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sexta-feira, 28 de julho de 2006

O ecletismo...

Correndo o risco de dizer algumas asneiras pelo meio, que os visitantes do BN – sempre atentos – saberão apontar nos comentários, do último post sobre o futuro do basquetebol no Beira-Mar e dos comentários aí produzidos, concluo que existem diferentes sensibilidades em relação ao papel que o Beira-Mar deve assumir no que toca à sua afirmação como clube de futebol, ou, como clube eclético que proporciona a prática desportiva pluridisciplinar à comunidade onde se insere. Sobre este tema, ouso apenas tecer algumas considerações pessoais e muito genéricas, pois tenho a plena noção que do plano da formulação de idealismos à sua concretização prática existe um caminho sinuoso cuja gestão diária é propícia a desvios.
Ao longo da minha vida de sócio e adepto do Beira-Mar tenho guardado várias recordações, pequenas lembranças de tempos passados que ajudam – e de que maneira – a perspectivar o futuro. Entre essas recordações, encontrei noutro dia um caderno da secção de basquetebol relativo à época 94-95. Logo ao virar a primeira página, um depoimento do Presidente da Direcção, o Eng. António Pascoal, que após uma breve “digressão histórico-clubista” sobre a última década da vida desportiva da secção de basquetebol, realçou o contributo do Beira-Mar no desenvolvimento da modalidade a nível nacional e na afirmação de Aveiro como uma região de basquetebol por excelência.
Virando a página, segue-se o testemunho do Director das Modalidades Desportivas de Alta Competição, o Dr. João Pedro Dias que refere: «A história do Sport Clube Beira-Mar tem conhecido, ao longo de uma vida de muitas décadas eivada de não poucas dificuldades, momentos altos de glória que constituem justificado motivo de orgulho para todos aqueles – e têm sido muitos – que a eles têm estado ligados contribuindo com o melhor do seu esforço, dedicação e empenho para os sucessos que se têm vindo a alcançar. O basquetebol tem sido, nesta perspectiva, responsável por alguns dos mais belos momentos que a história do nosso Clube, quando um dia for escrita e contada, não deixará de reter e mencionar. O basquetebol é, no Sport Clube Beira-Mar, o penhor e o garante do ecletismo do próprio Clube. E tem cumprido essa missão com recurso aos meios disponíveis por forma a projectar bem alto o nome do nosso Clube e da nossa cidade, tanto em Portugal como no estrangeiro. (…)».
O caderno contém, ainda, uma mensagem do treinador da equipa sénior, Prof. Carlos Cabral, fotos e informações sobre a equipa sénior e os atletas das equipas de formação: Infantis, Iniciados, Cadetes e Juniores.
São muitos os nomes que constam naquele caderno, alguns dos quais, de pessoas que actualmente se destacam nos mais variados sectores de actividade. São pessoas que envergaram a camisola auri-negra do Beira-Mar no exercício de diferentes funções, desde directores, seccionistas, funcionários, treinadores e jogadores.
Antes de se discutir o papel do basquetebol no Beira-Mar, importa pensar e discutir o Clube e a sua função social e desportiva. Importa, não apenas olhar para os outros e copiar modelos, mas, antes observar dados patrimoniais inalienáveis (ainda que imateriais) que a História do Beira-Mar e a mensagem dos seus Fundadores comportam.
O Beira-Mar deve prosseguir o caminho do ecletismo. O nome Sport Clube Beira-Mar não deverá ser uma mera marca de uma equipa profissional de futebol nem apenas mais um credor dos subsídios para a formação cujo principal critério de atribuição é o número de praticantes, sem que se tracem objectivos que conduzam à qualidade dos serviços prestados.
Importa repensar e definir que Clube é o Beira-Mar actualmente e que Clube é que Aveiro precisa. Mas Aveiro, não apenas na perspectiva de marca turística que urge promover em certames mediáticos, mas, também, como uma comunidade que reclama a prática desportiva como pilar fundamental do seu próprio desenvolvimento.
O Beira-Mar que se quer “grande” (conceito que merece uma abordagem distinta que ficará para outra altura), não pode cingir-se ao futebol e ao futsal (apenas porque podem dar dinheiro…). A existência do Galitos, do Esgueira e até mesmo do Illiabum não justifica o abandono da modalidade no Beira-Mar, antes pelo contrário. O Beira-Mar, pelo peso da sua história e do seu nome, deverá afirmar-se como um motor de desenvolvimento desportivo e social autónomo, potenciador de novos atletas, novos sócios e adeptos.
O investimento no futebol profissional e na formação perspectivada para a alta competição só faz sentido se existir essa consciência de retorno social. O Beira-Mar não pode apenas exigir o apoio da sua comunidade, tem de saber retribuir esse mesmo apoio. Quem julga que o apoio (social e financeiro) se angaria e se retribui com esporádicos sucessos desportivos da equipa de futebol, pensa pequeno e revela não compreender o que foi, o que é e o que deve ser o Sport Clube Beira-Mar

