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sábado, 30 de janeiro de 2010

Juniores de novo na luta

Pos.EquipaPJVEDGMGS

1Sanjoanense391912345121

2Sp. Espinho391911623718

3Beira-Mar381912254620

4Oliv. Bairro361911354018


Conjugação de resultados favorável (Vitória por 3-0 ao Vildemoinhos, empate de Espinho em Paços de Ferreira e derrota de Sanjoanense na Covilhã) permite recolocar o Beira-Mar na luta pela subida de divisão, pese embora o difícil calendário que se avizinha a 3 jornadas do fim (inclui deslocações a Oliveira do Bairro e Paços de Ferreira). Força miúdos!

Marcelinho "Formiguinha"


O "Formiguinha" vestiu a camisola auri-negra entre 2001 e 2006 , era um jogador franzino mas com uma garra impressionante. Foi mais um jogador que me ficou na memória pela sua passagem em Aveiro, infelizmente, e devido a lesão, não pode contribuir ainda mais para o sucesso do nosso clube. Actualmente e com 31 anos, Marcelinho está afastado do futebol profissional.

Ficam aqui três vídeos para recordar:





sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Velocidade de decisão na justiça desportiva


Desta vez não trago aqui nenhum assunto que diga directamente respeito ao Beira-Mar. Mas parece-me que o tema, apesar disso, merece alguma reflexão no Bancada Norte.
Tendo presente o “caso” do túnel do Estádio da Luz, jogo disputado em Dezembro, antes do Natal, e que, até ao momento, não teve qualquer desenvolvimento a não ser a suspensão preventiva dos jogadores do F.C.P., e o “caso” de Cristiano Ronaldo no jogo do Real Madrid do passado fim-de-semana, fica a pergunta a quem de direito (e, já agora, a quem de Direito), qual é a dificuldade de aplicar em Portugal um sistema igual ao espanhol.
Para aqueles que desconhecem o caso “Cristiano Ronaldo”, tudo começou no passado fim-de-semana, quando o CR9 foi expulso do jogo do Real Madrid por ter aproximado demasiado o seu braço do nariz do seu adversário, com se vê facilmente na imagem, causando-lhe uma fractura.
Na 3ª feira, o jogador foi castigado pelo Comité de Competição, órgão de primeira instância da justiça futebolística em Espanha, com 2 jogos de suspensão.
O Real Madrid recorreu da sentença e, na 5ª feira, o Comité de Apelação apreciou e recusou o recurso do Real Madrid.
Recorre novamente o Real Madrid, desta vez para a última instância possível, o Comité Espanhol de Disciplina Desportiva, o qual reúne hoje, 6ª feira, e cuja decisão permitirá saber se o CR9 poderá ou não jogar no Real Madrid de amanhã. Ou seja, numa semana, assunto arrumado, com 3 instâncias jurídicas a pronunciarem-se e a decidirem definitivamente a situação.
Em Portugal é quase igual...
A pergunta que fica é simples. Custa assim tanto copiar este modelo que funciona bem? E, já agora, a quem interessa que em Portugal os assuntos não sejam resolvidos em tempo útil?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Beira-Mar mostra coração e segue em primeiro!


Na 17ª jornada a nossa equipa recebeu o Portimonense, equipa que nos seguía a apenas a 1 ponto. O Beira-Mar mostrou cedo querer mandar no jogo e o Portimonense jogava claramente na expectativa, deixava o Beira-Mar jogar tentando surpreender no contra-ataque com elementos muito velozes como Wilson Eduardo, Ivanildo e Pires.

A primeira oportunidade de golo pertenceu aos forasteiros. Ivanildo disfere um remate forte a bola sofre uns efeitos estranhos, e, mostrando grandes reflexos Bruno Conceição desvia com a perna para canto. O Beira-Mar respondeu com Kanu a cruzar já dentro da grande, Varela falha o remate e na insistência Élio atira para fora, sendo que a bola é ainda desviada por um defesa da equipa algarvia. O Beira-Mar chegou à vantagem perto do minuto 25, jogada pela esquerda do ataque auri-negro excelente cruzamento de Élio, falha de Alê (ex-guardião auri-negro) e Artur a finalizar à ponta de lança. O Beira-Mar saia assim a ganhar para os balneários com inteira justiça diga-se. O Beira-Mar apresentou períodos de grande dinâmica na circulação de bola praticando um futebol, em espaços, de grande qualidade.

