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sábado, 25 de fevereiro de 2006

22ª Jornada do Bênêbola (Iª e IIª Liga)

Alertam-se todos os concorrentes que deverão efectuar os seus palpites no respectivo post!
(Ver mais em baixo)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Mais valia ter ficado calado...

O senhor Fernando Rola teve a lata de dizer no Jornal O Jogo que a direcção do Beira-Mar era oportunista porque... imagine-se, colocava os bilhetes para o jogo com o Leixões a 2,5€!!! Resultado, a direcção do Beira-Mar teve que iluminar-lhe os neurónios e o senhor Rola teve que se retratar.
Agora, pergunto eu: se a direcção do Beira-Mar é oportunista por praticar os preços mais baixos das competições profissionais de futebol, o que são as direcções da maioria dos clubes que costumam aumentar o preço dos bilhetes quando prevêm uma maior afluência? Mais, como pode alguém minimamente inteligente pensar que o Beira-Mar pretende encher os cofres às custas dos adeptos do Leixões?! Ora, se o Beira-Mar pretendesse "encher os cofres", colocava os bilhetes ao dobro do preço, tinha menos gente a apoiar o clube adversário e, muito provavelmente, teria receita igual ou, até, superior. Entre ter 2000 adeptos do Leixões a pagar 2,5€ ou 1000 a pagar 5€, se o critério fosse "encher os bolsos", a solução seria muito fácil.
Enfim, quando Deus distribuiu a inteligência pela Terra, certamente que alguns estavam debaixo de alguma árvore e não foram contemplados...

Site do Leixões apela à mobilização dos seus adeptos...

clicar em cima da imagem para aumentar

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Beira-Mar - Leixões no Livre Indirecto

O jogo SC Beira-Mar - Leixões SC é alvo de uma antevisão especial num dos melhores blogues desportivos nacionais - o Livre Indirecto.
Estou para ver se o desenvolvimento dos respectivos comentários terá o nível que ambas as instituições merecem... Duvido muito a avaliar por algumas intervenções infantis que tenho visto ultimamente noutros pontos de discussão.
P.S.- É com muito agrado que divulgo aqui o novo blog da Secção de Natação do Beira-Mar, da responsabilidade de Pedro Oliveira, treinador de cadetes. Já está adicionado à secção de links «Mundo SCBM».

"Histórias de lesionados"


"Mataste-me, desgraçado!"

Nos finais dos anos sessenta disputava-se uma interessante competição chamada Campeonato de Reservas da Associação de Futebol de Aveiro.