Deus no céu, Major na Liga...

À margem da apresentação de Eduardo Farah, Artur Filipe, quando questionado acerca das eleições na Liga de Clubes de Futebol Profissional, garantiu que o Beira-Mar ainda não decidiu apoiar qualquer candidato. «Até porque apenas é conhecida a candidatura de Hermínio Loureiro (foto)», explicou o dirigente, lembrando que, caso não surjam outras, «poderemos apoiar esta, mas ainda é cedo para decidir, embora achemos que Hermínio Loureiro seja, à partida, um bom candidato».
O presidente do Beira-Mar assumiu sim «um claro e inequívoco apoio a Valentim Loureiro para a presidência da Assembleia-Geral daquele organismo, «pois trata-se de uma pessoa que reúne todas as condições para desempenhar esse cargo».
O líder da Direcção do Clube «auri-negro» revelou ainda que almoçou ontem com Raúl Martins, presidente da Concelhia de Aveiro do PS, uma voz que tem sido particularmente crítica de alguns actos de gestão do Beira-Mar. Artur Filipe, de quem partiu o convite para o almoço, disse que Raúl Martins «sempre se revelou um bom beiramarense e confessou-me nunca ter estado contra o Beira-Mar». in Diário de Aveiro

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Dificuldades evidenciadas nestes "jogos-treino"

Depois de alguns dias de "retiro blogosférico" - o que não significa ausência do quotidiano Beiramarense -, parece-me pertinente chamar a atenção para o aviso que o Carlos Manuel Teixeira faz hoje na edição do jornal O Jogo. Num breve resumo das ideias-chave do jogo-treino com o Feirense, o CMT adverte para os problemas ofensivos da equipa de Augusto Inácio. Algo que eu já tinha notado no jogo-treino que assisti em Avanca contra o Vitória de Guimarães. O modelo táctico (4x3x3) pensado para servir Jardel não encaixa nas características de alguns jogadores, o que torna a equipa pouco desenvolta nas saídas para o ataque nesta fase que ainda não conta com o avançado brasileiro.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

BASQUETEBOL: Época 2006-07

No mesmo ano em que o Aveiro Basket desiste da Liga Profissional, parece há gente interessada que o Beira-Mar volte a ter uma equipa sénior de basquetebol. Há algum tempo soube que o Prof. Luís Magalhães iria colaborar com a secção. Entretanto não soube mais nada. Se alguém possuir alguma informação adicional que possa adiantar, não hesite em utilizar os comentários.
Entretanto, já confirmada há algum tempo, está a estreia da equipa sénior feminina de futsal do Beira-Mar numa parceria com a Universidade de Aveiro. Mas sobre a secção de futsal voltarei à carga aqui no BN em breve.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Futebol português

