quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Só há poucos minutos tive oportunidade de espreitar o novo visual do site oficial do Beira-Mar. À primeira vista, em termos estéticos, não me parece nada de especial. Em termos de funcionalidade, está claramente melhor.
terça-feira, 12 de setembro de 2006
Aqui no BN sempre procurei dar destaque a quem o merece. Estive em Leiria onde, cheguei a acreditar, que as figuras da partida seriam o Wegno e o Vasco Matos. Ambos estiveram muito nem na partida e viram as suas exibições serem premiadas com um golo cada. No entanto, honra lhe seja feita, o árbitro João Vilas Boas conseguiu ofuscar a performance dos atletas, chamando a si todo o protagonismo. Tal como há uns anos, em Barcelos, frente ao Gil Vicente (eu tenho memória....), este senhor voltou a "fazer a cama" ao Beira-Mar. Mas, acreditemos, esta arbitragem não teve nada a ver com os tubarões azulados que esta época prometeram proteger o seu satélite, a quem já cederam o treinador e vários jogadores...
domingo, 10 de setembro de 2006
Num momento em que mais gente começa a contestar e a escrever sobre o futebol, decidi, como amante da modalidade, também escrever e tentar dar o meu pequeno contributo para aclarar os que me leiam, esta situação problemática que há muito existe, mas que pelo poder instituído no futebol e pela inércia dos nossos governantes, tem-se arrastado e apesar do caso “Apito Dourado” e outros antecedentes como “viagens ao Brasil”l e os “quinhentinhos” já indicativos da podridão, veio à baila com contornos de escândalo o “Caso Mateus”, que sem querer ser juiz em causa alheia (por não ter conhecimentos para julgar), desejo que o Fiúza e o seu clube levem até ao fim as suas razões para que a FIFA nos interdite de participar nas competições europeias, tanto quanto a nível de clubes como de selecções. Não me chamem apátrida ou qualquer outro nome, mas penso que só assim, haverá uma lavagem nesta indústria, tão rentável na minha perspectiva e que move milhões de euros e pessoas, sendo apaixonante e lindo, quando jogado com fairplay e verdade desportiva, sem se antever as vitórias ou derrotas antes dos jogos se realizarem. Ou agora ou nunca… E o nosso futebol definhará e morrerá, a única indústria na qual ainda conseguimos competir a nível europeu e mundial, com resultados que nos engrandecem e nos fazem sentir orgulhosos do nosso rectângulo. Veja-se as multidões que arrastam os jogos da selecção nacional e das competições europeias, porque as pessoas ainda acreditam que nestas a credibilidade, a honestidade, e valor das equipas ditam a justeza dos resultados. Mas o vil metal…! São biliões de euros a rolar e tanto a FIFA como a UEFA são multinacionais puras com o objectivo do lucro. O nosso futebol está carcomido e a extinguir-se, porque os seus dirigentes nacionais, são os mesmos à anos inesquecíveis e pelo conhecimento que tenho estão hipotecados uns aos outros por tráfico de influências e por interesse de continuidade nos seus postos, embora digam sempre antes das eleições que estão cansados e não precisam do futebol para nada. Por ser um interessado e atento espectador a estes meandros, vou tentar descrever os principais dirigentes dos diversos órgãos que dirigem o nosso futebol. Gilberto Madail: Fez incursões pelo futebol no Beira-Mar, como Presidente, um ano ou dois no máximo e depois ascendeu para a Associação de Futebol de Aveiro, deambulou pela política (Governador Civil e Deputado) e fixou-se como Presidente da FPF com o tráfico de influências que sempre terá de existir para se ascender e manter tantos anos, já lá vão mais de dez anos que este senhor é o principal responsável, com a anuência e aprovação de nomes como Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Mesquita Machado, Pinto de Sousa, António Henriques (foi Presidente do Marítimo e hoje é Presidente da Associação de Futebol do Funchal), além de outros onde pontifica o dinossauro Adriano Pinto (Presidente da AF do Porto), qualquer dos nomes referidos tem mais de 20 anos de ligação ao futebol, zangam-se aqui e ali mas os altos interesses voltam a junta-los ou então são “zangas públicas” para disfarçar. Valentim Loureiro: O patrão dos patrões dos clubes seus aliados, sabe movimentar-se e cultivar simpatias, é o grande rosto do Apito Dourado. Foi Presidente do Boavista muitos anos, político quanto baste e Presidente da liga mais de uma dúzia de anos intercalados. Acumulou presidências no futebol, política e empresas públicas e privadas, foi Cônsul da Guiné em Portugal, enfim, o homem dos sete-ofícios, como se diz na gíria popular. Raposa velha colocou o filho no seu clube como Presidente e fez dele campeão nacional com incursões com sucesso nas competições europeias. Nesta altura as relações com Pinto da Costa esfriaram e até se tornaram inimigos, porque a luta por um lugar na Liga dos Campeões deu lugar ao título que o Papa julgava como adquirido. O Apito Dourado provocou no Valentim um abalo maior que um sismo e voltou aos beijos e abraços com Pinto da Costa, também envolvido neste escândalo. Como a união faz a força, os dois com a esperteza que têm sabiam que podiam beneficiar das duas maiores forças políticas do País. No centro estava a virtude. Presidentes de Associações: Já falei dos principais no início deste texto, mas António Henriques, Adriano Pinto e Pinto de Sousa eram uns dos grandes suportes do “sistema” no futebol profissional e não profissional. Pobre Dias da Cunha que sai do futebol como xé xé. Estranha-se ou não os graus de parentesco entre personalidades como Valentim Loureiro e Pinto de Sousa e António Henriques e Pinto da Costa…existem. Arbitragens: Neste sector, os laços familiares directos e indirectos são mais que muitos e o tráfego de influências inicia-se logo no começo da carreira dos árbitros, começando logo nos campeonatos distritais, a fazer a vontade aos senhores das Associações. Com jeitos e compadrios se inicia assim a carreira viciada de um árbitro que devidamente apadrinhado chega a internacional em poucos anos. Mas fazendo um exercício de memória vou citar alguns nomes da arbitragem da primeira categoria e o seu grau de parentesco com elemento ligados há muito ao mundo do futebol. Paulo Paraty: Internacional, filho de Armando Paraty ex-árbitro e irmão de outro árbitro internacional de Futsal Miguel Paraty. Rui Costa: Irmão de Paulo Costa internacional no activo. Carlos Xistra: Filho de um elemento importante da Associação de Futebol de Castelo Branco. Artur Soares Dias: Filho de um ex-árbitro internacional e hoje observador de árbitros. Augusto Duarte: Filho do ex-árbitro Azevedo Duarte e também já teve um irmão na primeira categoria despromovido em 2004/2005. André Santos: Filho de Martins dos Santos antigo árbitro que há bem pouco de retirou. Mais exemplos poderiam apontar se envolvêssemos aqui os observadores dos árbitros e os observadores dos observadores dos árbitros. Este artigo vai ter continuação para falar dos agentes desportivos (empresários de jogadores), políticos e a miscelânea explosiva que toda a gente referida e a referir provoca nos meandros do Futebol.