Patamar na ascensão de jogadores saídos das camadas jovens, hipótese competitiva de atletas pouco utilizados nas primeiras categorias ou fim de festa para futebolistas na curva descendente, era uma prova com interesse, ainda que disputada geralmente em campos secundários e dominada por um futebol por vezes um tanto incipiente, em que a vontade e a coragem suplantavam o talento, um futebol de bairrismos, mais raçudo e menos técnico. E também um manancial de episódios picarescos.
Num sábado invernoso o Beira Mar foi jogar a Espinho. O adversário tinha uma equipa modesta onde um ou outro veterano enquadrava uma juventude abnegada, uma equipa com jogadores daqueles de antes quebrar que torcer, daqueles que comeriam a relva se a houvesse... daqueles que metiam a cabeça onde até meter o pé já seria arriscado.
Ora foi isto mesmo que aconteceu...
Partida quase a terminar, num lance corrido junto `a linha lateral, quando o nosso extremo-direito pontapeava a bola, um defesa contrário lança-se atabalhoadamente em queda para a frente na tentativa de cortar o centro. Intervenção desajeitada e desatempada, foi inevitável um contacto físico algo violento, com o avançado a cair pesadamente sobre o tronco do adversário que ficou estendido ao comprido na valeta e a gritar repetidamente e a plenos pulmões " mataste-me, desgraçado!" ao mesmo tempo que dava insistentes e vigorosos murros no saibro lamacento!
Jogo parado, corre o massagista, correm os companheiros, o ajuntamento habitual, neste caso aumentado pela proximidade dos assistentes e o lesionado continuava a berrar desalmadamente o "mataste-me, desgraçado!" e a dar os murros no chão.
Naquele tempo não havia cartões no futebol. Expulsava-se por boca e o árbitro, um gordinho com cara de revisor da CP acabado de chegar a correr do meio-campo e encharcado até aos ossos, decidiu rápido e categórico: "Matou-o! Está expulso!"
"Mas...", balbuciava o "assassino"...
"Não há mas, nem meio mas! Matou-o, está expulso!", insistia autoritário e definitivo o gordinho.
Confusão total... Que sim, achavam os de Espinho e a castiça assistência onde predominavam as gentes do mar, os familiares e os amigos dos atletas da casa!
Que não, achavam os de Aveiro, qual expulsão, qual carapuça... que disparate!
Discussão acesa, deixara entretanto de se ouvir o candidato a morto, agora imóvel e ainda estendido na chão, entregue aos cuidados do massagista que à semana era barbeiro quando, no meio daquele caos alguém bradou em tom faceto do lado de fora "Biste, Toino? O gajo já morreu!"
Ouvindo isto, o pretenso morto em fase de relaxe levanta-se num salto e passa agora a gritar irado "Morri, o caralho!" enquanto procurava abrir caminho à procura do carrasco.
Caldo entornado, homens e mulheres numa enorme gritaria, guarda-chuvas no ar, ninguém se entendia...
Eram agora os do Beira Mar, à parte daquele ajuntamento tão típico que, divertidos, tentavam anular a ordem de expulsão do companheiro. "Vê, senhor árbitro, afinal o homem não morreu..." asseveravam.
Olhos arregalados, cofiando lentamente a farta bigodaça, o juiz aceita..."Realmente... bós tindes razão... o senhor jogador está bibo!", sentencia...
"Pois, e bem vivo!", insistia sarcástico o sete...
Bem vistas as coisas, "Não há dúbidas, não há dúbidas!", o árbitro anulou a expulsão.
O lesionado andava lá fora à estalada. Depois regressou ao terreno de jogo bem ressuscitado e recuperado e o jogo prosseguiu à chuva entre repelões e biqueiradas.
Do lado de fora continuava também a pancadaria.
Palavra de honra que não me lembro do resultado...
Narciso Cruz

Iª Liga Bênêbola - 22ª Jornada


Palpite para o próximo jogo:
SC Beira-Mar - Leixões

IIª Liga Bênêbola - 22ª Jornada


Palpite para o próximo jogo:
SC Beira-Mar - Leixões

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Cobertura do EMA danificada!

O mau tempo que se fez sentir em Aveiro no último fim-de-semana provocou estragos na cobertura do Estádio. Eu já estava aqui de teclado afiado para dissertar qualquer coisa sobre isto, mas, vou ficar caladinho. Ainda bem que não passou por cá nenhum furacão...

Risoterapia

O cartoon em si dispensa comentários. No entanto, fez-me lembrar, uma vez mais, as multas que alguns senhores delegados da Liga aplicam aos Clubes por mau comportamento do público, por exemplo, pelo facto dos seus adeptos apuparem o árbitro ou entoarem cânticos menos próprios à equipa adversária.
Enfim, ignorando propositadamente a quantidade monstra de agentes e dirigentes envolvidos no "apito dourado" (o Presidente da Liga incluído), proponho a criação do Nobel da Moral que será atribuído com distinção à Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Será? Olhe que não...


Diz o jornal O Jogo de hoje, em artigo assinado por Jacinto Martins:

Só resta Jorge Silva

«As contas do técnico Augusto Inácio complicaram-se com o castigo de Buba, isto caso as recuperações de Alcaraz e de Marco estejam ainda atrasadas. No plantel do Beira-Mar resta apenas um central, Jorge Silva, perto de atingir o limite de cartões amarelos. O técnico tem esperanças de poder recorrer a Alcaraz para a recepção ao Leixões, por isso, estará ansioso pela avaliação médica a uma lesão no joelho direito que afastou o central dos últimos dois jogos.»

