almoço realizou-se na Terça-Feira. Sabendo-se que a estabilidade e a coesão do grupo de trabalho são determinantes para o alcance do sucesso desportivo, penso que este almoço é um exemplo interessante de um tipo de iniciativa que pode contribuir para reforçar a ligação entre atletas e dirigentes, ajudando a motivar e unir o grupo para os próximos desafios, reconhecendo a prestação positiva até ao momento.
No dia que o Sr. José Cachide sentir necessidade de exigir mais dos atletas, acredito que estes, mesmo que inconscientemente, levarão em conta estes pequenos gestos que demonstram que o seu trabalho e esforço são devidamente reconhecidos e recompensados pelo Clube e seus dirigentes.
O Sr. José Cachide (pessoa que eu não conhecia antes de integrar a Direcção do Clube) tem-me surpreendido pela dedicação e descrição - uma raridade neste mundo futeboleiro - com que tem desempenhado as funções de Vice-Presidente responsável pelo futebol. Sendo um dos grandes obreiros desta equipa, espero no final da época dar-lhe os parabéns pela tão desejada subida de divisão do Beira-Mar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Um breve olhar sobre as "claques"...


No passado dia 23 e Outubro, o Diário de Notícias publicou uma reportagem sobre as "claques" que, mais uma vez, serviu para dar música aos ouvidos da opinião pública não identificada com a temática. Na referida reportagem, o Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, refere que o Governo está a preparar legislação sobre os grupos organizados de adeptos (GOA). Uma posição que pode parecer estranha se tivermos em conta que no ano passado foi aprovada a Lei 16/2004 de 11 de Maio que, entre outras medidas preventivas e punitivas, pretendia enquadrar legalmente os GOA. Neste aspecto, eu tembém concordo que é necessária legislação nova e inovadora, apenas lamento é que o pretexto para que o assunto venha à baila seja invariavelmente a violência e não as causas que estão por trás do desinteresse geral da comunidade "claqueira" pela dita lei. Pois bem, voltando à norma vigente, a referida Lei 16/2004 veio revogar outra de Agosto de 1998 que se destinava ao mesmo fim e que nunca teve grande eficácia. A nova lei introduziu uma alteração institucional em relação ao órgão onde deve ser efectuado o registo dos GOA e exige um novo requisito, a entrega dos dados pessoais de identificação de todos os associados dos GOA ao referido órgão. Enquanto a lei de 98 exigia "apenas" que os GOA estivessem constituídos como Associação e registados na respectiva da Liga da modalidade em que se inserissem, a lei de 2004 mantém o requisito relativo à constituição das respectivas associações mas retira a competência às Ligas para efectuar o registo dos GOA passando a mesma para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto (CNVD).
A verdade é que a lei de 98 que já era manifestamente insuficiente e ineficaz, com as alterações introduzidas em 2004 pior ficou. Durante alguns anos, apenas dois GOA estiveram devidamente constituídos como Associação e inscritos na Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), ou seja, "legalizados" - os Ultras Auri-Negros (SC Beira-Mar) e os Diabos Vermelhos (SL Benfica). O facto de apenas dois grupos terem acedido voluntariamente ao registo demonstra que a lei nunca conseguiu mobilizar os agentes para o seu cumprimento. Por isso, exigia-se ao legislador que fosse capaz de altera-la estruturalmente, introduzindo medidas concretas que levassem à constatação colectiva pela necessidade do cumprimento voluntário dessa disposição. No entanto, a nova lei limitou-se a modificar competências quanto ao registo (fazendo imediatamente cair na “ilegalidade” os dois GOA que estavam regularizados) e a exigir a cedência dos ficheiros com os dados de identificação pessoal de todos os associados das associações que pretendessem efectuar o registo. Mais uma vez, a lei passou ao lado do problema reduzindo-se a uma dimensão de coercibilidade sobre os clubes (prevê a proibição de participação em provas oficiais dos clubes que apoiem GOA não registados) para a qual não existem mecanismos de controlo, nem tal seria viável nem legítimo.
Em Novembro de 2004, há cerca de um ano, os Ultras Auri-Negros enviaram uma carta ao CNVD na qual, entre outros pontos, era solicitada uma reunião. A resposta do referido órgão não demorou mas fez depender o agendamento da referida reunião do registo prévio dos UAN, ou seja, a Associação Ultras Auri-Negros teria que repetir todos os passos que já tinha efectuado aquando do registo na LPFP e, ainda, enviar os dados actualizados de todos os seus associados, catalogando-os como elementos potencialmente perigosos. Por razões óbvias, os UAN não acederam ao registo apesar de cumprirem todos os requisitos necessários.
A exigência de registo dos GOA no CNVD implica, desde logo, uma associação dos GOA à violência (muitos dos GOA que existem em Portugal nunca se envolveram em situações de violência) e, para cúmulo, a cedência dos dados pessoais de todos os associados a esse órgão é um atentado ao bom nome das pessoas, rotulando-as indevidamente como potencialmente perigosas apenas por se inscreverem num GOA que se encontra registado.
Penso que enquanto os GOA não forem vistos como elementos integrantes do próprio espectáculo e não forem responsabilizados na plenitude, ou seja, para o bem e para o mal e não apenas para o mal, nenhuma lei, por mais repressiva que seja, conseguirá alterar o actual quadro de “ilegalidade” que se verifica hoje em Portugal. Na minha óptica, quem se deve responsabilizar pelos GOA devem ser os seus próprios dirigentes (tal como acontece na responsabilidade civil das pessoas colectivas), cuja acta de tomada de posse dos órgãos sociais da respectiva associação deverá ser facultada a um órgão ligado à promoção do espectáculo desportivo e nunca à violência. Contudo, em situação alguma, um dirigente de um GOA pode ser responsabilizado pelo comportamento ilícito de um elemento da associação num qualquer recinto desportivo. Não faz qualquer sentido. Os dirigentes dos GOA deverão ser responsabilizados pela organização interna do grupo e pelas relações com as entidades externas, no sentido de cooperação que hoje já vai acontecendo por este país mas de forma extremamente arbitrária, dependendo da sensibilidade das autoridades policiais, dos dirigentes dos clubes, das empresas de segurança, etc.
Ainda assim, não quero com isto dizer que defendo que todas as “claques” devem estar institucionalizadas como GOA. Penso que se deve respeitar a autonomia de cada grupo para definir o rumo que pretenda seguir, sendo certo, porém, que aqueles que optarem por ficar à margem da institucionalização, deverão ser impedidos de usufruir de um conjunto de vantagens que devem ser assumidas pelas próprias entidades responsáveis pela organização e promoção dos eventos desportivos em relação aos GOA - por exemplo, um determinado número de ingressos em todos os estádios ao mesmo preço, possibilidade de intervenção e cooperação com as autoridades no planeamento da segurança e iniciativas de animação, etc.
Aqueles que continuam a achar que as “claques” não fazem falta ao futebol e que são a raiz de todos os males, devem procurar conhecer melhor esse “mundo” onde se juntam doutores e delinquentes que se sentem bem a fazer parte do espectáculo, apoiando na bancada, incentivando novos públicos a deslocar-se aos estádios (fico estupefacto quando se diz que as “claques” afastam as pessoas do futebol, quando na maioria das vezes são as claques a levar as pessoas aos estádios através das suas campanhas, das deslocações que organizam e disponibilizam a todos os adeptos, etc), que incentivam a participação dos seus membros na vida do seu clube, as mesmas claques que desempenham um papel extraordinário na ocupação dos jovens. Se atendermos a que existem actualmente 18 clubes na 1ª Liga (ninguém me paga para fazer publicidade a nenhuma empresa de apostas), 9 jogos por jornada num total de 34 jornadas que proporcionam 306 jogos por época e que praticamente todos os clubes têm “claques”, note-se o número reduzido de incidentes que ocorrem relacionados com as “claques” em contraponto com o alarido que a comunicação social e os senhores politicamente correctos fazem sempre que há qualquer situação mais negativa associada ao futebol e ao comportamento dos adeptos. É que quer queiramos, quer não, a violência está infelizmente enraizada na sociedade e não é o futebol a causa das grandes desigualdades sociais que motivam os grandes conflitos do presente.
Viva os Jogadores!
Viva os Treinadores!
Viva os Roupeiros!
Viva os apanha-bolas e os árbitros!
Viva os Dirigentes (os poucos que se dedicam de corpo e alma aos seus clubes e não incitam à violência)!
Viva os ADEPTOS!
Viva o Futebol!... Viva o Desporto!

