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sábado, 14 de janeiro de 2012

18ª jornada: Olhanense x Beira-Mar

18ª jornada da Liga Hi-Fi 2000. 2ª do mês de Janeiro.

O Beira-Mar termina a 1ª volta em Olhão. Perspectiva-se um jogo equilibrado e difícil diante um adversário directo.

Em termos da Liga Hi-Fi 2000: Materazzi lidera o mês de Janeiro, fruto da vitória na jornada anterior, enquanto ABNC permanece no comando da prova.

Para o jogo vs Olhanense, aceitamos apostas (aqui) até às 15h do próximo Domingo, dia 15 de Janeiro.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sócios como estes não há! VIVA O BEIRA-MAR!

Porque o futebol não se joga só nas 4 linhas e porque os sócios do Beira-Mar são
realmente diferentes e genuínos, com uma visão pluralista da coisa, aqui fica
uma pequena peripécia que o Beiramarense João Sardo testemunhou in loco na
última Segunda-Feira:

Jogo a desenrolar-se quase sempre na outra lateral do campo.
Desabafo de sócio ao jogador do Beira-Mar que transporta o esférico:

" Ó BOI! TAMBÉM PAGÁMOS BILHETE!!!"

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Desta, Gonçalo não foi Santo.

Os meus receios confirmaram-se: a vitória em Paços de Ferreira elevou tanto a fasquia ao ponto da equipa voltar às exibições confrangedoras e brindar-nos com um jogo altamente medíocre, mostrando-se nervosa perante os seus adeptos e sem um fio-de-jogo consistente. Condenem-me ou crucifiquem-me mas reitero: Rui Bento pode ser uma jóia de moço, mas não é treinador para uma equipa de uma liga profissional. Não há pachorra para tamanha falta de visão e não ler o jogo como deveria ser lido: como diz um amigalhaço meu “é o laboratório do Rui Bento a funcionar”. Escangalho-me a rir quando no final tem a senhora lata de dizer “o resultado foi injusto”. O Beira-Mar foi claramente dominado pelo Braga: fizemos 7 remates contra 15 dos minhotos e, em termos de oportunidades de golo, poderíamos ter saído goleados. Como é possível haver pessoas a dizer que fizemos um bom jogo?! Ou das duas uma: ou estava muito desatento ou não percebo nada de bola. Por outro lado, a incompetência do técnico reflecte-se no timing das substituições: a primeira aos 80 minutos e a segunda aos 90. E o Douglas lá fez o jogo todo, sem saber “ler nem escrever”, enervando os adeptos com mais uma exibição paupérrima, sendo presa fácil perante o “patrão”. O Zhang esforça-se e é voluntarioso, mas não desequilibra. Cristiano não se pode achar a estrela da companhia: sofremos o segundo golo por culpa dele, foi substituído e abandonou o campo a “passo de caracol”, empurrou o administrador da SAD Fernando Vinagre e atirou a camisola para o chão, num gesto que considero insultuoso para com o Beira-Mar e sua massa adepta. Como sócio, exijo (como tantos outros), que seja movido um processo disciplinar contra este atleta porque se nenhuma medida punitiva for tomada contra tamanhas atitudes de miúdo mimado estamos a dar um exemplo grotesco de enorme falta de atitude e pulso fraco perante todos. Venham reforços rapidamente: dois pontas-de-lança (Meyong, Nélson Oliveira, Rodrigo Mora, Rubio, Zé Luís, Pouga, Anselmo) e um número 10 (Gódemeche, Iturbe, Leandro Salino, Edson Sitta, David Simão).Com esta derrota o Beira-Mar caiu para o 8º posto. Não nos interessa olhar para cima e para os lugares europeus, como ouvi e li após a vitória em Paços de ferreira. Importa dizer que estamos somente com mais 4 pontos que o penúltimo classificado sendo certo que vai ser uma luta praticamente até ao término da competição. O percurso do Beira-Mar em casa é enfadonho e angustiante: 1 vitória, 2 empates e 6 derrotas (contabilizando os jogos das taças), com 5 golos marcados e 10 sofridos. Para piorar as coisas os próximos cinco jogos são de enorme nível de dificuldade: idas a Olhão, Alvalade e Leiria e, pelo meio, recebemos o Marítimo e o V. Guimarães. Deus nos ajude já que este ano S. Gonçalinho não o fez.


