Arquivos

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ainda as escutas do SC Beira Mar - FC Porto

Vieram agora a público as célebres escutas em que, indirectamente, o nosso Clube aparece envolvido a partir do momento em que Pinto da Costa recebeu em sua casa, dias antes de o FCP defrontar o Beira-Mar, o árbitro do jogo. O processo, independentemente da apreciação jurídico-desportiva - e essa está profundamente descredibilizada pela actuação do rapazito que está à frente dos destinos da Comissão Disciplinar da Liga - seguiu para os Tribunais comuns, com acusação deduzida pelo Ministério Público contra Pinto da Costa.
Independentemente do que veio a ser a decisão final desse processo judicial, ele encerra uma das maiores dúvidas que me assaltam sobre a rectidão dos dirigentes do nosso Clube à data em que os factos foram para Tribunal - e esclareço que não sei de memória quem eles eram, nem me quis dar ao trabalho de ir ver quem eram, porque para mim isso é absolutamente irrelevante. O que me importa é o seguinte: à face dos factos apurados e das escutas e demais provas carreadas para o processo, o Ministério Público acusou Pinto da Costa, se a memória me não atraiçoa, do crime de corrupção desportiva activa. Ora, numa situação destas, pergunto - por que não se constituiu o Beira-Mar assistente no respectivo processo? Por que não acompanhou a acusação do Ministério Público? Tendo havido a possibilidade de o Clube ter sido objectivamente lesado e prejudicado no jogo em causa por acto supostamente ilegal, qual a razão pela qual o nosso Clube ficou «mudo e quedo», quietinho, e nem ao processo quis ir? Era simples, muito simples: bastaria um simples requerimento de 3 linhas e o nosso Clube ter-se-ia constituído assistente no processo (esclareço, para quem não domine as matérias jurídicas: a figura do assistente é a que desempenham todos os que se consideram vítimas ou lesados em processos onde o Ministério Público deduz uma qualquer acusação, podendo acompanhar essa mesma acusação do MP). Ao não o fazer, ao não intervir no processo e ao não se constituir assistente no mesmo, para todos os efeitos, contrariamente ao que sustentou o próprio MP, o Beira-Mar achou absolutamente normal que o árbitro do seu jogo com o FC Porto fosse a casa de Pinto da Costa na véspera do jogo!
No fundo, eu sei e todos nós sabemos a razão pela qual isso sucedeu. Chama-se a isso medo ou temor reverencial pelas consequências que daí pudessem resultar no futuro por afrontar quem é tido ainda como o Papa do sistema. Mas continuo a ter para mim que não é com atitudes desta natureza e com omissões deste jaez que as coisas vão mudar.
Eu sei - sei muito bem! - o quanto pode custar a frontalidade e a não pactuação com o dito «sistema». Mas também sei que enquanto ele prevalecer a verdade desportiva pelo qual tantos dizem pugnar continuará bem longe dos nossos campos de futebol. Quem tiver dúvidas que oiça as escutas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Protocolo e a venda do terreno das piscinas