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

O Bancada Norte ultrapassou as...

...visitas em 132 dias!
O Beira-Mar é grande!!!

Sofrer para vencer!

O Beira-Mar recebeu e venceu o Desportivo das Aves por 2-1, somando cinco vitórias em cinco jogos disputados em casa nesta edição da Liga de Honra. Ambas as equipas proporcionaram um espactáculo muito fraco na primeira parte aos 2856 espectadores presentes nas bancadas do EMA. Ainda assim, num lance muito infeliz de Marco Couto, o Desportivo das Aves chega ao golo com um toque subtil do jogador David que conseguiu desviar a bola do guarda-resdes Srnicek.
A perder ao intervalo, já eram de adivinhar muitas dificuldades para dar a volta ao resultado. Contudo, aos 61 minutos, o Beira-Mar beneficia de uma grande penalidade que Zé Roberto não desperdiçou permitindo à equipa discutir a vitória no jogo. Numa bela jogada de ataque, Rui Lima corresponde da melhor maneira a um cruzamento de Zé Roberto, consumando a reviravolta no marcador. Até final, Torrão ainda foi expulso e o árbitro concedeu 6 (?!) minutos de descontos... O Desportivo das Aves, com mais um jogador em campo, conseguiu encostar o Beira-Mar às cordas, acabando a vitória por ser justa pela forma como a equipa reagiu ao golo dos forasteiros mas que, em abono da verdade, foi muito feliz.

domingo, 6 de novembro de 2005

Murray e Marcelinho podem acabar carreira...