Apontamentos positivos:


O belo golo de Artur, certamente dos melhores do ano. A boa exibição de Joãozinho a mostrar que foi boa a opção de adquirir o seu passe ao Mafra.


Os Ultras Auri-Negros tiveram o melhor momento da época. Com cerca de 150/200 adeptos a claque foi uma boa voz de apoio à equipa, que acabou por não corresponder.

sábado, 7 de janeiro de 2012

17ª Jornada: Beira-Mar x Braga

17ª jornada da Liga Hi-Fi 2000.


1ª do mês de Janeiro, que terá 4 jogos: Braga (casa), Olhanense (fora), Marítimo (casa) e Sporting (fora).


Aceitamos palpites (aqui) até às 19h15 da próxima Segunda-feira, dia 9 de Janeiro.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

São Gonçalinho a ponta-de-lança!

Aí está mais uma edição da tradicional festa de São Gonçalinho (de 6 a 10 de Janeiro). São Gonçalo (de Amarante) é um santo que os Aveirenses foram erigindo um tanto ao quanto à sua medida, transformando-o, pouco a pouco, num dos seus, com quem todos se sentem à vontade para dialogar e desabafar: tornámo-lo um filho da Ria.
Apesar de nunca ter estado em Aveiro, São Gonçalinho (como carinhosamente foi apelidado pelos nossos conterrâneos mais antigos) foi escolhido como Santo Padroeiro da cidade, dada a sua vocação na resolução de problemas ósseos e matrimoniais (seria uma boa solução para a Fanny, da Casa dos “Degredos”). Com a finalidade de pagar determinadas promessas ao Santo, as pessoas, do cima da capela, lançam, durante as festividades, as tradicionais cavacas para o Povo que, lá em baixo, as apanham das mais variadas formas e com os mais peculiares utensílios.
É igualmente tradição, que no fim-de-semana de São Gonçalinho, o Beira-Mar não perca: há dois anos, na caminhada triunfal rumo à Primeira Liga, venceu, no Cartaxo, o Carregado e, na época transacta, arrancou um empate na Madeira, ante o Nacional. Pois bem, esta Segunda-Feira, a equipa de São Gonçalinho joga em Aveiro, com o Sp. Braga. Esperemos, que em semana do padroeiro, haja uma forte mobilização dos Aveirenses no apoio ao Beira-Mar, com uma boa moldura humana no estádio. Relembro que nos últimos 4 jogos a equipa conquistou 3 vitórias, tendo perdido, somente, com o FC Porto. Assim, caro Gonçalo, apelamos à tua ajuda na luta pela vitória:

Dos Santos todos de Aveiro;
Desta terra, deste céu;
S. Gonçalinho é sem dúvida;
O Santo mais Cagaréu.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Entrevista de Nuno Patrão ao Jogo

vou publicar na integra o que está disponível online aqui, aqui, aqui e aqui. Uma extensa entrevista de Nuno Patrão ao jornal O Jogo. As ilações ficam para depois... porque a entrevista é esclarecedora.


"Sem SAD o Beira-Mar não estava a competir"

JORGE MAIA VALENTE
Pouco dado às luzes da ribalta e "avesso a entrevistas", Nuno Patrão aceitou explicar a O JOGO os interesses de Majid Pishyar, magnata iraniano, na SAD do clube e como é que ele próprio surge no projecto. Nuno Patrão é o braço direito de Pishyar em Aveiro e funcionário da 32 Group, empresa do magnata.


