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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

É só m...

“Depois de acertar os detalhes da rescisão, terei muita coisa a dizer. E não o fiz em devido tempo porque instituíram o blackout como forma de me silenciarem”, disse Rogério Gonçalves. O técnico carrega o fardo de ter suportado os ataques de Artur Filipe, quando este publicamente referiu o seu descontentamento em relação ao desempenho da equipa, alegando “falta de dinheiro” para o despedir.
A verdade é que a direcção do Beira-Mar nunca abordou Rogério Gonçalves no sentido de se encontrar uma plataforma de entendimento negocial para o eventual divórcio. [in Record]
Têm sido várias as pessoas que, nos últimos anos, têm passado pelo futebol profissional do clube e prometem, no momento da saída, fazer revelações... Depois, cobardemente, calam-se e nada dizem. Vendem o seu silêncio e saem do clube com os bolsos cheios. Assim sobrevivem os actuais dirigentes que vendem ao povo o peixe que lhes convém... Assim se delapida este Beira-Mar, vergado aos interesses pessoais de quem o dirige.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Enfim...

A saída do Rogério Gonçalves, muito provavelmente com indemnização, constitui mais um acto de péssima gestão (desportiva e financeira) desta direcção. Trata-se de mais um processo muito mal gerido em que todos, sem excepção, ficam mal na fotografia. Direcção, treinador e... principalmente, o nome Beira-Mar.

Mais um pontinho... rumo à manutenção.

Tal como tinha previsto, foi um regresso nostálgico ao «velhinho» Mário Duarte. A bancada dos sócios encheu-se e, apesar da fraca exibição da equipa, sentiu-se muito apoio vindo daquela bancada. Creio que se o São Pedro tivesse colaborado, a assistência seria ainda maior. Mesmo assim, estavam mais de 2000 espectadores, o que atendendo às últimas assistências do Beira-Mar em Aveiro se pode considerar uma "boa casa". Gostei muito de voltar a ouvir o hino do Beira-Mar naquele estádio... sinto algo que não sei explicar... e também fiquei satisfeito por voltar a encontrar as senhoras dos tremoços e das pevides à entrada. Também elas fazem parte do futebol!
Foi pena que a equipa não tenha presenteado os seus sócios e adeptos com uma vitória. Mais uma vez, ficaram expostas as debilidades de um plantel e de um treinador que não têm classe para aspirar à subida. Claro que no futebol, enquanto matematicamente for possível, podemos acreditar e devemos apoiar a equipa. Outra alternativa não resta aos sócios que querem o melhor para o seu clube, mas racionalmente há muito que deixei de acreditar. Sobra-me apenas uma ténue esperança que aconteça algum daqueles "milagres" que, quando se precisa, geralmente nunca acontecem...
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Futsal e Basquetebol perderam
As equipas séniores de futsal e basquetebol perderam os seus jogos este fim-de-semana. Curiosamente, as equipas auri-negras defrontaram os líderes dos respectivos campeonatos. (Podem saber mais nos respectivos blogues das secções)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O «velho» e o «novo»

