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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Auri-Negros / PSP / CNVD

Pela importância do momento e dos documentos em causa, aqui publico na íntegra a carta que o presidente da Associação Ultras Auri-Negros dirigiu na semana passada ao presidente do CNVD, bem como, o Comunicado da direcção dos UAN em relação aos incidentes verificados no Domingo com a Polícia de Segurança Pública:
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Aveiro, 12 de Setembro de 2007

Exmo. Sr. Presidente do
Conselho Nacional contra a Violência no Desporto

A direcção da Associação Ultras Auri-Negros, Núcleo Oficial do Sport Clube Beira-Mar, decidiu dirigir-lhe esta missiva após ter sido instada pela Polícia de Segurança Pública a registar-se no Conselho Nacional contra a Violência no Desporto.

Vimos por este meio informar V. Exa. que a Associação Ultras Auri-Negros é reconhecida pelo Sport Clube Beira-Mar como seu “Núcleo Oficial”, tal como qualquer outra “Casa”, “Filial” ou “Núcleo”.

Confrontados com esta situação, diligenciamos junto de “Casas”, “Filiais” e “Núcleos” de outros clubes no sentido de sabermos se tal exigência seria extensível a todos, o que não se confirma.

O art. 3º, j) da Lei 16/2004 de 11 de Maio é taxativo ao considerar «Grupo organizado de adeptos» o conjunto de adeptos, usualmente denominado «claques», os quais se constituem como associação nos termos gerais de direito (…).

A direcção da Associação Ultras Auri-Negros, Núcleo Oficial do Sport Clube Beira-Mar, rejeita a designação «claque», sendo que tal termo comporta uma carga axiológica negativa, geralmente associada à violência nos estádios, que recusamos. A nossa actividade é idêntica a qualquer “Casa”, “Filial” ou “Núcleo” de qualquer clube, promovendo sempre os valores do “fair-play”, não se confundindo com qualquer tipo de episódios de violência associada ao desporto.

Actualmente, temos menos de uma centena de associados, todos associados do Sport Clube Beira-Mar, cujos dados pessoais são do completo conhecimento do clube.

Também nos parece pertinente referir que o n/Núcleo não tem registo de envolvimento em incidentes – como a PSP poderá atestar –, procurando apenas promover a militância “clubista” em torno do Sport Clube Beira-Mar sem alimentar quaisquer rivalidades que possam conduzir a comportamentos incorrectos.

Sempre que nos foi solicitado, mostrámos disponibilidade para colaborar com as autoridades policiais.

Pelo exposto, constatando ainda que as “Casas”, “Núcleos” e “Filiais” dos clubes não cabem no âmbito da aludida definição legal de «grupo organizado de adeptos», solicitamos que esta situação seja esclarecida junto das autoridades competentes e que nos seja dispensado o registo no CNVD.

Com os melhores cumprimentos.

O Presidente,
Bruno Vieira
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COMUNICADO
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Face aos problemas levantados pela Polícia de Segurança Pública aos elementos identificados com os Ultras Auri-Negros no último jogo do SC Beira-Mar frente ao Penafiel, vem a Direcção da Associação Ultras Auri-Negros – Núcleo Oficial do SC Beira-Mar informar que:
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1. Foi enviada uma carta ao CNVD no dia 12 de Setembro a solicitar a dispensa do registo no referido Conselho.

2. A referida carta em nenhum momento declara a intenção da Associação Ultras Auri-Negros não se registar no CNVD, solicitando apenas a dispensa do registo pelos fundamentos que foram expostos naquele documento;

3. Foi dado conhecimento do teor da carta, por nossa iniciativa, à Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude e à direcção nacional da PSP;

4. Antes mesmo de nos ter sido dada qualquer resposta por parte do CNVD, a PSP entendeu barrar a entrada no Estádio Municipal de Aveiro – Mário Duarte de todo e qualquer tipo de material (tambores, megafone, bandeiras, estandartes e simples faixas de apoio);