No segundo tempo os papeis inverteram-se naturalmente, o Beira-Mar a tentar usufruir do contra-ataque para "matar" a partida e o Portimonense a tentar desesperadamente atingir a igualdade. Litos fez entrar Yero (uma autêntica torre) no entanto, quer Hugo, quer Kanu foram dando conta das despesas. O Beira-Mar podia ter sentenciado a partida, sempre através de Rui Varela porém o ponta de lança auri-negro encontrava-se desinspirado no que à finalização diz respeito. Bruno Conceição mostrava-se extremamente inseguro a jogar com os pés mas mostrou grande personalidade ao reagir sempre com segurança e boas defesas entre os postes, foi um dos homens do jogo anulando todas as jogadas forasteiras com algumas defesas de elevado grau de dificuldade. Pedia-se Wang Gang na bancada, porém o técnico Leonardo Jardim não fez a vontade aos aficionados auri-negros. Desta feita Rondon, o mais recente reforço da nossa equipa, revelou-se opção válida para o que resta da temporada mostrando grande velocidade no lance que fechou a vitória auri-negra. Alivio de Pedro Moreira para a frente e Mário Rondon a deixar tudo e todos para trás em velocidade, tirou Alê do caminho perto da quina da grande área e perante a baliza deserta, fez o 2-0 final.

Vitória importantíssima na luta pelos lugares cimeiros da classificação, ficando apenas o Santa Clara com oportunidade de se manter a 1 ponto de distância. Mostrámos capacidade de sofrimento, garra e grande vontade de continuar na frente do campeonato, contagiando os adeptos que apesar de o jogo se realizar a uma quinta-feira e à hora de jantar compareceram em número muito aceitável para alguns já verificados esta temporada.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

LIGA BN - 17ª Jornada - I Liga




SC Beira-Mar - Portimonense
Quinta-Feira, dia 28, às 20.15 Horas
I Liga

Sem alterações na I Liga

1 Mário Marinho 15 25
2 Pedro Moreira 14 24
3 João Oliveira 15 23
4 Vitor Peixoto 12 18
5 Jota 15 16
6 Nuno Q. Martins 14 13
7 Ana Vinagre 14 13
8 Jqam/João Quintaneiro 7 12
9 Rui Nunes 15 11
10 Gabriel Baltazar 9 9
11 Su/Susana 10 9
12 Pedro Neves 14 9
13 João Cardoso 12 7
14 Pedro Ribau 9 4
15 Da Rocha 8 3
16 Acácio Sequeira 4 1

LIGA BN - 17ª Jornada - II Liga




SC Beira-Mar - Portimonense
Quinta-Feira, dia 28, às 20.15 Horas

II Liga

Novo lider, o regresso de LS Cantanhede são as únicas novidades.

1 + BM2 15 26
2 Márcio Pinto 14 25
3 Carlos Almeida 15 25
4 PN 14 22
5 António Neves 15 22
6 S. Cruz 15 19
7 André Raio 12 18
8 Sportsman 12 16
9 Tô Pissudo 11 15
10 Adm + BeiraMar 15 15
11 Bully 13 13
12 Vera Lisboa 12 11
13 Hugo Fernandes 9 8
14 Diogo 4 3
15 José Cravo 8 2
16 LS Cantanhede 1 1
17 Bebe Agua 1 1
18 Ricardo Pereira 2 1
19 Lei Sem Código 1 0
20 Ricardo Fernandes 1 0

Eliminação em Chaves

A eliminação do SC Beira-Mar em Chaves acaba por ser a segunda desilusão da época. Depois da saída da Taça da Liga, esta eliminação da Taça de Portugal afasta a possibilidade do nosso clube defrontar um dos "grandes" do futebol português esta época, perdendo assim a visibilidade e a receita que daí poderia advir, para além do natural sonho dos adeptos, que se renova todos os anos, de ver as cores auri-negras numa final.