Quando escrevi o post "Nostalgia...", estava longe de imaginar que a secção de comentários seria utilizada pelos visitantes do BN para esgrimir argumentos entre aqueles que defendem o estádio «velho» e o estádio «novo» como palco dos jogos do clube. Também eu estou muito satisfeito por voltarmos a fazer um jogo no «velhinho» Mário Duarte, sobretudo, porque acho que este episódio de insere num capítulo da história do clube que não foi devidamente encerrado.
Sempre fui frontalmente contra o processo repentino e desintegrado de mudança para o EMA em 2003. Uma decisão tomada numa Quinta-Feira para efectuar o primeiro jogo oficial na Segunda-Feira seguinte, contra o Gil Vicente, numa altura em que os acessos ainda não estavam acabados (era lama por todo o lado), a entrada e saída dos estacionamentos congestionava e a pressa da decisão sobre a mudança não permitiu ao clube potenciar o entusiasmo que a cidade vivia em torno do novo estádio. Neste processo, nem se promoveu na altura um jogo de despedida ao «velhinho» Mário Duarte que, além de proporcionar uma festa agradável e simbólica, poderia ter gerado uma interessante receita se fosse bem organizado.
Desde essa altura que confesso que tenho uma sensação estranha em relação ao estádio velho. Como se tivesse ficado algo mal resolvido no passado...
Este regresso "forçado" chega a parecer um "ajuste de contas" com esse passado, com a história do clube que não foi respeitada.
Apesar do misticismo inerente ao «velhinho» Mário Duarte e à nostalgia que este regresso provoca, não me parece lógico discutir o regresso do clube àquele estádio. Penso que o desafio passará por corrigir os erros de quem foi responsável pelo planeamento e construção do novo estádio. Além de necessitar de uma requalificação que o identifique com as necessidades do seu clube residente, necessita também de ser repensada a sua forma de gestão e rentabilização. Se o Beira-Mar se afirma um Clube de Aveiro, não poderá projectar o seu futuro de forma egoísta em relação à cidade. O equipamento construído custou vários milhões de euros ao erário público, pelo que, não podemos virar as costas ao problema que temos para resolver. Não me interessa discutir se o estádio é da Câmara ou devia ser do clube. Para todos os efeitos, ele é nosso. É dos Aveirenses. Sendo o Beira-Mar um dos principais símbolos da cidade, penso que é tempo de darmos um passo em frente nesta discussão.
Ficam mais dois vídeos nostálgicos, ligados aos Ultras Auri-Negros, ligados ao «velhinho» Mário Duarte, que têm um significado muito especial para mim.




Iª Liga Bênêbola - 18ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
--SC Beira-Mar x Freamunde

IIª Liga Bênêbola - 18ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
--SC Beira-Mar x Freamunde

Pobres em ideias e futebol...

Acabou a participação do Beira-Mar na Taça da Liga com nova derrota, em Setúbal, por 3-0. Confesso que, para ver o Beira-Mar a (não) jogar desta forma, preferia que a equipa não tivesse alcançado esta fase de grupos. Em duas semanas, o país viu em sinal aberto (RTP) uma espécie de equipa de futebol que não se coaduna com a imagem que o clube construíu no futebol português. E a questão não reside nas derrotas sofridas com resultados desnivelados. O pior, para mim, são as exibições deprimentes (onde incluo também o jogo em casa com o Penafiel) de um conjunto de jogadores que sentem enormes dificuldades para dominar bolas fáceis ou executar passes curtos. Aliada à falta de qualidade evidente de vários jogadores, do banco surgem decisões que deixam a entender que o treinador não tem uma ideia definida para a equipa. Não entendo como é que Artur, que tem sido dos mais esclarecidos esta época, fica no banco nas Aves e em Setúbal. Não entendo como é que Luíz Almeida continua a ser opção, tão evidentes que são as suas limitações a jogar com os pés e a sair dos postes. Custará assim tanto dar iguais oportunidades ao Bruno Sousa? Como é que jogadores como o Camora e o Primo que não têm sido opções regulares aparecem de "pára-quedas" no onze? O que faziam Maurinho e Roma no banco? Etc...
Em poucos meses, o Vitória de Setúbal (já não vencia o Beira-Mar desde 2001) que na época passada lutou taco-a-taco com o Beira-Mar pela manutenção e vive mergulhado em sérios problemas financeiros, demonstra uma superioridade inequívoca sobre a equipa auri-negra... o que não me admira quando chegamos ao cúmulo de mendigar jogadores emprestados da Académica. Reforços? Quais reforços?

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Nostalgia...

