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quarta-feira, 11 de abril de 2007

Estupidez à medida

O Benfica é o maior clube nacional. É o clube que arrasta mais adeptos, movimenta mais dinheiro e move mais influências. A grandeza do Benfica é inquestionável e internacionalmente é um motivo de orgulho para todos os portugueses.
O incrível é a estupidez de muitos adeptos benfiquistas bem patentes nalguns comentários em sites de jornais desportivos sobre os pseudo-insultos do Vice-Presidente do Beira-Mar ao jogador Rui Costa. Sem que tenham visto o que realmente se passou, não se coíbem em mandar bitaites adjectivando o dirigente em causa e o Beira-Mar por tabela. O seu jogador, símbolo do clube, não deve ser humano nem deve ter emoções, aliás, deve ser perfeito como os anjinhos no céu...
Outro aspecto que eu já desconfiava é que o número de visitas do BN é inflacionado pelas visitas de vários camaleões. Durante a época, dizem-se muito Beiramarenses, mas nestes jogos cai-lhes a capa. O que aqui escrevo parte de um Beiramarense convicto para outros Beiramarenses. Quem não gosta tem muitas alternativas, pois existem muitos blogues do Benfica, do Porto e do Sporting.
De facto, o Beira-Mar é, actualmente, um Clube sem identidade, mas não é com certos contributos que ela se recuperará. E este recado em jeito de crítica é extensível tanto a dirigentes como a adeptos.

Jogo da época!

O SC Beira-Mar lembrou-se que ainda tem alguns adeptos e sócios que gostam do clube e está a preparar uma operação especial para a deslocação a Setúbal, disponibilizando vários autocarros para o efeito.
Reunião com o Movimento 1922
Na Segunda-Feira, pela manhã, decorreu no EMA a prometida reunião entre o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Beira-Mar e os representantes do Movimento 1922. O "balanço" da reunião pode ser lido no blog do Movimento 1922.

Palhaço Costa outra vez

Eu tinha planeado fazer 2/3 posts sobre o jogo com o Benfica e só depois abordar outros assuntos. No entanto, fiquei atónito ao saber hoje da nomeação deste "artista" para o jogo em Setúbal. É o mesmo que arbitrou o Beira-Mar x Leiria esta época, lembram-se? Não acredito em coincidências e não auguro nada de bom para o Beira-Mar em Setúbal no que à arbitragem diz respeito...

Viagem com os Ultras Auri-Negros
Bem sei que se torna difícil acreditar na verdade desportiva no futebol português. Também sei que o Beira-Mar é hoje um clube descaracterizado. Mesmo assim, desafio os verdadeiros Beiramarenses para irem até Setúbal dar o seu apoio à equipa num jogo que será determinante para as aspirações da equipa auri e também um bocadinho negra. Em nome do futuro do Clube, a permanência na Liga Bwin é fundamental.
A concentração dos adeptos está marcada para as 9:45 de Domingo, estando a saída prevista para as 10:30 do pavilhão do Beira-Mar.
Os preços são extremamente acessíveis e incluem um cachecól e um ingresso para o jogo com a Académica: 10€ (sócios UAN), 12,5€ (estudantes) e 15€ (geral). As inscrições podem ser efectuadas através dos números: 919010025 ou 914861319.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Insultos e quase agressões?

As notícias do jornal Record e do jornal O Jogo que dão conta de insultos e alguma agressividade do dirigente João Silva do Beira-Mar em relação ao jogador Rui Costa do Benfica são uma vergonha para o Clube. Reparem nos comentários já efectuados pelos leitores no site do Record (link em cima). No entanto, reparem também como o título do artigo refere uma "quase agressão", ou seja, uma "quase notícia".
Penso que a direcção do Beira-Mar não pode ficar indiferente e deverá tomar uma posição pública sobre este assunto.
Sinceramente, custa-me a acreditar na intensidade da notícia. A imagem que tenho do Sr. João Silva é de uma pessoa muito calma e com uma educação acima da média. Se a exaltação tiver fundamento na emotividade do próprio jogo, penso que ninguém perde se houver uma reconciliação pública. Dentro do campo, na intensidade do jogo, os jogadores também se pegam e isso não significa necessariamente que se tornem inimigos.
Espero e peço apenas, como Beiramarense, que esta situação seja esclarecida porque a imagem do Beira-Mar já anda pelas ruas da amargura que não havia necessidade disto...