Muito se tem falado sobre o Protocolo celebrado entre o SC Beira-Mar e o Município de Aveiro em 4 de Dezembro de 2008. Naturalmente, quando um acordo se revela ineficaz, uma de duas atitudes são possíveis: Ou se o renegoceia, ou a parte beneficiada defende intransigentemente a sua bondade. Aprendi com os meus antepassados e confirmei na minha vida pessoal que o reconhecimento da ineficácia, quando somos parte interessada, requer uma postura de humildade que não está acessível a qualquer um.
-
Vamos aos factos. Quando a Comissão Administrativa (CA) que integrei se apresentou à Assembleia Geral do Clube, fê-lo porque teve garantias, transmitidas pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, de empenhamento do executivo municipal na resolução rápida dos protocolos que existiam entre a CMA e o SC Beira-Mar, entre os quais, o que se referia ao celebrado com a EMA, EM. cujo incumprimento por parte daquela empresa municipal já se arrastava há 3 anos. Convém recordar que, em sessão da Assembleia Municipal de Janeiro de 2008, o Senhor Presidente da CMA, contabilizou a dívida da edilidade e da EMA em cerca de 3,9 milhões de euros, valor que serviu de referência na avaliação e enquadramento do dito “negócio das piscinas”.
-
Uma vez assumidos os destinos do Clube, a CA nomeou um seu Vice-Presidente, o Senhor Manuel Madaíl e o Senhor Eng.º Alberto Roque, entretanto nomeado assessor da CA, como os seus representantes na mesa de negociações com a CMA, tendo as mesmas se iniciado de imediato. O quadro exposto pela Edilidade, e que era do conhecimento público, revelava a impossibilidade de satisfazer os compromissos em dinheiro, por duas ordens de razão: A situação de asfixia financeira da CMA e a impossibilidade da EMA de satisfazer a sua parte do débito pelo mesmo motivo por outros constrangimentos entretanto surgidos.
-
Surge assim, como única solução, a opção por pagamento em “géneros” consubstanciando o terreno das Piscinas o instrumento de realização financeira dos créditos do SC Beira-Mar sobre o Município. É desenhado um quadro de utilização do terreno, por parte da Edilidade, de optimização do seu valor, traduzido por um destino de ocupação para um equipamento comercial-ludico-desportivo e uma ocupação efectiva compatível. O terreno atinge, antes da declaração da crise financeira, um valor de mercado de 7,25 milhões de euros, valor este confirmado por um consórcio de empresas interessadas na sua implementação.
-
Este valor colocava um elevado desvio relativamente ao reconhecido como dívida ao SC Beira-Mar, assumindo as partes, CMA e SC Beira-Mar, que parte das mais-valias deveria resultar a favor do Município, daí a opção pelo pagamento por parte do SC Beira-Mar de um preço pelos valores dos terrenos das piscinas e do dos futuros campos de treino e pavilhão junto ao Estádio Municipal de Aveiro e não o que seria normal num quadro destes - a doação -, atendendo a que o terreno das piscinas era, há mais de duas décadas, utilizado pelo Clube e que os terrenos na zona do Parque Desportivo de Aveiro têm uma finalidade de construção de infra-estruturas desportivas, as quais são fundamentais para que o SC Beira-Mar tenha as condições para prosseguir a sua actividade conforme protocolo anterior como contrapartida à saída do antigo Estádio Mário Duarte.
-
Se assumirmos o débito de 3,9 M€ do Município e EMA, EM. ao Clube a Dezembro de 2007; se considerarmos cerca de 0,5M€ o valor a acrescentar de débito pelo protocolo com esta empresa municipal, respeitante ao período de Janeiro a 31 de Dezembro de 2008, data limite prevista para a aplicação do Protocolo assinado em Dezembro de 2008; se considerarmos que o SC Beira-Mar se comprometia a demolir o Pavilhão do “Alboi”, criando condições ao Município para integração do seu espaço no futuro Parque da Sustentabilidade e se comprometia a construir um novo, facilmente chegamos a um valor entre 5 a 5,2 M€, necessários para que o SC Beira-Mar pudesse realizar os compromissos estabelecidos neste último Protocolo.
-
O diferencial entre aquele valor e o valor de mercado do terreno das piscinas na altura da aprovação do Protocolo situava-se em cerca de 2M€, valor que o SC Beira-Mar restituía ao Município – o mesmo é dizer que restituía à comunidade - pagando um preço pelos terrenos na mesma ordem de grandeza, apesar dos direitos anteriormente consignados.
-
Temos aqui que referir que em todo o processo existiu o conhecimento, das diversas variáveis e contornos do negócio em perspectiva, pelas partes envolvidas, i.e., SC Beira-Mar, CMA e o consórcio investidor.
-