Relativamente ao jogo de Chaves, pouco há a dizer. Num relvado em muito más condições, os nossos atletas tentaram jogar um futebol apoiado (asneira!). O adversário, por seu turno, entrou em campo consciente que esta eliminatória seria ganha pela equipa que colocasse mais agressividade e concentração em campo. O SC Beira-Mar teve nas mãos a possibilidade de definir o cariz do jogo, mas Rui Varela falhou uma grande penalidade que poderia ter dado vantagem aos auri-negros. Nestas coisas, já se sabe que o efeito psicológico é contrário nas equipas. O Chaves empolgou-se e o SC Beira-Mar afundou-se. Como um mal nunca vem só, os visitados chegaram ao golo ainda antes do intervalo e "atiraram" os auri-negros às "cordas".

Na segunda parte, o futebol do SC Beira-Mar continuou desarticulado e, sobretudo, desconcentrado. Com os minutos a passar, os da casa foram aumentando a confiança e estiveram sempre mais perto de aumentar a vantagem. Só no período de compensação é que o SC Beira-Mar esteve muito perto de marcar.

No cômputo geral, a vitória do Chaves é justa e não merece contestação. Notou-se que os locais tiveram uma boa abordagem ao encontro e estavam fortemente motivados. Ao SC Beira-Mar, julgo que faltou concentração, agressividade e pragmatismo. Não consegui discernir nenhum jogador auri-negro que tenha realizado uma exibição individualmente positiva. Estiveram todos em dia "não". No capítulo táctico, penso que Leonardo Jardim fez tudo o que estava ao seu alcance.

Agora, as atenções do SC Beira-Mar centram-se na Liga Vitalis onde, na próxima Quinta-Feira, a equipa terá um encontro muito importante, frente ao Portimonense. Espero que os sócios e adeptos compareçam em bom número e com espírito de apoio à equipa.

Uma palavra para os Ultras Auri-Negros que têm estado sempre ao lado da equipa. Nas últimas três semanas, os "sempre presentes" estiveram no Cartaxo, na Covilhã e em Chaves. Muitos kilómetros percorridos e algum dinheiro investido num curto espaço de tempo para apoiar o SC Beira-Mar.
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Neste fim-de-semana, merecem uma especial felicitação as equipas séniores de futsal e basquetebol pelas vitórias alcançadas nos respectivos campeonatos, bem como, a equipa de Iniciados A (Academia de Futebol) pelo apuramento para a 2ª fase do campeonato nacional.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Basquetebol - derby duro dá vitória importante

13ªJornada
Sanjoanense 76 Beira-Mar 84 (ap)
Gaia 68 Vale de Cambra 49
Atómicos 40 Infante Montemor 76
Salesianos 72 FCPorto B 88
Valença 84 Olivais 66
Uniao Madeira-Guifões(Dom)
FCPorto B 98 Valença 49 (Dom)

















Próximo Jogo: Visita ao pavilhão do líder em Matosinhos
FCPorto B - Beira-Mar, Sábado 30 Janeiro, 17h30

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ainda as escutas do SC Beira Mar - FC Porto