Agora pergunto eu, à distância: O Ricardo não veio do Freamunde para o Beira-Mar como defesa central? É certo que tem actuado como defesa direito, mas, penso que a ser necessário, ele poderá voltar ao centro da defesa, voltando a ser dada uma oportunidade ao Ribeiro no lado direito.
Caro Jacinto, não diga é que o Beira-Mar não tem mais defesas centrais, além do Jorge Silva, disponíveis para este jogo. Felizmente, Augusto Inácio esta época tem várias soluções, desde que não se esqueça que alguns jogadores também fazem parte do plantel.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Próximo jogo:


O jogo SC Beira-Mar / Leixões do próximo Domingo já mexe. Para o Beira-Mar, a vitória neste jogo será um passo importantíssimo rumo à subida de divisão, pois aumentará para 14 os pontos que o separam deste adversário directo. Para o Leixões, é quase um "tudo ou nada". Só a vitória interessa à equipa de Matosinhos. A visita a Aveiro será uma oportunidade para aferir se o Leixões será candidato até ao fim, ou se deixará essa luta a cargo do Beira-Mar, Olhanense e Desportivo das Aves.
Dado o carácter essencial do jogo para os matosinhenses, tendo em conta que será o primeiro encontro entre os dois clubes no EMA e que os preços de bilheteira do Beira-Mar são os mais convidativos dos escalões de futebol profissional em Portugal, estou certo que o Leixões trará a Aveiro muita gente. Como é óbvio, estas previsões dependem sempre de outros factores, como por exemplo, as condições atmosféricas, mas estou em crer que teremos entre 3 a 4 mil adeptos leixonenses nas bancadas.
Posto isto, espero que os aveirenses se desloquem em força ao EMA e se dignem a apoiar o nosso Clube nesta importante partida com vista à consumação do objectivo principal desta temporada.
Como já sabem (ou deviam saber), até Sábado, os bilhetes custam apenas 2,5€ para o público em geral. No próprio dia do jogo, o ingresso custará 5€. Os sócios têm entrada gratuita mediante apresentação do respectivo cartão com as quotas actualizadas.
Para este jogo, estão convocadas as seguintes escolas:

Escola básica dos 2º e 3º ciclos de Aires Barbosa

Escola secundária com 3º ciclo do ensino básico Dr. Jaime Magalhães Lima

domingo, 19 de fevereiro de 2006

O Beira-Mar não se pode queixar da sorte...

Mesmo no final dos seus jogos, já em período de descontos, o Deportivo de Chaves conseguiu empatar (1-1) na Vila das Aves. Quanto ao Leixões-Olhanense, o resultado foi óptimo para o Beira-Mar. Nenhuma das duas equipas conquistou os três pontos porque o Olhanense em cima dos 90´empatou o jogo (2-2). Assim, mais uma jornada passou e o Beira-Mar mantém a vantagem que tinha sobre os seus adversários directos, recebe na próxima jornada o Leixões e pode aumentar o fosso em relação ao terceiro clasificado.

Empatar por culpa própria

O Beira-Mar perdeu 2 pontos nesta delocação ao empatar na casa do Estoril (1-1). Com todo o respeito que o Estoril me merece, este jogo era "de ganhar". O Beira-Mar tem claramente melhor equipa e tinha, à partida, todas as condições para vencer. No entanto, à semelhança do que aconteceu na recepção ao Marco, o facto de marcar um golo cedo faz com que a equipa adormeça à sombra da vantagem e possibilite ao adversário acreditar no empate. Certamente que Augusto Inácio não terá gostado da exibição e, ninguém melhor que ele para saber como "puxar as orelhas" aos seus jogadores. Quando se é melhor, não basta apregoar, é preciso demonstrar. Hoje o Beira-Mar perdeu dois pontos que o Olhanense e os outros adversários tudo farão para recuperar. Um "campeão" não desacelera a meio da prova mesmo que tenha alguma vantagem sobre os seus directos adversários. Os empates aceitam-se quando o risco de perder é grande. Hoje, com concentração e empenho, o Beira-Mar corria o risco de ganhar... e não conseguiu.
Nota muito negativa: Estiveram menos de cem pessoas a assistir ao jogo. Não houve público, não houve factor casa e o jogo em si foi muito pobre. Um cenário desolador com honras de transmissão televisiva na Sportv.
Inédito: Devido a deficiências nas linhas, a Rádio Terranova foi impossibilitada de fazer o relato do jogo. A solução encontrada é digna de realce. A equipa Terranova juntou-se à equipa da Aveiro FM e fizeram o relato do jogo em conjunto para a Aveiro FM. Parabéns pela ideia e pelo exemplo de companheirismo que demonstraram.