Lucililidades...

Não me apetece escrever sobre o jogo. O resultado até pode ser considerado "justo", mas a arbitragem do Lucílio "Habilidoso" Baptista tira qualquer um do sério. Não entro nas discussões sobre os foras-de-jogo possivelmente mal-assinalados nem sobre o penalty que permitiu ao Sim(ul)ão igualar a partida.
A dualidade de critérios deste árbitro em favor do Benfica foi gritante. A intimidação e os cartões amarelos aos jogadores do Beira-Mar uma constante. Até o banco do Beira-Mar foi advertido ainda na primeira parte. Um número incrível de faltas (?) à entrada da área do Beira-Mar. Enfim, o costume vindo deste caramelo.
Já são tantos e tantos jogos que assisti arbitrados por este habilidoso. Na memória, ainda me estão atravessados o Guimarães X Beira-Mar em 04-05 e o Benfica X Beira-Mar, na mesma época, nos quartos-de-final da Taça de Portugal. Alguém se lembra?
Este indivíduo é um lacaio do Benfica e da sua tribo de aliados. Que o diga o Leiria que pagou a factura de ser um dos "aliados" do FC Porto. Quem não anda nisto há dois dias sabe do que estou a falar...
Claro que a imprensa desportiva nacional vai abafar o que se passou em Aveiro. Se fosse ao contrário, teríamos uma semana de "choradinho público". Assim continua o futebol português, submisso a certos grupos de pressão dominados pelas camisolas que pesam mais.

Durante esta semana...
Fica prometida uma pequena análise do jogo e, mais uma vez, às más opções de Soler que escancaram a baliza auri-negra, facilitando muito o "assalto vermelho" na segunda parte. Também a ausência de pressão da defesa Beiramarense sobre o adversário que conduz a bola é algo que me custa a aceitar.
Abordarei, ainda, alguns aspectos relacionados com a organização do jogo, à (des)atenção dos responsáveis.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Movimento 1922 entrega documento

Tal como ficou definido na reunião magna do movimento realizada no dia 19 de Janeiro no auditório do Instituto Português da Juventude, uma representação do M1922 será recebida pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral do SC Beira-Mar, o Sr. António Rodrigues Graça, na sede do clube pelas 11:30, no sentido de entregar em mão um documento que congrega as principais ideias e reflexões partilhadas pelos associados. [LER COMUNICADO]

sábado, 7 de abril de 2007

C-A-M-P-E-Õ-E-S

A equipa júnior de futsal do SC Beira-Mar sagrou-se hoje campeã distrital ao vencer em casa do NEGE por 5-7.
Foi um campeonato notável na primeira época que a secção de futsal inscreveu uma equipa júnior.
Agora, vem aí a Taça Nacional onde os nossos jovens defrontarão algumas das melhores equipas nacionais, nomeadamente o S. João, o Freixieiro e ABC de Nelas.
Neste momento de festejos, uma palavra especial para o atleta João Santos que, a meio da época, sofreu um acidente terrível e para os atletas a quem a direcção do clube cancelou os transportes (lembram-se?).
Toda a equipa está de parabéns, assim como a direcção da secção que sempre deu todo o apoio possível a esta equipa. Daqui envio um abraço especial ao Luís Silva e ao José António (treinadores) e ao coordenadores (Hugo Graça, Tiago Maia e João Neves). Todos eles são CAMPEÕES!!!
No próximo Sábado (16:00), apelo aos Beiramarenses que tenham essa disponibilidade para que se desloquem ao Pavilhão do Alboi para aplaudir os nossos miúdos no último jogo do campeonato contra o Saavedra Guedes. Eles merecem!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Segurança