Vieram agora a público as célebres escutas em que, indirectamente, o nosso Clube aparece envolvido a partir do momento em que Pinto da Costa recebeu em sua casa, dias antes de o FCP defrontar o Beira-Mar, o árbitro do jogo. O processo, independentemente da apreciação jurídico-desportiva - e essa está profundamente descredibilizada pela actuação do rapazito que está à frente dos destinos da Comissão Disciplinar da Liga - seguiu para os Tribunais comuns, com acusação deduzida pelo Ministério Público contra Pinto da Costa.
Independentemente do que veio a ser a decisão final desse processo judicial, ele encerra uma das maiores dúvidas que me assaltam sobre a rectidão dos dirigentes do nosso Clube à data em que os factos foram para Tribunal - e esclareço que não sei de memória quem eles eram, nem me quis dar ao trabalho de ir ver quem eram, porque para mim isso é absolutamente irrelevante. O que me importa é o seguinte: à face dos factos apurados e das escutas e demais provas carreadas para o processo, o Ministério Público acusou Pinto da Costa, se a memória me não atraiçoa, do crime de corrupção desportiva activa. Ora, numa situação destas, pergunto - por que não se constituiu o Beira-Mar assistente no respectivo processo? Por que não acompanhou a acusação do Ministério Público? Tendo havido a possibilidade de o Clube ter sido objectivamente lesado e prejudicado no jogo em causa por acto supostamente ilegal, qual a razão pela qual o nosso Clube ficou «mudo e quedo», quietinho, e nem ao processo quis ir? Era simples, muito simples: bastaria um simples requerimento de 3 linhas e o nosso Clube ter-se-ia constituído assistente no processo (esclareço, para quem não domine as matérias jurídicas: a figura do assistente é a que desempenham todos os que se consideram vítimas ou lesados em processos onde o Ministério Público deduz uma qualquer acusação, podendo acompanhar essa mesma acusação do MP). Ao não o fazer, ao não intervir no processo e ao não se constituir assistente no mesmo, para todos os efeitos, contrariamente ao que sustentou o próprio MP, o Beira-Mar achou absolutamente normal que o árbitro do seu jogo com o FC Porto fosse a casa de Pinto da Costa na véspera do jogo!
No fundo, eu sei e todos nós sabemos a razão pela qual isso sucedeu. Chama-se a isso medo ou temor reverencial pelas consequências que daí pudessem resultar no futuro por afrontar quem é tido ainda como o Papa do sistema. Mas continuo a ter para mim que não é com atitudes desta natureza e com omissões deste jaez que as coisas vão mudar.
Eu sei - sei muito bem! - o quanto pode custar a frontalidade e a não pactuação com o dito «sistema». Mas também sei que enquanto ele prevalecer a verdade desportiva pelo qual tantos dizem pugnar continuará bem longe dos nossos campos de futebol. Quem tiver dúvidas que oiça as escutas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Protocolo e a venda do terreno das piscinas