As cadeiras do «velhinho» Mário Duarte já não brilham como antes, mas os olhos dos Beiramarenses brilham quando recordam alguns momentos vividos naquele estádio. Pelo menos, acontece comigo...
Não sei se as colunas do Mário Duarte ainda funcionam, mas adorava voltar a sentir a emoçao de ver a equipa auri-negra, equipada a rigor, saindo daquele túnel ao som do hino do clube! Eia avante, Beira-Mar!... Uma imagem que me ficou desde o tempo em que o central Oliveira, capitão de equipa, vinha à frente e pontapeava uma bola para o ar, anunciando a entrada da equipa, a correr, em campo... Na bancada, os sócios levantavam-se, aplaudiam, agitavam-se as bandeiras (no tempo em que eram permitidas) e acendiam-se alguns cigarros e um ou outro cachimbo que davam àquela velhinha "bancada dos sócios" um cheiro muito característico. Em baixo, ficavam os miúdos junto à rede. Eu queria sempre ficar sentado na bancada ao lado do meu pai. Perto de mim, havia sempre alguém a morder uns tremoços ou umas pevides compradas às senhoras que estavam à entrada da bancada. Sempre que havia um lance junto à linha, os sócios presenteavam os atletas auri-negros com frases de incentivo. Impossível apagar da memória o tom em jeito de pregão do "Vamos ao golo, Beiraaaaa!". E ai do treinador adversário que se levantasse do seu banco para reclamar de alguma coisa! Recebia logo uns mimos da bancada que, aos meus nove anos de idade, me proporcionavam um contacto precoce com o vernáculo. Por trás do banco do Beira-Mar, o Vítor Urbano tinha sempre muitos "adjuntos" na bancada que, ao longo dos jogos, lhe davam a táctica e indicavam as substituições. Quando havia um canto ou um livre mais perigoso, as mãos dos adeptos saíam dos bolsos para marcar o ritmo das palmas de incentivo ao jogador que ia cobrar...
Quando era preciso incentivar a equipa, daquela bancada junto aos armazéns soltavam-se espontâneos "Beira-Mar! Beira-Mar!". Depois dos golos, na bancada oposta, lá ia o senhor do marcador subir as escadas, por cima da velhinha cabine de imprensa, mudar os números do resultado.
Com ou sem hino, se a Liga permitir, o regresso ao Mário Duarte - o original - será um momento nostálgico.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mais um ponto...

... rumo à manutenção na Liga Vitalis.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Iª Liga Bênêbola - 17ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
--D. Aves x SC Beira-Mar

IIª Liga Bênêbola - 17ª Jornada

Palpite para o próximo jogo:
--D. Aves x SC Beira-Mar

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Foi só esperar pelas falhas...

Mais uma vez, o Beira-Mar apresentou-se ao país envergando as cores do Vaticano. Chega a parecer que existe um qualquer lobby pelo branco na rouparia do clube quando os jogos dão na televisão. Até os comentadores da RTP comentaram a desnecessidade do Beira-Mar jogar com o equipamento alternativo neste encontro.
A exibição da equipa foi muito fraca. Quem assitiu ao jogo, desde início percebeu que mais cedo ou mais tarde o Sporting venceria o encontro. E ficou a sensação que os locais nem tiveram que acelarar para construir um resultado robusto. O Beira-Mar foi completamente inofensivo, não conseguindo sequer construir contra-ataques com finalização. Nada... [ver crónica no Norte Desportivo]
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"Tragédia financeira"
Em entrevista, ontem à tarde, à Rádio Terranova ao programa "Conversas", o Eng. Alberto Roque considerou que se a equipa de futebol não subir à 1ª Liga, será "uma tragédia financeira" para o clube.
Sobre a possibilidade do Beira-Mar não disputar mais nenhum encontro este ano no EMA, Alberto Roque defendeu o regresso imediato ao "velhinho" Mário Duarte, considerando que "jogar fora de Aveiro é dar pontos aos adversários".
Sobre o futuro do clube, o antigo dirigente auri-negro realçou a importância de surgir um candidato nas próximas eleições com "capacidade financeira", acreditando que existe uma "nova geração de Beiramarenses com valor".
A entrevista será repetida no próximo Sábado, pelas 17 horas, na Rádio Terranova (disponível online).
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Opinião de Eugénio Queirós
O Eugénio, conhecido jornalista, é fundador e colaborador de um dos blogues mais lidos do país dedicados ao mundo da bola. Recentemente, o "Rei Artur" mereceu um post incisivo no Bola na Área:
«Por vezes questiono-me seriamente sobre a integridade moral de Artur Filipe, que um dia, a propósito do assalto feito pela Inverfutbol ao Beira-Mar, não hesitou em apunhalar violentamente Carlos Carvalhal pelas costas - e eram amigos, olha se não fossem... O Beira-Mar acabou por bater com os costados na Liga Vitalis, como era evidente para toda a gente, menos para Artur Filipe, o qual, na urgência de obter rapidamente os seus 15 minutos de fama, começou a disparatar coisas do estilo: queremos despedir o treinador mas não temos dinheiro. Dá pena ver um clube com a história do Beira-Mar entregue a este tipo de dirigentes, ainda por cima quando na génese de todos os problemas estão pessoas que além não perceberem nada de futebol também evidenciam demasiadas fragilidades em matéria de gestão de um clube. O que está a acontecer este ano em Aveiro dava para escrever um livro e fazer um filme: e podem ter a certeza de que o vilões não seriam os técnicos nem nos jogadores.» [Para ler na íntegra, clicar aqui]

