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quinta-feira, 7 de setembro de 2006

IIª Liga Bênêbola - 2ª Jornada


Palpite para próximo jogo:
UD Leiria vs SC Beira-Mar

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

FUTSAL: Época 2006-2007

A apresentação do plantel sénior à imprensa decorreu na passada Segunda-Feira no Pavilhão do Beira-Mar. A formação «auri-negra» iniciará a sua participação nos campeonatos nacionais (3ª divisão) no dia 30 de Setembro às 18h30, recebendo o CRECOR. Esta época reserva-nos, ainda, dois "derbies" apetecíveis, frente ao Lamas e Gafanha.
Até ao momento, a equipa conta com os seguintes reforços: Diogo, (ex-modicus, tendo antes jogado no SC Beira-Mar), Daniel (ex-Arca), Paulito e Fred (ex-Travassô) e Maduro (ex- coimbrão), sendo muito provável a inclusão de um atleta brasileiro que já se encontra a treinar no clube.
Pela primeira vez na curta história da secção, a época inicia-se sem a pressão da subida de divisão. Ainda assim, a confiança dos atletas e treinadores passa por vencer "jogo a jogo" e ter uma palavra a dizer nos lugares cimeiros da classificação.
Ao longo destas semanas arrancam também as actividades nos escalões de formação. Esta época acompanharei com especial atenção o desenvolvimento das equipas jovens do futsal Beiramarense em virtude de assumir uma colaboração com a secção na coordenação dos júniores e juvenis.

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

BASQUETEBOL: Constituição do plantel

O Beira-Mar, após dois anos de interregno, volta este ano a competir oficialmente com uma equipa sénior masculina no CNB2 (Zona Norte) do basquetebol nacional. João Miguel, depois de várias épocas a trabalhar na formação do Galitos, regressa ao Beira-Mar com a função de orientar uma equipa constituída maioritariamente por atletas que anteriormente já tinham representado o clube. É o caso, por exemplo, de Carlos Martins e de Artur Aleixo, ambos com dez anos de clube, ou até mesmo dos mais conhecidos Rui Martins, Fernando Santos e António Alberto, um trio que, na condição de ex. jogadores do Galitos, chegou a conhecer algum protagonismo.

Diogo Maia, ex. Galitos, e Bruno Machado, natural da Figueira da Fiz, são os dois únicos jogadores que nunca tinham passado pelo clube. Francisco Dias, Simão Quina, Artur Rosa, Jorge Farias, Ricardo Pinto, Sérgio Loureiro e Hugo Reis completam o plantel.
Numa equipa totalmente amadora, formada por atletas que jogam por «amor à camisola», torna-se difícil treinar diariamente, daí João Miguel só conseguir ministrar três treinos por semana. «Nesta fase era importante treinarmos todos os dias, mas não é mesmo possível», lamenta o treinador, que ainda assim, se mostra optimista perante este novo desafio da sua carreira. «Sei que estamos a começar tudo de início mas estou animado porque foi aqui, há dez anos atrás, que comecei no basquetebol», afirma.
Sobre a participação no campeonato do CNB2, com início marcado para o dia 22 de Outubro, o treinador aveirense coloca ainda muitas reservas quanto às possibilidades da sua equipa, até porque «ainda não sei muito bem que equipas é que vão entrar» num campeonato que vai conhecer vários «derbies» entre equipas da região.
Pedro Neves in DesportoAveiro

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Ainda o último jogo...