Muito se tem falado sobre o Protocolo celebrado entre o SC Beira-Mar e o Município de Aveiro em 4 de Dezembro de 2008. Naturalmente, quando um acordo se revela ineficaz, uma de duas atitudes são possíveis: Ou se o renegoceia, ou a parte beneficiada defende intransigentemente a sua bondade. Aprendi com os meus antepassados e confirmei na minha vida pessoal que o reconhecimento da ineficácia, quando somos parte interessada, requer uma postura de humildade que não está acessível a qualquer um.
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Vamos aos factos. Quando a Comissão Administrativa (CA) que integrei se apresentou à Assembleia Geral do Clube, fê-lo porque teve garantias, transmitidas pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, de empenhamento do executivo municipal na resolução rápida dos protocolos que existiam entre a CMA e o SC Beira-Mar, entre os quais, o que se referia ao celebrado com a EMA, EM. cujo incumprimento por parte daquela empresa municipal já se arrastava há 3 anos. Convém recordar que, em sessão da Assembleia Municipal de Janeiro de 2008, o Senhor Presidente da CMA, contabilizou a dívida da edilidade e da EMA em cerca de 3,9 milhões de euros, valor que serviu de referência na avaliação e enquadramento do dito “negócio das piscinas”.
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Uma vez assumidos os destinos do Clube, a CA nomeou um seu Vice-Presidente, o Senhor Manuel Madaíl e o Senhor Eng.º Alberto Roque, entretanto nomeado assessor da CA, como os seus representantes na mesa de negociações com a CMA, tendo as mesmas se iniciado de imediato. O quadro exposto pela Edilidade, e que era do conhecimento público, revelava a impossibilidade de satisfazer os compromissos em dinheiro, por duas ordens de razão: A situação de asfixia financeira da CMA e a impossibilidade da EMA de satisfazer a sua parte do débito pelo mesmo motivo por outros constrangimentos entretanto surgidos.
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Surge assim, como única solução, a opção por pagamento em “géneros” consubstanciando o terreno das Piscinas o instrumento de realização financeira dos créditos do SC Beira-Mar sobre o Município. É desenhado um quadro de utilização do terreno, por parte da Edilidade, de optimização do seu valor, traduzido por um destino de ocupação para um equipamento comercial-ludico-desportivo e uma ocupação efectiva compatível. O terreno atinge, antes da declaração da crise financeira, um valor de mercado de 7,25 milhões de euros, valor este confirmado por um consórcio de empresas interessadas na sua implementação.
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Este valor colocava um elevado desvio relativamente ao reconhecido como dívida ao SC Beira-Mar, assumindo as partes, CMA e SC Beira-Mar, que parte das mais-valias deveria resultar a favor do Município, daí a opção pelo pagamento por parte do SC Beira-Mar de um preço pelos valores dos terrenos das piscinas e do dos futuros campos de treino e pavilhão junto ao Estádio Municipal de Aveiro e não o que seria normal num quadro destes - a doação -, atendendo a que o terreno das piscinas era, há mais de duas décadas, utilizado pelo Clube e que os terrenos na zona do Parque Desportivo de Aveiro têm uma finalidade de construção de infra-estruturas desportivas, as quais são fundamentais para que o SC Beira-Mar tenha as condições para prosseguir a sua actividade conforme protocolo anterior como contrapartida à saída do antigo Estádio Mário Duarte.
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Se assumirmos o débito de 3,9 M€ do Município e EMA, EM. ao Clube a Dezembro de 2007; se considerarmos cerca de 0,5M€ o valor a acrescentar de débito pelo protocolo com esta empresa municipal, respeitante ao período de Janeiro a 31 de Dezembro de 2008, data limite prevista para a aplicação do Protocolo assinado em Dezembro de 2008; se considerarmos que o SC Beira-Mar se comprometia a demolir o Pavilhão do “Alboi”, criando condições ao Município para integração do seu espaço no futuro Parque da Sustentabilidade e se comprometia a construir um novo, facilmente chegamos a um valor entre 5 a 5,2 M€, necessários para que o SC Beira-Mar pudesse realizar os compromissos estabelecidos neste último Protocolo.
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O diferencial entre aquele valor e o valor de mercado do terreno das piscinas na altura da aprovação do Protocolo situava-se em cerca de 2M€, valor que o SC Beira-Mar restituía ao Município – o mesmo é dizer que restituía à comunidade - pagando um preço pelos terrenos na mesma ordem de grandeza, apesar dos direitos anteriormente consignados.
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Temos aqui que referir que em todo o processo existiu o conhecimento, das diversas variáveis e contornos do negócio em perspectiva, pelas partes envolvidas, i.e., SC Beira-Mar, CMA e o consórcio investidor.
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É neste quadro que o SC Beira-Mar e o Município assumem a redacção do protocolo e o assinam em 4 de Dezembro de 2008. Infelizmente, a crise entretanto declarada evolui de financeira para económica e o consórcio interessado vê-se obrigado a desistir do negócio, tendo sido necessário encontrar novos interessados e, desta forma, o prazo estabelecido para implementação do Protocolo, 31 de Dezembro de 2008, resultou prejudicado.