Segunda derrota no campeonato

O Saavedra Guedes, 6 º classificado, veio a Aveiro vencer o líder Beira-Mar por 3-4. Curiosamente, esta foi a segunda derrota da equipa auri-negra esta época, tendo a primeira ocorrido na 1ª volta da prova, precisamente, contra esta mesma equipa. Apesar da derrota, o Beira-Mar mantém o primeiro lugar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Um caso de estudo...

Hoje não posso deixar de escrever aqui sobre um clube que aprendi a admirar e a respeitar - o Vitória de Guimarães. A forma como a cidade abraça o seu clube é apaixonante. Como acontece com qualquer paixão vivida com intensidade, ocorrem momentos de maior fulgor, momentos de crise e, naturalmente, também alguns excessos. No momento difícil que o clube atravessa, correndo o risco de descer de divisão, os sócios e adeptos do Vitória têm demonstrado que os grandes amores superam qualquer crise. Já há algum tempo, aquando da participação do Vitória na Taça UEFA, fiquei surpreendido pela recepção que os Vitorianos proporcionaram à sua equipa quando esta voltou da Rússia com uma derrota por 2-1. Já passavam das 4h da manhã, em dia de semana, quando a comitiva chegou e tinha mais de trezentos adeptos do Vitória no Aeroporto Sá Carneiro à sua espera para dar um grande incentivo apesar da derrota.

Decidi hoje escrever este post porque já há algum tempo, um grupo de sócios do Vitória criou a Associação Vitória Sempre que tem promovido uma série de iniciativas com o objectivo de dinamizar o apoio ao clube. A propósito, veja-se o que consta nos estatutos desta Associação em relação ao seu objecto: «A Associação tem por objecto o desenvolvimento e a reflexão sobre as actividades desportivas, culturais e físicas, a exploração do site na Internet, a organização de eventos desportivos e sociais, deslocações para apoio à equipa do Vitória Sport Clube nas várias modalidades desportivas e parcerias com outras entidades ou associações locais». Ou seja, esta Associação assumiu e bem um papel que cabe, muitas vezes, às claques. Entre várias iniciativas, quero destacar duas pelo seu carácter simbólico e, simultâneamente, pioneiro em Portugal. Na véspera da recepção ao Belenenses, esta época, a Associação Vitória Sempre promoveu o último treino da equipa como se fosse um jogo, convocando os Vitorianos a comparecer em força no complexo desportivo. E assim aconteceu. Mais de 3000 (vários clubes da 1ª Liga não conseguem ter este número nos jogos, quanto mais nos treinos!) Vitorianos disseram "presente" e apoiaram os jogadores como se de um jogo se tratasse. No final do treino, uma delegação de responsáveis pela AVS desceram ao relvado e entregaram a todos os jogadores um manifesto de apoio e um dvd com imagens e testemunhos de demonstrações do grande amor que os adeptos têm pelo seu clube. Depois daquele treino, de terem lido o manifesto e visto o dvd, aqueles jogadores, por certo, passaram a envergar a camisola do Vitória com outro respeito. Na próxima jornada, o Vitória recebe o Benfica e a AVS já tem nova iniciativa preparada. Vai organizar um cordão humano com cerca de 4km, precisamente o percurso a percorrer pelo autocarro que transportará os jogadores desde o Hotel onde a equipa estará em estágio até ao Estádio Dom Afonso Henriques. Mais um exemplo incrível de dedicação ao clube, mas, ao contrário de outras posturas pouco edificantes que aqui vamos assistindo, estes adeptos canalizam toda a sua energia de uma forma positiva, contribuindo para a mobilização da comunidade vimaranense em torno do clube e engrandecendo (de que maneira!) a sua instituição.
Quem quiser saber mais sobre a AVS, pode aceder ao seu site através desta via.