É neste quadro que o SC Beira-Mar e o Município assumem a redacção do protocolo e o assinam em 4 de Dezembro de 2008. Infelizmente, a crise entretanto declarada evolui de financeira para económica e o consórcio interessado vê-se obrigado a desistir do negócio, tendo sido necessário encontrar novos interessados e, desta forma, o prazo estabelecido para implementação do Protocolo, 31 de Dezembro de 2008, resultou prejudicado.
-
Entretanto, surgem novos elementos de perturbação para a aplicação de protocolo, nomeadamente, uma penhora sobre os terrenos das piscinas da responsabilidade de um credor da CMA e a detecção da incorrecta inscrição matricial do terreno, bem como, outras deficiências jurídico-administrativas.
-
A morosidade na resolução destes novos elementos e as dúvidas colocadas e não desfeitas pelo Município sobre a viabilidade de utilização do terreno tal qual descrito no Protocolo, já com o primeiro trimestre de 2009 a decorrer, levam o novo potencial comprador do terreno a desistir. Todo este processo arrasta-se no tempo e esgota-se a capacidade de endividamento da Comissão Administrativa. Os salários dos trabalhadores do Clube registam um atraso de três meses na sua liquidação, a época desportiva estava a terminar e uma outra estava à porta, a qual exigia preparação de imediato, sem que o Clube conseguisse reunir os recursos financeiros necessários para criar as condições de manutenção na Liga Profissional de Futebol.
-
A CMA continuava a não encontrar soluções alternativas para resolver a dívida da EMA e não aceitava, conforme por diversas vezes foi proposto, a renegociação do Protocolo, fundamentando a sua posição com a inoportunidade política, mas confiando-nos que se o terreno das Piscinas não cumprisse o objectivo de liquidação dos diversos créditos do SC Beira-Mar, que abriria um novo processo negocial após o processo eleitoral.
-
Surge, entretanto, um novo interessado, mas conhecedor da real condição do terreno não aceita pagar mais de 2,5M€. Procurámos outros potenciais interessados, mas a crise que se revelou mais grave do que originalmente se perspectivava, não nos permitiu encontrar alternativas mais favoráveis. A CMA acompanhou, uma vez mais, todo o processo e respectivas negociações.
-
Estávamos em finais do mês de Maio e o SC Beira-Mar asfixiava financeiramente. A CMA reafirmava não estar em condições de encontrar soluções alternativas para solver os seus compromissos com o SC Beira-Mar e não restou outra alternativa à CA senão estabelecer com este interessado um contrato-promessa de compra e venda do terreno das piscinas, na condição da CMA resolver num prazo de 60 dias a penhora que recaía sobre o terreno, assim como, os obstáculos de natureza administrativa que se colocavam, tendo nestas condições o SC Beira-Mar recebido um adiantamento de 0,5 M€.
-
Deste modo, foi possível proceder às regularizações financeiras que punham em causa, novamente, a inscrição do Clube na época desportiva 2009-2010.
-
Dizer-se que com a assinatura do Protocolo a CMA liquidou a sua dívida ao SC Beira-Mar poderá, eventualmente, colher no plano jurídico (apesar de apenas um de vários itens do Protocolo se ter cumprido e com um atraso de cerca de 7 meses - atraso este da única e inteira responsabilidade da Autarquia), mas no plano ético, o Senhor Presidente da CMA não pode sustentar este discurso, pois sabe que o valor do pagamento do preço pelos terrenos existiu apenas porque se perspectivava uma elevada mais-valia na venda dos terrenos das piscinas para além do que era devido pela Autarquia e EMA. O Senhor Presidente da CMA monitorizou as negociações com todos os interessados no terreno, foi conhecendo a evolução das ofertas e as razões que determinaram a sua desvalorização. Conhece, igualmente, as razões que impediram o Clube de, sobre aquele terreno, poder ter realizado em tempo uma operação financeira que permitisse reter a sua propriedade por mais algum tempo, aguardando uma evolução mais favorável da economia e ou o aparecimento de novos interessados que reposicionassem o valor no anteriormente expectável e não pode negar que a CA lhe propôs por diversas ocasiões a renegociação do Protocolo e que sempre a recusou, com a promessa de após as eleições para o executivo Municipal se encontrarem mecanismos de compensação.
-
O SC Beira-Mar é uma das mais representativas instituições do Concelho, deve pelo seu historial de Utilidade Publica e prestígio nacional ao qual se cola a imagem da Cidade não deve ser tratado com tanto despudor pelos poderes públicos.
-
Esperamos que o bom senso impere e que a Autarquia assuma a instituição SC Beira-Mar como um poderoso parceiro para o desenvolvimento social da nossa cidade, assim tenham engenho e arte, porque áreas de intervenção comum não faltam.
-
Emídio Martins
Ex. Vice-Presidente do SC Beira-Mar
Artigo publicado no Diário de Aveiro (21-01-2010)