Quem é Nuno Patrão no Beira-Mar?

É a pessoa que está ligada ao 32 Group há dois anos e meio como gestor de activos, numa primeira fase no Servette, e depois de Majid Pishyar assumir o Beira-Mar, também incumbido dessa missão aqui.

É o responsável pelo futebol do Beira-Mar?

Não. A minha missão é fazer pesquisa de jogadores, escolher e promover activos como acontece no Servette, e que agora também tenho sob a minha alçada no Beira-Mar.

Foi o responsável pela vinda de Majid Pishyar para o Beira-Mar?

A ligação que tenho com Majid Pishyar é de aconselhamento mas não fui eu que indiquei o Beira-Mar como um novo projecto de potencial interesse. A ligação foi feita pela direcção do clube com a colaboração do Ulisses Santos, meu amigo pessoal. Servi de intermediário para fazer o Beira-Mar chegar a Majid Pishyar. É uma pessoa que tem o seu próprio feeling negocial mas não escondo que transmiti uma opinião favorável à realização do negócio.

Majid Pishyar um homem de negócios que procura sustentar a vertente financeira. É possível fazer isso no Beira-Mar?

O Beira-Mar nos próximos dois/três anos vai crescer muito, limpar problemas financeiros que tem, limpar a casa e paulatinamente alicerçar-se para estar uns dez anos na primeira divisão. Se conseguir manter-se no escalão maior esse tempo, com jogadores da formação a integrar o plantel profissional, com uma academia que possa orgulhar o clube e a região, o projecto de Majid Pishyar está vencido e as pessoas de Aveiro deverão estar gratas pela sua vinda.

Significa então que, se o clube descer de divisão, o projecto não faz sentido?

Pelo que me apercebi daquilo que foi apresentado a Majid Pishyar quando a Direcção encetou contactos para este projecto, sem SAD o Beira-Mar não estava a competir este ano na I liga. Já no ano passado, Majid Pishyar ajudou o clube como é público e, agora, tem as suas ideias. Agora, é evidente que as coisas têm de ser sustentadas e se acaso o clube descesse, este projecto não tinha condições para avançar. Mas isso aconteceria com qualquer clube português que só tem viabilidade no primeiro escalão.

Se as metas definidas não forem cumpridas acontece alguma coisa à SAD?

À SAD não acontece nada, pode acontecer é a mim. Eu tenho um contrato com a 32 Group, e como qualquer funcionário, preciso de apresentar resultados. No Servette queremos lutar pelo título a curto prazo e estar na Europa. No Beira-Mar o objectivo a curto prazo é estabilizar na I liga e sustentar a equipa para outros voos.

Majid Pishyar falou de conquistas para o Beira-Mar…

De futuro sim. No imediato é preciso que o clube consiga estruturas desportivas e melhores condições para os seus profissionais. É fundamental termos a curto prazo uma academia e campos de treino. Depois, também será preciso aumentar o orçamento e para isso, temos primeiro de limpar muita coisa do passado.

Pagar dívidas, como Majid Pishyar disse? Diminuir, por consequência, o passivo do clube?

Quando Majid Pishyar chegou ao Servette o clube estava na bancarrota. Recuperou a credibilidade, trouxe adeptos, voltou a colocar o clube na primeira divisão. No Beira-Mar há uma intenção idêntica: dotar o clube de estruturas, apostar nos jovens, valorizar activos, levar mais gente ao estádio de Aveiro e colocar o clube num patamar superior.

"Assumir que temos um empresário connosco é sinal de transparência na gestão"

Ulisses Santos, agente FIFA e empresário de futebol, foi o homem que abriu as portas ao Beira-Mar para uma solução de compromisso futuro. O gestor de activos do Beira-Mar e do Servette não vê qualquer problema em assumir a ligação ao empresário: quer no aconselhamento, quer na negociação de jogadores.