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
A apresentação do plantel sénior à imprensa decorreu na passada Segunda-Feira no Pavilhão do Beira-Mar. A formação «auri-negra» iniciará a sua participação nos campeonatos nacionais (3ª divisão) no dia 30 de Setembro às 18h30, recebendo o CRECOR. Esta época reserva-nos, ainda, dois "derbies" apetecíveis, frente ao Lamas e Gafanha.
quarta-feira, 30 de agosto de 2006
O Beira-Mar, após dois anos de interregno, volta este ano a competir oficialmente com uma equipa sénior masculina no CNB2 (Zona Norte) do basquetebol nacional. João Miguel, depois de várias épocas a trabalhar na formação do Galitos, regressa ao Beira-Mar com a função de orientar uma equipa constituída maioritariamente por atletas que anteriormente já tinham representado o clube. É o caso, por exemplo, de Carlos Martins e de Artur Aleixo, ambos com dez anos de clube, ou até mesmo dos mais conhecidos Rui Martins, Fernando Santos e António Alberto, um trio que, na condição de ex. jogadores do Galitos, chegou a conhecer algum protagonismo.
Diogo Maia, ex. Galitos, e Bruno Machado, natural da Figueira da Fiz, são os dois únicos jogadores que nunca tinham passado pelo clube. Francisco Dias, Simão Quina, Artur Rosa, Jorge Farias, Ricardo Pinto, Sérgio Loureiro e Hugo Reis completam o plantel.
segunda-feira, 28 de agosto de 2006
Além das estórias do Narciso Cruz, já devem ter reparado que o o BN esta época conta com a colaboração do Filipe Guerra que contribuirá com alguns artigos de opinião e análise aos jogos do Beira-Mar em casa. Tal como o Narciso, o Filipe tem total liberdade para escrever o que lhe vai na alma e quando lhe apetecer, pelo que, não existe nenhum regime de periodicidade dos seus artigos. Entretanto, ainda no rescaldo do jogo com o Desp. das Aves, passo a publicar a análise do Filipe e a recomendar a leitura de alguns comentários efectuados no post anterior muito pertinentes.
domingo, 27 de agosto de 2006
Este ano até tinha prometido a mim próprio não comentar os aspectos tácticos dos jogos do Beira-Mar. Tenho o Augusto Inácio em boa conta e considero-o um bom treinador, mas, se porventura as palavras que eu profiro por estes lados lhe chegam aos ouvidos, é provável que ele já nem me possa ver à frente. No entanto, quero deixar bem claro que os meus comentários e os meus reparos têm sempre em vista a manifestação de um sentimento, o de que algo poderia e deveria ter corrido melhor. Gosto muito do Beira-Mar e das piores coisas que me podem acusar é a de usar este espaço para destabilizar o Clube.
domingo, 20 de agosto de 2006
O site do Beira-Mar

Só há poucos minutos tive oportunidade de espreitar o novo visual do site oficial do Beira-Mar. À primeira vista, em termos estéticos, não me parece nada de especial. Em termos de funcionalidade, está claramente melhor.
Publicado por Nuno Q. Martins 17:00 | | 2 Comentário(s)
Ai João, João! Fizeste das boas!
E pronto, admiramo-nos e interrogamo-nos porque o Estádio de Leiria e outros, vários pelo país, estão desertos. Alguém ainda acredita em "verdade desportiva" no futebol profissional em Portugal?
Para não me alongar em considerações sobre a arbitragem deste jogo, passo a transcrever a opinião do João Tiago (Da Rocha), autor de um dos principais blogues desportivos, o Livre Indirecto:
Vergonhoso...
Dois pontos deitados ao lixo por causa de uma arbitragem incompetente de um filho da mãe chamado Vilas Boas. Inácio é que falou bem. Os árbitros fazem um trabalho vergonhoso como o a que assistimos no último quarto-de-hora e se os treinadores reagirem mal à vergonha que se passou em campo ainda são multados. É uma corja isto! Uns têm que ter as costas largas para carregar com tudo, os outros assobiam para o lado...
Depois da péssima arbitragem de Paraty na Madeira, esta de Filas Broas em Leiria é um atentado ao futebol. Incrível a grande penalidade e respectiva expulsão de Danrlei sem que o brasileiro tenha tocado no Sougou; muito forçada a expulsão de Vasco Matos quando a "agressão maior" vem de Tixier; inacreditável a agressão de Valdomiro que o mesmo fiscal de linha, a 1 metro, não conseguiu "ver".
O Beira-Mar não soube segurar o resultado (Marco deveria ter feito falta para travar Sougou no primeiro golo), mas acaba fortemente penalizado por uma arbitragem ridícula. Como já ouvi, o Beira-Mar hoje foi honestamente roubado. Não me interessa se de forma premeditada ou por pura incompetência de Filas Broas... mas que o foi ninguém pode negar (só o inenarrável do Domingos, que diz que o empate premeia o esforço dos leirienses num jogo equilibrado. Não brinquem com a inteligência das pessoas...).
PS: Grande jogo de Wegno. Surpreendente mesmo. Vai ser díficil tirá-lo da equipa inicial. Assim como seria nos casos de Danrlei e Vasco Matos. Mas esses já estão fora. Espera-se pelo sumaríssimo a Valdomiro e estou à espera de ver quantos jogos levará Vasco Matos...
As opções de Augusto Inácio
Exceptuando a minha eterna divergência em relação à dupla de centrais, gostei das opções de Inácio para o onze inicial, especialmente, por manter o sistema, colocando em campo jogadores que se encaixam melhor no mesmo. Ao contrário do Todor, gostei do Danrlei. Apesar de não ter tido muito trabalho, revela ter presença/segurança na baliza. Jorge Vidigal deu consistência na defesa, pena aquela perda de bola que deu origem ao primeiro golo do Leiria. No meio, Emerson permite a Diakite libertar-se e na frente, Wegno foi o melhor em campo. Na minha opinião, a asneira da noite acontece quando Augusto Inácio decide substituir o Luciano Ratinho pelo Marco Couto, ou seja, retirou um jogador de meio-campo que segura muito bem a bola na frente para colocar em campo mais um defesa central. Um claro convite ao adversário para "vir para cima" do Beira-Mar nos últimos dez minutos. A ganhar por 0-2, tendo o jogo na mão, perante o nervosismo do adversário que se encontrava a perder em casa, não havia qualquer necessidade de tal alteração. Fez-me lembrar o inglês Mick Wadsworth há dois anos, na ilha da Madeira, frente ao Nacional, que conseguiu perder o jogo nos descontos depois de ter tirado de campo dois avançados para entrarem dois defesas centrais. São pormenores que definem a classe dos treinadores. O Inácio que me desculpe a franqueza, mas, exige-se a um líder que transmita coragem e inteligência para dentro do campo. A substituição não cumpriu nenhum dos desses pressupostos.
Adiante, o campeonato continua e espero que este empate afecte o menos possível a equipa. Danrlei e Vasco Matos vão estar injustamente afastados do próximo jogo, mas, quando regressarem à convocatória serão trunfos importantes.
Publicado por Nuno Q. Martins 01:33 | | 14 Comentário(s)
A teia do Futebol...