A PSP volta a assumir a responsabilidade pela segurança nos jogos do Beira-Mar em casa pela mão do Comissário Loureiro com quem tive oportunidade de colaborar no «velhinho» Mário Duarte, sendo eu o responsável pelos Ultras Auri-Negros na altura. Da experiência que tivémos, reconheço no Comissário Loureiro uma pessoa sensata e competente. No entanto, prevejo alguns problemas na próxima Segunda-Feira, sobretudo, situações de "excesso de zelo". É que os incidentes do Benfica x Porto ainda estão muito presentes na memória colectiva e os polícias, geralmente, reagem muito mal à pressão. Desconfio que haja uma exagerada vontade de "mostrar trabalho", o que pode irritar seriamente algumas pessoas e despoletar situações de todo escusadas. Espero que o Comissário Loureiro e os seus homens estejam à altura desta "empreitada" e não entrem pela via de implicar com tudo. Deve haver capacidade para discernir que se tratam de jogos com contextos diferentes, logo, riscos diferentes. No que concerne às claques, pela experiência que tenho desse «mundo», o melhor método é o diálogo e a sensatez.
O jogo de Segunda-Feira só é de alto risco face ao número de pessoas que se prevê que estejam envolvidas no evento. De resto, as maiores preocupações da polícia devem centrar-se no escoamento do trânsito e na gestão dos parques de estacionamento.
No interior do estádio, o principal problema será, porventura, a ocupação dos lugares (à atenção dos ARDs da 2045). Prevejo que alguns sócios do Beira-Mar com lugar anual se vejam aflitos para se sentarem nos seus lugares.
Espero que tudo corra bem e desejo as maiores felicidades ao Comissário Loureiro e aos seus agentes. Uma palavra de apreço para os GNRs, especialmente os do NIC, que estiveram em funções no EMA nos últimos quatro anos.

Iª Liga Bênêbola - 24ª Jornada


Palpite para o próximo jogo:
SC Beira-Mar vs SL Benfica

IIª Liga Bênêbola - 24ª Jornada


Palpite para o próximo jogo:
SC Beira-Mar vs SL Benfica

quinta-feira, 5 de abril de 2007

A bandeira...

Comecei a ir à bola com 7/8 anitos. Na altura, os putos não pagavam bilhete e o meu pai, que raramente falhava um jogo em casa, começou a desafiar-me para ir com ele. Digamos que era um desafio para o qual não tinha grandes hipóteses de me furtar. É que a minha mãe queria ficar sossegada a tratar das lides domésticas que lhe corriam melhor sem ninguém em casa. E lá ia eu, com o meu pai e os seus amigos. O gosto pelo clube e pelo futebol tornou-se natural. Na escola, os intervalos eram passados a jogar futebol, ao ponto de acumular na mochila os pães que a minha avó me arranjava para o lanche. Certo dia, levei um raspanete e tanto quando a minha avó calhou de me ver a mochila e lá encontrou uma série de cadáveres de sandes, entretanto, petrificadas... O meu alimento nos intervalos das aulas era a bola.

Habituado a ver todos os jogos do Beira-Mar em casa, ficava seriamente aborrecido quando algum dos «grandes» visitava Aveiro. O meu pai dizia que era muita confusão, as pessoas não se sentavam, enfim, não valia a pena eu ir porque seria uma preocupação acrescida para ele e eu não conseguiria ver nada do jogo.

Durante algum tempo, conformei-me... O meu pai nunca foi pessoa de se dar a uma discussão comigo e eu reconhecia-lhe a razão sem pestanejar.

Decorria a época 90-91, a melhor época de sempre do Beira-Mar. A última jornada reservava uma visita à casa do Campeão, o SL Benfica. O meu tio e as minhas primas convidaram-me para ir a Lisboa passar o fim-de-semana com eles. O programa incluia uma visita ao jardim zoológico no Sábado e a ida ao Estádio da Luz no Domingo, para assistir ao Benfica X Beira-Mar.

Lá fui eu, com 9 anos, envolvido numa comitiva familiar toda benfiquista...