Reconhece a desconfiança dos adeptos do Beira-Mar por a SAD ter o empresário Ulisses Santos ligado ao projecto? E o facto de também Nuno Patrão estar ligado ao agenciamento de atletas?

Eu sou remunerado pela 32 Group e a minha missão aqui já foi explicada. Representarei sempre o clube e não vou ganhar comissões com o Beira-Mar. O meu acordo é com a empresa que represento e com Majid Pishyar.

Mas trabalha com um empresário que tem a representação de vários jogadores no clube…

É normal os clubes terem ligações com empresários. Eu não tenho jogadores representados por mim no clube. Acho, por isso, que o fantasma de estar um empresário que é sócio do clube, que ajudou o clube e se interessou por encontrar uma solução, não faz muito sentido. Parece-me até que assumir que temos um empresário a trabalhar connosco é sinal de transparência na gestão que estamos a fazer. Não é assim em muitos clubes…

O clube tem uma carteira de jogadores alicerçada no Ulisses Santos?

Não, de maneira nenhuma. Ele está neste projecto devido à ligação que tem com o clube. Já tinha jogadores no Beira-Mar, não é só agora. A ajuda que ele dá é na sinalização de alvos que depois podem ou não interessar. Não está no clube para ganhar dinheiro com os jogadores que cá coloca.

"Queremos fazer dois milhões em vendas"

O futebol profissional do Beira-Mar abraçou uma nova filosofia ao caminhar como Sociedade Anónima Desportiva (SAD) onde negócio é palavra-chave. Por isso mesmo surge Majid Pishyar, dono de 32 áreas diferentes e díspares de negócio como líder do projecto que serviu para salvar, como testemunham os dirigentes do clube, o Beira-Mar de uma possível falência fatal. O futebol do Beira-Mar é agora um interposto de rentabilização de jogadores como assume Nuno Patrão. Palavras claras: objectivo é fazer crescer jovens jogadores com rendimento, ou seja, ganhar dinheiro.


A entrada da SAD no Beira-Mar trouxe uma nova política para o futebol que agora é apelidado de entreposto de jogadores. Aceita esta crítica?

Aqui há um entreposto, sim. A ideia é recrutar jogadores jovens, como aconteceu este ano com o Joãozinho, o Zhang, o Nildo, promovê-los aqui e tirar rendimentos. Se entreposto tem esse sentido, é verdade. É o entreposto que já fazemos no Servette e agora no Beira-Mar que se baseia num pressuposto simples: recrutar bem, barato, alicerçar com jogadores experientes e outra maturidade, e ter quatro a cinco jogadores por época vendáveis.

O futebol é um negócio?

Claro que sim, o futebol é um negócio. Posso dizer-lhe nesta altura que, no mínimo, esta época, o Beira-Mar em vendas vai fazer dois milhões de euros, o que será recorde para o clube na primeira liga portuguesa. Já fizemos cerca de meio milhão com as vendas do Rui Sampaio e do João Pereira e temos quatro ou cinco jogadores que são activos.

Quais?

Temos o Yohan Tavares, o Joãozinho, a possibilidade de comprarmos o Zhang e o Nildo que é uma revelação.

Todos esses jogadores têm propostas?

Não, nenhum tem propostas concretas mas sempre que há uma abordagem há um potencial negócio. Devo dizer que não pretendemos vender jogadores em Janeiro porque também precisamos de cuidar da vertente desportiva. Daí dizer que no final da época temos condições para chegar aos dois milhões de euros em vendas.

Consegue dar um exemplo concreto do que mudou no futebol do Beira-Mar com a SAD?

Quando chegámos ao Beira-Mar, o Yohan Tavares tinha uma cláusula de rescisão de 300 mil euros. Renovámos contrato e estabelecemos dois milhões de cláusula indemnizatória. Mas há mais: no Beira-mar acabaram os jogadores a custo zero. Por isso estamos a procurar renovar com todos os que interessam e que é do domínio público.