Num momento em que mais gente começa a contestar e a escrever sobre o futebol, decidi, como amante da modalidade, também escrever e tentar dar o meu pequeno contributo para aclarar os que me leiam, esta situação problemática que há muito existe, mas que pelo poder instituído no futebol e pela inércia dos nossos governantes, tem-se arrastado e apesar do caso “Apito Dourado” e outros antecedentes como “viagens ao Brasil”l e os “quinhentinhos” já indicativos da podridão, veio à baila com contornos de escândalo o “Caso Mateus”, que sem querer ser juiz em causa alheia (por não ter conhecimentos para julgar), desejo que o Fiúza e o seu clube levem até ao fim as suas razões para que a FIFA nos interdite de participar nas competições europeias, tanto quanto a nível de clubes como de selecções. Não me chamem apátrida ou qualquer outro nome, mas penso que só assim, haverá uma lavagem nesta indústria, tão rentável na minha perspectiva e que move milhões de euros e pessoas, sendo apaixonante e lindo, quando jogado com fairplay e verdade desportiva, sem se antever as vitórias ou derrotas antes dos jogos se realizarem. Ou agora ou nunca… E o nosso futebol definhará e morrerá, a única indústria na qual ainda conseguimos competir a nível europeu e mundial, com resultados que nos engrandecem e nos fazem sentir orgulhosos do nosso rectângulo. Veja-se as multidões que arrastam os jogos da selecção nacional e das competições europeias, porque as pessoas ainda acreditam que nestas a credibilidade, a honestidade, e valor das equipas ditam a justeza dos resultados. Mas o vil metal…! São biliões de euros a rolar e tanto a FIFA como a UEFA são multinacionais puras com o objectivo do lucro. O nosso futebol está carcomido e a extinguir-se, porque os seus dirigentes nacionais, são os mesmos à anos inesquecíveis e pelo conhecimento que tenho estão hipotecados uns aos outros por tráfico de influências e por interesse de continuidade nos seus postos, embora digam sempre antes das eleições que estão cansados e não precisam do futebol para nada. Por ser um interessado e atento espectador a estes meandros, vou tentar descrever os principais dirigentes dos diversos órgãos que dirigem o nosso futebol. Gilberto Madail: Fez incursões pelo futebol no Beira-Mar, como Presidente, um ano ou dois no máximo e depois ascendeu para a Associação de Futebol de Aveiro, deambulou pela política (Governador Civil e Deputado) e fixou-se como Presidente da FPF com o tráfico de influências que sempre terá de existir para se ascender e manter tantos anos, já lá vão mais de dez anos que este senhor é o principal responsável, com a anuência e aprovação de nomes como Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Mesquita Machado, Pinto de Sousa, António Henriques (foi Presidente do Marítimo e hoje é Presidente da Associação de Futebol do Funchal), além de outros onde pontifica o dinossauro Adriano Pinto (Presidente da AF do Porto), qualquer dos nomes referidos tem mais de 20 anos de ligação ao futebol, zangam-se aqui e ali mas os altos interesses voltam a junta-los ou então são “zangas públicas” para disfarçar. Valentim Loureiro: O patrão dos patrões dos clubes seus aliados, sabe movimentar-se e cultivar simpatias, é o grande rosto do Apito Dourado. Foi Presidente do Boavista muitos anos, político quanto baste e Presidente da liga mais de uma dúzia de anos intercalados. Acumulou presidências no futebol, política e empresas públicas e privadas, foi Cônsul da Guiné em Portugal, enfim, o homem dos sete-ofícios, como se diz na gíria popular. Raposa velha colocou o filho no seu clube como Presidente e fez dele campeão nacional com incursões com sucesso nas competições europeias. Nesta altura as relações com Pinto da Costa esfriaram e até se tornaram inimigos, porque a luta por um lugar na Liga dos Campeões deu lugar ao título que o Papa julgava como adquirido. O Apito Dourado provocou no Valentim um abalo maior que um sismo e voltou aos beijos e abraços com Pinto da Costa, também envolvido neste escândalo. Como a união faz a força, os dois com a esperteza que têm sabiam que podiam beneficiar das duas maiores forças políticas do País. No centro estava a virtude. Presidentes de Associações: Já falei dos principais no início deste texto, mas António Henriques, Adriano Pinto e Pinto de Sousa eram uns dos grandes suportes do “sistema” no futebol profissional e não profissional. Pobre Dias da Cunha que sai do futebol como xé xé. Estranha-se ou não os graus de parentesco entre personalidades como Valentim Loureiro e Pinto de Sousa e António Henriques e Pinto da Costa…existem. Arbitragens: Neste sector, os laços familiares directos e indirectos são mais que muitos e o tráfego de influências inicia-se logo no começo da carreira dos árbitros, começando logo nos campeonatos distritais, a fazer a vontade aos senhores das Associações. Com jeitos e compadrios se inicia assim a carreira viciada de um árbitro que devidamente apadrinhado chega a internacional em poucos anos. Mas fazendo um exercício de memória vou citar alguns nomes da arbitragem da primeira categoria e o seu grau de parentesco com elemento ligados há muito ao mundo do futebol. Paulo Paraty: Internacional, filho de Armando Paraty ex-árbitro e irmão de outro árbitro internacional de Futsal Miguel Paraty. Rui Costa: Irmão de Paulo Costa internacional no activo. Carlos Xistra: Filho de um elemento importante da Associação de Futebol de Castelo Branco. Artur Soares Dias: Filho de um ex-árbitro internacional e hoje observador de árbitros. Augusto Duarte: Filho do ex-árbitro Azevedo Duarte e também já teve um irmão na primeira categoria despromovido em 2004/2005. André Santos: Filho de Martins dos Santos antigo árbitro que há bem pouco de retirou. Mais exemplos poderiam apontar se envolvêssemos aqui os observadores dos árbitros e os observadores dos observadores dos árbitros. Este artigo vai ter continuação para falar dos agentes desportivos (empresários de jogadores), políticos e a miscelânea explosiva que toda a gente referida e a referir provoca nos meandros do Futebol.in blog O Arauto da Ria
Publicado por Nuno Q. Martins 15:09 | | 1 Comentário(s)
O Beira-Mar tem adeptos?
Esta interrogação pintou a primeira página da edição do Diário de Aveiro do passado dia 4 de Setembro, publicitando o artigo que se seguia nas páginas seguintes, onde o jornalista Rui Cunha procurava respostas para outra questão: «Onde pára o público do Beira-Mar?»
Sobre esta temática da ausência/inexistência de adeptos do Beira-Mar, já tinha prometido pronunciar-me aqui no BN aquando da publicação do post de análise ao jogo Beira-Mar x Aves. Trata-se de uma questão que me diz muito. No entanto, é difícil abordar todas as perspectivas e factores que, em minha opinião, contribuem para o cenário desolador das bancadas do EMA num artigo que se destina a publicação num blog.
Para situar os meus pontos de vista, teria que partilhar a minha história. Contar aqui como é que um miúdo que nem gostava de futebol se tornou adepto ferrenho da modalidade e do Clube da sua terra de adopção, ao ponto de fazer sentir ao pai, por altura do 9º aniversário, que a prenda que mais desejaria era o cartão de sócio do Sport Clube Beira-Mar. Teria, também, que partilhar aqui alguns dos inúmeros casos de conversão “clubística” aos quais assisti e também tive alguma influência. Revelar, ainda, como é que os Ultras Auri-Negros se fundaram com 12 elementos e em menos de cinco anos atingiram quase os 500 sócios. São experiências que vivi e que me ajudaram a compreender, nalguns aspectos, como cativar novos adeptos e novos sócios, envolvendo-os num projecto colectivo.
Na época passada delineei e incentivei a Direcção do Beira-Mar a desenvolver uma campanha nas escolas dos concelhos de Aveiro e Ílhavo. Dessa experiência, retirei algumas conclusões importantes que me ajudaram a perceber, ainda melhor, as dificuldades de penetração do “ideal auri-negro” no seio da comunidade juvenil/estudantil.
Fruto, também, da minha experiência enquanto dirigente dos UAN, tive oportunidade de contactar, conhecer e desenvolver algumas amizades com dirigentes doutras claques e doutros clubes. Tomei conhecimento de modelos de sucesso e outros manifestamente de insucesso. Hoje, não tenho dúvidas em afirmar que é importante aprender com os outros, ver o que se faz por “aí”, mas, não perder a noção que cada caso é um caso e, no caso do Beira-Mar, há especificidades resultantes do meio histórico-económico-político-social em que o Clube se insere.