Chegados ao estádio, há uma imagem daquelas que marcam os miúdos. Um pano gigante pendurado na entrada principal do estádio com os dizeres «Benfica Campeão Nacional!». Uma maré vermelha abafava-me. Tanta gente... afinal de contas, era o jogo da consagração dos campeões e o Estádio da Luz estaria a abarrotar. Mais de cem mil pessoas... e o meu pai que nunca me tinha deixado ir ver os jogos com os «grandes» em Aveiro por causa da confusão...

Ao passarmos por uma das muitas barracas de bandeiras e cachecóis, as minhas primas interpelaram o meu tio porque queriam uma bandeira. O meu tio acedeu e compraram uma bandeira enorme do Benfica, que aos meus olhos parecia tocar o céu. De pronto, o meu tio mandou-me escolher uma também. Começaram logo todos a opinar: "Esta! Esta é melhor! Olha esta que diz "Campeão"! Ou esta que tem o estádio!"... Mas os meus olhos estavam vidrados numa das mais pequenas da barraca. A que estava solitária, no cantinho, possivelmente sem esperança de ser vendida. "Quero aquela!" - apontei eu. "Mas aquela é do Beira-Mar!" - exclamou o meu tio. "Hoje é o dia de festa do Benfica! Compra uma do Benfica" - dizia uma das minhas primas. Mas a minha decisão estava tomada. Era aquela ou não queria nenhuma.
Empenhado em deixar-me contente, o meu tio comprou-me a bandeira. Custou 500$ e ainda hoje a guardo religiosamente. No meio da maré vermelha, o Beira-Mar teve, pelo menos, um adepto identificado naquelas imensas bancadas, à altura ainda sem cadeiras.
O Benfica ganhou 3-0 e o Rui Águas sagrou-se o melhor marcador do campeonato, mas o orgulho pelas minhas cores não se ressentiu. Quando chegámos à carrinha do meu tio, abri o vidro e coloquei a bandeira à janela. A minha bandeira era bela... aquele amarelo dourado no meio das listas negras encantava-me. A partir desse dia, nunca mais a minha família questionou o meu Beiramarismo nem me tentaram vender o peixe dos "lampiões", dos "lagartos" ou dos "tripeiros". Sempre tive muito orgulho em dizer que sou de Aveiro e do Beira-Mar!
Escusado será dizer que o meu pai nunca mais me obrigou a ficar em casa nos jogos com os «grandes». Na época seguinte, a mesma em que pedi ao meu pai o cartão de sócio como presente de aniversário, assisti de pé, empunhando a minha bandeira, à vitória do Beira-Mar sobre o Benfica por 2-1 (dois golos do Miranda, alguém se lembra?).

Na próxima Segunda-Feira, uma maré vermelha invadirá o Estádio Municipal de Aveiro. A mística do «velhinho» Mário Duarte perdeu-se. A identidade do Clube também já conhceu melhores dias... Já lá vai o tempo em que os nossos jogadores eram membros integrantes da comunidade aveirense. Agora, passam cá uns meses e abalam para outros lados. Nem sequer chegam a conhecer a história do clube, a sua mística. Estamos transformados num super-mercado de jogadores e com os resultados desportivos e financeiros que estão à vista...
Tenho pena do estado a que chegou o futebol dos mercenários e o meu Clube.
Na Segunda-Feira, levarei novamente a minha bandeira talismã, que não sai de casa desde a ida ao Jamor em 1999. Uma vez que todos apelam à fé e à esperança para que o Beira-Mar não desça, este será o meu contributo mitológico pois não sou crente em superstições.
Gostava, muito sinceramente, de um dia ver o site do meu clube feliz por batermos um recorde de assistência com adeptos do Beira-Mar. Ao menos, que a receita deste jogo valha o martírio de jogar duas vezes fora com o Benfica na mesma época.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Uma mão não lava a outra...