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Entretanto, surgem novos elementos de perturbação para a aplicação de protocolo, nomeadamente, uma penhora sobre os terrenos das piscinas da responsabilidade de um credor da CMA e a detecção da incorrecta inscrição matricial do terreno, bem como, outras deficiências jurídico-administrativas.
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A morosidade na resolução destes novos elementos e as dúvidas colocadas e não desfeitas pelo Município sobre a viabilidade de utilização do terreno tal qual descrito no Protocolo, já com o primeiro trimestre de 2009 a decorrer, levam o novo potencial comprador do terreno a desistir. Todo este processo arrasta-se no tempo e esgota-se a capacidade de endividamento da Comissão Administrativa. Os salários dos trabalhadores do Clube registam um atraso de três meses na sua liquidação, a época desportiva estava a terminar e uma outra estava à porta, a qual exigia preparação de imediato, sem que o Clube conseguisse reunir os recursos financeiros necessários para criar as condições de manutenção na Liga Profissional de Futebol.
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A CMA continuava a não encontrar soluções alternativas para resolver a dívida da EMA e não aceitava, conforme por diversas vezes foi proposto, a renegociação do Protocolo, fundamentando a sua posição com a inoportunidade política, mas confiando-nos que se o terreno das Piscinas não cumprisse o objectivo de liquidação dos diversos créditos do SC Beira-Mar, que abriria um novo processo negocial após o processo eleitoral.
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Surge, entretanto, um novo interessado, mas conhecedor da real condição do terreno não aceita pagar mais de 2,5M€. Procurámos outros potenciais interessados, mas a crise que se revelou mais grave do que originalmente se perspectivava, não nos permitiu encontrar alternativas mais favoráveis. A CMA acompanhou, uma vez mais, todo o processo e respectivas negociações.
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Estávamos em finais do mês de Maio e o SC Beira-Mar asfixiava financeiramente. A CMA reafirmava não estar em condições de encontrar soluções alternativas para solver os seus compromissos com o SC Beira-Mar e não restou outra alternativa à CA senão estabelecer com este interessado um contrato-promessa de compra e venda do terreno das piscinas, na condição da CMA resolver num prazo de 60 dias a penhora que recaía sobre o terreno, assim como, os obstáculos de natureza administrativa que se colocavam, tendo nestas condições o SC Beira-Mar recebido um adiantamento de 0,5 M€.
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Deste modo, foi possível proceder às regularizações financeiras que punham em causa, novamente, a inscrição do Clube na época desportiva 2009-2010.
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Dizer-se que com a assinatura do Protocolo a CMA liquidou a sua dívida ao SC Beira-Mar poderá, eventualmente, colher no plano jurídico (apesar de apenas um de vários itens do Protocolo se ter cumprido e com um atraso de cerca de 7 meses - atraso este da única e inteira responsabilidade da Autarquia), mas no plano ético, o Senhor Presidente da CMA não pode sustentar este discurso, pois sabe que o valor do pagamento do preço pelos terrenos existiu apenas porque se perspectivava uma elevada mais-valia na venda dos terrenos das piscinas para além do que era devido pela Autarquia e EMA. O Senhor Presidente da CMA monitorizou as negociações com todos os interessados no terreno, foi conhecendo a evolução das ofertas e as razões que determinaram a sua desvalorização. Conhece, igualmente, as razões que impediram o Clube de, sobre aquele terreno, poder ter realizado em tempo uma operação financeira que permitisse reter a sua propriedade por mais algum tempo, aguardando uma evolução mais favorável da economia e ou o aparecimento de novos interessados que reposicionassem o valor no anteriormente expectável e não pode negar que a CA lhe propôs por diversas ocasiões a renegociação do Protocolo e que sempre a recusou, com a promessa de após as eleições para o executivo Municipal se encontrarem mecanismos de compensação.
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O SC Beira-Mar é uma das mais representativas instituições do Concelho, deve pelo seu historial de Utilidade Publica e prestígio nacional ao qual se cola a imagem da Cidade não deve ser tratado com tanto despudor pelos poderes públicos.
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Esperamos que o bom senso impere e que a Autarquia assuma a instituição SC Beira-Mar como um poderoso parceiro para o desenvolvimento social da nossa cidade, assim tenham engenho e arte, porque áreas de intervenção comum não faltam.
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Emídio Martins
Ex. Vice-Presidente do SC Beira-Mar
Artigo publicado no Diário de Aveiro (21-01-2010)