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

UAN sempre com o Beira!

Mesmo com o clube na situação que se conhece, os UAN fazem questão de marcar presença em Alvalade esta noite. Noutros tempos, seria de esperar uma boa deslocação de adeptos auri-negros. Nesta altura, o objectivo da direcção dos UAN passa por conseguir levar um autocarro bem composto, por forma a minimizar o previsível prejuízo da deslocação.
Quem estiver interessado em integrar a comitiva auri-negra poderá inscrever-se através dos números de telemóvel: 931614917, 919079103 ou 965280975. A saída será às 17 horas do Pavilhão do Alboi e a viagem + bilhete custa 15€ por pessoa (preço único).
Apoio às amadoras
Além de manterem o apoio possível à equipa de futebol, de referir e enaltecer o apoio entusiástico que os UAN têm dado às modalidades amadoras do clube, especialmente ao basket e ao futsal. No Sábado, os UAN estiveram no Alboi a apoiar a equipa de juvenis e séniores de futsal. No mesmo dia, deslocaram-se alguns elementos a Oliveira de Azeméis para prestar apoio à equipa sénior de basquetebol. No Domingo, marcaram presença na Gafanha da Nazaré apoiando a equipa júnior de futsal. Ontem à noite, no Alboi, empurraram a equipa sénior de futsal para um brilhante empate com o actual líder da Série A, da 2ª divisão nacional.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

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“Continuo solidário com o presidente mas, se fosse eu a mandar, demitia-me imediatamente” José Cachide em 19-01-2008

sábado, 19 de janeiro de 2008

Fim...

Acabou a participação do Beira-Mar na Taça de Portugal este ano e acabou o blackout, furado pelo próprio Artur Filipe no final do jogo em Avanca.
As declarações do ainda presidente foram claras em relação a Rogério Gonçalves e à sua equipa técnica. O treinador não tem condições para se manter no cargo (mas também não vai embora sem indemnização...), mas a verdade é que Artur Filipe também não. Amanhã, Artur Filipe e José Cachide (já não há direcção...) vão reunir e espero que José Cachide convença Artur Filipe a demitir-se. O clima que se vive no clube é insustentável e o protelamento do actual estado de crise só agravará se ninguém lhe puser um fim. Já sabemos que o Presidente da Assembleia Geral não toma decisões, por isso, só me resta esperar que José Cachide tenha um resquício de bom-senso e faça cair esta "direcção".
Se algum ou alguns elementos da actual direcção ainda acreditarem no seu projecto(?!), então que se recandidate(m)!
Está na altura de promover o surgimento de alternativas e essas só aparecerão quando a actual direcção assumir a demissão.
É tempo de mudança. Venham as eleições.