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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Momento de ganhar!

Dizem as estatísticas que o Sporting é a equipa, dos “Três Estarolas”, que menos levamos de vencida. Ao longo de 50 anos (foi na época 61/62 que o nosso clube se estreou no escalão maior) derrotámos mais vezes o Benfica e FC Porto (quer cá, quer lá) do que os “Marialvinos” que, em 51 vezes, somente vencemos por 3 ocasiões. A última vitória aconteceu há precisamente 20 anos, na longínqua temporada de 1991/92, tendo o Beira-Mar triunfado por 1-0, com um golo de Bira, aos 43 minutos. Nessa época, numa competição a 18, quedámo-nos pelo 8º posto. Além do Sporting levou, igualmente, de vencida o Benfica e o Boavista (2º e 3º classificados, respectivamente), em Aveiro, ambos por 2-1.
Curiosidade, ou não, parece que estamos predestinados a conseguir vitórias ante os “lagartixos” de 20 em 20 anos, isto porque há exactamente 40 obtivemos a única vitória em Alvalade: foi na época de 1971/72 e vencemos, categoricamente, por 0-1, tendo sido o Sporting o primeiro “grande” a cair perante o Beira-Mar: Nelinho aos 44 minutos apontou o único golo da partida.
Pelo meio, em 1975/76, conseguimos a outra vitória, desta feita por 2-1, com tentos de Sousa e Quim, para o Beira-Mar, e Manuel Fernandes para os visitantes.
As maiores goleadas nestes confrontos é de 4-0, que aconteceu por duas vezes: em 1972/1973 e 1976/1977.
Há pouco menos de um ano, em fim-de-semana de Carnaval, o Beira-Mar, na última visita ao “Sportem”, e na estreia do “treinador” Rui Bento, perdeu por 1-0, com um golo obtido através de uma grande penalidade polémica convertida por Matías Fernández, aos 77 minutos (para nosso azar Bojinov ainda não morava em Alvalade).
Volvidos 40 anos sobre a primeira vitória, e logo em Alvalade, e passados 20 desde a última, chegou o momento de arrecadar de novo um triunfo, aproveitando a “guerra” que estalou em Alvalade entre “médicos, fadistas, carpinteiros e… búlgaros”. Assim o desejamos: forza ragazzi!

Cinco destaques positivos

Apesar das núvens que pairam sobre o horizonte do Clube, existem alguns exemplos animadores que merecem destaque:

A comissão encarregue de coordenar o processo de revisão dos estatutos estabeleceu um plano de trabalho, o qual prevê a participação dos sócios, e divulgou-o oportunamente. É assim que se trabalha de forma séria, metódica e envolvente.
Depois de vários meses à espera, finalmente a Associação Ultras Auri-Negros conseguiu que o Conselho de Ética e Segurança no Desporto confirmasse o seu registo como Grupo Organizado de Adeptos. A direcção liderada pelo Artur Cruz está de parabéns.
Assisti, no último Domingo, ao "derby" de basquetebol entre o Beira-Mar e o Esgueira. Fiquei agradavelmente surpreendido com a réplica que a equipa auri-negra, muito jovem, deu ao Esgueira (mais experiente). O Beira-Mar esteve à frente do marcador a maior parte do jogo, acabando por permitir o cesto da vitória dos visitantes quando faltavam apenas 2 segundos para o final do encontro (resultado final: 70-71).
A equipa sénior de futsal continua a cimentar a liderança da 1ª divisão distrital de futsal. Até ao momento, é claramente a melhor equipa do distrital e será uma grande surpresa e decepção caso não seja campeã e suba à 3ª divisão nacional.
Apesar de todas as dificuldades que atravessam a Academia de Futebol, a equipa de juniores A chega às duas últimas jornadas do campeonato nacional da 2ª divisão numa posição em que depende apenas de si para garantir a qualificação para a fase da subida. Força rapazes!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Dia Mundial da Liberdade - 23 de Janeiro

Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.Não se trata de um conceito abstrato. É necessário observar que filósofos como Sartre e Schopenhauer buscam, em seus escritos, atribuir esta qualidade ao ser humano livre. Não se trata de uma separação entre a liberdade e o homem, mas sim de uma sinergia entre ambos para a auto-afirmação do Ego e sua existência. E na equação entre Liberdade e Vontade, observa-se que o querer ser livre torna-se a força-motriz e, paradoxalmente, o instrumento para a liberação do homem. [FONTE: Wikipédia]
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Hoje, comemora-se o Dia Mundial da Liberdade. Nesta data, face a alguns episódios menos felizes protagonizados por gente que não viveu, não "bebeu" e só conhece de ouvir falar os "valores de Abril", fica esta menção à Liberdade.
Sem ELA, manifestada em todo o seu esplendor, desde logo, no respeito pela diversidade das opiniões, não há organização, clube ou SAD que cresça, se desenvolva e prospere.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Balboa garante vitória da Guiné Equatorial!