5. Repudiamos esta decisão da PSP que extrapola claramente o espírito e alcance da Lei 16/2004 de 11 de Maio e que atenta ao relacionamento cooperante que sempre existiu entre os nossos elementos e aquela autoridade policial;

6. Não aceitamos que nos seja vedada a possibilidade de levarmos para o estádio faixas de apoio ao nosso Clube e identificativas do nosso grupo;

7. Relembramos que a referida Lei 16/2004 não prevê a proibição de existência de grupos organizados de adeptos que não estejam registados no CNVD, sendo clara em relação ao impedimento dos clubes prestarem apoio a grupos organizados de adeptos que não efectuem o referido registo;

8. Não reclamamos qualquer apoio especial por parte do SC Beira-Mar, uma vez que os nossos elementos acedem ao estádio na qualidade de sócios do Clube e exigimos, por isso, ser tratados como tal;

9. Repudiamos os comportamentos profundamente discriminatórios assumidos pela PSP face aos elementos que se identificam com adereços relativos aos “Auri-Negros”, sendo esta designação extensível a todos os adeptos do clube e não apenas aos elementos dos Ultras Auri-Negros;

10. Caso tais comportamentos se voltem a repetir, actuaremos em conformidade junto das autoridades competentes, pois não admitiremos que uma força policial viole descaradamente direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2007
A Direcção da Associação Ultras Auri-Negros.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Divulgação:







terça-feira, 18 de setembro de 2007

Domínio e eficácia

A história do jogo é fácil de contar. O Beira-Mar, apesar de revelar alguma lentidão no desenvolvimento das jogadas, dominou territorialmente toda a partida. Não me lembro de nenhuma oportunidade de golo criada pelo Penafiel. Numa das raras situações de perigo que a equipa auri-negra conseguiu criar, Maurinho aproveitou e fez o golo da vitória.
Em termos de consistência de jogo, parece-me que a entrada de Primo para o lado direito da defesa permitindo a Ricardo fazer dupla com Fernando no centro, conferiu estabilidade defensiva à equipa. Ainda assim, é necessário ter em conta nesta análise que o Penafiel foi uma equipa praticamente inofensiva. Em termos ofensivos, exige-se muito mais da equipa. Pode-se dizer que, uma vez mais, os serviços mínimos foram cumpridos.
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Ultras Auri-Negros com a vida dificultada
Tenciono voltar a este assunto brevemente, até porque se trata de um tema sobre o qual os UAN, desde que estive na direcção do grupo, sempre se bateram tomando uma posição pioneira na altura e que actualmente está a ser seguida por vários grupos a nível nacional. Neste jogo, a polícia não permitiu a entrada de objectos relacionados com os "Auri-Negros". Nem tambores, nem megafones, nem bandeiras, nem estandartes, nem panos, nem... imagine-se, faixas!
Os motivos prendem-se com a suposta (re)pressão para que as «claques» se registem no Conselho Nacional contra a Violência no Desporto. Os UAN, num acto que considero responsável, enviaram uma carta ao presidente do CNVD na semana passada - do qual foi dado conhecimento à Secretaria de Estado do Desporto e à direcção nacional da PSP - a solicitar a dispensa do referido registo (em breve farei aqui uma exposição dos fundamentos apresentados) e a polícia, mesmo antes do CNVD se pronunciar, decidiu ir mais além do que a própria lei prevê e barrou a entrada de qualquer material alusivo aos "Auri-Negros". Trata-se de um comportamento absurdo e desproporcionado por parte da PSP que, neste processo, assume um papel de "testa de ferro" do Governo que pretende aplicar a Lei 16/2004 de 11 de Maio a todo o custo, mesmo que violando a esfera de direitos, liberdades e garantias dos cidadãos constitucionalmente previstos.
Neste jogo, colocando os cachecóis no lugar da faixa e apoiando a equipa vocalmente, os UAN pretenderam demonstrar que nenhuma lei absurda, nem nenhum Secretário de Estado ocioso e sedento de protagonismo, nem nenhuma autoridade policial podem impedir os sócios de apoiar o seu clube. A interdição de entrada de tambores, megafone ou paus de bandeiras até se pode compreender, uma vez que o comum dos adeptos também não pode entrar com esses objectos na maioria dos estádios, mas barrar a entrada a uma faixa ou pano de bandeira apenas porque contém a menção "Auri-Negros" ou as iniciais "AN" é um completo absurdo digno dos tempos em que se sonhava com Abril...
Independentemente da (re)pressão policial, continuaremos a gritar bem alto "QUEM NÓS SOMOS!", porque recordo que os Ultras Auri-Negros estão constituídos como Associação e reconhecidos pelo clube como Núcleo Oficial desde 2002 e todos os elementos são sócios do SC Beira-Mar.
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Sócios mal-tratados nas bilheteiras e campanha dos "bilhetes anuais"
Já não é novidade... Os sócios do Beira-Mar têm cada vez mais motivos para não actualizar quotas nem ir aos jogos. É inaceitável o tempo de espera que se verifica nas bilheteiras. Num jogo que teve cerca de 600/700 espectadores (?) não se compreende tamanho tempo de espera para actualizar quotas ou simplesmente adquirir o bilhete de sócio. Foram várias as pessoas que desistiram da fila e foram embora.
São cada vez menos os sócios que vão ao estádio e os poucos que vão ainda são mal-tratados desta forma. Se o objectivo é afastar os sócios do clube, neste últimos três anos esse desígnio tem sido muito bem conseguido.
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Campanha... qual campanha?
Se alguém conseguir, que me explique. Um sócio dirige-se à Loja Amarela e paga as suas quotas até Dezembro, pensando assim beneficiar da campanha amplamente publicitada que prevê a isenção do pagamento de bilhetes de sócio até à 13ª jornada. No entanto, é informado que, apesar de ter pago as suas quotas até Dezembro, terá de adquirir bilhete de sócio para ver o jogo. Aconteceu com algumas pessoas e eu ainda não consegui perceber os fundamentos. Se alguém souber...