Escutas do caso Beira-Mar x FC Porto

Não é preciso ser tendencioso para perceber que houve um encontro claro entre Augusto Duarte e Pinto da Costa, intermediado.

Para escutar enquanto é possível.

A Taça não é de barro…

Domingo é dia de Taça para o Beira-Mar. Em jogo a contar para a 5ª eliminatória, a nossa equipa vai a Chaves tentar ultrapassar mais uma eliminatória desta competição e aceder aos quartos de final da prova.
Apesar das dificuldades que se adivinham, não podemos desperdiçar esta oportunidade de marcar presença na recta final da 2ª prova mais importante no panorama do futebol em Portugal.
Passar esta eliminatória dará alguma visibilidade ao clube que, depois das repetidas noticias, que se prolongaram no tempo, sobre o estado moribundo do Beira-Mar, necessitamos urgente e continuadamente de dar mostras de vitalidade.
Sob o ponto de vista financeiro, existe sempre a possibilidade de um jogo grande com direito a uma boa receita e a transmissão televisiva, ao que corresponderiam mais olhos postos nos nossos jogadores e, quem sabe, a descoberta de algum petróleo…Esta visibilidade seria ainda um prémio para os patrocinadores que não viraram as costas ao clube e um incentivo para futuros investidores.
Por outro lado, a partir desta fase já é permitido sonhar, sonhar com uma romaria ao Jamor, sonhar com a imagem do Estádio Nacional decorado com as cores aurinegras, sonhar com a comunidade aveirense a apoiar em peso o seu clube de referência, o Beira-Mar.
Mas antes de começar o sonho, temos de ganhar ao Chaves!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Acção estratégica

Este artigo (clicar em cima da imagem para aumentar) saíu ontem no Diário de Aveiro e contém declarações do Presidente da Comissão Administrativa sobre a viabilidade de uma Sociedade Anónima Desportiva para o SC Beira-Mar. Sobre esta matéria, durante as próximas semanas, o BN oferecerá aos seus visitantes alguns contributos para reflexão. Recorde-se que a iniciativa de personalização jurídica da equipa de futebol profissional insere-se num plano, designado por "acção estratégica", desenhado pelo Conselho Geral, o qual foi apresentado à Assembleia Geral (que o aprovou) pela Comissão Administrativa liderada por António Regala, o qual contempla ainda a criação de uma Sociedade Anónima para gerir a marca "SC Beira-Mar" e constituiu uma "Comissão de Negociação" com a Câmara Municipal de Aveiro no sentido de rever o protocolo entre o clube e o município.
Já hoje, a Comissão Administrativa emitiu um comunicado no site do clube, o qual dá conta do trabalho já desenvolvido e aponta baterias para a "re-negociação" do protocolo com a edilidade, pretendendo o agendamento de uma reunião durante a presente semana. Realço, a este propósito, que o clube já efectuou o pagamento de duzentos mil euros à autarquia referente ao terreno das piscinas. Ainda sobre a questão do protocolo assinado entre a CMA e anterior Comissão Administrativa, o BN publicará esta semana um artigo esclarecedor quanto à posição das partes na negociação e na implementação do referido documento.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Basquetebol - derrota inesperada na Invicta

12ªJornada
Salesianos 80 Beira-Mar 66
Olivais 84 União Madeira 48
Vale de Cambra 68 Sanjoanense 59
Infante Montemor 74 Gaia 64
Guifões- Atómicos 89-39
FCPorto-Valença adiado

A luta pelo playoff começa a aquecer. Beira-Mar com um jogo em atraso na Madeira, tem 6 vitórias e 5 derrotas, e encontra-se no pelotão da competição

Números

Beira-Mar 2009/10
Total de jogos - 23
(12 vitórias, 6 empates, 5 derrotas; Golos 35-22)

Top Minutos Liga Vitalis

1º Kanu 1440
2º Pedro Moreira 1367
3º Rui Sampaio 1350

Top Minutos Total
1º Kanu 2100
2º Pedro Moreira 2027
3º Rui Sampaio 1830

Top Golos Liga Vitalis
1º Rui Varela 6
2º Rui Sampaio 4
3º Wang Gang e Artur 3

Top Golos Total
1º Rui Varela e Yartley 6
3º Artur 5
4º Rui Sampaio 4

Top Suplente Utilizado Total
1ºWang Gang 18
2ºYartley 10
3ºCuco 9

Top Cartões Total
1ºÉlio 7 amarelos
2ºRui Sampaio, Kanu e Pedro Moreira 5 amarelos

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Beira-Mar empata na Covilhã!


O Beira-Mar, deslocou-se ao terreno do S.C. Covilhã tentando somar mais 3 pontos. Perante qualquer tipo de resultado o Beira-Mar manter-se-ia na liderança da Liga Vitalis, no entanto, cedo se percebeu que os homens comandados por Leonardo Jardim queriam algo mais do jogo.