Além das estórias do Narciso Cruz, já devem ter reparado que o o BN esta época conta com a colaboração do Filipe Guerra que contribuirá com alguns artigos de opinião e análise aos jogos do Beira-Mar em casa. Tal como o Narciso, o Filipe tem total liberdade para escrever o que lhe vai na alma e quando lhe apetecer, pelo que, não existe nenhum regime de periodicidade dos seus artigos. Entretanto, ainda no rescaldo do jogo com o Desp. das Aves, passo a publicar a análise do Filipe e a recomendar a leitura de alguns comentários efectuados no post anterior muito pertinentes.
O Nuno, sobre o jogo, terá colocado as questões essenciais - a meu ver - correctamente. Apenas acrescentaria algumas impressões minhas.
Há vários jogadores que nitidamente não têm categoria para a primeira divisão. Não acho que o Ribeiro tenha qualidades que justifiquem a titularidade. Parece-me que o Jorge Silva tem de repensar o seu papel dentro da equipa, numa perspectiva desportiva. Tininho, com a bola, tem de levantar a cabeça. Gostava de, pelo menos por uma vez, ver o Buba a jogar.
O problema dos jogadores brasileiros acabados de chegar, muitas vezes, é a velocidade. Ratinho e Farah, disto são dois belos exemplos. Ratinho agarra-se demasiado à bola (o que acaba por atrasar as transições) e Farah não corre sequer. Diogo Macedo, ainda nem o vi.
No ataque, Rui Lima esteve muito marcado, a equipa sentiu a falta dele. Leitão insiste em ser um guerreiro (no segundo golo ele teve importância), pena ter falhado tantos passes. Insisto, Roma (que irá ter um largo futuro) faz muita falta á equipa.
Mais:
Diakité e Jardel - pela entrega ao jogo, pela força física e pelo jogo de cabeça (pena falhar um golo fácil). O Diakité é um caso sério. Jardel, por tudo. Por aguentar a pressão, pelo esforço que tem feito, pela resposta com um golo aos imbecis que se entretinham em piadas e comentários idiotas aquando da sua chegada.
Menos:
A defesa - não está preparada para a primeira divisão. Se contra o Aves (com todo o respeito) sofre dois golos em casa, contra as outras equipas vai sofrer muitos mais.
Outros aspectos...
A organização do jogo voltou a falhar. Não faz sentido anunciar segunda ou Terça-Feira a venda antecipada de bilhetes e só os ter disponíveis na Quinta-Feira. Pior que isso, só o preço dos bilhetes. A massa associativa do Beira-Mar e os aveirenses em geral, nunca deram provas de grande capacidade financeira, assim, os preços praticados voltaram a afastar o povo do futebol.
A “história” dos equipamentos é mais uma "história" esquisita (já havia poucas...), nunca na minha vida vi um clube não ter equipamentos no inicio do campeonato. Espero que este atraso, ao menos, sirva para acabar com esta estratégia de “branqueamento” do clube.
Desabafo...
É triste sair do estádio com um empate, quando a vitória era necessária não só para a equipa mas também para o clube. É triste a televisão transmitir um jogo com três mil pessoas. O clube tem que passar outra imagem de si mesmo. Nem daqui a vinte anos o Beira-Mar vai ter trinta mil adeptos no estádio, mas, no Sábado podia ter muito mais que três mil.
Filipe Guerra

domingo, 27 de agosto de 2006

Equipa de equívocos...