A farsa continua...
O nosso futebol sempre se revelou pródigo em situações verdadeiramente "terceiro mundistas", mas, na boa esperança de qualquer apaixonado pela modalidade, reside sempre a esperança que esta caminha no bom sentido, rumo à transparência que a "verdade desportiva" exige.
Só que, volta e meia (às vezes nem é preciso tanto), esse "caminho da esperança" é submetido a desvios que qualquer ser, mais ou menos (in)formado, não consegue ficar indiferente.
Este Verão já tinha animação garantida com o caso «Mateus»... Qual circo, qual filme de ficção, qual teatro! E só não abriu telejornais em vários dias seguidos porque se trata de uma situação que envolve directamente os interesses do Gil Vicente e do Belenenses. Imagine-se que tratamento seria dado se em causa estivesse um pontinho que fosse de um qualquer «grande» do futebol português...
Mas o que mais me surpreende, é que os favorecimentos e o "jogo de pressões" já nem sequer são efectuados duma forma discreta. O "modus operandi" desta gente é idêntico ao da máfia, fazendo transparecer a todo o custo cá para "fora" quem é que tem o poder e como o exerce.
No caso «Mateus», o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol anulou a decisão da Comissão Disciplinar da Liga de clubes favorável ao Gil Vicente por considerar irregular a participação do filho de um vice-presidente do clube de Barcelos na decisão. Para o ramalhete ficar completo, o vice-presidente do Gil Vicente demite-se para que o seu filho possa tomar parte da decisão. Dos quatro elementos da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, dois apresentam a demissão...
Agora, repare-se no caso «Nuno Assis». O jogador acusou uma substância proibida num controlo anti-doping e ficou vários meses suspenso, prejudicando gravemente a sua carreira profissional e o seu clube. Passados estes meses todos, o Conselho de Justiça da FPF determinou o arquivamento do caso fundamentando que não ficou provado que o atleta se tenha dopado de livre vontade (?!), provocando a indignação do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD), do Laboratório de Análises e Dopagem (LAD) e da Secretaria de Estado do Desporto que, pela voz do Dr. Laurentino Dias, prometeu remeter o caso para a Procuradoria Geral da República, com interpelações à Liga, à FPF, UEFA, FIFA e Agência Mundial de Antidopagem (AMA). [Ler mais]
Estes exemplos são reveladores que, de facto, o futebol vive num mundo à parte. Ambas as questões, em si, não são portadoras de uma complexidade jurídica por aí além, estivessem as decisões entregues a órgãos totalmente independentes, compostos por membros bem preparados, isentos e desprendidos de pressões de terceiros.
Acontece, porém, que a lógica de manutenção do poder condiciona toda a democraticidade que o futebol necessitaria para se renovar, rumo à transparência que (quase) todos reclamam. Exemplo disso mesmo, serão as próximas eleições na Liga de Clubes. Num qualquer país civilizado, os interesses das instituições são colocados num patamar superior aos interesses particulares de A ou B. Ninguém duvida que, na ressaca de um processo como o "apito dourado" do qual o actual presidente da Liga foi arguído, fosse da mais elementar utilidade para a credibilização da própria Liga, uma renovação da composição dos seus órgãos sociais. Para bem do futebol e da sua imagem!
Mas não! O Major sente-se bem na cadeira do poder e quer utilizar mais um mandato na Liga para "lavar a cara" junto da opinião pública. Os clubes, esmagadoramente submetidos ao poder de alguém que controla a arbitragem (que continua na alçada da Liga?!) e as verbas decorrentes dos patrocínios da Liga, preparam-se para prestar vassalagem ao Major, mandatando-o para mais quatro anos.
Aqueles que pensem, sequer, enfrentar esta "corrente", ficam desde já avisados pelo director do jornal O Jogo (moço de recados do Major?!): «... neste sector (arbitragem) há uma forte corrente, interpretada pelos árbitros internacionais, que vai no mesmo sentido da maioria dos sócios da Liga. Ou seja: major por mais quatro anos». [Ler mais]
Esclarecedor!!!

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Mais "estórias de guarda-redes"

