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terça-feira, 24 de abril de 2007

Estamos quase!

Esta Quarta-Feira, dia 25 de Abril, a equipa sénior do Beira-Mar desloca-se ao difícil pavilhão do Alhadense na Figueira da Foz (jogo às 16 horas). Trata-se do penúltimo encontro do campeonato e, em caso de vitória, o Beira-Mar fica à beira de alcançar o feito inédito no futsal nacional de subir três vezes de divisão em apenas... três anos.
A concentração dos adeptos que queiram dar o seu apoio à equipa está marcada para as 14 horas no nosso pavilhão. Todos aqueles que se disponibilizarem para levar o seu carro terão uma comparticipação para as despesas de combustível. Todo o apoio é importante!

O caminho do abismo...

A cada jornada que passa estamos mais dependentes da sorte. A derrota desta noite está a custar-me muito a digerir. A diferença neste jogo esteve na experiência dos jogadores da Académica em contraste com a imaturidade de alguns jogadores do Beira-Mar - sobretudo no momento da finalização - e, fundamentalmente, no banco onde a Académica tem um treinador e nós temos uma "amostra" de treinador. Soler, mais uma vez, entregou o jogo ao adversário. Já não tenho paciência... São erros atrás de erros, jogo após jogo. Erros que nesta fase se pagam muito caro. Claro que o maior culpado não é ele, mas antes quem lhe confiou esta missão de "salvar" o clube da descida. Infelizmente, os meus receios em relação aos reflexos desportivos da parceria com a Inverfutbol e a mudança de treinador a meio da época estão a concretizar-se.
A quatro jornadas do fim, estamos no último lugar da classificação e completamente dependentes dos resultados dos nossos adversários.
Por agora não quero dizer mais nada para não ser acusado de destabilizar, mas não posso deixar de partilhar este desabafo. Estou angustiado. Estou revoltado!

domingo, 22 de abril de 2007

Derby importante!

Os jogos "Beira-Mar X Académica" têm sempre um sabor especial para os adeptos dos dois clubes. Trata-se do confronto entre os dois clubes mais representativos da região centro, dois históricos do futebol português.
Infelizmente, volta e meia, surgem ecos de problemas levantados pelas direcções dos clubes em relação à disponibilização de bilhetes ao adversário. Sempre que estas situações acontecem, não importa aqui discutir quem tem ou não tem razão, quem fica a perder são os adeptos e o futebol. Um jogo é um encontro entre dois clubes, a sua história, os seus jogadores, os seus dirigentes e os seus adeptos. Por isso mesmo, faz todo o sentido que as direcções dos clubes procurem fazer destas rivalidades uma "festa do futebol", uma oportunidade de motivar os adeptos, de ambas as equipas, para irem ao estádio. Somos rivais dentro de campo, somos rivais nas bancadas, mas somos parceiros no negócio que é o futebol.

FUTSAL: Séniores vencem e seguem em primeiro
A equipa sénior do Beira-Mar recebeu e venceu por 4-3 o Viseu Futsal num jogo muito emotivo com incerteza no resultado até ao final. Com esta vitória, numa altura em que faltam apenas 2 jogos para o fim da competição, o Beira-Mar segue em primeiro lugar com um ponto de vantagem sobre o Lamas Futsal e dois sobre o Gafanha. [classificação]
Na próxima Quarta-Feira, a nossa equipa desloca-se à Figueira da Foz para defrontar o Alhadense num jogo que será crucial. Tal como fizémos aquando da deslocação a Lamas, vamos voltar a organizar a viagem de adeptos para que o apoio não falte na Figueira da Foz.

Eliminação em Alvalade

O sonho legítimo dos Beiramarenses em marcar novamente presença no Jamor dissipou-se ao cabo dos primeiros 10 minutos de jogo em Alvalade. O Beira-Mar apresentou uma equipa composta, na sua maioria, por jogadores que têm sido pouco utilizados por Soler no campeonato. Tratou-se de uma opção discutível por parte do treinador que pretendeu dar uma oportunidade a alguns jogadores e, principalmente, poupar os habituais titulares para os próximos desafios da Liga Bwin. Na questão de princípio, também concordo com Soler e tenho a plena noção da importância da manutenção para a vitalidade do Clube. No entanto, algumas das opções foram manifestamente erradas, sobretudo, as apostas de Ricardo e Vidigal nas laterais, Roma sozinho na frente e Luciano Ratinho na bancada.
Mesmo assim, os jogadores que actuaram estiveram em bom nível e venderam cara a derrota. Apesar de alguma desilusão pela eliminação e por algumas das opções do treinador, penso que os cerca de 80 adeptos (e não meia dúzia como referiu o imbecil locutor da RTP) do Beira-Mar que se deslocaram a Alvalade não saíram de Lisboa envergonhados com o desempenho da equipa.