Escutas do caso Beira-Mar x FC Porto

Não é preciso ser tendencioso para perceber que houve um encontro claro entre Augusto Duarte e Pinto da Costa, intermediado.

Para escutar enquanto é possível.

A Taça não é de barro…

Domingo é dia de Taça para o Beira-Mar. Em jogo a contar para a 5ª eliminatória, a nossa equipa vai a Chaves tentar ultrapassar mais uma eliminatória desta competição e aceder aos quartos de final da prova.
Apesar das dificuldades que se adivinham, não podemos desperdiçar esta oportunidade de marcar presença na recta final da 2ª prova mais importante no panorama do futebol em Portugal.
Passar esta eliminatória dará alguma visibilidade ao clube que, depois das repetidas noticias, que se prolongaram no tempo, sobre o estado moribundo do Beira-Mar, necessitamos urgente e continuadamente de dar mostras de vitalidade.
Sob o ponto de vista financeiro, existe sempre a possibilidade de um jogo grande com direito a uma boa receita e a transmissão televisiva, ao que corresponderiam mais olhos postos nos nossos jogadores e, quem sabe, a descoberta de algum petróleo…Esta visibilidade seria ainda um prémio para os patrocinadores que não viraram as costas ao clube e um incentivo para futuros investidores.
Por outro lado, a partir desta fase já é permitido sonhar, sonhar com uma romaria ao Jamor, sonhar com a imagem do Estádio Nacional decorado com as cores aurinegras, sonhar com a comunidade aveirense a apoiar em peso o seu clube de referência, o Beira-Mar.
Mas antes de começar o sonho, temos de ganhar ao Chaves!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Acção estratégica

Este artigo (clicar em cima da imagem para aumentar) saíu ontem no Diário de Aveiro e contém declarações do Presidente da Comissão Administrativa sobre a viabilidade de uma Sociedade Anónima Desportiva para o SC Beira-Mar. Sobre esta matéria, durante as próximas semanas, o BN oferecerá aos seus visitantes alguns contributos para reflexão. Recorde-se que a iniciativa de personalização jurídica da equipa de futebol profissional insere-se num plano, designado por "acção estratégica", desenhado pelo Conselho Geral, o qual foi apresentado à Assembleia Geral (que o aprovou) pela Comissão Administrativa liderada por António Regala, o qual contempla ainda a criação de uma Sociedade Anónima para gerir a marca "SC Beira-Mar" e constituiu uma "Comissão de Negociação" com a Câmara Municipal de Aveiro no sentido de rever o protocolo entre o clube e o município.
Já hoje, a Comissão Administrativa emitiu um comunicado no site do clube, o qual dá conta do trabalho já desenvolvido e aponta baterias para a "re-negociação" do protocolo com a edilidade, pretendendo o agendamento de uma reunião durante a presente semana. Realço, a este propósito, que o clube já efectuou o pagamento de duzentos mil euros à autarquia referente ao terreno das piscinas. Ainda sobre a questão do protocolo assinado entre a CMA e anterior Comissão Administrativa, o BN publicará esta semana um artigo esclarecedor quanto à posição das partes na negociação e na implementação do referido documento.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Basquetebol - derrota inesperada na Invicta

12ªJornada
Salesianos 80 Beira-Mar 66
Olivais 84 União Madeira 48
Vale de Cambra 68 Sanjoanense 59
Infante Montemor 74 Gaia 64
Guifões- Atómicos 89-39
FCPorto-Valença adiado

A luta pelo playoff começa a aquecer. Beira-Mar com um jogo em atraso na Madeira, tem 6 vitórias e 5 derrotas, e encontra-se no pelotão da competição

Números

Beira-Mar 2009/10
Total de jogos - 23
(12 vitórias, 6 empates, 5 derrotas; Golos 35-22)

Top Minutos Liga Vitalis

1º Kanu 1440
2º Pedro Moreira 1367
3º Rui Sampaio 1350

Top Minutos Total
1º Kanu 2100
2º Pedro Moreira 2027
3º Rui Sampaio 1830

Top Golos Liga Vitalis
1º Rui Varela 6
2º Rui Sampaio 4
3º Wang Gang e Artur 3

Top Golos Total
1º Rui Varela e Yartley 6
3º Artur 5
4º Rui Sampaio 4

Top Suplente Utilizado Total
1ºWang Gang 18
2ºYartley 10
3ºCuco 9

Top Cartões Total
1ºÉlio 7 amarelos
2ºRui Sampaio, Kanu e Pedro Moreira 5 amarelos