Este ano até tinha prometido a mim próprio não comentar os aspectos tácticos dos jogos do Beira-Mar. Tenho o Augusto Inácio em boa conta e considero-o um bom treinador, mas, se porventura as palavras que eu profiro por estes lados lhe chegam aos ouvidos, é provável que ele já nem me possa ver à frente. No entanto, quero deixar bem claro que os meus comentários e os meus reparos têm sempre em vista a manifestação de um sentimento, o de que algo poderia e deveria ter corrido melhor. Gosto muito do Beira-Mar e das piores coisas que me podem acusar é a de usar este espaço para destabilizar o Clube.
No entanto, permitam-me que faça agora todas as observações que tenho a fazer, quando ainda vamos a tempo de corrigir erros. Depois, oxalá que corra tudo pelo melhor e possamos estar a salvo de qualquer "surpresa" menos agradável. É que nas alturas de desespero, as críticas têm que ser colocadas numa gaveta e todo o apoio é fundamental. Só quem não gosta do Clube é que não consegue afastar a razão nesses momentos, deixando prevalecer a voz do coração. Sempre foi esta a minha postura, mesmo quando liderei os Ultras Auri-Negros e fui muito criticado quando, por exemplo, há algumas épocas atrás fui o mentor de uma frase bastante crítica em relação à postura da equipa de António Sousa, ainda no início do campeonato. Depois o tempo veio a dar razão às minhas preocupações e o Beira-Mar acabou essa época com as calças na mão. Estou a recordar a época 2002-2003, em que modéstia à parte, os UAN foram importantíssimos no apoio à equipa que só se salvou da despromoção na última jornada, vencendo em casa o Marítimo.
Serviu esta introdução para clarificar a minha posição. Infelizmente, não têm sido raras as vezes que me sinto obrigado a fazê-lo. E isso desgasta e desmotiva. Por vezes, invejo aqueles que vão ao futebol porque têm convites para os camarotes, lancham e convivem com os políticos e industriais da nossa praça e, no final, mesmo que o Beira-Mar não ganhe ou jogue mal, para eles é indiferente. Estiveram lá e fizeram-se notar. O resultado do jogo, a exibição da equipa, a situação do Beira-Mar é lhes quase indiferente. Têm essa capacidade de sair do Estádio sempre bem dispostos. E venho eu para casa amargurado, triste por não termos ganho, triste por achar que temos uma equipa equivocada, triste por só termos três mil espectadores num Estádio para trinta mil... e essa tristeza perssegue-me até à véspera do jogo seguinte, altura em que se renova a esperança num bom resultado, numa boa exibição e, talvez, numa "casa" melhor...
O jogo de ontem
Não me vou alongar muito em relação ao jogo de ontem. A edição online do jornal O Jogo tem uma boa peça sobre o mesmo que sintetiza a ideia geral que igualmente partilho.
No entanto, sinto-me tentado a dar algumas opiniões que têm o valor que cada leitor lhes quiser atribuir.
Apesar de não ter tido culpa nos golos sofridos, continuo a não gostar do guarda-redes Todor. Pode ser razoável entre os postes mas não me inspira confiança. Parece uma estaca à frente da baliza que quando vê a bola lhe ser atrasada com os pés entra em curto-circuito e treme por todos os lados. Gritante a passividade dele num lance, já na segunda parte, em que o Alcaraz fica a fazer a cobertura para que ele saia da baliza e agarre a bola. Ao constatar a inércia do seu guarda-redes, o Alcaraz lá se decidiu e bem por aliviar a bola...
Na defesa. Vou repetir-me em relação à ideia que sempre defendi e, inclusivamente, uma vez tive oportunidade de transmitir ao Luís Campos quando este esteve em Aveiro. Já serve para dar uma noção do amadurecimento desta minha convicção. Sou um apreciador das qualidades do Jorge Silva e do Alcaraz. No entanto, continuo a afirmar que os dois não devem jogar juntos no eixo da defesa. Ambos são bons na posição de "líbero", em linguagem futebolística, a "fazer as dobras" e a liderar a defesa. Acontece, porém, que nenhum é central de marcação. Nenhum dos dois tem as características essenciais para fazer essa posição, velocidade e capacidade de antecipação. Logo, ambos jogam lado-a-lado, numa defesa à zona aos avançados contrários. É um sistema ruinoso quando o adversário tem jogadores rápidos na frente que se movimentam bem nas costas dos centrais. Como não há uma marcação em cima, homem-a-homem, o central que no início da jogada não tem ninguém para marcar é surpreendido nas costas pelo avançado adversário que se encontrava no raio de acção do colega. E assim apareceram vários jogadores do Desportivo das Aves isolados à frente da baliza do Beira-Mar. E até mesmo nos foras-de-jogo, para que funcionem, a movimentação deve estar dependente do líbero que tem por missão comandar a defesa. Colocar Alcaraz e Jorge Silva juntos na mesma defesa, é como colocar dois galos na mesma capoeira. Já na Liga de Honra, jogos houve em que a defesa tremeu, mas o imperial Diakite ou o experiente Torrão davam uma ajuda à qual se juntava a fragilidade ofensiva da maioria das equipas. Agora, novamente na Liga principal, defrontando equipas com avançados rápidos e experientes, o receio confirma-se. Claro que se pode sempre colocar o "trinco" a funcionar como "terceiro central" quando a equipa perde a bola, mas esse é o primeiro passo para fazer recuar a equipa no campo e perder capacidade de efectuar a chamada "pressão-alta".