domingo, 16 de setembro de 2007

Beira-Mar 1 - 0 Penafiel

Golo de Maurinho.
Em breve:
- Comentário ao jogo;
- Problemas colocados aos Ultras Auri-Negros pela polícia;
- Sócios, mais uma vez, mal-tratados nas bilheteiras;
- Campanha dos bilhetes anuais: uma mentira!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Iª Liga Bênêbola - 4ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
--SC Beira-Mar x FC Penafiel

IIª Liga Bênêbola - 4ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
--SC Beira-Mar x FC Penafiel

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Rogério fica no Beira-Mar

Da parte da Académica havia interesse e, possivelmente, da parte do treinador também. No entanto, a direcção do Beira-Mar acautelou e bem os interesses do clube inviabilizando a ida de Rogério Gonçalves para Coimbra. Ganha esta "batalha", parece-me importante que Rogério Gonçalves tenha motivação para prosseguir o projecto de subida do Beira-Mar este ano.
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Dúvida...
Uma questão que ainda não percebi (embora confesso que ainda nada fiz nesse sentido) prende-se com a questão da gestão do Estádio Municipal de Aveiro - Mário Duarte. O clube ficará responsável pela gestão de todo o estádio, incluindo a parte "não desportiva"? E qual será o modelo de financiamento dos campos de treino junto ao EMA necessários a curto-prazo para que o clube saia definitivamente do "velhinho" Mário Duarte?
Se alguém me souber esclarecer, ficarei agradecido.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Blogues da AAC confirmam Rogério

A intensa e dinâmica blogosfera academista confirma que Rogério Gonçalves é o treinador escolhido pela direcção da Briosa. Para ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Rogério Gonçalves pretendido pela Académica

Artur Filipe, presidente do Beira-Mar, diz desconhecer o interesse da Académica em contratar Rogério Gonçalves, actual treinador do seu clube. Académica que hoje mesmo rescindiu com Manuel Machado. “Até ao momento nada sei. Rogério Gonçalves está satisfeito no clube, nunca manifestou o desejo de sair, nós também nunca manifestámos o desejo que ele saísse… Entendemo-nos bastante bem, está a fazer um óptimo trabalho, portanto é ele o treinador do Beira-Mar. Assinou um contrato e terá de o cumprir, a não ser que venha a existir um acordo entre as partes. Para já, no entanto, ninguém falou comigo…”, referiu Artur Filipe. [FONTE: O JOGO]