Numa manhã invernosa de domingo, disputando em Ovar e sob um pequeno dilúvio uma partida de juvenis, os atletas do C.D.Estarreja, notoriamente menos dotados técnica e fisicamente do que os seus anfitriões, sofriam uma verdadeira avalancha de avançadas contrárias a que iam resistindo como (mal) podiam, aguentando os ímpetos adversários com um superpovoamento defensivo e uma generosidade de esforço a roçar os limites de cada um.
A pressão atacante era intensa, os pequenotes do Antuã esfalfavam-se denodadamente e quase sempre sem êxito para afastar a bola encharcada e pesadona para longe da sua baliza.
Hercúlea tarefa para as suas capacidades, como se adivinha.
Instalados no meio campo adversário, à entrada da área, dos flancos, de todo o lado, os grandalhões ovarenses disparavam uma catrefada de poderosos balázios que esbarravam invariavelmente nos corpos franzinos dos de Estarreja, nas luvas do seu inspirado guarda-redes ou nos fundos para lá da baliza.
Os minutos passavam e o empate mantinha-se.
A cada remate transviado, a cada defesa do atarefadíssimo guarda-redes rejubilavam os companheiros, batiam-lhe palmas, davam-lhe palmadinhas nas costas, gritavam-lhe elogiosos incentivos. E todos estavam surpreeendidos...
O Guilhas não tinha grande fama como guarda-redes. Boa presença mas instável, era um jovem com potencial e margem de manobra, mas detentor de um temperamento complicado, nem sempre sereno, que noutras ocasiões precipitara inesperados golos nos seus domínios.
Aquele, porém, parecia ser o seu dia e o jogo da sua vida... O Guilhas estava imbatível, defendia tudo, com as mãos, com os pés, com o corpo, à cabeçada.... Porte altivo, boné enterrado, a cara salpicada de lama, o Guilhas comandava as hostes, gesticulava imperante de importância e vaidade, aceitava os incentivos do banco com ar superior, quase de desdém...
O zero a zero mantinha-se e o final aproximava-se.
"Ah! Ganda Guilhas! És o Maior!"
Quando faltavam dez minutos para o final do jogo, o Guilhas e os outros, todos foram impotentes para deter um estoiro que entrou, qual míssil, a raspar na barra...
Que desilusão... quanto desânimo...
Extenuados, derrubado o último esteio psicológico que lhes garantia a já débil energia, alguns dos jovens estarrejenses deixaram-se cair pesadamente no chão lamacento e aí ficaram largos segundos, talvez minutos, vencidos no resultado e no ânimo por aquele tiro certeiro, implacável...
E, no entanto, o pior estava para vir...
Quando se levantaram, já não tinham guarda-redes.
O Guilhas não tinha aguentado mais. Bola recuperada no fundo da rede, irado, pontapeou-a furiosamente para os quintais, atirou as luvas ao chão, o boné para a linha de fundo, soltou bem alto todos os praguedos e vernáculos do seu vocabulário oculto e abandonou o campo desaustinado mimoseando com quantos impropérios conhecia os pobres companheiros, incapazes de ter evitado o fatídico remate...
Nada nem ninguém o demoveu.
O Guilhas era assim, obstinado, capaz do melhor e do pior.
Foi mesmo tomar banho.
Na emergência, o Osvaldo, defesa esquerdo, foi para a baliza...Escolha de duvidosa competência, o Osvaldo era baixote, anafadito e estava esgotado... talvez até ainda mais que os outros...
Os sabichões de Ovar souberam aproveitar e o resultado final foi de oito a zero...
Quando os dez chegaram ao vestiário, o fugitivo já lá não estava.
O Guilhas regressou sózinho, de combóio.
Naquele dia tinha acabado a carreira. Nunca mais foi guarda-redes...

Narciso Cruz

terça-feira, 18 de julho de 2006

Dino, o goleador!


Numa altura em que o tema dominante no universo Beiramarense é a contratação de Mário Jardel, o BN recorda outro grande goleador brasileiro que passou pelo nosso Clube no início da década de 90, tendo sido um dos grandes responsáveis pela brilhante época 90-91 em que o Beira-Mar obteve a melhor classificação de sempre na 1ª divisão (6º lugar) e foi finalista da Taça de Portugal. Nos anos que se seguiram, enquanto Dino permaneceu no Clube, a verdade é que o Beira-Mar alcançou sempre a manutenção realizando campeonatos tranquilos.
Os golos do Dino eram de tal forma determinantes que lembro-me de alguma imprensa da época falar na “Dinodependência”, tal era a influência do jogador na produtividade ofensiva da equipa.
Além de excelente profissional, o Dino destacava-se pela sua simpatia e humildade, construindo muitas amizades em Aveiro.
Actualmente, encontra-se a viver em Salvador-Bahia, no Brasil, onde se formou em Educação Física recentemente e é treinador das camadas jovens do Esporte Clube Bahia há quatro anos. Lancei-lhe o repto de me responder a uma mini-entrevista por e-mail, a qual passo a publicar:
Como se proporcionou a vinda para o Beira-Mar?
Fui para o Beira-Mar através do Vítor Urbano na temporada 1990/91. Tinha acabado a minha terceira época no Nacional da Ilha da Madeira, clube que comecei a jogar aí em Portugal em 1987/88, época em que conseguimos o acesso à primeira divisão do futebol português, comandados por Paulo Autuori. Sobre o clube conhecia pouco, sabia que era um clube que subiu para a primeira divisão na mesma época que o Nacional.