Em relação aos laterais Ribeiro e Tininho. O que eu disse sobre o jogo-treino em Rio Maior frente ao U. Leiria, na final do torneio que se realizou na pré-temporada, aplica-se. Apesar de algumas desatenções defensivas, aquilo que me choca particularmente é falta de qualidade dos cruzamentos que ambos efectuam. E se os alas derivam para o meio no sentido de abrir espaços para os laterais subirem, se os cruzamentos não saem ou saem mal, então não há sistema que resulte para a cabeça de Jardel ou Jorge Leitão.
Em relação ao meio-campo, Diakite continua a ser o melhor e o Torrão, ainda que mais discreto, é essencial nas compensações e a "fechar espaços". Os jornais têm insistido nessa tecla e sou levado a dar-lhes razão. O Ratinho é muito "bom de bola" mas ainda não atinou com o "timing" no passe. Espero que tenha capacidade para evoluir pois o talento está lá.
No ataque, o Rui Lima tem sido dos elementos mais activos. Ontem esteve algo desinspirado. Acaba por aparecer poucas vezes a cruzar - o que é pena - porque deriva para o meio, no sentido de libertar a linha para as subidas do Tininho.
O Jorge Leitão é o mesmo de sempre. Muita luta e não desiste de nenhum lance. No entanto, gosto muito mais de o ver na área do que a receber bolas na linha. Não é jogador de criar desiquilíbrios em drible ou em velocidade no "um-para-um". A sua maior utilidade neste sistema é aproveitar os espaços que o Mário Jardel possa criar ou vice-versa.
Quanto ao Jardel, tenho gostado da sua evolução. No entanto, e isso não será culpa dele, não gosto de ver o Beira-Mar a jogar exclusivamente para ele. As defesas contrárias estão muito atentas ao Jardel e tanto em cruzamentos como em lances de bola parada, seria muito útil ao Beira-Mar explorar outros jogadores que possam aparecer, como fez (e bem) o Diakite algumas vezes. Gostei do Vasco Matos. Arrisco-me a dizer que partiu dele o melhor cruzamento em toda a segunda parte. Quanto ao Farah, alguém que lhe ponha "nitro" porque a jogar àquela velocidade nem em matraquilhos tem lugar. O Jorge Vidigal entrou para segurar o resultado mas não chegou...
Em jeito de conclusão, sou da opinião que o Beira-Mar tem um bom plantel e tem condições para praticar um futebol muito agradável e eficaz quando alguns dos equívocos do actual sistema forem resolvidos. Tenho esperança que o Danrlei seja bem melhor que o Todor e agarre a titularidade nos próximos tempos. Já em relação à defesa, acho pouco provável que o Inácio proceda a alterações e seja o que "Deus quiser...".
Quanto ao ataque, exige-se mais mobilidade. Mais penetrações dos médios, mais jogo à linha e cruzamentos, pelo menos, "reciclaveis".
O Mário Jardel
Já tive oportunidade de o dizer neste post. Estou a gostar de o ver em campo. Lamento apenas que alguns jogadores só vejam o Jardel em campo e tentem colocar balões disparatados na frente. Esse tipo de futebol não resulta. Uma coisa são cruzamentos efectuados a partir do bico da grande-área, outra são balões que morrem na cabeça dos defesas ou nas mãos do guarda-redes adversário.
A propósito, gostei das palavras de Augusto Inácio sobre o Jardel numa entrevista recente ao Diário de Aveiro que pode ser lida por esta via.
Três mil e poucos...
Nos minutos que antecederam o início da partida fiquei desolado. O Beira-Mar estava prestes a iniciar a "Liga Bwin", num jogo televisionado, com uma assistência idêntica à maioria dos jogos da Liga de Honra. Nem o efeito "Mário Jardel" trouxe mais gente ao estádio. Ou melhor, secalhar até trouxe, o que realça ainda mais a minha preocupação.
A bancada poente estava bem composta. Os camarotes e as tribunas também. A bancada norte e a nascente muito despidas e, no topo sul, a bem organizada Força Avense (claque do Aves) fazia-se ouvir muito bem.
Sobre esta questão do público e da ausência de apoio à equipa, uma temática que constantemente é desvalorizada e que a mim tanto me diz, tenciono voltar noutro post no decorrer desta semana.
Os equipamentos
Tenho, propositadamente, desvalorizado esta questão aqui no BN. E a culpa é de alguns anónimos que utilizam sistematicamente esse assunto para apedrejar a actual direcção do Beira-Mar.
Foi muito oportuno o comunicado no site oficial que justificou a utilização do equipamento alternativo da época passada neste jogo.
Confesso que também eu já estou farto de ver o Beira-Mar a actuar de branco e tenho saudades da camisola amarela e dos calções pretos. Essas são as cores estatutárias do Clube e são as cores com as quais sempre me identifiquei. Acho que o branco combina bem com elas, mas não pode substituir nenhuma delas. A identidade do Beira-Mar, que actua num estádio "multi-cor" e quase "neutro", necessita de factores de revitalização. A descaracterização do equipamento principal é mais uma machadada nos elementos de identificação dos adeptos com o Clube.