Câmara de Aveiro faz acordo para saldar dívida ao Beira-Mar e entregar-lhe gestão do estádio

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Acordo também visa afastar dúvidas suscitadas pela entrada de dirigente do clube para a vereação
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A maioria PSD-CDS/PP da Câmara de Aveiro conseguiu chegar a acordo com o Beira-Mar para resolver o problema da dívida do município para com o clube, bem como dos vários protocolos que não vinham sendo cumpridos pela autarquia.
A solução encontrada, e que mereceu o acordo do Beira-Mar, não agravará as contas da edilidade, uma vez que o "pagamento" será feito em património. Com este acordo, o executivo municipal presidido por Élio Maia pretenderá normalizar, de uma vez por todas, as relações entre ambas as instituições, além de resolver a questão de eventuais incompatibilidades levantadas pela entrada de Caetano Alves, dirigente do Beira-Mar, para a vereação. A proposta de acordo vai, hoje, à reunião camarária e assenta num protocolo a rubricar brevemente com o clube. O PÚBLICO sabe que um dos principais pressupostos do acordo passa por entregar ao Beira-Mar a gestão do novo estádio municipal. Até aqui, o equipamento tem vindo a ser administrado pela EMA (Estádio Municipal de Aveiro, Empresa Municipal), cuja dívida ao clube desportivo "residente" do estádio ultrapassa já um milhão de euros. Com esta aposta na entrega da gestão do equipamento à colectividade auri-negra, a câmara abre também caminho à extinção da EMA, uma das empresas municipais cujo fim é mais aguardado.
O acordo consegue ainda estabelecer um prazo para a saída do Beira-Mar do antigo Estádio Mário Duarte, cujos terrenos têm um plano de pormenor aprovado. Outra das alíneas do protocolo prevê a transferência das piscinas municipais (que têm vindo a ser geridas pelo clube há mais de 15 anos) para propriedade do Beira-Mar. A autarquia compromete-se ainda a ceder terrenos para os campos de treino e futuro pavilhão desportivo na área do Parque Desportivo de Aveiro (junto ao estádio).
Além de dar resposta à luta que o clube vem travando há já vários anos, a autarquia procura, com este novo protocolo, que o seu novo vereador do Desporto - que é também director do Beira-Mar - fique afastado de possíveis situações de conflitos de interesses, uma vez que a sua actuação se limitará a fazer cumprir o protocolo.
[FONTE: Público]

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Aposta nos miúdos

Treinos de captação de futsal
A Academia de Futsal convida todos os nascidos entre 1993-1994 (iniciados) e 1995-1998 (infantis) a virem treinar ao Pavilhão do Alboi. Os infantis treinam às Quartas-Feiras (18:30), enquanto os iniciados os treinam às Quintas-Feiras, também às 18:30. Para mais informações, contactar a Academia via telefone 234377423 ou via e-mail
beiramarfutsal@sapo.pt.
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-Basquetebol aposta nos minis
A secção de basquetebol está a desenvolver um projecto com o objectivo de cativar jovens para a prática do basquetebol e formar praticantes com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos. Os treinos começaram esta semana (Terças e Quintas das 17.30 às 18.30) no pavilhão do SC Beira Mar. Todos os participantes terão direito, aquando da realização da sua inscrição (na secretaria do pavilhão do SC Beira-Mar), a uma bola de mini basquetebol, um boné e uma t-shirt.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Coisas diferentes não são coisas iguais