O jogo em Alvalade teve duas partes distintas. Na primeira, o Sporting entrou pressionante e ridicularizou um Beira-Mar que se apresentou muito displicente a defender. Apesar de ter conseguido alguns contra-ataques perigosos, a equipa auri-negra só não chegou ao intervalo goleada muito por culpa das excelentes intervenções do guarda-redes Eduardo e da infelicidade sportinguista na finalização.
Ao intervalo, alguém terá avisado os jogadores que o Beira-Mar corre sérios riscos de descer de divisão e que todos os jogos são para disputar como se de uma final se tratassem. É que o Setúbal venceu nesta jornada e o Aves, por exemplo, empatou em Alvalade; ou seja, os nossos adversários fazem pela vida, enquanto nós marcamos passo.
O aviso terá tido o condão de despertar a equipa e a atitude foi bem mais positiva na segunda parte. Só que o golo do alento não surgiu e as forças físicas e anímicas pareciam desaparecer. A ganhar por 2-0, o Sporting limitou-se a gerir o encontro, procurando o terceiro golo em contra-ataque. O jogo terminou com mais algumas intervenções brilhantes de Eduardo que, a cada jogo que passa, mais me convence que é um guarda-redes acima da média.
As opções de Soler
Da minha posição de "treinador de bancada", confesso que começo a perder a paciência para a as invenções de Soler. Voltou a adaptar o Ricardo a defesa direito que se viu à rasca para parar os rápidos alas leoninos, mas até nem foi por aí que a estratégia ruíu. O principal problema esteve na incapacidade da equipa pressionar o adversário à saída do seu meio-campo. Tal como já tinha acontecido no Dragão, na Luz e no Bessa, os jogadores revelam-se exageradamente expectantes e completamente displicentes na cobertura defensiva e nas marcações individuais. Uma postura negligente que revela uma péssima preparação para enfrentar adversários que são, à partida, assumidamente superiores. E como esta (falta de) atitude tem sido recorrente e com os resultados que estão à vista, não posso ser simpático nesta apreciação. O Beira-Mar que entrou em campo foi ridículo...
Sou forçado a questionar-me porque raio o Diakité ficou no banco?! Porque raio Soler continua a insistir no Tininho (que nódoa!) a médio esquerdo? Porque saíu Edgar que até estava a ser incómodo para os centrais do Sporting e o inoperante Delibasic continuou em campo quando entrou o Diarra? Porque saíu o Ratinho, um dos mais esclarecidos em campo, na altura em que o Beira-Mar estava melhor na partida? Porque será que o Matheus só entrou a 15 minutos do final? Porquê que o Vasco Matos, um dos melhores jogadores do plantel, nem sequer é convocado? Enfim, algumas dúvidas que me assolam e provocam-me um grande cepticismo em relação às opções de Soler.
A equipa realizou uma segunda parte agradável mas um clube que está na posição em que o Beira-Mar se encontra não pode abordar os jogos desta forma. Uma equipa constrói-se de trás para a frente. Ninguém ataca bem se não defender bem primeiro. Este Beira-Mar não é, efectivamente, uma equipa. Diz que é uma espécie de... Assim, não vamos lá.
Claro que, nós os crentes, continuaremos a querer acreditar... mas não me esqueço que há dois anos vivemos uma situação idêntica e acabámos na 2ª liga. Fica o aviso, acordem enquanto é tempo.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

FUTSAL: Beira-Mar derrotado em Lamas

A equipa sénior de futsal do Beira-Mar foi derrotada em Lamas (3-1), perdendo assim a liderança da prova. Tal como se previa, o jogo teve "casa cheia", o que resulta num ambiente que alterna entre o entusiasmo e a intimidação aos intervenientes.
Os jogadores de ambos os conjuntos mostraram grande maturidade, disputando tranquilamente o jogo e não alinharam nas picardias que costumam ser habituais nestes jogos. Nesse aspecto, venceram as duas equipas e a modalidade.
Em termos de jogo, o Lamas entrou mais pressionante e ao intervalo já vencia por 2-0. Na segunda parte, o Beira-Mar foi para cima do adversário, reduziu a desvantagem e teve várias oportunidades para chegar ao empate. Só que, nestas andanças já se sabe que "quem não mata, morre" e o Lamas acabou por sentenciar o jogo com a obtenção do terceiro golo.
A equipa de arbitragem foi muito infeliz. Poderia estar aqui a enumerar um rol de lances muito mal avaliados, mas não vale a pena. O Lamas foi mais feliz e acabou por merecer a vitória. A qualidade de ambos os conjuntos merece, sem dúvida, a 2ª divisão nacional e arbitragens de melhor nível.
Em nota de rodapé, cumpre-me agradecer em nome da secção de futsal o apoio prestado à equipa por parte dos sócios e adeptos do Beira-Mar presentes em Santa Maria de Lamas. Num ambiente difícil, o comportamento da massa associativa Beiramarense dignificou o clube.
No próximo fim-de-semana, os séniores não têm jogo e as atenções estão viradas para os júniores na Gafanha da Encarnação (Sábado às 16h), onde defrontam a equipa do NEGE e, em caso de vitória, garantem o ceptro de campeões distritais.