Vitor Urbano

Como avalias a passagem pelo Beira-Mar?
Jogar no Beira-Mar foi uma experiência muito gratificante para mim, tanto é que levei quatro anos nessa cidade que aprendi a gostar. Tinha um relacionamento muito bom com os colegas, com os dirigentes e com o público. Fui um atleta que era muito querido pelos adeptos, marcava muitos golos, era rápido, em mim era depositada toda a esperança de golos da nossa equipe. Conseguimos nos quatro anos manter a equipe na primeira divisão, fizemos uma grande época em 1990/91, quando ficámos em quinto lugar juntamente com o Salgueiros, perdendo apenas no confronto directo. Neste mesmo ano fomos à final da Taça de Portugal contra o Porto, perdendo o jogo na prorrogação. Empatamos no tempo normal e saímos derrotados após prolongamento.

Plantel 1990/91

Há algum jogo ou golo que te tenha marcado especialmente?
Marquei muitos golos como já frisei. Os golos marcam quando são bonitos ou quando são importantes… Bonitos lembro-me de dois golos contra o Paços de Ferreira em Aveiro no mesmo jogo. Foram parecidos, como disse o narrador da televisão – "papel químico". Outro contra o Benfica. Sempre contra o Benfica!!! Os adeptos do Benfica não gostavam muito de mim. Marquei outro contra o Sporting também muito bonito. Porém, o que mais me marcou foi o golo contra o Boavista em Aveiro, se não estou enganado nas meias-finais da Taça de Portugal. Foi um jogo muito complicado onde estávamos sendo muito prejudicados pela arbitragem, até o público reagiu de uma forma diferente naquele dia e eu com um chute forte de fora da área consegui marcar o golo e levar a nossa equipe para a final contra o Porto.

Como se deu a saída para o Vitória de Setúbal?
A última época (93-94) em Aveiro não foi muito boa, a equipa não foi muito bem no campeonato e aconteceram alguns problemas financeiros. Conseguimos manter o clube na primeira divisão com muita luta. Recebi uma proposta muito boa para jogar no Vitória de Setubal, a qual foi aceite por mim. O Vitória tinha vindo de uma época muito boa com o Yekini, marcando muitos golos. A minha missão era substitui-lo, só que o clube não fez uma boa época e a cobrança foi muito grande, acabamos por descer de divisão. Não foi uma experiência muito boa, não tenho boas recordações daquela cidade.

E depois…
Saí do Vitória e fui convidado por Vítor Urbano para ir jogar no Desportivo de Chaves. Começamos bem e tivemos alguns desacertos. A “diretoria” resolveu mudar de treinador. Com a saída do Vítor Urbano passei por um problema que nunca tinha passado, trabalhar com um treinador (que não vou citar o nome) que não gostava de futebolistas brasileiros. Após quinze dias de trabalho ele pediu à “diretoria” que os jogadores brasileiros fossem dispensados. Resolvi voltar para o Brasil com a época em andamento onde encerrei a minha carreira de futebolista aos 35 anos. Como já tinha feito dois cursos de treinador aí, um pela Associação de Futebol de Aveiro e outro pela Federação Portuguesa de Futebol, passei a trabalhar como treinador, situação em que me encontro até hoje no Esporte Clube Bahia, nas camadas jovens como treinador do juvenil. No final do ano me formarei pela Universidade Católica de Salvador em professor de Educação Física.
Que recordações guardas, ainda hoje, de Aveiro?
Aveiro foi e é uma cidade que está no meu coração. Fiz muitas amizades aí! Os meus filhos tiveram uma educação escolar muito boa durante os quatro anos em que vivi em Aveiro. Adorava ir pescar com Zé Ribeiro nos dias de folga, ir aos restaurantes… o Manoel da Proa e toda aquela “galera legal” onde jogávamos cartas. Ir passear na Barra... São boas recordações que se ficar citando aqui poderei levar o dia todo!
Uma mensagem para os amigos que ficaram em Aveiro…
Nuno, gostaria de agradecer-te por me ter proporcionado esta entrevista, a qual fez com que eu tivesse óptimas recordações da “Veneza portuguesa”, local que me trouxe muitas alegrias. Gostaria de abraçar todos os amigos que de certa forma participaram comigo nas alegrias desta cidade e principalmente deste Clube que até hoje torço para o seu sucesso. Um abraço a todos e que Deus vos abençoe.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Últimas da casa...

