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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

IIª Liga Bênêbola - 20ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
SC Beira-Mar - FC Marco

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Parabéns Pedro Ribeiro!


O capitão do Beira-Mar completa hoje 27 anos de vida. Além de o felicitar pessoalmente pela comemoração do seu aniversário, felicito-o também como Beiramarense por representar o nosso Clube há 18 anos! Parabéns "Capitão"! Muitas felicidades pessoais e desportivas são meus votos mais sinceros.

Grupo B em Aveiro



Após sorteio realizado hoje, ficou assim alinhado o calendário de jogos.

"Histórias de adeptos"


O Pinto (*)
Parte I
Nos anos setenta, o Pinto era uma figura incontornável da Superior Norte. Baixote, a fugir para o anafado, de olhos grandes e bigodinho manhoso, aos Domingos o Pinto deixava o seu rotineiro "metier" de cozinheiro na Universidade, vestia a pele de fanático da bola e transformava-se no mais doente dos adeptos Beiramarenses.
O Pinto fazia-se notar. Era espalhafatoso, falava alto, mandava papos, incendiava as hostes em redor, o Pinto incitava os seus com vigor, dava-lhes "conselhos" pouco ortodoxos, ridicularizava os adversários, insultava os árbitros, o Pinto não era propriamente um modelo de sensatez.
Cumulativamente, tinha também uma veia cómica e, talvez por isso, sempre uma roda apertada de circunstantes à sua volta, os disparates faziam rir, o Pinto alternava os incitamentos com umas graçolas que dispunham bem, o apoio estava garantido. E não se esquecia de piscar o olho aos polícias...
Era, de facto, uma figura, um cromo daqueles tempos.
...
O Pinto era meu vizinho.
Um belo domingo, claro e solarengo, o Pinto procurou-me à hora da bica.
Vinha entusiasmadíssimo. Tinha comprado um automóvel na véspera, "uma máquina de truz, pá, um negócio da China, ouviste bem, pá?!" e tinha de ir a Coimbra naquela tarde ver o Beira Mar.
"Muito bem, pá, dou-te os meus parabéns!", dizia eu ainda desconhecedor do pequeno problema que levara o Pinto à minha procura... é que o nosso homem não tinha carta e portanto eu é que tinha de guiar o bólide...
Era o que me faltava... que "não", dizia eu, bem conhecedor da peça e ainda lembrado de um caldinho que o Pinto me arranjara uns tempos antes quando, não reparando nas cores dos adeptos em redor, bem ao seu estilo, ousara menosprezar em tom chocarreiro as excelsas virtudes das mães e esposas dos jogadores do Braga... de modo que, nada feito, repisava eu à procura de uma boa desculpa, não havia hipótese!
O Pinto não era homem de se deixar convencer assim com duas tretas, era insistente, persuasivo, tinha argumentos...
O Pinto multiplicava-se em juras e promessas, nada de bocas foleiras, nada daqueles nomes, o Pinto iria portar-se como um verdadeiro menino de coro...
Aduziu razões, suplicou, apelou à minha costela auri-negra, desesperou...
O Pinto arrancou-me o "sim".
...
Em tarde de calor, o velho Fiat de pintura mentirosa a encobrir a ruina dos anos fumegava a pedir água a cada meia-dúzia de quilómetros percorridos, resfolegava a cada balde de água solicitado à beira da estrada, engasgava-se de novo, ameaçava a todo o instante quedar-se desfalecido numa qualquer curva do caminho.
O Calhabé parecia uma miragem e chegar foi quase um milagre!
O Municipal estava bem composto. As bancadas serenas, o jogo decorria numa toada morna, respirava-se quietude, convidava ao ripanço. Nem parecia um Académica-Beira Mar!
Até que... a certa altura, na marcação de um canto, o Belo (jogador da Académica) projecta-se fora de tempo sobre o nosso guarda-redes. Parece que já andavam pegados. Braços bem levantados, bola firmemente segura nas mãos, apanhado em pleno salto o Domingos é lançado desamparadamente para o fundo da baliza. Comprometido, o Belo enceta uma rápida retirada rumo ao seu meio-campo e os restantes jogadores intentam ainda também retomar as suas posições quando o Domingos se levanta num salto e se lança numa espectacular correria por entre companheiros e adversários na peugada do defensor academista.
A confusão, um sururu à maneira sul-americana, instalou-se no círculo central.
Acho que o Belo não chegou a comer da comida d'urso, mas o árbitro mandou o Domigos tomar banho mais cedo.
Saía o guardião do relvado sob uma sibilante assobiadela dos coninbricenses quando se dá o imprevisto: ao aproximar-se da escada para os balneários, algumas dezenas de sócios da Académica mais exaltados lançam-se, bancada abaixo, perigosamente ameaçadores. (...)