domingo, 20 de agosto de 2006

Iª Liga Bênêbola - 1ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
SC Beira-Mar - Desp. das Aves

IIª Liga Bênêbola - 1ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
SC Beira-Mar - Desp. das Aves

Análise ao Beira-Mar vs Celta de Vigo

O Beira-Mar entrou em campo com aquele que seria o seu onze mais forte, à excepção de Roma, tácticamente nitidamente em 4x3x3, sendo que, com a profundidade conferida pelas subidas de Tininho e Ribeiro, os 3 jogadores mais adiantados acabavam por aparecer na área ou perto dela. O que em termos teóricos é bem construído. Assim, facilmente apareciam 4 ou 5 jogadores do Beira-Mar nos últimos 10 metros do terreno.
Na primeira-parte houve, de facto, 15 ou 20 minutos de bom futebol do Beira-Mar, em que se demonstrou que este modelo táctico proporciona um futebol bonito se for bem desenvolvido. O desafio colectivo do Beira-Mar será alargar este período de bom futebol, de 20 minutos para muitos mais minutos.
Por sectores:
Sobre a defesa. Foram muito, muito visíveis as dificuldades da defesa nas situações de contra-ataque. Os laterais (Ribeiro e Tininho) subiam e tinham depois dificuldades em recuar defensivamente a tempo (fisicamente é insuportável “fazer o campo inteiro” tantas vezes). Não duvido que Jorge Silva tenha imensas qualidades, mas também tem muitas dificuldades em recuperar. Durante o jogo, o Celta só criou perigo em contra-ataque, e o Beira-Mar podia ter perdido o jogo em 4 ou 5 situações claras de golo, em que valeu Todor e alguma azelhice galega.
O meio-campo, por motivos óbvios, tem rotinas, contudo, a 1ªLiga vai exigir outra disponibilidade defensiva e outro acerto no passe e troca de bola, que não se revelou durante o jogo. Destaca-se o jogo feito por Diakité, quer a destruir jogo adversário (fisicamente esteve insuperável), quer a construir jogo.
O ataque. Rui Lima esteve muito bem no controlo de bola (ao contrário de Ratinho que prendeu demasiado a bola a si) e criativamente foi o melhor em campo, Leitão esforçou-se e por pouco não marcou na 1ªparte, Jardel encontra-se muito limitado de movimentos, nitidamente por motivos físicos (não duvido do seu esforço e vontade), tendo mesmo assim, tido duas ocasiões de golo.
O Celta não esteve em Aveiro na máxima força (longe disso), mas o Beira-Mar fez um jogo positivo (mais na primeira–parte). Para a 1ª Liga vai ser fundamental encontrar acerto defensivo. Vai ser importante ter uma transição de jogo defesa-ataque com mais discorrência. O ataque vai precisar do Jardel com uma disponibilidade física completamente diferente (o dom está lá), e claro, um Roma pronto a partir tudo com a sua rapidez e capacidade no "um para um".
Filipe Guerra

