quinta-feira, 6 de julho de 2006
Depois de uma fase de qualificação meritória, a selecção portuguesa de futebol alcançou as meias-finais deste “Mundial ´06”. Este feito, ganha maior relevância social num país pequeno que já não via a sua selecção atingir um patamar tão elevado desde 1966… há 40 anos!
Ontem, diante da França, percebi que aquele jogo era o concretizar de um sonho de duas gerações, a dos meus avós e a dos meus pais. Eles assistiram ao desempenho dos “magriços” de 66, sentiram a “injustiça” daquela eliminação frente à equipa da casa, a Inglaterra, que até o local do jogo alterou obrigando a comitiva portuguesa a viajar de comboio para Londres na véspera do jogo. Desse Mundial, ficou o sonho… O sonho de um dia chegar onde os “magriços” chegaram mas não parar por aí. Ir mais além. Alcançar uma final e, até quem sabe, vencê-la.
Quarenta anos volvidos, o sonho esteve à beira de se concretizar. Um jogo inglório e um momento decisivo… o penalty que Zidane concretizou e que Ricardo quase defendia.
Tal como tinha acontecido no Euro 2000, Portugal vergava aos pés da França num penalty infeliz.
Mas este jogo não foi igual. Ao contrário do tal jogo de 2000 em que a França, que tinha uma “super-equipa” que se tinha sagrado campeã do mundo dois anos antes (1998), dominou e foi superior nos noventa minutos e no prolongamento, no jogo de ontem Portugal dominou a maior parte do jogo e teve as melhores oportunidades de golo. Do lado francês, estavam lá alguns desses jogadores da “super-equipa” de 98 e 2000 e outros, mais recentes, que nada ficam a dever aos seus antecessores. A grande diferença esteve mesmo na capacidade da equipa portuguesa que remeteu a tal “super-equipa” francesa ao seu meio-campo durante toda a segunda parte. Os franceses sofreram muito… mais do que tinham sofrido diante do Brasil, o próprio seleccionador gaulês assim reconheceu.
Portugal perdeu mas fiquei com uma certeza. Nos próximos anos, nas próximas competições, o nome de Portugal figurará entre os “candidatos”. O percurso recente da selecção – meia-final no Euro 2000 e final no Euro 2004 e meia final neste Mundial – (exceptuando o Mundial da Coreia-Japão em 2002 que encaro como um acidente de percurso da responsabilidade do seleccionador da altura, António Oliveira), a qualidade dos sucessores da geração de Vítor Baía, Fernando Couto, Jorge Costa, Paulo Sousa, Figo, Rui Costa, João Pinto e outros, a própria evolução do conceito de selecção, agora “clube Portugal” – principal contributo de Scolari, na minha opinião –, os bons resultados das selecções jovens portuguesas desde o início da década de 90 e que se mantêm, são razões q.b. para fundamentar esta convicção.
Mas eu quero, também, acreditar noutros factores. Alguns deles que já se revelam na actualidade. Vejamos a melhoria competitiva do campeonato português, as excelentes performances de algumas equipas portuguesas nas competições europeias: Boavista na meia-final da Taça Uefa em 2003, FC Porto vencedor da Taça Uefa nesse mesmo ano, FC Porto vencedor da Liga dos Campeões no ano seguinte, Sporting finalista da Taça Uefa e FC Porto campeão inter-continental em 2005, o Benfica com uma prestação meritória na Liga dos Campeões na época passada, só parado pelo actual campeão europeu Barcelona. A estes sucessos dos clubes portugueses, vemos jogadores portugueses a afirmarem-se como referências nos melhores clubes europeus, temos alguns dos treinadores mais conceituados da actualidade, casos de José Mourinho, Carlos Queirós e até Manuel José com um palmarés impressionante no futebol asiático.
Portugal é um país cada vez mais apaixonado pelo futebol. O jogador português, portador da capacidade técnica geralmente associada ao jogador sul-americano, surge agora mais completo. Um tipo de jogador que congrega capacidade física, disciplina táctica e concentração competitiva aliada à sua natural aptidão técnica. Estes méritos ficam a dever-se, como é óbvio, à melhoria das condições de treino que os clubes e as escolas de futebol proporcionam aos seus formandos e à experiência internacional que a participação em competições entre selecções jovens ao mais alto nível possibilita. A presença de jogadores e treinadores portugueses nos melhores clubes do mundo constitui uma alavanca fundamental para o futebol português ao nível da concepção de jogo e de treino.
Sem falsas euforias, Portugal está na moda no que ao futebol diz respeito. O “jogador português” é apreciado mundialmente. Ao contrário do que alguns teóricos afirmam, a exportação dos nossos melhores valores pode contribuir, como aliás já contribui, para a melhoria gradual do futebol português. O caminho passa, efectivamente, pela exportação (pois outro modelo não é sustentável) e pelo investimento desses proveitos na boa formação de novos atletas e novos técnicos.
O futebol profissional é uma indústria que alimenta muitas famílias e sectores de actividade. Portugal, um país carenciado de sectores produtivos que sejam competitivos internacionalmente, tem no futebol não um “escape” mas uma oportunidade de sucesso. No entanto, como em qualquer outra actividade, o sucesso não depende apenas da matéria-prima e da criatividade de quem a trabalha. Bons gestores precisam-se.