Pelo exposto, quero concretizar e sintetizar uma ideia, a de que não existe uma “solução” para o problema, antes, um conjunto de soluções que carecem de uma aplicação integrada, adequando-se aos diversos factores que concorrem para o actual desinteresse que reina na cidade e na região em relação ao Beira-Mar.
Sobre esta temática da ausência/inexistência de adeptos do Beira-Mar, já tinha prometido pronunciar-me aqui no BN aquando da publicação do post de análise ao jogo Beira-Mar x Aves. Trata-se de uma questão que me diz muito. No entanto, é difícil abordar todas as perspectivas e factores que, em minha opinião, contribuem para o cenário desolador das bancadas do EMA num artigo que se destina a publicação num blog.
Para situar os meus pontos de vista, teria que partilhar a minha história. Contar aqui como é que um miúdo que nem gostava de futebol se tornou adepto ferrenho da modalidade e do Clube da sua terra de adopção, ao ponto de fazer sentir ao pai, por altura do 9º aniversário, que a prenda que mais desejaria era o cartão de sócio do Sport Clube Beira-Mar. Teria, também, que partilhar aqui alguns dos inúmeros casos de conversão “clubística” aos quais assisti e também tive alguma influência. Revelar, ainda, como é que os Ultras Auri-Negros se fundaram com 12 elementos e em menos de cinco anos atingiram quase os 500 sócios. São experiências que vivi e que me ajudaram a compreender, nalguns aspectos, como cativar novos adeptos e novos sócios, envolvendo-os num projecto colectivo.
Na época passada delineei e incentivei a Direcção do Beira-Mar a desenvolver uma campanha nas escolas dos concelhos de Aveiro e Ílhavo. Dessa experiência, retirei algumas conclusões importantes que me ajudaram a perceber, ainda melhor, as dificuldades de penetração do “ideal auri-negro” no seio da comunidade juvenil/estudantil.
Fruto, também, da minha experiência enquanto dirigente dos UAN, tive oportunidade de contactar, conhecer e desenvolver algumas amizades com dirigentes doutras claques e doutros clubes. Tomei conhecimento de modelos de sucesso e outros manifestamente de insucesso. Hoje, não tenho dúvidas em afirmar que é importante aprender com os outros, ver o que se faz por “aí”, mas, não perder a noção que cada caso é um caso e, no caso do Beira-Mar, há especificidades resultantes do meio histórico-económico-político-social em que o Clube se insere.
Pelo exposto, quero concretizar e sintetizar uma ideia, a de que não existe uma “solução” para o problema, antes, um conjunto de soluções que carecem de uma aplicação integrada, adequando-se aos diversos factores que concorrem para o actual desinteresse que reina na cidade e na região em relação ao Beira-Mar.
Uma visão redutora
Ao longo dos anos, as campanhas de angariação de sócios e adeptos que saltaram do papel para o terreno foram sempre descoordenadas e sem continuidade. As políticas de preços de bilheteira alteraram-se ao sabor dos resultados desportivos. E pior, cultivou-se a ideia de se quererem sócios à força, pela negativa; isto é, “se queres vir ao futebol a preços acessíveis, tens que te tornar sócio”. Nada mais errado, assumo eu, como pressuposto num Clube que pretende crescer, que pretende conquistar um público que lhe é manifestamente indiferente.
O conceito de “sócio” de um Clube que não uma SAD (relembro que o Sport Clube Beira-Mar é uma agremiação desportiva, cultural e recreativa) pressupõe a livre vontade da pessoa em se associar, em integrar-se num projecto colectivo, que desenvolve uma actividade vocacionada para os seus membros. Acontece, porém, que o Beira-Mar de hoje não se assume nem se quer assumir como um Clube dos seus poucos sócios. O Beira-Mar quer ser grande, quer ser um digno representante da sua região.
Nessa óptica, revela-se contraproducente adoptar e aplicar políticas que não prevejam a aproximação positiva do público não-sócio à colectividade. E é neste sentido que ao longo dos anos insisto na minha tristeza. O Beira-Mar tem poucos sócios praticando das quotas mais baratas no país e, mesmo assim, continua a fechar-se em torno dos cerca de 10% a 20% de associados que pagam regularmente as suas quotas.
Como é óbvio, compreendo a importância de não defraudar as expectativas de quem se associa, pois, tão ou mais importante que o seu processo de angariação será a sua manutenção nessa condição. Mas, acredito, esse trabalho não se consegue meramente assente numa política de preços baixa para os sócios e cara para os não-sócios. É importante manter o interesse no “produto”, ou seja, nos serviços que o Clube tem para oferecer/vender.
A título de exemplo, olhemos para a época transacta. O Beira-Mar foi Campeão da Liga de Honra apenas com duas derrotas, ou seja, não perdeu a jogar em casa. Durante toda a segunda volta, os sócios não pagaram bilhete suplementar e o público tinha ingressos a 2,5€ desde que adquiridos durante a semana. Uma política de preços que tive oportunidade de elogiar. No entanto, as assistências ficaram muito aquém do esperado (cerca de quatro mil espectadores por jogo) e, até mesmo nos dois jogos de festa (recepção ao Olhanense e Vizela), não ultrapassaram os sete mil espectadores. Para um Clube que se pretende assumir na sua região e no panorama futebolístico nacional, considero que são números muito baixos, ainda para mais, atendendo a um passado recente, do qual guardo na memória alguns jogos ainda no “velhinho” Mário Duarte que foram determinantes para evitar descidas e outros para consumar subidas de divisão que tiveram assistências a rondar os dez mil espectadores. A época passada serve-me, de momento, para ilustrar a minha ideia de que, os resultados desportivos, só por si, não trazem nem fidelizam adeptos em massa (ver, também, o exemplo do Boavista mesmo tendo sido campeão e participado na Liga dos Campeões há poucos anos). Importa, por isso, perceber o que pode proporcionar satisfação a quem vai ao Estádio. Nesse âmbito, torna-se imperioso criar espaços de lazer e confraternização no exterior do Estádio motivando as pessoas a deslocar-se cedo para o mesmo, mecanismos de acesso rápido e fácil ao interior do Estádio sem longas filas e revistas minuciosas que ofendem a integridade de gente de bem, envolvendo o jogo num clima de festa e apoio ao Clube que torne os espectadores parte activa no espectáculo. Mas não só! É fundamental que a equipa, dentro de campo, pratique um futebol atractivo, capaz de empolgar a assistência – algo que na época passada não aconteceu. E o próprio papel dos dirigentes, treinadores e jogadores, durante a semana, na antevisão e projecção do jogo deve ser vocacionado para a mobilização dos adeptos.
É claro que tudo isto parece muito óbvio, mas, na verdade, pouco ou nada se concretiza. Inclusivamente, são os próprios dirigentes dos clubes, em geral, que prestam um mau serviço ao futebol tecendo declarações públicas em que transparecem todos os “podres” do meio que gere o futebol, descredibilizando o evento desportivo que lhes cumpre promover “Domingo a Domingo”.
O conceito de “sócio” de um Clube que não uma SAD (relembro que o Sport Clube Beira-Mar é uma agremiação desportiva, cultural e recreativa) pressupõe a livre vontade da pessoa em se associar, em integrar-se num projecto colectivo, que desenvolve uma actividade vocacionada para os seus membros. Acontece, porém, que o Beira-Mar de hoje não se assume nem se quer assumir como um Clube dos seus poucos sócios. O Beira-Mar quer ser grande, quer ser um digno representante da sua região.