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Liga Bênêbola - Época 2006/07

Com a aproximação do início da "Liga Bwin", é altura do BN apresentar a edição da Liga Bênêbola 2006-2007. Com base nos resultados da edição anterior, a 1ª Liga arrancará com a participação de 16 concorrentes. A 2ª Liga contará com um número ilimitado de participantes. As regras de promoção e de despromoção são idênticas às da "Liga Bwin", ou seja, os dois primeiros classificados da 2ª Liga adquirem o direito de participar na edição seguinte da 1ª Liga. Os últimos dois classificados da 1ª Liga descem à , como é óbvio.
Resta-me deixar um alerta especial aos concorrentes da 1ª Liga. No caso de algum dos participantes inscritos não efectuar qualquer "palpite" nas primeiras três jornadas da Liga, será substituído pelo terceiro melhor classificado da 2ª Liga 2005-06. Os novos participantes terão que efectuar os seus "palpites" no post específico da 2ª Liga.
Tal como na edição anterior, existirão em todas as jornadas dois "posts" específicos, um para cada Liga.
A edição 2006-2007 arrancará já no próximo dia 22 com o início dos palpites para o jogo Beira-Mar X Desp. das Aves. Apesar do sistema de moderação dos comentários continuar activo, asseguro-vos que publicarei com a regularidade possível os prognósticos.
1ª Liga Bênêbola 2006-07
Concorrentes:
Beiramarenses
Pedro Neves
Joao Oliveira
Vítor Peixoto
Su
Sempre-Fixe
Bruno Fonseca
Mcphee
Pedro Ribau
Nuno Q. Martins
Miguel Lopes
João Cardoso
Ricardo Filipe
Sportsman
Ana Vinagre
Márcio Pinto
2ª Liga Bênêbola 2006-07
Concorrentes:
Helena Thadeu
Sérgio Loureiro
Jqam
Ricardo Pires
Miguel Bartolomeu
Da Rocha
Mário Marinho
Dylan
João Pedro
Nuno Vieira
Acácio Sequeira
fAN
Ripa
André Guerra
Kokas
Inacio
Jezus
Jevis
Daniel Monteiro
(Novos concorrentes...)