A notícia do dia é a apresentação de Mário Jardel e do guarda-redes Todor Angelov que decorrerá às 15 horas no Estádio Municipal Mário Duarte.
Na actualidade do fim-de-semana "auri-negro", destaque para as comemorações do 6º ANiversário dos Ultras Auri-Negros, com natural destaque para o jantar-convívio. A reportagem e as fotos aqui e aqui.

Novo blog...
A "blogosfera Beiramarense" não pára! O BN dá as boas-vindas a mais um blog dedicado ao Sport Clube Beira-Mar, o "Pensar à Beira-Mar". Este novo blog conta com um painel de três membros: Carlos Martins, Francisco Dias e Diogo Cardoso. Já está adicionado à secção "Mundo SCBM".

quinta-feira, 13 de julho de 2006

André Leão

O Beira-Mar apresenta hoje mais um reforço. A Rádio Terranova avança tratar-se de André Leão, um médio português de 21 anos que actuava na equipa B do FC Porto e que já foi internacional pelas selecções jovens. Nicolau Vaqueiro, que teve oportunidade de treinar o atleta no Freamunde, caracteriza-o: «Tem uma polivalência formidável e é um jogador de grande entrega. Junta a isso uma capacidade técnica e uma leitura de jogo excelentes para a posição que ocupa". André Leão, nascido a 20 de Maio de 1985, mede 1,82 metros e pesa 75 kg.

Jorge Maia de regresso

Um ano após a sua saída, Jorge Maia está de regresso ao Beira-Mar para (re)assumir o cargo de "Assessor de Comunicação".
A foto que ilustra este post foi tirada pelo João Oliveira, que desempenhou o cargo durante a última época, na noite das celebrações do título de Campeão da Liga de Honra na Praça do Peixe. A passagem de testemunho está consumada.
Penso que a escolha é consensual e o departamento ficará em boas mãos.

Entrevista do Capitão e apresentações...

O "capitão" Jorge Silva é entrevistado na edição de hoje do Jornal O Jogo. Para ler aqui: Parte 1, Parte 2 e Parte 3 da entrevista.
Segundo o mesmo jornal, a apresentação de Jardel só deverá ocorrer na Sexta-Feira. [Ler mais...]
O jornal não o diz mas o BN adianta que o novo director de comunicação do Beira-Mar já está definido e será apresentado em breve para satisfação de quem sempre apreciou o seu trabalho.

Recordar é viver...

O programa "Mundo Desportivo" do canal RTP Memória passa esta noite, pelas 00h15, o jogo FC Porto / Beira-Mar de 1991. Presumo que seja o jogo da final da Taça de Portugal em que o Beira-Mar perdeu por 3-1 no prolongamento, depois do empate a um golo que se verificou no final dos noventa minutos. Nessa partida, disputada no dia 2 de Junho de 1991 no Estádio do Jamor, o Beira-Mar alinhou com a seguinte formação: Hélder; Zé Ribeiro, Redondo "cap.", Oliveira, Petrov; China, Jorge Silvério, Mito (Jarbas), Abdel-Ghany e Sousa (Penteado); Dino. Treinador: Vitor Urbano. O percurso que conduziu o Beira à final:
Beira-Mar 2-0 Fafe
Beira-Mar 3-0 U.Madeira
Beira-Mar 1-0 Est. Amadora
Beira-Mar 3-0 Ovarense
Beira-Mar 2-0 Boavista
O Beira-Mar fez um grande campeonato nessa época ficando no 6º Lugar, perdendo o apuramento para a europa na última jornada, acabando com os mesmos pontos do 5º classificado, o Salgueiros.
A propósito da brilhante campanha do Beira-Mar na época 90-91, o Bancada Norte tem uma surpresa agendada para o início da próxima semana. Entretanto, não posso deixar de referir e elogiar, mais uma vez, o Orgulho Beiramarense que traz à blogosfera uma retrospectiva da história do Beira-Mar desde a década de 60, dando relevo aos principais feitos do clube desde então. O Hugo Reis está a fazer "serviço público"!