Quando o jogo de ontem acabou, disse para o meu avô: - “Demorámos 40 anos para repetir a proeza mas daqui a quatro anos estaremos na África do Sul a perseguir novamente o sonho! Nada será como antes…”. O meu avô respondeu-me: - “Pois, mas provavelmente, já não estarei cá para ver…”.
O sucesso, tal como o ser humano, é efémero… - pensei eu.
terça-feira, 4 de julho de 2006
segunda-feira, 3 de julho de 2006
sexta-feira, 30 de junho de 2006
sábado, 24 de junho de 2006
Quando criei o Bancada Norte tinha por objectivo proporcionar um ponto de encontro de Beiramarenses na internet. Penso que durante muito tempo esse desiderato foi conseguido. O blog foi sendo actualizado na medida do possível e a secção de comentários esteve sempre aberta à participação de todos sem qualquer tipo de censura ou moderação prévia. Acontece, porém, que dois indivíduos que se identificavam como adeptos do Leixões resolveram vir para aqui largar as suas frustrações e conspurcar os comentários do blog. Depois de muito tolerar, decidi-me a reactivar o sistema de comentários do blogger por forma a moderar previamente os comentários. A medida resultou e afastou os referidos indivíduos. Finalmente, parecia que a paz voltava ao BN. Discretamente, desactivei a moderação prévia pois tais indivíduos "desapareceram" e senti que tal medida já não se justificava. O blog poderia voltar ao seu funcionamento regular (pensei eu...).
quinta-feira, 22 de junho de 2006
A polémica em torno da contratação do Luciano Ratinho despertou-me a curiosidade para fazer uma curta procura de informações na internet sobre o dito «craque». A confirmar-se que seja o camarada que consta da foto, segundo o Terceiro Anel, em 2004 foi pretendido pela Académica.
quarta-feira, 21 de junho de 2006
Recrutamento de Marketing Manager
Reportando à Direcção do Clube, será responsável por:
·Implementação de estratégias comerciais
·Definição e implementação e integração de planos de marketing dos vários sectores do Clube
·Estudo e lançamento de novos produtos
·Concepção e Gestão de projectos promocionais e eventos
·Gestão de patrocínios
·Gestão da marca S.C. Beira–Mar
·Implementação e gestão de campanhas de publicidade
O candidato deverá possuir:
·Formação superior em Marketing
·Experiência de 3 anos , de preferência no desporto
·Conhecimentos de futebol
·Domínio do Inglês
·Excelente capacidade de organização e planeamento
·Excelente capacidade de comunicação e motivação de equipas
·Elevado nível de responsabilidade
·Elevada metodologia de trabalho
·Boa capacidade de gestão e resolução de problemas
terça-feira, 20 de junho de 2006
segunda-feira, 19 de junho de 2006
No mesmo dia em que o Diário de Aveiro comemora 21 anos de existência, faz hoje precisamente 7 anos que o Beira-Mar conquistou a Taça de Portugal. Podem recordar esse dia histórico nas ligações que se seguem: Ligação 1, Ligação 2, Ligação 3 e Ligação 4.
Depois dos contactos com Vítor Urbano, a direcção do Beira-Mar deverá anunciar esta semana o nome do responsável pelo sector de formação. O antigo treinador do clube – reconhecido como formador de treinadores – é uma das opções mas a decisão só deverá ser tornada pública na quarta-feira, um dia depois da habitual reunião de direcção. O processo tem sido liderado pelo vice-presidente Orlando Neves, que deverá apresentar uma proposta aos seus pares no encontro de amanhã.
sexta-feira, 16 de junho de 2006
quinta-feira, 15 de junho de 2006
Antes, no antigo Mário duarte, costumava sentar-me no topo Norte com o meu pai. Naquela zona mais acima, onde se consegue ver o parque entre os degráus. Havia uma certa sensação de insegurança. Queriamos sempre duas coisas. Primeiro que o Beira-Mar marcasse, depois que a bancada não caísse.
Hoje os tempos são outros. Primeiro quero que o Beira-Mar marque, depois que o clube não desabe.
Algo de muito estranho se vem passando no clube. Uma direcção é eleita e anuncia graves dificuldades financeiras existentes no clube. Ainda assim, faz uma equipa de futebol incomportável (financeiramente) para a 2ª Liga, compra a leasing um autocarro, contrata e a seguir manda para trás jogadores brasileiros e africanos com os custos que isso tem inerentes para o clube. Além de estranhas confusões com empresários ( eu vi, as câmaras podem confirmar, que no intervalo do jogo Beira-Mar-Valladolid um empresário entrou na zona de acesso ao balneário, vindo da bancada, no intervalo do jogo).
Gente que vinha fazendo um bom trabalho nas camadas jovens que se demite, possivelmente, por consequência os resultados desportivos destas camadas são insatisfatórios. Um departamento médico com anos e anos de clube, também se demite. É tudo tão estranho e em tão pouco tempo...
Membros da direcção, que em Junho dizem querer trabalhar no Beira-Mar mas que passados uns meses lançam o clube "ás ortigas" e vão para a câmara. Depois, mais engraçado, o responsável pelo incumprimento da "dívida da Câmara" é um vereador que não passou pelo Beira-Mar, quem o disse foi o presidente. Importa-se de repetir?