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

As preocupações de Augusto Inácio

Em declarações reproduzidas hoje pelo jornal O Jogo no final do particular em Oliveira do Bairro, o treinador do Beira-Mar não esconde apreensão perante a falta de soluções no naipe de atletas que tem como alternativa à equipa principal: “Esta é a qualidade que temos na considerada segunda equipa. Às vezes queremos exigir mais qualquer coisa, mas estão longe dos patamares desses jogadores. Trabalham bem e lutam, mas em termos de jogo... é fraco, o passe é fraco e a técnica é fraca. Trabalhamos com o que temos, mas esta qualidade não chega para aquilo que são as exigências da Liga. Não é geral. Refiro-me apenas a alguns casos. O Wegno é uma boa aquisição e o Vasco Matos também é um bom exemplo, mas quando se constrói mal também não se pode finalizar bem. Pode doer, mas esta é a realidade. Tentamos fazer do baratinho bom mas, às vezes, isso não é possível. Estou preocupado, porque nota-se que eram precisos dois ou três jogadores com estaleca, mas não se pode exigir à direcção quando não se tem dinheiro para isso”.
Eu arriscaria a lembrar que o Beira-Mar não é um "Sporting", um "Marítimo", um "Vitória de Guimarães" ou um "Belenenses" onde existe poder económico para contratar bons jogadores e formar boas equipas. No Beira-Mar exige-se aos treinadores que com jogadores razoáveis consigam fazer boas equipas.
Jogo com o Celta de Vigo
O Beira-Mar defrontará no próximo Sábado, dia 19 de Agosto, pelas 19 horas a equipa do Celta de Vigo. Talvez seja uma forma de compensar os adeptos pela não participação no "prometido" torneio de Sevilha. :-)

Jogo com o Desportivo das Aves na Sportv

O Beira-Mar inicia a sua participação na Liga Bwin, 2006/2007, frente ao Desportivo de Aves, no dia 26 de Agosto (Sábado), pelas 19 horas, com transmissão directa na SportTV.


sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Venda de lugares

Esta época, os sócios do Beira-Mar são confrontados com uma nova política de acessos ao estádio.
O objectivo principal é promover o pagamento antecipado das quotas mensais. Deste modo, os sócios que optem por esta modalidade, podem adquirir o seu bilhete de época por 32.50€. Os sócios que pretendam pagar as quotas gradualmente ao longo da época poderão adquirir na mesma o bilhete de época mas terão que pagar 42.50€.
A mesma política é seguida para os sócios menores que passam a pagar bilhete de sócio em todos os jogos mas poderão adquirir o seu bilhete de época (cartão júnior) por 12,50€ ou 17.50€ respectivamente.
Também para os "ainda não sócios" está preparada uma campanha especial.
Todas as campanhas já se encontram em vigor e oferecem um brinde "surpresa". Os portadores de bilhete de época terão prioridade nas entradas no estádio, evitando assim as filas de espera.
Destaco, ainda, que a política de promoção da venda antecipada de ingressos posta em marcha na época passada para o público, será aplicada esta época aos sócios, pelo que, o preço dos "bilhetes de sócios" serão mais acessíveis até à véspera dos respectivos jogos.
Como eu não sou "agência noticiosa", recomendo uma visita às Lojas Amarelas onde poderão obter mais informações.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