O jogo começou com muita dinâmica imposta por ambas as equipas, e, era fácil adivinhar que os golos apareceriam. Aos 12 minutos de jogo, boa jogada de entendimento entre Élio e Pedro Araújo, na esquerda do ataque aveirense, com o último a cruzar para desvio de Rui Varela ao poste, na recarga puro de oportunismo Rui Sampaio abriu a contagem.
Apenas 3 minutos depois, o Covilhã empata. Canto da direita do ataque dos homens da casa e Rui Varela de costas para a bola toca com a mão na bola, Cosme Machado entendeu haver motivo para grande penalidade e Edgar, restabeleceu a igualdade. A equipa da casa teve uma forte injecção de motivação e criou algumas oportunidades, com Jorge Monteiro em plano de destaque. O Beira-Mar ainda incomodou duas vezes de bola parada com Djamal primeiro, e, Artur depois a criarem algum perigo para a baliza de Diego. Aos 38 minutos reviravolta no marcador. Contra-ataque do Covilhã, Jorge Monteiro com alguma sorte à mistura deixa Hugo no relvado e cruza ao segundo poste onde João Pimenta desvia para a baliza, fazendo o 2-1 com que chegaríamos ao intervalo.
A segunda parte começou numa toada de grande equilíbrio, quebrada quando Leonardo Jardim mexeu na equipa (entradas de Yartey e Wang Gang, saidas de Élio e Igor Pita). O ganês praticamente acabado de entrar tem um remate forte desviado por um defesa dos da casa ganhando assim um canto. Na sequência do mesmo, Kanu responde da melhor maneira ao apelo de Pedro Araújo, fazendo a igualdade a dois golos. Até ao fim a nossa equipa caminhou à procura da vitória tendo, Wang Gang e Pedro Moreira, duas boas oportunidades para consumar mais uma reviravolta na partida, no entanto, sem sucesso.

Com este empate o Beira-Mar mantém-se na liderança, ficando Santa Clara e Portimonense com possibilidade de acabarem esta jornada a um ponto dos Aveirenses.

Não se esqueça

HOJE: Sporting da Covilhã - SC Beira-Mar /20h15m/ Sporttv

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Rui Sampaio em destaque!


O jovem médio auri-negro foi alvo de destaque por parte do conhecido comentador/analista desportivo, Luís Freitas Lobo. Confesso que sou um dos admiradores do futebol praticado pelo nosso pupilo, sabe contornar as suas debilidades, sobretudo a falta de velocidade com a inteligência na ocupação de espaços e uma regularidade incrível no ritmo de jogo incutido, durante os 90 minutos. Já tinha feito o comentário na blogoesfera auri-negra que estamos perante um sobre dotado para a divisão em que estamos, o Rui é um jogador com uma capacidade cognitiva acima da média e é um chamado "box-to-box" que os treinadores e adeptos tanto gostam, defende com garra e empenho e ataca com grande inteligência, aparecendo várias vezes em zonas de finalização. Depois de entrar no melhor onze da primeira volta da Liga Vitalis pela "mão" dos diversos treinadores dos nossos rivais, nada melhor que ser considerado o melhor médio da mesma, por alguém também com relativa influência no que ao desporto rei diz respeito.

É um daqueles jogadores que fico feliz por vê-lo de amarelo e preto trajado!