Tudo isto é possivel num clube que já nem auri-negro é.
Domingo, no Rossio, por volta das 19.30, depois do jogo Beira-Mar-Vizela, o presidente anuncia que as suas promessas eleitorais estão concretizadas: subida de divisão, autocarro e loja amarela (possivelmente por culpa minha, mas desconhece-se se a dita loja é de direito do Beira-Mar). De qualquer forma o triunfalismo vai sair caro, quanto ao tempo, resta saber se sairá caro mais tarde ou mais cedo.
Quem pagará, como será pago, por quem, pelo clube ou por uma futura SAD, e se for uma SAD?
Na qualidade de blogger, o ex-presidente Mano Nunes (de quem discordei até mais não, como no acordo com a Stellar, na contratação do Luis Campos, incapacidade de modernizar o clube..., mas que também teve vários méritos), tece esta semana um conjunto de considerações, opiniões, e lança também um vasto conjunto de acusações e insinuações. Além das contas e cálculos(preocupantes) que apresenta, a expressão "russos" (para bom entendedor...) não deixa de inquietar na forma e contexto em que está. A quê e a quem se referiria? Serão "russos" á moda de Aveiro?
São demasiadas as suspeições que se levantam, as quais para muita gente parecem ter destinatários claros. A questão porém é quando se concretizam...
Para lá do Mundial...
Depois de uma fase de qualificação meritória, a selecção portuguesa de futebol alcançou as meias-finais deste “Mundial ´06”. Este feito, ganha maior relevância social num país pequeno que já não via a sua selecção atingir um patamar tão elevado desde 1966… há 40 anos!Ontem, diante da França, percebi que aquele jogo era o concretizar de um sonho de duas gerações, a dos meus avós e a dos meus pais. Eles assistiram ao desempenho dos “magriços” de 66, sentiram a “injustiça” daquela eliminação frente à equipa da casa, a Inglaterra, que até o local do jogo alterou obrigando a comitiva portuguesa a viajar de comboio para Londres na véspera do jogo. Desse Mundial, ficou o sonho… O sonho de um dia chegar onde os “magriços” chegaram mas não parar por aí. Ir mais além. Alcançar uma final e, até quem sabe, vencê-la.
Quarenta anos volvidos, o sonho esteve à beira de se concretizar. Um jogo inglório e um momento decisivo… o penalty que Zidane concretizou e que Ricardo quase defendia.
Tal como tinha acontecido no Euro 2000, Portugal vergava aos pés da França num penalty infeliz.
Mas este jogo não foi igual. Ao contrário do tal jogo de 2000 em que a França, que tinha uma “super-equipa” que se tinha sagrado campeã do mundo dois anos antes (1998), dominou e foi superior nos noventa minutos e no prolongamento, no jogo de ontem Portugal dominou a maior parte do jogo e teve as melhores oportunidades de golo. Do lado francês, estavam lá alguns desses jogadores da “super-equipa” de 98 e 2000 e outros, mais recentes, que nada ficam a dever aos seus antecessores. A grande diferença esteve mesmo na capacidade da equipa portuguesa que remeteu a tal “super-equipa” francesa ao seu meio-campo durante toda a segunda parte. Os franceses sofreram muito… mais do que tinham sofrido diante do Brasil, o próprio seleccionador gaulês assim reconheceu.
Portugal perdeu mas fiquei com uma certeza. Nos próximos anos, nas próximas competições, o nome de Portugal figurará entre os “candidatos”. O percurso recente da selecção – meia-final no Euro 2000 e final no Euro 2004 e meia final neste Mundial – (exceptuando o Mundial da Coreia-Japão em 2002 que encaro como um acidente de percurso da responsabilidade do seleccionador da altura, António Oliveira), a qualidade dos sucessores da geração de Vítor Baía, Fernando Couto, Jorge Costa, Paulo Sousa, Figo, Rui Costa, João Pinto e outros, a própria evolução do conceito de selecção, agora “clube Portugal” – principal contributo de Scolari, na minha opinião –, os bons resultados das selecções jovens portuguesas desde o início da década de 90 e que se mantêm, são razões q.b. para fundamentar esta convicção.
Mas eu quero, também, acreditar noutros factores. Alguns deles que já se revelam na actualidade. Vejamos a melhoria competitiva do campeonato português, as excelentes performances de algumas equipas portuguesas nas competições europeias: Boavista na meia-final da Taça Uefa em 2003, FC Porto vencedor da Taça Uefa nesse mesmo ano, FC Porto vencedor da Liga dos Campeões no ano seguinte, Sporting finalista da Taça Uefa e FC Porto campeão inter-continental em 2005, o Benfica com uma prestação meritória na Liga dos Campeões na época passada, só parado pelo actual campeão europeu Barcelona. A estes sucessos dos clubes portugueses, vemos jogadores portugueses a afirmarem-se como referências nos melhores clubes europeus, temos alguns dos treinadores mais conceituados da actualidade, casos de José Mourinho, Carlos Queirós e até Manuel José com um palmarés impressionante no futebol asiático.