Nessa óptica, revela-se contraproducente adoptar e aplicar políticas que não prevejam a aproximação positiva do público não-sócio à colectividade. E é neste sentido que ao longo dos anos insisto na minha tristeza. O Beira-Mar tem poucos sócios praticando das quotas mais baratas no país e, mesmo assim, continua a fechar-se em torno dos cerca de 10% a 20% de associados que pagam regularmente as suas quotas.
Como é óbvio, compreendo a importância de não defraudar as expectativas de quem se associa, pois, tão ou mais importante que o seu processo de angariação será a sua manutenção nessa condição. Mas, acredito, esse trabalho não se consegue meramente assente numa política de preços baixa para os sócios e cara para os não-sócios. É importante manter o interesse no “produto”, ou seja, nos serviços que o Clube tem para oferecer/vender.
A título de exemplo, olhemos para a época transacta. O Beira-Mar foi Campeão da Liga de Honra apenas com duas derrotas, ou seja, não perdeu a jogar em casa. Durante toda a segunda volta, os sócios não pagaram bilhete suplementar e o público tinha ingressos a 2,5€ desde que adquiridos durante a semana. Uma política de preços que tive oportunidade de elogiar. No entanto, as assistências ficaram muito aquém do esperado (cerca de quatro mil espectadores por jogo) e, até mesmo nos dois jogos de festa (recepção ao Olhanense e Vizela), não ultrapassaram os sete mil espectadores. Para um Clube que se pretende assumir na sua região e no panorama futebolístico nacional, considero que são números muito baixos, ainda para mais, atendendo a um passado recente, do qual guardo na memória alguns jogos ainda no “velhinho” Mário Duarte que foram determinantes para evitar descidas e outros para consumar subidas de divisão que tiveram assistências a rondar os dez mil espectadores. A época passada serve-me, de momento, para ilustrar a minha ideia de que, os resultados desportivos, só por si, não trazem nem fidelizam adeptos em massa (ver, também, o exemplo do Boavista mesmo tendo sido campeão e participado na Liga dos Campeões há poucos anos). Importa, por isso, perceber o que pode proporcionar satisfação a quem vai ao Estádio. Nesse âmbito, torna-se imperioso criar espaços de lazer e confraternização no exterior do Estádio motivando as pessoas a deslocar-se cedo para o mesmo, mecanismos de acesso rápido e fácil ao interior do Estádio sem longas filas e revistas minuciosas que ofendem a integridade de gente de bem, envolvendo o jogo num clima de festa e apoio ao Clube que torne os espectadores parte activa no espectáculo. Mas não só! É fundamental que a equipa, dentro de campo, pratique um futebol atractivo, capaz de empolgar a assistência – algo que na época passada não aconteceu. E o próprio papel dos dirigentes, treinadores e jogadores, durante a semana, na antevisão e projecção do jogo deve ser vocacionado para a mobilização dos adeptos.
É claro que tudo isto parece muito óbvio, mas, na verdade, pouco ou nada se concretiza. Inclusivamente, são os próprios dirigentes dos clubes, em geral, que prestam um mau serviço ao futebol tecendo declarações públicas em que transparecem todos os “podres” do meio que gere o futebol, descredibilizando o evento desportivo que lhes cumpre promover “Domingo a Domingo”.
Em jeito de conclusão…
No seio desta problemática dos adeptos, no que ao Beira-Mar diz respeito, outros factores e outros meios de promoção da informação e da imagem do Clube junto dos adeptos podem e devem ser pensados. Nesse âmbito, concorrem os meios de comunicação do Clube com a sua comunidade, seja na prestação de serviços, na transmissão de informação e/ou pagamentos, bem como, nos pequenos actos que contribuem para alimentar a mística de que vive qualquer instituição que pretende assumir-se como representativa de uma região.
Por agora, parece-me mais importante situar o debate nas causas justificadoras do desinteresse do público aveirense pelo seu Clube e, de certo modo, pelo futebol português em geral, assim como, nas medidas que se podem e devem a adoptar a curto e médio prazo com vista a combater localmente esse mesmo desinteresse.
Por agora, parece-me mais importante situar o debate nas causas justificadoras do desinteresse do público aveirense pelo seu Clube e, de certo modo, pelo futebol português em geral, assim como, nas medidas que se podem e devem a adoptar a curto e médio prazo com vista a combater localmente esse mesmo desinteresse.
Ligações:
Publicado por Nuno Q. Martins 16:21 | | 10 Comentário(s)
FUTSAL: Época 2006-2007
A apresentação do plantel sénior à imprensa decorreu na passada Segunda-Feira no Pavilhão do Beira-Mar. A formação «auri-negra» iniciará a sua participação nos campeonatos nacionais (3ª divisão) no dia 30 de Setembro às 18h30, recebendo o CRECOR. Esta época reserva-nos, ainda, dois "derbies" apetecíveis, frente ao Lamas e Gafanha.Até ao momento, a equipa conta com os seguintes reforços: Diogo, (ex-modicus, tendo antes jogado no SC Beira-Mar), Daniel (ex-Arca), Paulito e Fred (ex-Travassô) e Maduro (ex- coimbrão), sendo muito provável a inclusão de um atleta brasileiro que já se encontra a treinar no clube.
Pela primeira vez na curta história da secção, a época inicia-se sem a pressão da subida de divisão. Ainda assim, a confiança dos atletas e treinadores passa por vencer "jogo a jogo" e ter uma palavra a dizer nos lugares cimeiros da classificação.
Ao longo destas semanas arrancam também as actividades nos escalões de formação. Esta época acompanharei com especial atenção o desenvolvimento das equipas jovens do futsal Beiramarense em virtude de assumir uma colaboração com a secção na coordenação dos júniores e juvenis.
Publicado por Nuno Q. Martins 01:51 | | 4 Comentário(s)
BASQUETEBOL: Constituição do plantel
O Beira-Mar, após dois anos de interregno, volta este ano a competir oficialmente com uma equipa sénior masculina no CNB2 (Zona Norte) do basquetebol nacional. João Miguel, depois de várias épocas a trabalhar na formação do Galitos, regressa ao Beira-Mar com a função de orientar uma equipa constituída maioritariamente por atletas que anteriormente já tinham representado o clube. É o caso, por exemplo, de Carlos Martins e de Artur Aleixo, ambos com dez anos de clube, ou até mesmo dos mais conhecidos Rui Martins, Fernando Santos e António Alberto, um trio que, na condição de ex. jogadores do Galitos, chegou a conhecer algum protagonismo.Diogo Maia, ex. Galitos, e Bruno Machado, natural da Figueira da Fiz, são os dois únicos jogadores que nunca tinham passado pelo clube. Francisco Dias, Simão Quina, Artur Rosa, Jorge Farias, Ricardo Pinto, Sérgio Loureiro e Hugo Reis completam o plantel.
Numa equipa totalmente amadora, formada por atletas que jogam por «amor à camisola», torna-se difícil treinar diariamente, daí João Miguel só conseguir ministrar três treinos por semana. «Nesta fase era importante treinarmos todos os dias, mas não é mesmo possível», lamenta o treinador, que ainda assim, se mostra optimista perante este novo desafio da sua carreira. «Sei que estamos a começar tudo de início mas estou animado porque foi aqui, há dez anos atrás, que comecei no basquetebol», afirma.