Mentira de 1 de Abril

Como era fácil de ver, a notícia sobre a inauguração do Museu do SC Beira-Mar foi a mentira de 1 de Abril do Bancada Norte, em que até a pseudo-fonte da notícia foi inventada. :)
Para muita pena minha (e penso ser partilhada por muitos Beiramarenses), o Clube não dispõe de um espaço condigno onde figurem os troféus e outros elementos que permitam revisitar a história do Clube. É que quando se fala em "mística", "clubite" ou "valores da instituição" estamos sobretudo a falar do património histórico do Clube que importa preservar e dar a conhecer aos mais jovens por forma a que estes se integrem e tenham orgulho no clube da sua terra/região.
Quando a actual direcção tomou posse, nomeou um director para a área da museologia (o citado prof. Delfim Bismarck) que ficou com a responsabilidade de projectar o museu. A verdade é que um ano e oito meses depois (sensivelmente) nada se sabe sobre o museu e o assunto até parece esquecido...
Há uns tempos, disseram-me que muitos dos troféus do clube encontram-se encaixotados numa sala extremamente húmida nas instalações das piscinas. A ser verdade, esta é uma situação que deve ser acautelada porque, além do ansiado museu continuar a ser uma ideia (penso que ainda não passou sequer a projecto) adiada, é importante que pelo menos haja o cuidado de não deixar que os troféus se deteriorem.

domingo, 1 de abril de 2007

Museu será inaugurado no próximo fim-de-semana

Um ano e oito meses depois de se terem iniciado os trabalhos, será finalmente inaugurado o Museu do Sport Clube Beira-Mar. Trata-se de uma das promessas eleitorais mais emblemáticas da actual direcção que, desde a primeira hora, se empenhou neste projecto. O director responsável pela área de museologia, Delfim dos Santos Bismarck, afirma que está "extremamente satisfeito com o espólio que o Clube conseguiu juntar", apesar de acreditar que muitas pessoas terão em sua casa elementos históricos do Clube que também podiam fazer parte deste Museu. Confrontando com as maiores dificuldades que enfrentou neste projecto, referiu "as obras nas salas do Estádio Municipal onde está instalado o Museu e a classificação dos elementos recolhidos". O Vice-Presidente responsável pelo Museu, apesar de ter o seu mandato suspenso em virtude de desempenhar funções no executivo da Câmara Municipal de Aveiro, não esconde o seu regozijo pelo momento mas adverte que "este museu é uma obra inacabada que cumprirá às gerações vindouras continuar. Nós quisémos apenas dar o primeiro passo. Prometemos e cumprimos.".
Durante esta semana, serão dados os retoques finais para que o Museu seja inaugurado na Segunda-Feira, dia do jogo com o Benfica. Durante esse dia, os sócios e adeptos munidos do bilhete para o jogo com o Benfica poderão visitar gratuitamente o Museu que, no futuro, estará sujeito ao pagamento de um ingresso simbólico. Entre os convidados para a cerimónia, estão já garantidas as presenças de Élio Maia, Bartolome Cursach, Pinto da Costa e Hermínio Loureiro. Ao que se sabe, Luís Filipe Vieira, que estará em Aveiro a acompanhar a comitiva Benfiquista também foi convidado, mas não deverá marcar presença na cerimónia em virtude da já confirmada presença do presidente portista.
O suplemento do Beira-Mar que é distribuído pelo Diário de Aveiro quando o clube joga em casa dará amplo destaque ao Museu na edição de Segunda-Feira.
In Aveiro News