Última semana em resumo

Vitória em Setúbal...

... foi um autêntico balão de oxigénio com vista à manutenção na Liga Bwin. Finalmente voltámos a sentir o prazer de uma vitória fora de portas na Liga Bwin, o que já não acontecia desde a vitória no Estádio da Luz há dois anos, ainda na era «Luís Campos».
A primeira parte do encontro foi muito mal disputada. Os únicos lances com algum perigo para as balizas resultaram de livres assinalados perto de ambas as áreas. Num desses lances, a equipa da casa chegou ao golo. O Beira-Mar não reagiu e a toada do jogo manteve-se, ou seja, era raro alguma equipa fazer mais de três passes seguidos e a maioria das jogadas eram interrompidas pelo árbitro que marcava falta a todas as correntes de ar que provocavam a queda de atletas.
Ao intervalo, o Vitória vencia por 1-0 sem saber bem como. O Beira-Mar, por sua vez, pagava a factura de ter chegado ao jogo apenas na segunda parte.
A etapa complementar reservou-nos o melhor Beira-Mar desta época. Sob a batuta de Ratinho, Matheus e Edgar (estes últimos dois começaram o jogo no banco), o Beira-Mar encostou o Setúbal às cordas e os golos surgiram com naturalidade.
A vitória final não sofre contestação e ficou a ideia de que o Beira-Mar que se apresentou na segunda parte do jogo tem condições para se manter na Liga Bwin. Quanto ao Vitória de Setúbal, terá uma ponta final de campeonato muito difícil e as perspectivas não são as melhores. A ter em conta a recuperação do Desportivo das Aves que somou duas vitórias nos últimos dois encontros, diante adversários teoricamente superiores. Neste cenário, o próximo jogo do Beira-Mar com a Académica reveste-se de enorme importância para ambos os conjuntos, pois apesar de ter vantagem pontual, a Académica terá uma ponta final de campeonato muito complicada
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Apoio dos adeptos
A iniciativa do Beira-Mar «caminho para a manutenção» levou a Setúbal cerca de duzentos adeptos do Beira-Mar, aos quais se juntaram mais alguns que se deslocaram pelos seus meios. O autocarro dos Auri-Negros teve uma avaria que proporcionou um inédito “pique-nique” na berma da auto-estrada, tendo a comitiva chegado a Setúbal mesmo em cima do início do jogo.
Gostei de ver as pessoas a cantar, a bater palmas, a saltar e a esticar os cachecóis, acompanhando os Ultras no apoio à equipa. Em Setúbal, tanto a equipa como os adeptos estiveram à altura!
Futsal
A equipa sénior de futsal do Beira-Mar recuperou a liderança da sua série ao vencer o Cernache por 8-0, beneficiando da derrota do Lamas Futsal frente ao Alhadense.
Quanto aos juniores, mesmo em ritmo de festa, receberam e venceram o Saavedra Guedes por 9-1. Agora, vêm aí os “nacionais”!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Actualização

Esta semana não tem sido possível actualizar o BN como gostaria. Durante o próximo fim-de-semana conto actualizar as incidências da semana, desde a vitória em Setúbal, a eliminação da Taça, a recuperação da liderança por parte da equipa sénior de futsal e o início da participação dos júniores nos nacionais. Também a classificação do Bênêbola será actualizada... no fim-de-semana.

Iª Liga Bênêbola - 26ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
SC Beira-Mar vs Académica

IIª Liga Bênêbola - 26ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
SC Beira-Mar vs Académica

domingo, 15 de abril de 2007

4 autocarros em Setúbal

A campanha intitulada «caminho para a manutenção» conseguiu mobilizar gente para encher quatro autocarros, sendo um deles da responsabilidade dos Ultras Auri-Negros. Por cada autocarro que segue até Setúbal, o Beira-Mar deveria marcar um golo!
Espero que este esforço dos cerca de 200 adeptos seja recompensado com uma vitória e, sinceramente, neste jogo pouco me importa se vamos jogar bem ou não. Quero ganhar!