Sobre a participação no campeonato do CNB2, com início marcado para o dia 22 de Outubro, o treinador aveirense coloca ainda muitas reservas quanto às possibilidades da sua equipa, até porque «ainda não sei muito bem que equipas é que vão entrar» num campeonato que vai conhecer vários «derbies» entre equipas da região.
Pedro Neves in DesportoAveiro
Publicado por Nuno Q. Martins 20:53 | | 9 Comentário(s)
Ainda o último jogo...
Além das estórias do Narciso Cruz, já devem ter reparado que o o BN esta época conta com a colaboração do Filipe Guerra que contribuirá com alguns artigos de opinião e análise aos jogos do Beira-Mar em casa. Tal como o Narciso, o Filipe tem total liberdade para escrever o que lhe vai na alma e quando lhe apetecer, pelo que, não existe nenhum regime de periodicidade dos seus artigos. Entretanto, ainda no rescaldo do jogo com o Desp. das Aves, passo a publicar a análise do Filipe e a recomendar a leitura de alguns comentários efectuados no post anterior muito pertinentes.O Nuno, sobre o jogo, terá colocado as questões essenciais - a meu ver - correctamente. Apenas acrescentaria algumas impressões minhas.
Há vários jogadores que nitidamente não têm categoria para a primeira divisão. Não acho que o Ribeiro tenha qualidades que justifiquem a titularidade. Parece-me que o Jorge Silva tem de repensar o seu papel dentro da equipa, numa perspectiva desportiva. Tininho, com a bola, tem de levantar a cabeça. Gostava de, pelo menos por uma vez, ver o Buba a jogar.
O problema dos jogadores brasileiros acabados de chegar, muitas vezes, é a velocidade. Ratinho e Farah, disto são dois belos exemplos. Ratinho agarra-se demasiado à bola (o que acaba por atrasar as transições) e Farah não corre sequer. Diogo Macedo, ainda nem o vi.
No ataque, Rui Lima esteve muito marcado, a equipa sentiu a falta dele. Leitão insiste em ser um guerreiro (no segundo golo ele teve importância), pena ter falhado tantos passes. Insisto, Roma (que irá ter um largo futuro) faz muita falta á equipa.
Mais:
Diakité e Jardel - pela entrega ao jogo, pela força física e pelo jogo de cabeça (pena falhar um golo fácil). O Diakité é um caso sério. Jardel, por tudo. Por aguentar a pressão, pelo esforço que tem feito, pela resposta com um golo aos imbecis que se entretinham em piadas e comentários idiotas aquando da sua chegada.
Menos:
A defesa - não está preparada para a primeira divisão. Se contra o Aves (com todo o respeito) sofre dois golos em casa, contra as outras equipas vai sofrer muitos mais.
Outros aspectos...
A organização do jogo voltou a falhar. Não faz sentido anunciar segunda ou Terça-Feira a venda antecipada de bilhetes e só os ter disponíveis na Quinta-Feira. Pior que isso, só o preço dos bilhetes. A massa associativa do Beira-Mar e os aveirenses em geral, nunca deram provas de grande capacidade financeira, assim, os preços praticados voltaram a afastar o povo do futebol.
A “história” dos equipamentos é mais uma "história" esquisita (já havia poucas...), nunca na minha vida vi um clube não ter equipamentos no inicio do campeonato. Espero que este atraso, ao menos, sirva para acabar com esta estratégia de “branqueamento” do clube.
Desabafo...
Há vários jogadores que nitidamente não têm categoria para a primeira divisão. Não acho que o Ribeiro tenha qualidades que justifiquem a titularidade. Parece-me que o Jorge Silva tem de repensar o seu papel dentro da equipa, numa perspectiva desportiva. Tininho, com a bola, tem de levantar a cabeça. Gostava de, pelo menos por uma vez, ver o Buba a jogar.
O problema dos jogadores brasileiros acabados de chegar, muitas vezes, é a velocidade. Ratinho e Farah, disto são dois belos exemplos. Ratinho agarra-se demasiado à bola (o que acaba por atrasar as transições) e Farah não corre sequer. Diogo Macedo, ainda nem o vi.
No ataque, Rui Lima esteve muito marcado, a equipa sentiu a falta dele. Leitão insiste em ser um guerreiro (no segundo golo ele teve importância), pena ter falhado tantos passes. Insisto, Roma (que irá ter um largo futuro) faz muita falta á equipa.
Mais:
Diakité e Jardel - pela entrega ao jogo, pela força física e pelo jogo de cabeça (pena falhar um golo fácil). O Diakité é um caso sério. Jardel, por tudo. Por aguentar a pressão, pelo esforço que tem feito, pela resposta com um golo aos imbecis que se entretinham em piadas e comentários idiotas aquando da sua chegada.
Menos:
A defesa - não está preparada para a primeira divisão. Se contra o Aves (com todo o respeito) sofre dois golos em casa, contra as outras equipas vai sofrer muitos mais.
Outros aspectos...
A organização do jogo voltou a falhar. Não faz sentido anunciar segunda ou Terça-Feira a venda antecipada de bilhetes e só os ter disponíveis na Quinta-Feira. Pior que isso, só o preço dos bilhetes. A massa associativa do Beira-Mar e os aveirenses em geral, nunca deram provas de grande capacidade financeira, assim, os preços praticados voltaram a afastar o povo do futebol.
A “história” dos equipamentos é mais uma "história" esquisita (já havia poucas...), nunca na minha vida vi um clube não ter equipamentos no inicio do campeonato. Espero que este atraso, ao menos, sirva para acabar com esta estratégia de “branqueamento” do clube.
Desabafo...
É triste sair do estádio com um empate, quando a vitória era necessária não só para a equipa mas também para o clube. É triste a televisão transmitir um jogo com três mil pessoas. O clube tem que passar outra imagem de si mesmo. Nem daqui a vinte anos o Beira-Mar vai ter trinta mil adeptos no estádio, mas, no Sábado podia ter muito mais que três mil.
Filipe Guerra
Publicado por Nuno Q. Martins 14:43 | | 8 Comentário(s)
Equipa de equívocos...
Este ano até tinha prometido a mim próprio não comentar os aspectos tácticos dos jogos do Beira-Mar. Tenho o Augusto Inácio em boa conta e considero-o um bom treinador, mas, se porventura as palavras que eu profiro por estes lados lhe chegam aos ouvidos, é provável que ele já nem me possa ver à frente. No entanto, quero deixar bem claro que os meus comentários e os meus reparos têm sempre em vista a manifestação de um sentimento, o de que algo poderia e deveria ter corrido melhor. Gosto muito do Beira-Mar e das piores coisas que me podem acusar é a de usar este espaço para destabilizar o Clube. No entanto, permitam-me que faça agora todas as observações que tenho a fazer, quando ainda vamos a tempo de corrigir erros. Depois, oxalá que corra tudo pelo melhor e possamos estar a salvo de qualquer "surpresa" menos agradável. É que nas alturas de desespero, as críticas têm que ser colocadas numa gaveta e todo o apoio é fundamental. Só quem não gosta do Clube é que não consegue afastar a razão nesses momentos, deixando prevalecer a voz do coração. Sempre foi esta a minha postura, mesmo quando liderei os Ultras Auri-Negros e fui muito criticado quando, por exemplo, há algumas épocas atrás fui o mentor de uma frase bastante crítica em relação à postura da equipa de António Sousa, ainda no início do campeonato. Depois o tempo veio a dar razão às minhas preocupações e o Beira-Mar acabou essa época com as calças na mão. Estou a recordar a época 2002-2003, em que modéstia à parte, os UAN foram importantíssimos no apoio à equipa que só se salvou da despromoção na última jornada, vencendo em casa o Marítimo.