quarta-feira, 12 de julho de 2006

6º ANiversário dos UAN

Os Ultras Auri-Negros completam hoje 6 anos de vida. A 12 de Julho de 2000, um grupo de jovens reuniu-se numa garagem em pleno centro de Aveiro, iniciando o projecto que hoje todos conhecem.
A direcção dos UAN decidiu concentrar as comemorações no próximo Sábado, dia 15. A saber:
- Torneio de futsal e de basquetebol no Pavilhão do Beira-Mar a partir das 10h;
- Jantar no Restaurante Pensão Ferro (Praça do Peixe);
- Concerto da banda "Área Perdida" e "DJ Pedro Ribeiro" em ílhavo.
Um dia em cheio para todos os ultras e "não ultras" que se queiram associar à festa.
As inscrições para os torneios e para o jantar deverão ser efectuadas através dos seguintes contactos 962316632 e 914861319, ou, através do e-mail ultrasaurinegros@gmail.com. Mais informações sobre estes eventos no blog oficial dos Auri-Negros e no blog do Núcleo de Ílhavo.
Aproveito a efeméride para recordar que continua à venda o livro dos UAN «O Nosso Modo de Ser», cujas receitas revertem a favor da APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental). O livro pode ser adquirido nas Lojas Amarelas, Sede dos Ultras Auri-Negros, Lojas FNAC, Livraria O Navio de Espelhos, Livraria Liceu e Livraria Langue d´Oc, ou, através do e-mail: mododeser@tugamail.com.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Beira-Mar no UEFA.com

O Beira-Mar é citado pelo site UEFA.com a propósito da contratação de Mário Jardel.
Entretanto, pelo que se consta, a direcção do Beira-Mar não chegou a acordo com Pavel Srnicek.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Beira-Mar "agitado"

O período de defeso do Beira-Mar estava a ser tranquilo, pelo menos, em termos mediáticos. Aliás, uma situação análoga à maioria dos clubes portugueses com excepção da ida de Rui Costa para o Benfica e da troca do Boavista pelo Braga por parte de João Vieira Pinto.
No que ao Beira-Mar diz respeito, as contratações efectuadas até ao momento davam a entender uma concepção realista na constituição do plantel, numa aposta no colectivo em detrimento de individualidades com nome já "feito" no futebol. Tirando a "novela" Ratinho, a pré-época estava a decorrer dentro da normalidade... até este fim-de-semana!
Mário Jardel por uma época
Mário Jardel tem 32 anos e está parado há vários meses. Chegado a Portugal na época 96/97 oriundo no Grémio Porto Alegre, para representar o F.C. Porto, marcou 130 golos em quatro épocas com os «Dragões». Rumou depois à Turquia, para jogar no Galatasaray, e regressou a Portugal para jogar no Sporting, onde marcou 42 golos na campanha da conquista do título de 2001/02. Deixou o clube no final da temporada 2002/03, depois de uma época muito atribulada. Desde então passou pelo Bolton, Ancona, Newells Old Boys, Palmeiras e Goiás.
Agora, Jardel regressa ao futebol e a Portugal após alguns meses de inactividade. O Beira-Mar pode ser o clube ideal para o "super-Mário" reencontrar o equilíbrio e voltar a ter sucesso. No entanto, as expectativas sobre a performance do "goleador" devem ser moderadas, pois as experiências nos últimos cinco clubes por onde passou deixaram muito a desejar. A apresentação do jogador deverá ocorrer na próxima Quinta-Feira.
Luciano Ratinho apresentado
Chama-se Luciano Ferreira Gabriel mas é conhecido por "Ratinho" no mundo futebolístico, alcunha que já vem do tempo em que era pequeno e jogava futebol com os mais velhos que o "baptizaram" devido à sua estatura. Depois de uma autêntica novela que envolveu a sua vinda para Aveiro, o jogador assinou por duas épocas, ficando com mais uma de opção.
O "novo" guarda-redes poderá ser... o "velho"
O futebol tem destas coisas. De "dispensado" e reformado, Pavel Srnicek volta a ser possibilidade para a baliza auri-negra. Depois de ter recusado a proposta de renovação apresentada pela direcção no final da época transacta, parece que uma das partes reconsiderou a sua posição e o acordo poderá ser consumado nos próximos dias. Pavel Srnicek (49 internacionalizações pela República Checa) está há duas épocas no Beira-Mar depois de passagens por vários clubes: Banik Ostrava (1990-1991), Newcastle United F.C. (1991-1998), Sheffield Wednesday (1998-2000), Brescia (2000-2003), Portsmouth F.C. (2003-2004) e West Ham United (2004).