"Rui Bento nunca esteve em causa"

Nuno Patrão assume a ligação com Rui Bento, treinador que sugeriu para o projecto. O gestor de activos desmente que o treinador tenha estado em risco.


Foi Nuno Patrão o responsável pela vinda de Rui Bento?

Apenas sugeri, como fiz no Servette com João Alves, ou agora com João Carlos Pereira, o Rui Bento para ser o treinador. De entre dois ou três que havia, Majid Pishyar entendeu que Rui Bento devia ser o escolhido.

Por que é que Majid Pishyar, então, escolheu Rui Bento?

Para um projecto destes, de criar activos e vendê-los, criar receitas com jogadores, precisamos de um treinador com um determinado perfil. Esse perfil entronca no Rui Bento, ou seja, um treinador que aceita perder Rui Sampaio no início do campeonato e assume a responsabilidade de encontrar uma solução. Tem de ter esta perspectiva de trabalho que é estar preparado para assumir riscos em detrimento de olhar apenas para a carreira pessoal.

O treinador é a "fábrica" do negócio do clube?

O histórico do Rui Bento mostra os jogadores que ele ajudou a crescer. A SAD quis um técnico com capacidade de projectar jogadores e sem medo de apostar nos jovens.

Todos os treinadores estão dependentes de resultados. O Rui Bento não esteve em risco a meio da época?

Não esteve em risco. Esse cenário foi criado pela Imprensa. Não era por um problema do treinador que os resultados não apareciam. A equipa tinha um problema de finalização.

O jogo com o Feirense foi de viragem? Se não tivessem ganho estava tudo na mesma?

Se o Beira-Mar ainda hoje tivesse dez pontos, até o próprio Rui Bento saía pelo seu pé. Foi um jogo importante. Os jogadores estavam mais preocupados com o Rui Bento do que ele próprio. Alguns perguntavam se era verdade que o treinador ia embora se perdesse, disse-lhes sempre que não. E não estava.

Majid Pishyar esteve presente no jogo…

… atravessou meio mundo para estar presente e dar a melhor resposta a quem achava que podia ser o fim de linha para o Rui Bento. Veio mostrar que há toda a confiança no treinador. Ele veio, com surpresa nossa e quase em cima da hora do jogo, marcar presença para transmitir esse apoio.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dois mil e doze!


Sem muito para falar nesta altura (as competições andam mais menos estagnadas devido à época festiva) desejo a toda a Família Beiramarense boas saídas de 2011 e melhores entradas, com tudo de bom e do melhor para 2012, quer a nível desportivo, quer a título pessoal. Esperemos que o clube, nas suas diversas modalidades (futebol, futsal, atletismo, basquetebol, bilhar, boxe, judo, paintball, triatlo, duatlo e badminton), consiga os seus objectivos e dê alegrias à sua massa adepta.
Um óptimo ano de 2012 para todos!
AVEIRO E BEIRA-MAR SEMPRE!!!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mensagem de Ano Novo

Estamos à beira de terminar 2011 e, numa situação que julgo ser inédita desde que existe a imposição de votação das contas até 90 dias após o término da época desportiva (ou seja, até 30 de Setembro), vamos entrar em 2012 sem que tenha sido convocada a respectiva Assembleia Geral. Tratando-se duma manifesta violação duma disposição estatutária do clube, o mínimo que seria expectável é que os órgãos sociais prestassem um esclarecimento público aos sócios sobre esta situação. No entanto, nada sabemos sobre o que se passa no clube e a direcção também não parece muito preocupada em manter os sócios informados e esclarecidos.