Ao que parece, Paul Murray e Marcelinho terão que abandonar a carreira de jogadores profissionais prematuramente. Ambos contrairam lesões para as quais a total recuperação é muito improvável. Sendo assim, ambos deverão acertar a rescisão de contrato com o Beira-Mar em Janeiro, possibilitando ao clube reforçar-se. A verdade é que ambos atletas auferem salários que não são condizentes com a actual realidade do clube na Liga de Honra e a par de mais alguns casos, são situações de difícil sustentabilidade. Aliás, pergunto-me até quando é que o Beira-Mar conseguirá manter os salários todos em dia como tem sido timbre no clube. É que a boa vontade de um ou outro dirigente esgota-se... e o dinheiro não cai do céu.

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Classificação do Bênêbola - 7ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
SC Beira-Mar - Desp. das Aves

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Breves...

> O Beira-Mar contratou o jovem médio ofensivo Ricardo Catchana de 22 anos que actua no Aljustrelense da III Divisão Nacional;
> Encontra-se a treinar à experiência no Beira-Mar um avançado sueco, também com 22 anos, que se chama Anton Holmberg e actuava num clube de uma divisão secundária do seu país;
> Carlos Xistra é o árbitro nomeado para o jogo do próximo Domingo, frente ao Desportivo das Aves. Este árbitro não me inspira confiança e já vi arbitragens suas em jogos do Beira-Mar bastante danosas para o nosso clube;
> O Dr. Jorge Greno (ex-membro do Conselho Fiscal do SC Beira-Mar) será o novo Presidente do Conselho de Admnistração da EMA, substituindo o Dr. Miguel Lemos;
> A equipa sénior de futsal do Beira-Mar defronta em casa, no próximo Sábado, a ADREP em jogo a contar para a Taça de Aveiro;
> Um novo link aqui no BN para o blog "Já Agora" do jornalista Júlio Almeida;
> Amanhã há tabela actualizada do Bênêbola e palpite para o próximo jogo!

domingo, 30 de outubro de 2005

Não "querer" ganhar...

Fui um dos poucos adeptos do Beira-Mar que se deslocou ao Barreiro para ver este jogo e apoiar o nosso clube. Voltei frustrado para Aveiro e a dar razão aos que preferiram aproveitar o fim-de-semana para fazer outras coisas em vez de gastarem o seu tempo e o seu dinheiro. O meu único ânimo para persistir nesta irracionalidade de prejudicar a minha vida para acompanhar o Beira-Mar nos jogos fora é o ambiente que o autocarro auri-negro proporciona. Nesta viagem, conheci um senhor de ílhavo, grande adepto do Beira-Mar, que diz alguns dos "onzes" mais célebres do Beira-Mar que eu já não conheci como quem diz o alfabeto. Fiquei impressionado pela sua boa disposição, mas, também, pela sua inteligência e cultura. Aqui fica registada esta nota pessoal de admiração pelo senhor e espero voltar a encontra-lo mais vezes nestas andanças.
Em relação ao jogo, gostei da atitude na primeira parte. O Beira-Mar foi claramente a melhor equipa no terreno e controlou as manobras do adversário que praticamente não dispôs de situações de perigo junto à baliza de Srnicek. Contudo, ofensivamente notava-se que faltava simplicidade e segurança no momento do último passe antes do remate.
Na segunda parte, o jogo recomeçou à semelhança do primeiro tempo. O Beira-Mar com maior posse de bola e a equipa do Barreirense a tentar o contra-ataque mas com pouco perigo até que, inexplicavelmente (não sei se tinha alguma lesão mas não me pareceu), Augusto Inácio retira Labarthe da partida para entrar o Artur. A partir desse momento, tal como já tinha acontecido em Matosinhos frente ao Leixões, a postura da equipa modificou-se. O Barreirense assumiu o comando do jogo e o ataque do Beira-Mar reduzia-se praticamente a lançamentos longos para a corrida de Roma e Jonathan. Neste período, a equipa da casa podia por diversas vezes ter chegado ao golo comprometendo as aspirações do Beira-Mar em pontuar neste jogo. Na defesa do empate que parecia ser um resultado agradável para as duas equipas (excepto para os adeptos que pagam bilhete) chegou-se ao cúmulo de se assistir a uma jogada em que a bola foi de guarda-redes a guarda-redes e ambos fizeram questão de queimar tempo assumindo explicitamente que o empate lhes servia as intenções...

Paulo Costa - O PROTAGONISTA
Este senhor tudo fez para ser considerado pelos adeptos de ambos os clubes o protagonista do jogo. Conseguiu realizar uma arbitragem pior que péssima. Faltas mal assinaladas, outras por assinalar e outras, ainda, ao contrário. O critério de amostragem de cartões... simplesmente inexplicável. O penalty que fica por marcar por falta cometida sobre o Roma na segunda parte é escandaloso. Ninguém no estádio teve dúvidas... Um autêntico roubo! Os três cartões amarelos que se seguiram (Balde, Roma e Tininho) foram uma palhaçada. Este senhor que também já nos contemplou com a sua azelhice noutras épocas (lembro-me, por exemplo, de um jogo com o Boavista também surreal) ajuda a explicar o descrédito que as instâncias do futebol internacional têm na arbitragem portuguesa. Lamentável...