Tal como já tinha sido anunciado em Junho, o vereador Jorge Greno suspendeu o seu mandato na Câmara Municipal de Aveiro, entrando para o seu lugar Caetano Alves, actual presidente-adjunto do SC Beira-Mar.
Em declarações à imprensa, Caetano Alves afirma que «exercer um cargo no Beira-Mar e ser vereador da Câmara de Aveiro não é incompatível do ponto de vista político, como já ficou provado no passado, inclusivamente com anteriores presidentes de Câmara».
Se Caetano Alves se refere ao ex-presidente da CMA, Alberto Souto, por ter sido Presidente da Mesa da Assembleia Geral do SC Beira-Mar e simultaneamente Presidente da Câmara, importa referir que a natureza (não executiva) do cargo em questão é diferente.
Nesta matéria, mais do que uma questão de incompatibilidade política, está em causa a imagem que se transmite de promiscuidade entre o Beira-Mar e a CMA, o mesmo é dizer, entre a política e o futebol. Se Miguel Capão Filipe e Jorge Greno, quando assumiram a vereação da CMA, renunciaram aos cargos que exerciam nos órgãos sociais do clube, tenho dificuldade em compreender a posição antagónica de Caetano Alves, sem com isto pretender pôr em causa a sua idoneidade para o exercício dos respectivos cargos. Trata-se, exclusivamente, de uma questão de princípio.

Desporto de formação

Esta semana marca o início dos treinos de todos os escalões de formação do futebol, futsal e basquetebol do SC Beira-Mar - época 2007/08.
Independentemente da modalidade, a importância da prática desportiva no processo de crescimento e desenvolvimento do ser humano é unânime. As pessoas que trabalham nas diferentes "Academias" do clube sentem o seu trabalho reconhecido quando os meninos ou os seus pais escolhem o SC Beira-Mar para praticar desporto.
Apesar das limitações ao nível das infra-estruturas, é justo reconhecer o mérito das pessoas que, ano após ano, contribuem para o retorno social que o Clube deve à cidade.
Às estruturas que suportam a formação nas diferentes modalidades do clube, os votos de felicidades para a época desportiva que agora se inicia.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Olhos em bico...

O treinador do Beira-Mar deve estar de olhos em bico. Pouco mais de 24 horas depois de ter dito que só aceitaria um reforço de última hora se fosse alguém conhecido, levou com um coreano que estava em Leiria por interesse comercial. Questionado sobre o caso, o presidente ficou "engasgado". Como aposta estratégica seria uma boa opção mas neste clube, em que até as boas ideias são mal embrulhadas, as coisas continuam a correr mal... [in Botanabateira]

Roma, mais uma vez, decisivo!

O Beira-Mar entrou bem no encontro e conseguiu manter o jogo no meio-campo dos visitados durante a primeira meia-hora. Num lance aparentemente inofensivo, Roma "pegou" na bola, contornou o defesa que o estava a marcar e rematou fora do alcance do guarda-redes do Freamunde. O pior veio depois, com o atleta auri-negro a lesionar-se e a pedir a substituição. Mateus entrou para o lugar de Roma e o cariz do jogo alterou-se. O Beira-Mar perdeu o domínio da partida e deixou de criar perigo. Gradualmente, os jogadores da equipa da casa foram tomando conta do jogo e o guarda-redes Luís Almeida foi chamado a intervir em diversas situações.
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Ao intervalo, Rogério Gonçalves deixou Vasco Matos no balneário e colocou Emerson em campo, fazendo subir Artur para o lugar do primeiro. Tirando uma ou outra iniciativa de Maurinho, o Beira-Mar limitava-se a defender a vantagem no marcador. O Freamunde acreditava que podia chegar ao empate e acentuava a pressão. Com a expulsão (desnecessária) de João Pedro, o Beira-Mar recuou imenso no campo e até ao final do encontro limitou-se a destruir jogo. Nessa fase, ficou bem patente a inaptidão do jogador Mateus para actuar em contra-ataque.

O Freamunde bem tentou o golo, mas revelou-se uma equipa muito limitada - talvez desinspirada - no último terço do campo. Quando os seus jogadores conseguiram criar perigo, valeram-nos as rezas de Luís Almeida que parecia ter a baliza blindada.

A vitória catapultou o Beira-Mar para o cimo da classificação, o que constitui sempre um factor de motivação para todo o staff auri-negro.