Infelizmente, tem sido esta a postura que tem predominado no relacionamento do elenco directivo com os sócios perante a passividade dos restantes órgãos do clube. Depois do processo de constituição da SAD muito mal explicado (ainda hoje os sócios não sabem porque lhe foram subtraídos os 5% do capital social prometidos na Assembleia que aprovou a SAD), continuam os sócios sem perceber porque continuam as penhoras sobre as receitas do clube quando também foi prometido que o passivo seria assumido pelo investidor iraniano, quando serão regularizadas as dívidas aos treinadores da academia, bem como, continuam os sócios sem saber se os funcionários do clube já passaram todos para o quadro da SAD, qual a parceria que foi assinada (?) com a Sportis sabendo-se que um dos seus donos é também vice-presidente do clube, quais os resultados da campanha especialíssima de venda de lugares anuais lançada pelo clube ainda antes da constituição da SAD, qual a origem do financiamento da transferência da Sónia Tavares do Sporting para o Beira-Mar, ou, ainda, quais os argumentos da direcção para rebater as acusações deduzidas publicamente pelo ex-Presidente-adjunto da direcção, António Cruz, aquando da sua demissão. Um conjunto de situações por clarificar que ilustra o desrespeito pelos sócios que tem marcado este mandato dos corpos directivos. Lamento.
É envolto num mar de incertezas e indefinições que o Beira-Mar parte para 2012. Na certeza, porém, que já se foram os anéis (piscinas, pavilhão e andar no centro avenida já não são do clube) e também os dedos (a equipa profissional de futebol). Ao clube, resta-lhe a dignidade da sua história retratada num conjunto de troféus amontoados numa arrecadação do EMA e meia-dúzia de sócios que ainda se interessam, verdadeiramente, pela vida da instituição. Bem sabemos que o resto, que será a maioria, só quer saber se a equipa de futebol ganha, se o treinador fica ou vai embora, se o craque x ou y vem e quando é que o Benfica, o Sporting ou o Porto jogam em Aveiro.
Para 2012, enquanto Beiramarense, o único desejo que faço é que se recupere o pavilhão do clube e que se impeça o despejo do basquetebol e do futsal daquela casa. E, por favor, não venha agora a direcção atirar responsabilidades para cima dos ex-dirigentes Artur Filipe e José Cachide quando, em tempo oportuno (antes da adjudicação dos bens aos exequentes), não liquidaram a dívida e libertaram o pavilhão das penhoras que sobre ele incidiam.
Chega de ladainha e cumpra-se com aquilo que foi prometido e assumido perante os sócios como pressupostos para a constituição da SAD.
Desonere-se imediatamente o clube do seu passivo, permitindo-lhe respirar e ter perspectivas de desenvolvimento futuro. Foi isto que nos foi prometido para aceitarmos "vender" a equipa de futebol e os respectivos direitos de participação na 1ª liga por "meia-dúzia de tostões" e que ainda não foi cumprido.
Para 2012, desejo a todos os verdadeiros Beiramarenses aquela força interior que nos faz não desistir e, por mais distante ou impossível que nos possa parecer, nos faz continuar a sonhar com um Sport Clube Beira-Mar coeso e próspero.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Algo muito positivo... e dois reparos

Felizmente a Direcção começou a pensar na revisão dos estatutos. Irei contribuir com um conjunto de ideias base fundamentais para pensar o futuro do clube. Da mesma forma, acho positivo, se for concretizado, a questão do espaço na Internet. Veremos em que moldes...

Mas infelizmente não há só coisas positivas no site do clube. Continua a existir os erros comunicacionais básicos:

  •   Na mensagem do Sr. Majid Pishyar nem uma gravata amarela, nem um cachecol ao fundo, nem uma bandeira (será que já seguiu para a Suiça?)
  • O "postal de natal" que está no início do site, a desejar bom natal... é digno do site do Sporting... Sem comentários...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Joãozinho a titulo definitivo!


O jovem lateral-esquerdo, emprestado até hoje, pelo Mafra, assinou contrato válido por três épocas e meia.