Narciso Cruz
*(continua na próxima semana)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Claques: O tema do momento, porquê?

O episódio protagonizado por um grupo de adeptos à porta do Centro de Estágios do FC Porto lançou para os media, mais uma vez, o tema das claques. Ainda nem sequer foi provado o envolvimento dos líderes dos Super Dragões nos incidentes. Mas, mesmo que eles tenham estado envolvidos, não se pode, a pretexto desta ou daquela claque colocar em causa todas as claques. Ainda na semana passada, o presidente do Nacional da Madeira proferiu declarações que incendiaram Alvalade, levando a que o próprio se faça agora de vítima e fale em "clima de terror". Se para as claques - a raíz de todos os males do futebol -, a fórmula é fácil, basta acabar com os apoios às mesmas (segundo defendem), o que dizer destes dirigentes? E para aqueles que estão envolvidos no caso "apito dourado"? E para os Srs. "José" e "Nuno" e outros que tal?
Nos últimos dias tenho lido e ouvido opiniões completamente ignorantes e absurdas sobre o papel das claques e a sua relação com os clubes. Além de transcrever na íntegra o post do Megafone que se segue, recomendo uma leitura atenta ao texto "Os últimos" que foi publicado numa coluna de opinião do JN e que se pode aplicar a outras cores clubísticas.

O senhor desta imagem chama-se Jorge Baptista. Foi jornalista, funcionário da UEFA e gosta de dar uns palpites como comentador. No programa de domingo à noite da TVI, tinha ao seu lado outro jornalista, João Querido Manha, que não escondeu a sua crónica aversão às claques mas que até foi bastante mais moderado do que o habitual. Já o senhor Jorge, falando com um inusitado tom de indignação, disse algumas "pérolas" que não podem passar em claro. Para o tal senhor, o que "está mal" é quando "as claques se assumem como forças reguladoras dos próprios clubes". Ou seja, enquanto forem marionetas que se limitam a bater palmas e a mandar uns "allez allez" no estádio, os Grupos Organizados de Apoio, segundo esse senhor, "até podem ter um papel importante a desempenhar". Mas quando começam a pensar, criticar, exigir, então há que acabar com eles ou, pelo menos, metê-los na ordem. Perante isto, meus amigos, por vezes tenho de me beliscar para acreditar que o 25 de Abril aconteceu mesmo e não foi uma ilusão de óptica.
Já em "O Dia Seguinte" (SIC Notícias), o ilustre painel de comentadores teceu também umas conjecturas curiosas sobre a realidade das claques, recuando até ao surgimento da JL ou dos extintos "Dragões Azuis". É o tema do momento e os "opinion makers" acotovelam-se para mandar o seu "bitaite", mesmo que demonstrem estar desfasados da realidade e se mostrem desconhecedores de tantas iniciativas meritórias assumidas pelos Grupos Organizados de Apoio. No entanto, há que justificar a avença que recebem ao fim do mês e ir contra a corrente é uma coisa chata. Bater no "ceguinho" custa menos...

Próximo jogo:


(clicar em cima para aumentar)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Ultras Auri-Negros na Serra da Estrela!


- clicar em cima das fotos para aumentar -

Futebol na televisão...

O meu desabafo no Código da Vivência.

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Liderança reforçada

O Beira-Mar venceu o Sporting da Covilhã por 0-1 e aumentou para três pontos a vantagem sobre o segundo classificado - Olhanense - que empatou a zero em Marco de Canavezes.
O Beira-Mar soma agora 16 jogos sem perder e 5 jogos consecutivos sem ver qualquer cartão.
Segundo João Salcedas, treinador do Covilhã, a vitória do Beira-Mar foi "inteiramente justa" que é, sem dúvida, a "melhor equipa desta Liga de Honra".
Fico a aguardar as crónicas e os comentários de quem esteve na Covilhã, bem como, o relato da deslocação dos UAN que contemplou uma visita à Serra da Estrela e um almoço com os Ultras Covilhã.
Também em futsal, o Beira-Mar venceu no Sábado a equipa do Covão do Lobo por 7-5 reforçando o primeiro lugar na classificação.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Referendar o quê?