Portugal é um país cada vez mais apaixonado pelo futebol. O jogador português, portador da capacidade técnica geralmente associada ao jogador sul-americano, surge agora mais completo. Um tipo de jogador que congrega capacidade física, disciplina táctica e concentração competitiva aliada à sua natural aptidão técnica. Estes méritos ficam a dever-se, como é óbvio, à melhoria das condições de treino que os clubes e as escolas de futebol proporcionam aos seus formandos e à experiência internacional que a participação em competições entre selecções jovens ao mais alto nível possibilita. A presença de jogadores e treinadores portugueses nos melhores clubes do mundo constitui uma alavanca fundamental para o futebol português ao nível da concepção de jogo e de treino.
Sem falsas euforias, Portugal está na moda no que ao futebol diz respeito. O “jogador português” é apreciado mundialmente. Ao contrário do que alguns teóricos afirmam, a exportação dos nossos melhores valores pode contribuir, como aliás já contribui, para a melhoria gradual do futebol português. O caminho passa, efectivamente, pela exportação (pois outro modelo não é sustentável) e pelo investimento desses proveitos na boa formação de novos atletas e novos técnicos.
O futebol profissional é uma indústria que alimenta muitas famílias e sectores de actividade. Portugal, um país carenciado de sectores produtivos que sejam competitivos internacionalmente, tem no futebol não um “escape” mas uma oportunidade de sucesso. No entanto, como em qualquer outra actividade, o sucesso não depende apenas da matéria-prima e da criatividade de quem a trabalha. Bons gestores precisam-se.
Quando o jogo de ontem acabou, disse para o meu avô: - “Demorámos 40 anos para repetir a proeza mas daqui a quatro anos estaremos na África do Sul a perseguir novamente o sonho! Nada será como antes…”. O meu avô respondeu-me: - “Pois, mas provavelmente, já não estarei cá para ver…”.
O sucesso, tal como o ser humano, é efémero… - pensei eu.
Publicado por Nuno Q. Martins 15:56 | | 6 Comentário(s)
Plantel 2006/07
Defesas: Ribeiro, Jorge Vidigal (ex-Olhanense), Alcaraz, Buba, Marco, Jorge Silva, Ricardo, Tininho, Nuno Carvalheiro (ex-Pampilhosa).
Médios: Diakité, Torrão, Artur, Rui Lima, Catchana, Emerson (ex-Estrela da Amadora) e Vasco Matos (ex-Olhanense).
Avançados: Camora, Roma, Jorge Leitão, Wegno (ex-Chaves) e Diogo Galvão (ex-União Mato Grosso).
Entradas por confirmar:
Dani (médio, Vizela); Luciano Ratinho (médio, Paysandu); Ola Tidman (guarda-redes, Midtjylland).
Dani (médio, Vizela); Luciano Ratinho (médio, Paysandu); Ola Tidman (guarda-redes, Midtjylland).
Empréstimos(*):
Carlos Gomes (Gondomar); Bruno Resende (Espinho); Baldé (Pontasolense); Fábio Semedo (Freamunde); Pires (Avanca).
(*) Sem confirmação
_________________________
O início dos trabalhos e a apresentação do plantel decorreu ontem no Estádio Municipal de Aveiro - Mário Duarte com uma forte representação do poder político local. Para ler na edição de hoje do Diário de Aveiro.
Publicado por Nuno Q. Martins 01:45 | | 9 Comentário(s)
Estórias de bolas
Pelas mais diversas razões, mas quase sempre por contingências directamente derivadas da diminuta capacidade financeira das colectividades associativas, é possível, país adentro, encontrar recintos desportivos nos mais inesperados locais.
No distrito de Aveiro, entre outros, há memória de campos de futebol abruptamente sobranceiros à linha do caminho de ferro, a cursos de água, a estradas de grande circulação, em terrenos inclinados, com as balizas encostadas a vivendas, no meio de vinhedos ou ao lado de cemitérios.
Este último era e é o caso de um campo onde, há anos, durante a disputa de um desafio de júniores as bolas que iam parar ao cemitério...morriam!...
Nem mais, na verdade decorria normalmente o jogo quando, pontapeada de forma incipiente por um atleta mais desajeitado na arte, a bola ultrapassou os limites do recinto e foi saltitar despreocupada por cima das campas do campo santo, coisa que pelos vistos acontecia com alguma frequência e provocava a indignação e a cólera de alguns espíritos vivos mais sensíveis à perturbação dos mortos...
À parte o insólito do tipo de vizinhança, nada seria, contudo, de espantar no caso, não fora daquela vez a estranha dificuldade de reencontrar o esférico desavistado e depois o facto do mesmo, finalmente localizado dentro do gradeamento alto e ferrugento de uma vetusta sepultura, se encontrar... furado!
Facto consumado, conjecturas rapidamente dissecadas e alternativa em movimento, prosseguia o match com a segunda bola quando, projectado velozmente por mais um pontapé destrambelhado doutro craque fora de forma, o novo esférico ultrapassa uma outra vez os limites desportivos e vai, também ele, passear-se aos saltos, indiferente a iras e protestos, por entre túmulos e jazigos...
Há quarenta anos atrás a escassez de meios tornava normal não haver mais do que duas bolas para um jogo, uma de cada equipa, pelo que a partida teve mesmo de parar por falta do essencial.
Jogadores em forçado descanso, do outro lado procurava-se afanosamente a extraviada, afadigavam-se os voluntários pelos estreitos corredores na busca do couro, mas do dito cujo, coisa extraordinária, nem sinal...