Joãozinho aproveitou a vaga deixada em aberto pela lesão de André Marques e nem a chegada de Atila Turan, fez o jovem português saltar para o banco de suplentes. Joãozinho regista uma evolução tremenda desde a sua estreia e se conseguir dar seguimento a essa mesma evolução, será certamente dos melhores na sua posição!

Declarações algo arrogantes!


Bastou apanhar-se de “barriga cheia” para vir com afirmações arrogantes e desrespeitadoras para com a massa associativa, provando, no meu entender, que tem falta de carácter e humildade, facilmente influenciável, consoante o momento da equipa. Em declarações proferidas ontem Rui Bento diz, entre diversas coisas, que os "ecos pontuais" de desagrado manifestados pelos sócios e adeptos lhe passam completamente ao lado. Há cerca de um mês e meio o técnico foi fortemente contestado devido aos resultados menos conseguidos e, sobretudo, às exibições altamente paupérrimas, tendo inclusive falado com um grupo de cerca 20 sócios que se deslocaram ao treino de forma a mostrar descontentamento em relação aos últimos resultados. Volvidas cerca sete semanas, o treinador, com alguma má educação à mistura, diz que “não liga a essas situações e que está ali somente para trabalhar.” Pois bem, a situação na tabela classificativa melhorou e estamos num agradável sétimo posto. Ao invés, convém não esquecer a forma como fomos eliminados da Taça de Portugal e Taça da Liga, assim como alguns jogos que realizámos com exibições, no mínimo, agonizantes. Não sou incoerente e mantenho-me céptico em relação ao treinador Rui Bento. Continuo achar que não transmite uma mensagem de união e motivação. E, sinceramente, julgo que quem está a fazer um trabalho nesse sentido são os jogadores, nomeadamente o capitão Hugo, e não o treinador. O nosso capitão é um líder dentro e fora de campo e aquando do momento menos conseguido da equipa foi ele que deu um “murro na mesa”. Esperemos que, quando terminar a carreira (espero que aguente mais um ou dois anos), fique nos quadros técnicos do Beira-Mar. Quanto a Rui Bento… já disse tudo.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Três machadadas nos castores!


Que mais se poderia querer que uma vitória contundente e pujante por 0-3? E, espante-se, poderia ter terminado por 4 ou 5. Depois dos jogos menos conseguidos durante os meses de Setembro e Outubro a equipa resolveu mostrar que tem valor, atitude e querer, algo que careceu em jogos como com o Leiria, Rio Ave, Nacional, Marítimo (Taça de Portugal) e Moreirense (Taça da Liga). Fui um dos que no dia 1 de Novembro se deslocou ao treino da equipa, após a derrota e a exibição miserável ante o Nacional, mostrar indignação pela falta de atitude e agonizante apatia da performance do conjunto. Reiterei ao capitão Hugo e treinador Rui Bento que o plantel tinha qualidade mas andava sem moral. Pelos vistos era mesmo isso que se passava: a equipa quando quer brinda-nos com partidas fantásticas, com enorme qualidade na troca de bola, motivação e jogo jogado, com fio de jogo alegre que entusiasma os adeptos. Hoje, tal como em Guimarães, foi a prova cabal disso. Parabéns a toda a equipa, sem excepções. Obrigado por esta alegria extrema que sinto neste momento, à semelhança dos genuínos Beiramarenses. Pena é que Aveiro continue a dormir para o Beira-Mar, apostando que 90% das gentes não sabem que o clube triunfou hoje de forma categórica. À hora do jogo provavelmente estariam nas grandes superfícies a passear, borrifando-se para a instituição que eleva bem alto o nome da cidade de Aveiro. Depois vêm ter comigo perguntar quanto ficou o Beira-Mar, quando deveria ser mais ou menos instintivo procurar saber o resultado da equipa da terra. Assim vai a crise de valores e moralidades. Mas um dia, optimismos à parte, tudo irá cambiar.
Ao invés, os parabéns aos cerca de 80 adeptos presentes na “Capital do Móvel”: grande apoio, do princípio ao término do desafio.