Serviu esta introdução para clarificar a minha posição. Infelizmente, não têm sido raras as vezes que me sinto obrigado a fazê-lo. E isso desgasta e desmotiva. Por vezes, invejo aqueles que vão ao futebol porque têm convites para os camarotes, lancham e convivem com os políticos e industriais da nossa praça e, no final, mesmo que o Beira-Mar não ganhe ou jogue mal, para eles é indiferente. Estiveram lá e fizeram-se notar. O resultado do jogo, a exibição da equipa, a situação do Beira-Mar é lhes quase indiferente. Têm essa capacidade de sair do Estádio sempre bem dispostos. E venho eu para casa amargurado, triste por não termos ganho, triste por achar que temos uma equipa equivocada, triste por só termos três mil espectadores num Estádio para trinta mil... e essa tristeza perssegue-me até à véspera do jogo seguinte, altura em que se renova a esperança num bom resultado, numa boa exibição e, talvez, numa "casa" melhor...
Serviu esta introdução para clarificar a minha posição. Infelizmente, não têm sido raras as vezes que me sinto obrigado a fazê-lo. E isso desgasta e desmotiva. Por vezes, invejo aqueles que vão ao futebol porque têm convites para os camarotes, lancham e convivem com os políticos e industriais da nossa praça e, no final, mesmo que o Beira-Mar não ganhe ou jogue mal, para eles é indiferente. Estiveram lá e fizeram-se notar. O resultado do jogo, a exibição da equipa, a situação do Beira-Mar é lhes quase indiferente. Têm essa capacidade de sair do Estádio sempre bem dispostos. E venho eu para casa amargurado, triste por não termos ganho, triste por achar que temos uma equipa equivocada, triste por só termos três mil espectadores num Estádio para trinta mil... e essa tristeza perssegue-me até à véspera do jogo seguinte, altura em que se renova a esperança num bom resultado, numa boa exibição e, talvez, numa "casa" melhor...
O jogo de ontem
Não me vou alongar muito em relação ao jogo de ontem. A edição online do jornal O Jogo tem uma boa peça sobre o mesmo que sintetiza a ideia geral que igualmente partilho.
No entanto, sinto-me tentado a dar algumas opiniões que têm o valor que cada leitor lhes quiser atribuir.
Apesar de não ter tido culpa nos golos sofridos, continuo a não gostar do guarda-redes Todor. Pode ser razoável entre os postes mas não me inspira confiança. Parece uma estaca à frente da baliza que quando vê a bola lhe ser atrasada com os pés entra em curto-circuito e treme por todos os lados. Gritante a passividade dele num lance, já na segunda parte, em que o Alcaraz fica a fazer a cobertura para que ele saia da baliza e agarre a bola. Ao constatar a inércia do seu guarda-redes, o Alcaraz lá se decidiu e bem por aliviar a bola...
Na defesa. Vou repetir-me em relação à ideia que sempre defendi e, inclusivamente, uma vez tive oportunidade de transmitir ao Luís Campos quando este esteve em Aveiro. Já serve para dar uma noção do amadurecimento desta minha convicção. Sou um apreciador das qualidades do Jorge Silva e do Alcaraz. No entanto, continuo a afirmar que os dois não devem jogar juntos no eixo da defesa. Ambos são bons na posição de "líbero", em linguagem futebolística, a "fazer as dobras" e a liderar a defesa. Acontece, porém, que nenhum é central de marcação. Nenhum dos dois tem as características essenciais para fazer essa posição, velocidade e capacidade de antecipação. Logo, ambos jogam lado-a-lado, numa defesa à zona aos avançados contrários. É um sistema ruinoso quando o adversário tem jogadores rápidos na frente que se movimentam bem nas costas dos centrais. Como não há uma marcação em cima, homem-a-homem, o central que no início da jogada não tem ninguém para marcar é surpreendido nas costas pelo avançado adversário que se encontrava no raio de acção do colega. E assim apareceram vários jogadores do Desportivo das Aves isolados à frente da baliza do Beira-Mar. E até mesmo nos foras-de-jogo, para que funcionem, a movimentação deve estar dependente do líbero que tem por missão comandar a defesa. Colocar Alcaraz e Jorge Silva juntos na mesma defesa, é como colocar dois galos na mesma capoeira. Já na Liga de Honra, jogos houve em que a defesa tremeu, mas o imperial Diakite ou o experiente Torrão davam uma ajuda à qual se juntava a fragilidade ofensiva da maioria das equipas. Agora, novamente na Liga principal, defrontando equipas com avançados rápidos e experientes, o receio confirma-se. Claro que se pode sempre colocar o "trinco" a funcionar como "terceiro central" quando a equipa perde a bola, mas esse é o primeiro passo para fazer recuar a equipa no campo e perder capacidade de efectuar a chamada "pressão-alta".
Em relação aos laterais Ribeiro e Tininho. O que eu disse sobre o jogo-treino em Rio Maior frente ao U. Leiria, na final do torneio que se realizou na pré-temporada, aplica-se. Apesar de algumas desatenções defensivas, aquilo que me choca particularmente é falta de qualidade dos cruzamentos que ambos efectuam. E se os alas derivam para o meio no sentido de abrir espaços para os laterais subirem, se os cruzamentos não saem ou saem mal, então não há sistema que resulte para a cabeça de Jardel ou Jorge Leitão.
Em relação ao meio-campo, Diakite continua a ser o melhor e o Torrão, ainda que mais discreto, é essencial nas compensações e a "fechar espaços". Os jornais têm insistido nessa tecla e sou levado a dar-lhes razão. O Ratinho é muito "bom de bola" mas ainda não atinou com o "timing" no passe. Espero que tenha capacidade para evoluir pois o talento está lá.
No ataque, o Rui Lima tem sido dos elementos mais activos. Ontem esteve algo desinspirado. Acaba por aparecer poucas vezes a cruzar - o que é pena - porque deriva para o meio, no sentido de libertar a linha para as subidas do Tininho.
O Jorge Leitão é o mesmo de sempre. Muita luta e não desiste de nenhum lance. No entanto, gosto muito mais de o ver na área do que a receber bolas na linha. Não é jogador de criar desiquilíbrios em drible ou em velocidade no "um-para-um". A sua maior utilidade neste sistema é aproveitar os espaços que o Mário Jardel possa criar ou vice-versa.
Quanto ao Jardel, tenho gostado da sua evolução. No entanto, e isso não será culpa dele, não gosto de ver o Beira-Mar a jogar exclusivamente para ele. As defesas contrárias estão muito atentas ao Jardel e tanto em cruzamentos como em lances de bola parada, seria muito útil ao Beira-Mar explorar outros jogadores que possam aparecer, como fez (e bem) o Diakite algumas vezes. Gostei do Vasco Matos. Arrisco-me a dizer que partiu dele o melhor cruzamento em toda a segunda parte. Quanto ao Farah, alguém que lhe ponha "nitro" porque a jogar àquela velocidade nem em matraquilhos tem lugar. O Jorge Vidigal entrou para segurar o resultado mas não chegou...
Em jeito de conclusão, sou da opinião que o Beira-Mar tem um bom plantel e tem condições para praticar um futebol muito agradável e eficaz quando alguns dos equívocos do actual sistema forem resolvidos. Tenho esperança que o Danrlei seja bem melhor que o Todor e agarre a titularidade nos próximos tempos. Já em relação à defesa, acho pouco provável que o Inácio proceda a alterações e seja o que "Deus quiser...".