Pode ver aqui a opinião de Luís Freitas Lobo

O desafio do futuro

Há algumas semanas, num qualquer programa televisivo onde se reflectia sobre a história do último meio século do futebol português e se identificava a mesma com os períodos cíclicos de domínio do mesmo por parte dos três grandes, alguém notava que esse longo período de quase sessenta anos se podia dividir em três grandes épocas - a que terão correspondido três distintas hegemonias clubísticas. A primeira dessas fases, coincidente com a era do amadorismo quase total, terá ocorrido até finais da década de cinquenta, princípios dos anos sessenta. Foi o período dourado do Sporting, construído sobretudo em torno dos míticos «cinco violinos». Essa fase de futebol quase completamente amador deu lugar a uma época de verdadeiro profissionalismo a partir do início dos anos sessenta e até meados da década de oitenta. Liderou, nacional e internacionalmente, o Benfica, com triunfos e glórias que ainda hoje perduram e ajudaram a própria selecção nacional dos meados dos anos sessenta. A partir de meados dos anos oitenta entrou-se na actual fase do futebol nacional e mundial: o futebol enquanto «desporto-indústria» - o profissionalismo levado a extremos, o desporto transformado em indústria, a valorização das organizações e a emergência dos clubes-empresa personificados nas SAD's, valorizando-se activos, criando-se namings, fundos de jogadores, etc, etc.. Coincide, a nível interno, com a supremacia indiscutível do FC Porto, só ocasionalmente interrompida e sempre de forma esporádica. Perguntar-se-á, com razão, que terá tudo isto a ver com o nosso SC Beira-Mar. Passo a explicar.
Em minha modesta opinião o nosso Beira-Mar soube adaptar-se e «modernizar-se» de forma razoavelmente consistente quando houve a passagem do amadorismo ao profissionalismo. Coincidiu, de resto, esse período do início dos anos sessenta, com a primeira subida do nosso Clube à primeira divisão. E por lá andou, com passagens mais ou menos longas, oscilando entre as primeira e segunda divisões, sem nunca ter regressado à terceira mas também sem alguma vez se sentir em perigo a própria existência e subsistência do Clube. O problema, em minha opinião, veio a seguir. No momento seguinte o Clube não soube, não pôde ou não foi capaz de se adaptar às realidades dos novos tempos, dos tempos do futebol «desporto-indústria». E esse foi e continua a ser o nosso problema e o nosso drama. Num mundo do futebol «desporto-indústria» o Beira-Mar continuou a ser, apenas, um simpático clube profissional. E nada mais do que isso. Um grupo profissional de futebol, dirigido por amadores e com uma rectaguarda desprotegida e inexistente. Logo, concorrendo em manifesta situação de desigualdade e inferioridade com muitos dos seus competidores directos que nos ganharam avanço em termos de organização e de estruturação.
Ora, salvo outra e melhor opinião, o desafio futuro imensamente urgente do nosso Beira-Mar é exactamente esse - saber organizar-se, saber estruturar-se, saber disciplinar-se, por forma a competir em competições que são mais do que simples provas desportivas profissionais, com meios e instrumentos minimamente iguais aos dos seus mais directos adversários. Esse é, sem dúvida e em minha opinião, o enorme e o imenso desafio futuro que, enquanto Clube, o Beira-Mar, todos nós, temos pela frente. Desafio que ou se ganha ou será definitivamente perdido. Sou dos que acreditam que teremos de ter a necessária arte e o suficiente engenho para saber «dar a volta por cima», captar Aveiro e os aveirenses para a sua (nossa) causa. Porque, sem alarmismos nem derrotismos, mas com sentido de realismo, também sou dos que pensam que não haverá uma segunda oportunidade para encetar tão urgente missão.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Adeptos à distância

Fala-se muito das reduzidas assistências ao jogos de futebol em Portugal, mas, com os horários que a Liga escolheu para os próximos jogos do Beira-Mar, parece que o objectivo da Liga é que os jogos sejam assistidos ao vivo pelo menor número possível de adeptos.
Claro que é agradável ver o nosso clube na televisão, mas será que só isso interessa?
E será que as empresas que patrocinam a Liga e as transmissões televisivas gostam de ver a sua imagem associada a estádios vazios?
O jogo desta semana é na Covilhã, 6ª feira, às 20h15.
Para quem quiser ir ver o jogo e se desloque numa viatura ligeira, deve contar com cerca de 2 horas de viagem, se não houver neve, gelo, acidentes ou mesmo demasiado trânsito. Deve contar também com tempo para estacionar e comer uma bucha antes do jogo.
Para isso, é melhor sair de Aveiro às 5 da tarde. Numa 6ª feira, dia de trabalho. E com uma temperatura prevista de 6 graus à hora do jogo!
Ou seja, provavelmente não estará na Covilhã praticamente ninguém de Aveiro.
Mas, na jornada seguinte, a situação é ainda mais ridícula.
O Portimonense visita Aveiro. Jogo numa 5ª feira, às 20h15. 4 horas e meia de viagem. Dia de trabalho a seguir ao dia do jogo. Quantos portimonenses estarão em Aveiro?
Qual é a dificuldade de realizar jogos ao sábado à tarde? As televisões não estão interessadas neste horário?
E os clubes, sócios da Liga, aceitam estes horários sem contestação?
Parece-me que é altura de se mudar esta situação. E o Beira-Mar, aproveitando o facto de agora ter mais visibilidade na imprensa, podia também aqui demonstrar um outro tipo de liderança e trazer de novo o futebol ao encontro dos seus adeptos.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mário Rondon assina!