sábado, 14 de abril de 2007

Movimento 1922 questiona órgãos sociais

A relação do clube com os sócios, a manutenção das modalidades amadoras, a credibilidade da instituição, a sustentabilidade financeira e as parcerias são os pontos essenciais do documento entregue pelo Movimento 1922 – ano de fundação do Beira-Mar – ao presidente da Mesa da Assembleia Geral. Um documento que os promotores do Movimento elaboraram na sequência de um encontro realizado por cerca de 60 sócios, em Janeiro, como reacção à entrada da Inverfutbol na gestão do futebol.
Da reunião mantida com António Graça, os associados destacam a perda do espírito de militância e aproveitaram o momento para renovar questões sobre a localização e financiamento do centro de formação, projecto para as modalidades amadoras, acordos de permuta com a Câmara de Aveiro, protocolo de utilização do Estádio Municipal de Aveiro, construção dos campos de treino junto ao estádio, localização e financiamento do novo Pavilhão, perspectiva da Direcção quanto à viabilidade de uma SAD para o futebol, situação do Museu do Clube e data prevista para a eleição do Conselho Geral.
Frases-chave
“Entendemos que é importante cultivar uma política de proximidade entre os associados e os órgãos sociais do Clube por eles eleitos”
“O eclectismo e a formação devem ser olhados numa óptica de investimento e não de despesa”

“Recusamos que a transformação implique o asfixiamento das modalidades amadoras e o desinvestimento na formação em favor de um hipotético e efémero aumento de competitividade da equipa profissional de futebol”

“A aposta estratégica deve recair na formação de competências, contribuindo para a redução de custos a médio e longo prazo e para a identificação do clube com a sua comunidade”

”Recusamos parcerias celebradas com o intuito de disfarçar erros de gestão, num contexto de assumido desespero económico, sem qualquer perspectiva de desenvolvimento a médio e longo prazo”

“Preocupa-nos os encargos que o défice de credibilidade possa representar para as futuras gerações de dirigentes que terão de suportar o ónus da imagem do clube estar associada à prática de factos que não dignificam os seus agentes”
in jornal O Jogo

Esclarecimento

Em virtude do post do BN que deu conta da situação ocorrida com um miúdo deficiente no jogo entre o Beira-Mar e o Benfica, o Dr. Jorge Greno (Vereador da Câmara Municipal de Aveiro com o pelouro do Desporto e Presidente do Conselho de Administração da EMA) esclareceu-me via e-mail que, na parte em que a EMA poderia ser responsável, ou seja, na casa de banho que estava às escuras (pois as questões de bilhética são da exclusiva responsabilidade do Beira-Mar), todos os circuitos de iluminação do estádio estão 100% operacionais, pelo que, se alguma área não tinha a iluminação ligada terá sido por indicação/opção do Beira-Mar que é a entidade responsável pela gestão dessas instalações durante os jogos que organiza.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

FUTSAL: Jornada dupla este Sábado

Pavilhão do Alboi:
16:00 - Júniores: SC Beira-Mar / Saavedra Guedes (jogo de consagração dos nossos campeões!)
18:30 - Séniores: SC Beira-Mar / Cernache (jogo importantíssimo na luta pela subida!)
ENTRADAS GRATUITAS!!!