Um bom Natal a toda a Família Beiramarense e um ano de 2012 cheio de êxitos desportivos e pessoais.

“O BEIRA-MAR SOMOS NÓS!”

sábado, 10 de dezembro de 2011

Derrota frente aos dragões!

O Beira-Mar iniciou a partida com o onze esperado, apesar de Bura e também Balboa terem participado no aquecimento.

O Beira-Mar parecia iniciar o jogo na mesma toada do jogo com o Benfica, boas jogadas de contra-ataque e uma boa ocupação dos espaços a defender iam obrigando o Porto a sofrer para conseguir criar e anular as situações de finalização. Através de um lance de bola parada, Cristiano serviu Zhang que de cabeça abriu o marcador. Faltavam cerca de 10 minutos para o intervalo, no entanto as linhas auri-negras aproximavam-se perigosamente da baliza de Rui Rego, e foi com alguma naturalidade que atingiram o empate (golo de James)!

O Beira-Mar bem precisava do intervalo para reorganizar a equipa. Chegou um pouco melhor mas ainda assim a dar muita bola ao Porto perto da grande área auri-negra. O Porto aproveitou consumou a reviravolta por Hulk, já sem Hugo em campo (saiu lesionado por Bura). Balboa entrou para o lugar de Douglas e mais tarde Élio por Artur, nada mudou. O jogo continuava sem grandes motivos de interesse, Hulk poderia ter dilatado a vantagem mas atirou para fora. No último lance da partida os dois homens que haviam entrado podiam ter conseguido a igualdade! Balboa acreditou num lance que parecia perdido, em velocidade bateu Helton, cruzou e à boca da baliza Élio, deu mais dois pontos aos portistas!

PS: Não percebi o porquê do Hulk ter apenas saido de campo substituido...simulação não dá amarelo?

15ª jornada: Beira-Mar x Fc Porto

15ª jornada da Liga Hi-Fi 2000.

Jogo "grande" a abrir a competição do mês de Dezembro.

Aceitamos palpites (aqui) até às 17h30 de hoje, Sábado, dia 10 de Dezembro de 2011.

Relativamente à distinção mensal de Novembro, o vencedor foi Said, seguido de ABNC. Pode consultar a classificação aqui.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

João Pereira e a minha indignação...

No inicio desta temporada e em conversa com vários amigos, sempre dei a opinião de que a estrutura do Beira-Mar estava a mudar, a tornar-se mais sólida, competente e com um olho num futuro bem mais risonho!

Justificava a ideia pelo facto de apresentarmos uma equipa composta por muita juventude, onde alguns jogadores poderiam servir de mentores e ajudar na explosão desses mesmos "meninos". A juntar a tudo isto, o Beira-Mar tinha pelo menos quatro jogadores com potencial e margem de progressão, a rodar em clubes da Liga de Honra, falo de João Pereira, André Sousa, Koukou e Dominic (apenas o último não é internacional pelas camadas jovens do seu pais).
Esses quatro jogadores garantiam um back up plan no caso da saida de algum dos activos do plantel sénior e dentro em breve, se devidamente potencializados, poderiam garantir o futuro da equipa!

Numa altura em que temos uma das melhoras defesas da Europa, será com naturalidade que o interesse por jogadores como Yohan Tavares, a disputa pelo passe de Joãozinho, fazem com que se possam abrir buracos na estrutura auri-negra, tudo bem que temos o Bura e o Jaime mas perdemos mais um potencial activo que poderia muito bem ser alternativa a qualquer um dos elementos do centro e lado esquerdo da defesa (se necessário).
Pensei que o objectivo fosse realmente criar uma estrutura que permitisse um crescimento sustentado, no entanto agora fico com a ideia de que não passamos de uma "barriga de aluguer"!

PS: Oxalá esteja enganado!