Está colmatada a primeira vaga do plantel auri-negro. Mário Rondon ex-Paços de Ferreira é o primeiro reforço na reabertura do mercado e dada a polivalência ofensiva será, certamente, para preencher a vaga deixada em aberto por Bruno Severino. O site oficial apresenta Rondon como um tecnicista com facilidade para aparecer em zonas de finalização. Resta-nos desejar-lhe toda a sorte do mundo nesta nossa casa!

De referir ainda que Evans Kondogbia, avançado francês de 20 anos está sobre observação de Leonardo Jardim e restante
staff, assumindo-se como um dos candidatos ao lugar, deixado vago por Leandro Mahl.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Para reflectir

A propósito da dívida ao Taboeira, e considerando legítimo que os dirigentes de um clube defendam os interesses da sua colectividade, será que no caso presente, sendo alguns dos dirigentes do Taboeira simultaneamente sócios do Beira-Mar, não estaremos a assistir a um conflito de interesses?
Ainda relativamente a este caso e a outros semelhantes no passado, é tempo de o Beira-Mar se assumir sem receios como o principal clube de futebol do concelho de Aveiro, mas sem esquecer, antes pelo contrário respeitando e colaborando com os restante clubes do concelho e da região.
Para bem de todos.

Ajustar o plantel

Não sei quem inventou o chavão moralista " quem não tem dinheiro não tem vícios". Parece-me profundamente desadequado socialmente. Na indústria do futebol, então, é uma falácia.
Para a arte do pontapé na bola, a chamada "engenharia financeira", seja lá o que isso for, tem o condão de funcionar. O Benfica e Sporting demonstraram isso mesmo neste "mercado de inverno".
Todo este palavreado, a propósito da necessidade de ajustes no plantel beiramarense, preconizada por Leonardo Jardim. Confesso, estou plenamente de acordo com o treinador. As saídas de Leandro Mahl e Bruno Severino não foram colmatadas; principalmente a deste último, um excelente jogador. Lamento imenso que não tenha demonstrado a sua qualidade no SC Beira-Mar.
O campeonato é longo. Quem quer subir precisa de ter opções válidas no plantel. Além disso, os principais adversários fizeram ajustamentos. O clube aveirense não pode ficar de braços cruzados, encostado à fama de ter sido o "campeão de inverno" e esperar que os deuses do futebol armem uma conspiração aos nossos principais adversários, retirando-lhes ideias e força nas pernas.
Uma das saídas para a crise do clube está no aproveitamento desta oportunidade. Tendo o treinador alertado para a necessidade de reforçar ( que mais não é do que substituir quem saiu), devem conjugar-se esforços de modo a ser-lhe feita a vontade.
Para o SC Beira-Mar, subir de divisão não é um capricho, nem sequer um mero sucesso desportivo. É muito mais : uma das formas, quiçá a mais eficaz, de o retirar da profunda crise em que (ainda) se encontra.
Falta de dinheiro é óbice constante. Mas, de momento, também a dificuldade em chegar a acordo com o Tabueira ( direitos de formação de Bornes) dificulta a tarefa. É, por assim dizer, a "pedra no sapato" que impede um caminhar mais confortável ao clube "auri-negro". A dificuldade em dialogar e negociar com o clube vizinho, não é de hoje. Na época transacta também assim foi.
Os dirigentes do SC Beira-Mar têm, neste momento, responsabilidades acrescidas. O acordo é fundamental. Nem que tenham de ceder aos seus princípos. Esta cedência pode ser a alavanca para a subida. Nem que tenham de emitir mais "títulos", desta vez "os títulos para o Título". Estamos isolados a caminho da baliza, o guarda-redes esboça a saída, e não podemos falhar o golo.
Custa-me usar o discurso fatalista do "agora ou nunca". Mas se não for agora, é certo que as dificuldades do clube vão amontoar-se, enovelar-se, mantendo-o na "corda bamba". E, claro, ficando sempre sujeito a uma queda fatal sem ter, dessa vez, quem o segure antes de se estatelar.