Em artigo publicado hoje no Diário de Aveiro (também postado no seu blog Tomar Partido), Jorge Ferreira, do partido Nova Democracia, defende a ideia de um referendo local para a definição do futuro do "velhinho" Mário Duarte. Pois bem, caro Jorge Ferreira, na qualidade de Aveirense (sou eleitor em Aveiro apesar de ter nascido em Coimbra) e Beiramarense, respondo-lhe que muito me agradaria tal possibilidade. Até lhe digo mais. Adorava que fosse possível recuperar o "Mário Duarte", modernizá-lo, e o Beira-Mar voltar para aquela que foi a sua casa durante muitos anos. Mas a verdade é que tal já não é possível nem viável. Aveiro construiu um estádio que terá custado cerca de 12 milhões de contos (se estiver errado, corrijam-me). O referido estádio, por mais impessoal, frio, pouco cómodo e deslocado, precisa do Beira-Mar. Por isso, que adianta a Câmara Municipal referendar o destino do velhinho Mário Duarte? É óbvio que a população iria votar pela preservação do estádio, nem que fosse para não sofrer a dor de o ver demolido. A mim também me dói pensar nisso. Contudo, a mudança do Beira-Mar para o novo Estádio Municipal já custou muito dinheiro, tanto ao clube como à autarquia (EMA incluída). Não há volta. Depois de canalizados os esforços de instação do clube no Estádio Municipal, deixou de ser defensável um possível regresso ao "velho" Mário Duarte. Assim sendo, importará à CMA realizar dinheiro com a venda desses terrenos. O EMA tem custos de manutenção elevados. Quem é que os paga? Saiba, caro Jorge Ferreira, que o Beira-Mar e a EMA são responsáveis pela manutenção do EMA, suportando esses custos. Saiba, também, que a EMA tem uma dívida para com o Clube de cerca de 500 mil euros. Sem esse dinheiro, a própria sustentabilidade do clube e o cumprimento dos compromissos assumidos são postos em causa. Um possível referendo sobre o velho estádio seria uma medida extremamente popular e desejável... se tivessemos possibilidades de escolha. Assim sendo, por mais que goste do "velhinho" Mário Duarte, sou obrigado a aceitar os custos do progresso. Depois de inviabilizada a venda do estádio à Universidade, que a meu ver, seria uma solução agradável, não resta margem para escolhas. As "Antas", o "José Alvalade" e a "Luz" tiveram que ser demolidos para viabilizar a construção dos novos estádios. Não me parece que a CMA e o Beira-Mar estejam interessados em suportar os prejuízos do novo Estádio e, ainda, a manutenção de uma infra-estrutura "velha" cujo retorno da sua utilização já não a justifica.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Livre Indirecto elogia Beira-Mar

Um dos sites de futebol mais visitados do país - o Livre Indirecto - destaca aqui a política de preços dos bilhetes adoptada pelo Beira-Mar.

Iª Liga Bênêbola - 19ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
SC Covilhã - SC Beira-Mar

Tabela actualizada nos comentários.

IIª Liga Bênêbola - 19ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
SC Covilhã - SC Beira-Mar

Tabela actualizada nos comentários.

Covilhã - Deslocação e Convívio!

Este ano apenas falhei duas deslocações do Beira-Mar (Açores e Moreira de Cónegos). No próximo fim-de-semana, com muita pena minha, vou ter que faltar àquela que será, certamente, uma das deslocações mais animadas desta temporada. A saída de Aveiro pela madrugada deve-se à visita à Serra da Estrela pela manhã. Depois, já na Covilhã, está previsto um almoço (uma "festança"!) com os Ultras Covilhã, ao qual se seguirá, naturalmente, mais uma vitória do Beira-Mar. :)

Nota pessoal - Rapaziada, só vos digo: Se têm possibilidades de ir, não fiquem em casa. A deslocação vai valer a pena. Já bastam os tristes como eu que têm o melão de ver estas deslocações calharem em plena época de exames da faculdade. Se podem ir, vão!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

"Histórias de Guarda-Redes"

Na sequência de diversas pequenas intervenções minhas em posts do Bancada Norte, entendeu o Nuno honrar-me com a possibilidade de colaborar aleatoriamente no seu blog. Não sei se terei capacidade para corresponder ao convite, sendo certo que num blog excelente se exige qualitativamente uma fasquia alta. Imploro a vossa tolerância.