O torneio em Rio Maior - ACTUALIZADO

No passado Sábado, dia 5, estive em Rio Maior e assisti à final do Torneio entre o Beira-Mar e o U. Leiria.
Apesar de se tratar de um torneio, o que pressupõe a existência de um troféu em disputa, por se tratar de um jogo de preparação, não considero o resultado final do encontro um dado significante. No entanto, não se deve ignorar que o Beira-Mar empatou 1-1 com a equipa da casa (Rio Maior) e o Nacional, no dia seguinte, venceu por 6-0! É óbvio que existem vários factores que podem explicar esta diferença nos resultados obtidos por uma e outra equipa, ambas primodivisionárias diante um adversário "inferior", mas, não deve deixar de ser entendido como um aviso.
Em relação ao jogo da final, com o U. Leiria, o Beira-Mar esteve bem ao nível da posse de bola. Constatei segurança no sector defensivo (Ribeiro, Jorge Silva, Alcaraz e Tininho), boa capacidade de preenchimento dos espaços e segurança no passe a meio-campo (Torrão, Diakite e Ratinho), mas, ao nível do ataque... muito fraco. Claramente, o Rui Lima foi o melhor a jogar na esquerda, vindo atrás buscar jogo procurando gerar desiquilíbrios. Surpreendeu-me a opção de colocar o Jorge Leitão a... extremo direito. Eu sou muito apreciador do Jorge Leitão pela forma como se entrega aos jogos e pela inteligência que demonstra em campo. No entanto, as suas características não são para jogar na linha. Enquanto Jardel esteve em campo, ou seja, enquanto teve que jogar na direita, praticamente não se viu. Quanto ao Jardel, nota-se que quer mostrar serviço (diante o Penafiel já mostrou!) mas neste jogo, frente ao U. Leiria, evidenciou que ainda está sem ritmo competitivo.
Durante a primeira parte, o Beira-Mar dominou o jogo mas praticamente não rematou à baliza leiriense. Ao nível dos cruzamentos para a área, Ribeiro e Tininho falharam muito. Com cruzamentos tão fracos por parte dos laterais a estratégia montada para servir o Jardel não funciona. Em contra-ataque, o Leiria conseguiu marcar o seu golo e esteve à beira de marcar o segundo em dois lances muito infelizes do guarda-redes do Beira-Mar (Todor Angelov).
O melhor futebol do Beira-Mar, na minha opinião, mostrou-se na segunda parte numa altura em que Alacaraz foi expulso e Mário Jardel substituído por Vasco Matos. Finalmente o Jorge Leitão passou para o meio e a equipa soltou-se, trocando a bola em progressão e deixando de "desbaratar" cruzamentos inconsequentes. O Leiria viria a marcar o segundo golo numa altura em que o Beira-Mar procurava a todo o custo chegar ao empate.
Em jeito de conclusão, para não alongar mais este post, não gostei de ver a equipa "com palas" enquanto Mário Jardel esteve em campo. Compreendo e reconheço a importância do avançado brasileiro mas é um perigo fazer depender toda a estratégia e estilo de jogo dum só jogador que ainda não encontrou a sua melhor forma. Imagine-se que Jardel se lesiona durante a época. Pergunto eu, como será?
Como notas finais, dois destaques muito positivos para o Torrão e para o Rui Lima. Destaques negativos para o Todor Angelov, para o Jorge Leitão enquanto esteve encostado à direita e para os cruzamentos dos laterais do Beira-Mar.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Basquetebol: O regresso da equipa sénior

Fiquei muito agradado ao ler o artigo publicado hoje no Diário de Aveiro sobre a constituição da equipa sénior de basquetebol do Beira-Mar. Tema que já mereceu análise aqui no BN noutro post. Parece-me que o César Fernandes (foto) traçou muito bem os objectivos e que, pelas declarações do treinador João Miguel, estão devidamente assimilados pela sua equipa. Resta-me endereçar as maiores felicidades para esta nova fase da secção.
Foto: beiramar.pt

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

FUTSAL: Beira-Mar na 3ª Nacional!

Apetece-me dizer que se fez justiça. O Beira-Mar foi "repescado" por ter sido Vice-Campeão distrital na época passada e integrará a 3ª Divisão Nacional em virtude da desistência de algumas equipas. Uma subida de divisão "inesperada" mas inteiramente merecida pelo excelente desempenho da equipa ao longo da última época. Recordo que o Lamas Futsal sagrou-se campeão apenas com mais dois pontos que o Beira-Mar, que foi sucessivamente prejudicado pelas arbitragens.
Concretiza-se assim a segunda subida de divisão da equipa sénior em dois de actividade da secção de futsal. Após a subida da 2ª divisão distrital para a 1ª divisão, o Beira-Mar atinge agora os campeonatos nacionais subindo à 3ª divisão nacional e a ambição dos seus treinadores, jogadores e dirigentes promete continuar a elevar bem alto o emblema auri-negro.

Beira-Mar é o clube preferido dos Aveirenses...

... segundo os dados de um estudo de opinião realizado pelo Gabinete de Estudos de Mercado e Opinião do IPAM. Para ler no Diário de Aveiro.