Os minutos passavam e, quando entre supersticiosos medos e destemidas galhofas se aventavam no campo as mais engenhosas artimanhas de prosseguir o jogo, eis que, perante o gáudio da rapaziada se anuncia por fim o achamento da redonda, subtilmente posta em repouso ao fundo de uma capela mortuária...
A bola veio pontapeada de regresso num balão chocho de curvatura mal descrita...e os rostos fizeram-se de pasmo...ao cair no chão, a bola não saltou...estava também ela furada...
Nesse mesmo instante, postada à porta da lúgubre capela em acentuada inclinação frontal, uma sinistra figura masculina vestida de negro bradava exaltada "está morta! morta!bem morta!"
O pitecantropo vulto tinha uma vela acesa na mão esquerda, o braço direito debilmente estendido e o dedo indicador em riste a apontar a bola inerte...
Do lado do campo, enquanto uns se riam, olhos arregalados, outros nem tanto...
Depois, quase tão misteriosamente como o imediato sumiço do homem da vela, também acabou por aparecer uma terceira bola e o jogo completou o seu tempo sem mais coisas esquisitas.
Valeu que nunca mais atiraram a bola para o cemitério...
Narciso Cruz
Publicado por Nuno Q. Martins 20:55 | | 0 Comentário(s)
Reflexão
Quando criei o Bancada Norte tinha por objectivo proporcionar um ponto de encontro de Beiramarenses na internet. Penso que durante muito tempo esse desiderato foi conseguido. O blog foi sendo actualizado na medida do possível e a secção de comentários esteve sempre aberta à participação de todos sem qualquer tipo de censura ou moderação prévia. Acontece, porém, que dois indivíduos que se identificavam como adeptos do Leixões resolveram vir para aqui largar as suas frustrações e conspurcar os comentários do blog. Depois de muito tolerar, decidi-me a reactivar o sistema de comentários do blogger por forma a moderar previamente os comentários. A medida resultou e afastou os referidos indivíduos. Finalmente, parecia que a paz voltava ao BN. Discretamente, desactivei a moderação prévia pois tais indivíduos "desapareceram" e senti que tal medida já não se justificava. O blog poderia voltar ao seu funcionamento regular (pensei eu...).No entanto, nas últimas semanas, surgiram vários comentários insultuosos para com actuais dirigentes do Beira-Mar, com a agravante de tais comentários partirem de anónimos e outros sob a capa de pseudónimos. Qualquer pessoa de bom-senso compreenderá que não poderei continuar com o blog nestes termos. Não tenho vida para moderar os comentários "um a um" e é algo que vai contra os meus princípios, da mesma forma que não posso aceitar que se ataque por essa via a honra e o direito ao bom nome de pessoas.
Pelo exposto, os comentários dos posts anteriores foram apagados e, num futuro próximo, a aceitação de comentários ficará novamente sujeita a cuidada moderação (de acordo com a minha disponibilidade).
Apelo vivamente a uma reflexão colectiva sobre o modo de estar na blogosfera de alguns dos visitantes do BN. Estejam conscientes que da produtividade dessa reflexão depende a continuidade deste blog.
Publicado por Nuno Q. Martins 17:38 | | 35 Comentário(s)
ACADEMIA: O novo coordenador
O sucessor do Prof. Bernardes Teixeira na coordenação do futebol de formação do Beira-Mar deverá ser Vitor Henriques, que desempenhou a mesma função no Anadia FC, tendo alcançado bons resultados com as equipas jovens do clube bairradino.
O Ratinho...
A polémica em torno da contratação do Luciano Ratinho despertou-me a curiosidade para fazer uma curta procura de informações na internet sobre o dito «craque». A confirmar-se que seja o camarada que consta da foto, segundo o Terceiro Anel, em 2004 foi pretendido pela Académica.Luciano "Ratinho" é reconhecido pela sua boa capacidade técnica mas, também, por ser um jogador conflituoso. O blog Dossiê Grêmio é bastante crítico em relação ao jogador e relata pormenorizadamente algumas das situações em que esteve envolvido, nomeadamente, pegando-se com treinadores e adeptos.
O portal brasileiro Placar dá eco do actual interesse do Beira-Mar no jogador, contudo, o próprio assume que só sairá do Paysandu se a proposta do Beira-Mar for irrecusável.
A edição de hoje do Jornal O Jogo afirma que a proposta apresentada pelo Beira-Mar seduz o jogador e a contratação pode estar apenas dependente do pagamento da "pequena" cláusula de rescisão ao seu actual clube.
Estaremos perante uma nova versão do Juninho Petrolina?
Recrutamentos
Recrutamento de Assessor de Comunicação
Reportando à Direcção do Clube, será responsável por:
·Concepção e Gestão da Informação
·Relação com Órgãos de Comunicação
·Gestão do Site do Clube
·Implementação de meios para reforço da comunicação
O candidato deverá possuir:
·Formação superior em Ciências da Comunicação
·Experiência profissional de 3 anos na área
·Conhecimento dos regulamentos da F.P.F. e da L.P.F.P.
·Excelente capacidade de comunicação
·Domínio exemplar da escrita jornalística desportiva.