O extremo aveirense mostra continuar em bom momento de forma e ofereceu, bem perto do fim, a vitória à sua selecção na estreia na CAN!

A ver o Bailinho

Quando aos 2 e 3 minutos tivemos oportunidades (as únicas) cruciais para marcar desabafei com um amigo: “Pronto, já vi o filme desta brincadeira: falhámos o que não deveríamos falhar e vamos perder o jogo!” Infelizmente tive mesmo razão. Contra uma equipa matreira e bem organizada, como é o Marítimo, seria importante uma daquelas bolas ter entrado: pouco tempo depois já perdíamos. Igualmente à semelhança do sucedido nas últimas partidas o ataque não produz e, em desvantagem, a equipa enerva-se muito facilmente, pensando mais com o coração do que propriamente com a cabeça: há um desânimo geral e uma falta de crença gritante e por demais evidente, não interessa branquear as clarezas. Élio, Douglas e Dudu são atletas que estão deslocados da verdadeira ascensão de facturar. Por tudo isto encontro um culpado-mor, justificando, de forma coesa (digam o que disserem), o meu cepticismo em relação ao técnico Rui Bento. Mantenho a minha linha de coerência e assumo-me, categoricamente, contra a continuação do treinador no clube, incapaz de transmitir uma ideia positiva e motivadora: o seu “figurão” no banco fala por si. Mal terminou a partida fui para o veículo, liguei o sistema radiofónico (na Terra Nova) e deparei-me, hilariantemente, com Rui Bento a proferir o seguinte: “Bem, não tivemos sorte, o futebol é assim mesmo. Há que olhar em frente!” Para completar este discurso gasto e de resignação só faltava mesmo dizer “há que levantar a cabeça e pensar no próximo jogo.” Aconselho-o, vivamente, a dar uma vista de olhos na Biografia de Churchill e inspirar-se em frases como “A sorte não existe. Aquilo a que chamas sorte é o cuidado com os pormenores!” ou “Não adianta dizer: «Estamos a fazer o melhor que podemos». Temos de conseguir o que quer que seja necessário!”

Convém dizer, também, que não jogámos com uma equipa, propriamente, do nosso campeonato, bem orientada e com uma organização invejável. Babá já mora na Andaluzia, mas ficaram outros. O meio-campo é um lucho: Danilo Dias, Rafael Miranda, Roberto Sousa e Benachour. Além disso a defesa mostra enorme segurança. Mas não nos esqueçamos de um pormenor que é importante e que poderia (e deveria) ter sido melhor aproveitado: o Marítimo jogou ao meio da semana com sete jogadores que actuaram ontem. Nem esse factor foi usufruído.

Na próxima ronda deslocamo-nos ao terreno do Visconde para defrontar a equipa Cerelac e dos túneis da Green Peace. Todavia a necessidade de reforços é crassa, especialmente um número 10 e um ou dois avançados. Uma pequena sugestão: Maycon (ex-Leiria) e William (ex-Paços de Ferreira) estão desempregados: à atenção da SAD. Quanto a Cristiano, todos sabemos que pode desequilibrar e convém que a nota de culpa, resultante do processo disciplinar instaurado, seja atribuída o quanto antes. Se for para continuar no clube que seja rapidamente integrado, se for entendido dispensá-lo convém que seja, igualmente, de forma célere, tudo para bem do ambiente do clube: urgem definições concretas e estabilidade.

Ao invés, uma vez mais, nota positiva para os UAN: nos últimos desafios têm se mostrado com bastante garra mesmo perante resultados adversos.

Beira-Mar 1-2 Maritimo

Em jogo de abertura da segunda volta do campeonato nacional, o Beira-Mar recebeu o motivado Maritimo. A equipa de Pedro Martins tem feito um campeonato de nivel e com uma vitória em Aveiro poderia ultrapassar o Sporting na classificação.