Iª Liga Bênêbola - 25ª Jornada


Palpite para o próximo jogo:
V. Setúbal vs SC Beira-Mar

IIª Liga Bênêbola - 25ª Jornada


Palpite para o próximo jogo:
V. Setúbal vs SC Beira-Mar

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Tácticas e organização

Sei que vou ser controverso, mas não gostei da exibição do Beira-Mar frente ao Benfica. Claro que o empate é positivo, quanto mais não seja, pela diferença de orçamento entre os clubes e pela atmosfera envolvente que mais parecia o Estádio da Luz do que o Estádio Municipal de Aveiro. De facto, os aveirenses estão a marimbar-se para o clube da sua terra e demonstraram, uma vez mais, que vivemos numa cidade com elevado défice de identidade própria e bairrismo. No entanto, não quero falar mais dos camaleões. Prefiro aqui valorizar os poucos que se mantêm fiéis às cores auri-negras, pois sinto que somos uma espécie em vias de extinção.
Voltando à exibição da equipa, volto a dizer que não gostei. Perante um Benfica desinspirado, o Beira-Mar voltou a defender muito mal e valeu-nos por diversas vezes as excelentes intervenções do Eduardo, os erros do árbitro auxiliar na primeira parte e algumas falhas do Benfica ao nível do último passe. Caso contrário, certamente teríamos chegado ao intervalo já em desvantagem no mercador.
Dizem os entendidos que "os ataques ganham jogos, mas são as defesas que ganham campeonatos". Neste aspecto, acho que o Beira-Mar defende muito mal. Permitimos ao adversário todo o tempo e espaço para organizar o seu jogo. Não marcamos individualmente as melhores unidades dos adversários e, como não temos um colectivo forte, acabamos por ser encostados às cordas durante quase todo o jogo.
O Beira-Mar teve sempre a sua baliza entre-aberta para o Benfica marcar. Não quero entrar em análises individuais pois estamos na véspera de um jogo importantíssimo e, como sei que alguns jogadores e dirigentes visitam o BN, não quero ser acusado de estar a destabilizar. No entanto, após a saída do Anderson para a entrada do Derlei aos 65m, Soler esteve mal ao retirar o Luciano Ratinho (76m) fragilizando o meio campo. De nada vale ter um ala muito rápido em campo (Matheus) se o principal distribuidor de jogo é retirado. Deixámos de conseguir segurar bolas no "miolo", perdeu-se capacidade de transição e só por uma vez o Matheus teve oportunidade para desiquilibrar (felizmente proporcionou o segundo golo!). Só que entretanto, já o Benfica tinha intensificado o seu assalto à baliza auri-negra e conseguido o empate com o golo de Mantorras aos 82m.
Na minha opinião, apesar de termos sido prejudicados por uma dualidade de critérios gritante por parte da equipa de arbitragem, tenho de admitir que o resultado acabou por ser positivo. Lamento, sobretudo, a incapacidade do Beira-Mar de anular as pedras mais influentes do Benfica (que tiveram uma noite desinspirada para nossa sorte!) e os poucos contra-ataques realizados com real perigo para a baliza de Quim.
Contudo, noto com agrado que ao fim de não sei quantos jogos, o técnico Soler percebeu que neste tipo de jogos é preciso actuar com dois médios interiores e dar preferência à cobertura das alas em detrimento dos dois avançados na frente. Até o Delibasic ganhou com este esquema.
Nestes últimos jogos a equipa tem de melhorar muito a sua postura defensiva, porque com a bola no pé, o Beira-Mar possui jogadores com capacidade de desequilíbrio no último terço do campo. É preciso é não esquecer que uma equipa se constrói de trás para a frente e não o inverso.

Falhas na organização do jogo
Na semana que antecedeu o jogo, os responsáveis realizaram uma conferência de imprensa para dar conta de que este jogo estava a ser preparado ao pormenor, mas, para não variar, quanto mais se propala, mais se falha.
Por incrível que possa parecer, a claque oficial do Beira-Mar não foi contactada pela PSP nem pelo Beira-Mar na preparação do jogo. Procedimento contrário mereceram as claques benfiquistas que até tiveram direito a fitas na bancada para delimitar a sua zona.
O habitual sector dos Ultras Auri-Negros - autêntica "aldeia gaulesa" neste encontro - foi vendido ao público e foram muitos os adeptos benfiquistas a reclamar (com toda a razão) o seu lugar naquele sector. Não fosse o civismo de parte a parte, e a situação poderia ter degenerado em conflitos graves pois os Ultras também não abdicaram do seu sector habitual.
O problema é fácil de explicar. Os elementos dos Auri-Negros têm bilhetes anuais que, estupidamente, se referem a lugares na bancada norte dispersos pelo sector A13. Desde há três anos, ou seja, desde que os UAN se encontram na Bancada Norte, o sector ocupado é o A14. Os responsáveis do Beira-Mar não acautelaram o seu próprio erro e os adeptos, os menos culpados, é que tiveram de aguentar a situação. Curioso que a PSP não contactou os UAN, não isolou o sector auri-negro e ainda pretendeu impedir a entrada das bandeiras e do megafone. Isto de ser adepto do Beira-Mar é muito difícil, até mesmo nos jogos em casa.

Um miúdo deficiente
Uma senhora abordou-me no sentido de lhe indicar uma casa de banho para deficientes, pois o seu filho tem espinha bífida e ela, quando se dirigiu à Loja Amarela, fez questão de referir que queria um bilhete para um deficiente e perguntou se o estádio tinha lugares específicos para deficientes. O "rapaz louro" que lhe vendeu o bilhete disse que sim e ela ficou descansada. Para seu espanto, o bilhete era para o meio da bancada norte, num lugar igual ao do comum adepto. Afinal, não havia qualquer lugar específico para deficientes.
Ora, interrogo-me, tendo o estádio uma bancada específica para deficientes (entre o 1º e o 2º anel dos topos) com acesso por elevador e com casas de banho preparadas, como é que é possível mandarem o miúdo para um local sem as condições apropriadas e sem casas de banho preparadas para os deficientes?
Aconselhei a senhora a pedir ajuda aos seguranças da 2045 que a levaram e ao seu filho à dita bancada para que pudesse levar o filho à casa de banho. Teve que sair do estádio e voltar a entrar. A referida casa de banho não tinha luz. Acabou por voltar para a Bancada Norte. Com estas voltas todas e com as dificuldades de locomoção que podem imaginar, a senhora e o filho perderam boa parte do jogo. No final, a senhora estava indignada. São coisas que tenho mesmo muita dificuldade em compreender...