·Concepção e Gestão da Informação
·Relação com Órgãos de Comunicação
·Gestão do Site do Clube
·Implementação de meios para reforço da comunicação
O candidato deverá possuir:
·Formação superior em Ciências da Comunicação
·Experiência profissional de 3 anos na área
·Conhecimento dos regulamentos da F.P.F. e da L.P.F.P.
·Excelente capacidade de comunicação
·Domínio exemplar da escrita jornalística desportiva.
Os candidatos deverão enviar as candidaturas, com o curriculum e um texto de 1.500 caracteres sobre o momento actual do S. C. Beira Mar, para a sede do Clube, ou por e-mail para caetano.alves@beiramar.pt
Recrutamento de Marketing Manager
Reportando à Direcção do Clube, será responsável por:
·Implementação de estratégias comerciais
·Definição e implementação e integração de planos de marketing dos vários sectores do Clube
·Estudo e lançamento de novos produtos
·Concepção e Gestão de projectos promocionais e eventos
·Gestão de patrocínios
·Gestão da marca S.C. Beira–Mar
·Implementação e gestão de campanhas de publicidade
O candidato deverá possuir:
·Formação superior em Marketing
·Experiência de 3 anos , de preferência no desporto
·Conhecimentos de futebol
·Domínio do Inglês
·Excelente capacidade de organização e planeamento
·Excelente capacidade de comunicação e motivação de equipas
·Elevado nível de responsabilidade
·Elevada metodologia de trabalho
·Boa capacidade de gestão e resolução de problemas
Os candidatos deverão enviar as candidaturas, com o curriculum e um contacto de pessoa para referências profissionais, para a sede do Clube, ou por e-mail para caetano.alves@beiramar.pt
Fonte: beiramar.pt
Estórias do Futebol
O futebol, todos o sabemos, é um desporto pródigo em episódios insólitos e muitas vezes verdadeiramente caricatos.
A situação agora em descrição aconteceu já há bastantes anos num desafio decisivo do Campeonato Distrital de Aveiro e ilustra exemplarmente o insólito e o caricato que se podem instalar inopinadamente numa simples partida de futebol.
Disputava-se a última jornada de uma competição renhidamente disputada e que se adivinhava de excitante incerteza até ao último momento, especialmente no que respeitava à subida à 3ª Divisão Nacional e também à descida à 2ª Divisão Distrital.
Disputava-se a última jornada de uma competição renhidamente disputada e que se adivinhava de excitante incerteza até ao último momento, especialmente no que respeitava à subida à 3ª Divisão Nacional e também à descida à 2ª Divisão Distrital.
Pelos acasos do sorteio, cabia ao 1º classificado visitar nessa derradeira jornada o recinto de um dos últimos, em qualquer caso ambos verdadeiramente necessitados de vencer para não dependerem dos resultados de terceiros para atingirem os seus objectivos.
A agravar o dramatismo dos noventa minutos finais, tratava-se de clubes de localidades vizinhas e com um longo historial de rivalidades antigas e nem sempre resolvidas pelos meios mais pacíficos. Um pequeno barril de pólvora, em suma!
Grande enchente, que o acanhado recinto mal suportava fora da vedação do pelado, apoiantes das equipas equilibrados em número, entusiasmo transbordante dos apaniguados do comandante, maior contenção e expectativa por parte dos da casa, Àquele nível, era o jogo do ano.
Partida a decorrer, golos, emoção, o espectáculo era vibrante, correspondia.
Dentro das quatro linhas, luta intensa, de dar tudo por tudo. De chispar.
Do lado de fora, nervosismo, vivia-se cada lance como se fosse decisivo. E sofria-se.
Aos oitenta e nove minutos de jogo havia uma igualdade a um no marcador, resultado que, desconhecendo-se a evolução do placard nos restantes jogos, não tranquilizava nem as equipas nem os adeptos.
A tensão era grande dentro e fora do rectângulo quando acontece o impensável: no último minuto, na marcação de um canto a favor do líder, com quase todos os jogadores dentro da grande área, a bola rematada por um atacante é impedida de entrar pela mão de um defensor contrário situado na linha de golo... e de repente instala-se o fim do mundo naquele minúsculo ponto do planeta! Golo?! Mão voluntária?! Casual?! O árbitro, sabe-se lá se convicto ou obstruído na visão, nada assinalou e em escassos segundos tudo se vira ao contrário: enquanto os visitantes rodeavam freneticamente o juíz da partida junta à marca da grande penalidade festejando o hipotético golo ou reclamando o sancionamento da falta máxima, um defesa da casa despachava no mesmo instante a bola com um pontapé comprido para o meio-campo adversário. O esférico bateu no solo, sobrevoou o atarantado guarda-redes e, impelido finalmente por um atacante visitado surgido em grande velocidade nem se sabe bem donde, entrou na baliza dos que protestavam na área oposta... e era agora a confusão total...
Num instante, a situação sofrera uma evolução completamente imprevisível e o caso era agora verdadeiramente insólito e caricato: vinte e dois jogadores reclamavam o melhor para as suas cores, quase três mil espectadores dividiam-se agitadamente entre a alegria dos festejos e a ira dos protestos, dez guardas republicanos atarefavam-se a tentar impedir a invasão de campo e o árbitro, coitado, passava as passas do Algarve para conseguir chegar às cabines de pé e incólume...
O jogo não chegou a ouvir os apitos finais.