Quanto ao ataque, exige-se mais mobilidade. Mais penetrações dos médios, mais jogo à linha e cruzamentos, pelo menos, "reciclaveis".
O Mário Jardel
Já tive oportunidade de o dizer neste post. Estou a gostar de o ver em campo. Lamento apenas que alguns jogadores só vejam o Jardel em campo e tentem colocar balões disparatados na frente. Esse tipo de futebol não resulta. Uma coisa são cruzamentos efectuados a partir do bico da grande-área, outra são balões que morrem na cabeça dos defesas ou nas mãos do guarda-redes adversário.
A propósito, gostei das palavras de Augusto Inácio sobre o Jardel numa entrevista recente ao Diário de Aveiro que pode ser lida por esta via.
Três mil e poucos...
Nos minutos que antecederam o início da partida fiquei desolado. O Beira-Mar estava prestes a iniciar a "Liga Bwin", num jogo televisionado, com uma assistência idêntica à maioria dos jogos da Liga de Honra. Nem o efeito "Mário Jardel" trouxe mais gente ao estádio. Ou melhor, secalhar até trouxe, o que realça ainda mais a minha preocupação.
A bancada poente estava bem composta. Os camarotes e as tribunas também. A bancada norte e a nascente muito despidas e, no topo sul, a bem organizada Força Avense (claque do Aves) fazia-se ouvir muito bem.
Sobre esta questão do público e da ausência de apoio à equipa, uma temática que constantemente é desvalorizada e que a mim tanto me diz, tenciono voltar noutro post no decorrer desta semana.
Os equipamentos
Tenho, propositadamente, desvalorizado esta questão aqui no BN. E a culpa é de alguns anónimos que utilizam sistematicamente esse assunto para apedrejar a actual direcção do Beira-Mar.
Foi muito oportuno o comunicado no site oficial que justificou a utilização do equipamento alternativo da época passada neste jogo.
Confesso que também eu já estou farto de ver o Beira-Mar a actuar de branco e tenho saudades da camisola amarela e dos calções pretos. Essas são as cores estatutárias do Clube e são as cores com as quais sempre me identifiquei. Acho que o branco combina bem com elas, mas não pode substituir nenhuma delas. A identidade do Beira-Mar, que actua num estádio "multi-cor" e quase "neutro", necessita de factores de revitalização. A descaracterização do equipamento principal é mais uma machadada nos elementos de identificação dos adeptos com o Clube.
Publicado por Nuno Q. Martins 12:49 | | 13 Comentário(s)
Análise ao Beira-Mar vs Celta de Vigo
O Beira-Mar entrou em campo com aquele que seria o seu onze mais forte, à excepção de Roma, tácticamente nitidamente em 4x3x3, sendo que, com a profundidade conferida pelas subidas de Tininho e Ribeiro, os 3 jogadores mais adiantados acabavam por aparecer na área ou perto dela. O que em termos teóricos é bem construído. Assim, facilmente apareciam 4 ou 5 jogadores do Beira-Mar nos últimos 10 metros do terreno.
Na primeira-parte houve, de facto, 15 ou 20 minutos de bom futebol do Beira-Mar, em que se demonstrou que este modelo táctico proporciona um futebol bonito se for bem desenvolvido. O desafio colectivo do Beira-Mar será alargar este período de bom futebol, de 20 minutos para muitos mais minutos.
Por sectores:
Sobre a defesa. Foram muito, muito visíveis as dificuldades da defesa nas situações de contra-ataque. Os laterais (Ribeiro e Tininho) subiam e tinham depois dificuldades em recuar defensivamente a tempo (fisicamente é insuportável “fazer o campo inteiro” tantas vezes). Não duvido que Jorge Silva tenha imensas qualidades, mas também tem muitas dificuldades em recuperar. Durante o jogo, o Celta só criou perigo em contra-ataque, e o Beira-Mar podia ter perdido o jogo em 4 ou 5 situações claras de golo, em que valeu Todor e alguma azelhice galega.
O meio-campo, por motivos óbvios, tem rotinas, contudo, a 1ªLiga vai exigir outra disponibilidade defensiva e outro acerto no passe e troca de bola, que não se revelou durante o jogo. Destaca-se o jogo feito por Diakité, quer a destruir jogo adversário (fisicamente esteve insuperável), quer a construir jogo.
O ataque. Rui Lima esteve muito bem no controlo de bola (ao contrário de Ratinho que prendeu demasiado a bola a si) e criativamente foi o melhor em campo, Leitão esforçou-se e por pouco não marcou na 1ªparte, Jardel encontra-se muito limitado de movimentos, nitidamente por motivos físicos (não duvido do seu esforço e vontade), tendo mesmo assim, tido duas ocasiões de golo.
O Celta não esteve em Aveiro na máxima força (longe disso), mas o Beira-Mar fez um jogo positivo (mais na primeira–parte). Para a 1ª Liga vai ser fundamental encontrar acerto defensivo. Vai ser importante ter uma transição de jogo defesa-ataque com mais discorrência. O ataque vai precisar do Jardel com uma disponibilidade física completamente diferente (o dom está lá), e claro, um Roma pronto a partir tudo com a sua rapidez e capacidade no "um para um".
Na primeira-parte houve, de facto, 15 ou 20 minutos de bom futebol do Beira-Mar, em que se demonstrou que este modelo táctico proporciona um futebol bonito se for bem desenvolvido. O desafio colectivo do Beira-Mar será alargar este período de bom futebol, de 20 minutos para muitos mais minutos.
Por sectores:
Sobre a defesa. Foram muito, muito visíveis as dificuldades da defesa nas situações de contra-ataque. Os laterais (Ribeiro e Tininho) subiam e tinham depois dificuldades em recuar defensivamente a tempo (fisicamente é insuportável “fazer o campo inteiro” tantas vezes). Não duvido que Jorge Silva tenha imensas qualidades, mas também tem muitas dificuldades em recuperar. Durante o jogo, o Celta só criou perigo em contra-ataque, e o Beira-Mar podia ter perdido o jogo em 4 ou 5 situações claras de golo, em que valeu Todor e alguma azelhice galega.
O meio-campo, por motivos óbvios, tem rotinas, contudo, a 1ªLiga vai exigir outra disponibilidade defensiva e outro acerto no passe e troca de bola, que não se revelou durante o jogo. Destaca-se o jogo feito por Diakité, quer a destruir jogo adversário (fisicamente esteve insuperável), quer a construir jogo.
O ataque. Rui Lima esteve muito bem no controlo de bola (ao contrário de Ratinho que prendeu demasiado a bola a si) e criativamente foi o melhor em campo, Leitão esforçou-se e por pouco não marcou na 1ªparte, Jardel encontra-se muito limitado de movimentos, nitidamente por motivos físicos (não duvido do seu esforço e vontade), tendo mesmo assim, tido duas ocasiões de golo.
O Celta não esteve em Aveiro na máxima força (longe disso), mas o Beira-Mar fez um jogo positivo (mais na primeira–parte). Para a 1ª Liga vai ser fundamental encontrar acerto defensivo. Vai ser importante ter uma transição de jogo defesa-ataque com mais discorrência. O ataque vai precisar do Jardel com uma disponibilidade física completamente diferente (o dom está lá), e claro, um Roma pronto a partir tudo com a sua rapidez e capacidade no "um para um".
Filipe Guerra
Publicado por Nuno Q. Martins 18:04 | | 4 Comentário(s)
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