Ao longo dos anos, aqueles que acompanham com alguma regularidade a vida de uma colectividade vão coleccionando pequenas "estórias" do seu universo, simplesmente curiosas umas, verdadeiramente caricatas outras, algumas, ainda que autênticas, verdadeiramente dignas de enriquecer o vasto anedotário nacional.

Talvez esta seja uma destas últimas.

Há já uns largos anos passou pelo Beira Mar um então jovem guarda-redes que se fazia notar, não tanto pelo seu talento a defender as bolas, mas principalmente pela sua desmedida e permanentemente auto-propagandeada ambição de vir a ser um colosso das balizas, "um guarda-redes para oBenfica e para a selecção nacional!"

Um caso evidente em que o sonho ultrapassava em muito as capacidades, já que o moço, embora entusiasta e aplicado, não tinha, contudo, condições inatas suficientes para o levar tão longe.

O caso seria banal e ninguém repararia, não fosse dar-se o facto do sonhador espalhar aos quatro ventos insistente e convictamente o seu desiderato, ou seja, o rapaz, além de sonhador era aquilo que se poderia chamar um presunçoso, um basófias... mas, a realidade é que o tempo ia passando, os campeonatos sucediam-se uns atrás dos outros, a defesa das balizas da equipa continuava entregue a outros guardiões e o nosso sonhador limitava-se a ser o terceiro ou quarto guarda-redes da equipa e a jogar esporadicamente no então existente campeonato de reservas da Associação de Futebol de Aveiro... até que um dia, já cansado de tamanha espera pelo despontar do estrelato, terá tido a ideia da sua vida: havia que provar uma vez por todas à cambada de ceguinhos que tinha andado a treinar a equipa a sua categoria, havia que calar definitivamente os nabos, os invejosos e os tapadinhos que achavam que ele não defendia nada!

Se bem o pensou, melhor o fez...

Vai daí, contratou um reputado fotógrafo profissional da cidade, explicou-lhe a importância do trabalho a executar e, em resumo, encomendou-lhe meia dúzia de fotos esclarecedoras, verdadeiras e insofismáveis provas da sua categoria a defender as bolas! Estaria ali, estava convicto, o abrir da porta para uma carreira de verdadeiro craque que sabe-se lá até onde poderia ir!

Combinada a coisa, num belo sábado à tarde, postado o fotógrafo junto àbaliza norte do estádio, o nosso herói, de equipamento lustroso, brilhantina no cabelo, pose altiva e gesto garboso ia transmitindo ao fotógrafo as precisas instruções sobre a tarefa a executar, as aberturas de luz, a definição dos planos, os ângulos mais favoráveis, os lances a previlegiar, etc, etc.

Três ou quatro chapas já batidas, "muito boas, muito boas", jurava o fotógrafo, não pareciam satisfazer o ego enorme do nosso protagonista que continuava, encostado ao poste, a transmitir insistentes ordens e sugestões para tomadas de pose arrebatadoras. Até que... helás! Um livre quase frontal à entrada da área... "É agora, é agora!", gritava o nosso homem quase extático virado para trás enquanto a defesa formava a barreira. "Eu vou-me atirar em voo p'rá direita! Quando eu der um estalo c'os dedos atiro-me e você dispára!", gritava ele. "Tá bem, tá bem!", respondia o fotógrafo...

Assim foi. Barreira formada, o árbitro apita, o nosso guarda-redes olha para trás, faz o tal gesto com os dedos e lança-se num vistoso voo para o ângulo superior direito da baliza enquanto... ó azar dos azares, a bola entra directa e vagarosamente pelo lado esquerdo da baliza...

O caso deu brado. Contou-se por entre gargalhadas durante muitos anos e parece que nunca ninguém chegou a ver as tais fotografias que iriam lançar definitivamente o guarda-redes no estrelato futebolístico...

Narciso Cruz