Naquele tempo não havia telemóveis e demorou a chegar notícia dos outros campos. Tempo para discussões, bastonadas e narizes partidos...
Muitos minutos depois, que as telecomunicações não eram o que são hoje, quando os da casa há muito clamavam vitória, estrelejaram no ar os foguetes dos visitantes.
Salvava-se o fim de tarde dos taberneiros das redondezas.
Tudo terminava em festa.
Narciso Cruz
Publicado por Nuno Q. Martins 17:13 | | 0 Comentário(s)
19 de Junho
No mesmo dia em que o Diário de Aveiro comemora 21 anos de existência, faz hoje precisamente 7 anos que o Beira-Mar conquistou a Taça de Portugal. Podem recordar esse dia histórico nas ligações que se seguem: Ligação 1, Ligação 2, Ligação 3 e Ligação 4.Formação decide-se esta semana
Depois dos contactos com Vítor Urbano, a direcção do Beira-Mar deverá anunciar esta semana o nome do responsável pelo sector de formação. O antigo treinador do clube – reconhecido como formador de treinadores – é uma das opções mas a decisão só deverá ser tornada pública na quarta-feira, um dia depois da habitual reunião de direcção. O processo tem sido liderado pelo vice-presidente Orlando Neves, que deverá apresentar uma proposta aos seus pares no encontro de amanhã. Excerto da notícia do Jornal O Jogo (19/06/06)
O logo do Mundial, a mascote (Goleo) e o Estádio de Aveiro
Erik Spiekermann é um dos programadores visuais mais respeitados da Alemanha. Co-fundador da agência MetaDesign, tem clientes como a Audi, Volkswagen, IBM e Nike. Este especialista não tem papas na língua em criticar o design adoptado no logotipo oficial que é a imagem do Mundial ´06.
Segundo Spiekermann, estão equivocadas a escolha de cores, os traços do design e até o leão eleito para representar o país. "É muito ruim, é nojento. Coisas assim fazem os alemães não se sentirem em casa num evento tão importante, que lutaram tanto para receber". (ver artigo completo no Folha Online)
Estas observações fizeram-me logo lembrar os comentários de muitos Beiramarenses em relação ao Estádio Municipal de Aveiro - Mário Duarte.
À margem destas controvérsias, eu que não sou um especialista em design, deixo-vos o link para um site que, acredito, será consensual entre o meio masculino. Aqui, o jogo de cores resulta muito bem e a mensagem de apelo à proximidade dos povos também é assimilada facilmente!
Beira Mar - Fragmentos de história
Em Março de 1980 o Beira Mar disputava a 1ª Divisão Nacional e decorridos 2/3 do campeonato, depois de uma 1ª volta pouco conseguida, a equipa partia para a fase decisiva colocada nos lugares da intranquilidade.
Para trás ficara já uma "chicotada psicológica" na pessoa de Fernando Cabrita que cumpria a 3ª época consecutiva ao serviço do clube e se via substituído por um treinador prestigioso oriundo do Sporting Clube de Portugal, o prof. Rodrigues Dias.
Para trás ficara já uma "chicotada psicológica" na pessoa de Fernando Cabrita que cumpria a 3ª época consecutiva ao serviço do clube e se via substituído por um treinador prestigioso oriundo do Sporting Clube de Portugal, o prof. Rodrigues Dias.
Como muitas vezes acontece, por motivos tão aleatórias como o próprio futebol, o abanão produziu efeitos e não obstante o reconhecimento da capacidade e o elogio ao treinador substituído na hora da despedida a mudança trouxe um novo alento e uma evidente melhoria de resultados com uma sucessão de vitórias e empates nos jogos seguintes, apesar da perda de um defesa tão influente como era o capitão de equipa Manecas, transferido na mesma altura para o West Adelaide Soccer Club. A este propósito, aliás, vale a pena mencionar que na hora da partida e numa reportagem do jornal " A Bola " à pergunta se tinha pena de deixar o Beira Mar, o atleta respondia assim: " Imensa. Fui extraordinariamente bem tratado em Aveiro, não só pelas gentes beiramarenses mas por todos quantos me rodearam. Parto esperançado em regressar para este clube do qual só levo gratas recordações." Não regressou, terá mesmo decidido ficar pela Austrália, mas palavras idênticas têm sidos pronunciadas por muitos outros atletas profissionais que têm servido o Beira Mar ao longo dos anos e que assim se engrandecem e engrandecem o nosso clube.
Naquela época de 1979/80 o plantel do Beira Mar era globalmente considerado algo limitado em termos técnicos, lacuna compensada pela alta capacidade de luta dos seus atletas. Do conjunto de jogadores faziam parte duas então promessas do futebol português que vieram a ter destinos opostos: Veloso e Zé Beto. O primeiro, transferido mais tarde para o Sport Lisboa e Benfica, confirmou-se plenamente, foi durante muitos anos capitão de equipa dos encarnados, internacional e um dos bons valores do nosso futebol. O segundo, quando já caminhava a passos seguros para uma carreira de sucesso no Futebol Clube do Porto e na selecção nacional, pereceu tragicamente num brutal despiste de automóvel.
Como curiosidade registe-se ainda o facto de Nelson Moutinho, um avançado de pequena estatura, mexido e habilidoso, ser pai do actual futebolista do Sporting Clube de Portugal João Moutinho.
Era nessa época presidente do clube António Silva Vieira e chefe do departamento de futebol Orlando Bismark.
Atletas: Zé Beto, Peres e Freitas (gr), Manecas, Cansado, Teixeirinha, Sabu, Leonel, Lima e Tomás (def), Cremildo, Lechaba, Veloso, Niromar e Jairo (med) e Nelson Moutinho, Germano, Camegim e Serginho (av)
Era nessa época presidente do clube António Silva Vieira e chefe do departamento de futebol Orlando Bismark.
Atletas: Zé Beto, Peres e Freitas (gr), Manecas, Cansado, Teixeirinha, Sabu, Leonel, Lima e Tomás (def), Cremildo, Lechaba, Veloso, Niromar e Jairo (med) e Nelson Moutinho, Germano, Camegim e Serginho (av)
Narciso Cruz
Publicado por Nuno Q. Martins 10:04 | | 0 Comentário(s)
Jornalismo de merda!
Li no blog DesportoAveiro, do Pedro Neves, que no último Domingo saíu uma notícia relacionada com o futsal do Beira-Mar num jornal desportivo nacional - «Record». Pela primeira vez, em dois anos de existência da modalidade no Beira-Mar, o referido jornal lhe dedica alguma atenção para publicar uma notícia com o título «Agressões em Aveiro». Não me vou alongar aqui nos motivos da minha indignação ao tomar conhecimento desta "pseudo-notícia". O Pedro Neves já disse tudo no seu post.
Nunca tive o hábito de comprar jornais desportivos e ainda bem! Cada vez dou por mais bem empregue o dinheiro que nunca gastei em duas coisas: tabaco e jornais desportivos!
Este é apenas um pequenino exemplo da manipulação informativa que é ingerida pelo comum dos leitores. As "pseudo agressões" em Aveiro mereceram destaque, mas, ainda há bem pouco tempo, aquando do lançamento do livro dos Ultras Auri-Negros «O nosso modo de ser» cujas receitas revertem a favor de uma instituição de solidariedade, apesar de devidamente informado, o referido jornal não fez qualquer referência. O Carlos Oliveira, por certo, compreenderá a minha indignação e concordará que isto é um jornalismo de merda!
OPINIÃO: A visão de um sócio
Antes, no antigo Mário duarte, costumava sentar-me no topo Norte com o meu pai. Naquela zona mais acima, onde se consegue ver o parque entre os degráus. Havia uma certa sensação de insegurança. Queriamos sempre duas coisas. Primeiro que o Beira-Mar marcasse, depois que a bancada não caísse.Hoje os tempos são outros. Primeiro quero que o Beira-Mar marque, depois que o clube não desabe.
Algo de muito estranho se vem passando no clube. Uma direcção é eleita e anuncia graves dificuldades financeiras existentes no clube. Ainda assim, faz uma equipa de futebol incomportável (financeiramente) para a 2ª Liga, compra a leasing um autocarro, contrata e a seguir manda para trás jogadores brasileiros e africanos com os custos que isso tem inerentes para o clube. Além de estranhas confusões com empresários ( eu vi, as câmaras podem confirmar, que no intervalo do jogo Beira-Mar-Valladolid um empresário entrou na zona de acesso ao balneário, vindo da bancada, no intervalo do jogo).
Gente que vinha fazendo um bom trabalho nas camadas jovens que se demite, possivelmente, por consequência os resultados desportivos destas camadas são insatisfatórios. Um departamento médico com anos e anos de clube, também se demite. É tudo tão estranho e em tão pouco tempo...
Membros da direcção, que em Junho dizem querer trabalhar no Beira-Mar mas que passados uns meses lançam o clube "ás ortigas" e vão para a câmara. Depois, mais engraçado, o responsável pelo incumprimento da "dívida da Câmara" é um vereador que não passou pelo Beira-Mar, quem o disse foi o presidente. Importa-se de repetir?
Tudo isto é possivel num clube que já nem auri-negro é.
Domingo, no Rossio, por volta das 19.30, depois do jogo Beira-Mar-Vizela, o presidente anuncia que as suas promessas eleitorais estão concretizadas: subida de divisão, autocarro e loja amarela (possivelmente por culpa minha, mas desconhece-se se a dita loja é de direito do Beira-Mar). De qualquer forma o triunfalismo vai sair caro, quanto ao tempo, resta saber se sairá caro mais tarde ou mais cedo.
Quem pagará, como será pago, por quem, pelo clube ou por uma futura SAD, e se for uma SAD?
Na qualidade de blogger, o ex-presidente Mano Nunes (de quem discordei até mais não, como no acordo com a Stellar, na contratação do Luis Campos, incapacidade de modernizar o clube..., mas que também teve vários méritos), tece esta semana um conjunto de considerações, opiniões, e lança também um vasto conjunto de acusações e insinuações. Além das contas e cálculos(preocupantes) que apresenta, a expressão "russos" (para bom entendedor...) não deixa de inquietar na forma e contexto em que está. A quê e a quem se referiria? Serão "russos" á moda de Aveiro?
São demasiadas as suspeições que se levantam, as quais para muita gente parecem ter destinatários claros. A questão porém é quando se concretizam...
Filipe Guerra, in Quotidiano da Miséria
13/06/06
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