O Beira-Mar entrou em campo num onze com algumas alterações, desde logo a entrada de Jonas para o lugar do lesionado Rui Rego, na defesa Jaime rendeu o castigado Hugo, fazendo assim companhia a Pedro Moreira, Yohan Tavares e Joãozinho, no meio-campo Nuno Coelho, Élio, Artur e Zhang, na frente Douglas e Dudu. A nossa equipa entrou acutilante e poderia cedo ter inaugurado o marcador. Primeiro Élio após bola parada de Artur, cabeceou para excelente intervenção de Peçanha, Dudu viu Roberge substituir Peçanha e Douglas atirou para a bancada, isto numa sequência de pontapés de canto. A partir dai o Maritimo reagiu e obrigou o Beira-Mar a alguns momentos de aperto, destaque para a excelente defesa de Jonas a remate de Danilo Dias e na sequência Pouga de baliza aberta atira para fora. Depois chegou o golo por intermédio de Sami. O Beira-Mar tentou reagir e até poderia ter alcançado o empate quando Joãozinho cruzou e Douglas desviou de cabeça para fora.

Na segunda parte Rui Bento lançou Atila Turan para o lugar de Dudu. No entanto apesar da alteração o Maritimo controlou sempre a partida com circulações de bola a roçar a genialidade, culminando no golo de Danilo Dias, à entrada para os últimos vinte minutos, com um pontapé a uns bons 30m da baliza de Jonas. Cerca de 10 minutos depois e já com o irrequieto Serginho em campo o Beira-Mar reduziu por intermédio de Zhang quando o mesmo cruzava na tentativa de servir Douglas. O jogo ficava relançado mas o Beira-Mar não mostrou argumentos para conseguir roubar pontos ao Maritimo.

Dos poucos minutos que tive a oportunidade de ver Serginho em campo fica-me a sensação que o mesmo merece mais minutos!

sábado, 21 de janeiro de 2012

19ª Jornada: Beira-Mar x Marítimo

19ª jornada da Liga Hi-Fi 2000. Penúltima do mês de Janeiro.

O Beira-Mar recebe daqui a pouco o Marítimo, em jogo a contar para a 1ª jornada da 2ª volta da Liga Zon Sagres.

Curiosidade para saber qual será o 11 inicial, considerando a ausência de vários habituais titulares.

ABNC continua na frente da prova, enquanto Teresa Varela lidera a classificação do mês de Janeiro.

Aceitamos palpites (aqui) até às 19h30 de hoje, Sábado, dia 21 de Janeiro.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cenário negro

Relativamente à partida de Olhão o site e o espaço do Beira-Mar no Facebook procuram esconder a aselhice com falta de sorte e de eficácia. Esta pedagogia barata já agoniza! Não queiram tapar o sol com a peneira. Questiono eu: falta de eficácia ou falta de competência e limitações de jogar um pouco mais? Nos referidos espaços pode-se ler ainda “agora é tempo de pensar no próximo jogo”. Pensar no próximo jogo? Devemos antes reflectir nesta partida e tirar ilações e depois sim, pensar no ciclo complicadíssimo de jogos que aí vêm. Chega de tentar branquear os resultados menos conseguidos como se estivesse tudo bem, porque não está. Chega de manter a todo e qualquer custo um treinador incompetente, assim como jogadores que não sabem o que andam lá a fazer. Venha rapidamente um novo coach, assim como reforços. Abram os olhos e não tentem branquear as evidências! Haja paciência para tamanha banalidade e paroleira! Depois das vitórias ante o Feirense e OAF (melhores os resultados do que as exibições) começou-se logo a embandeirar em arco, a falar-se da possibilidade de ir à Europa, de estarmos perto, pertinho do Marítimo, Braga e até do Sporting (na altura em terceiro). Não se iludam, vamos é lutar pela permanência porque o cenário é negro e relembro, uma vez mais, os próximos jogos: Marítimo e Guimarães, em Aveiro, e deslocações aos Lavabos da Segunda Circular e Capital Vidreira. A título de curiosidade e preocupação: estamos com mais três pontos que o União de Leiria, penúltimo classificado, e com desvantagem em termos de confronto directo.

Quanto ao jogo no Al-Gharbe, a equipa teve oportunidades mais do que suficientes na primeira metade para ir para o interlúdio a vencer. Mas a pontaria acéfala dos jogadores, profissionais e bem pagos, estava tudo menos, para ser simpático, correcta. Notas negativas para Zhang (apesar de esforçado continuo achar que não tem qualidade para ser titular, muito menos falhar o golo que falhou), Nildo (é bom jogador e pode desequilibrar, mas ontem esteve muitos furos abaixo) e, repetindo-me, Élio (enviou uma bola ao ferro e pouco mais: julgo-o pesado e não tem características de um extremo; o Rui Bento gosta dele e manteve-o 75 minutos em campo) e Douglas (escuso-me de dizer alguma coisa). Ao invés, nota positiva para Jonas: boa estreia deste jovem guarda-redes de somente 22 anos, que na época transacta jogava nos Distritais de Setúbal. Quanto ao resto, admito que não haja soluções no banco quando o Beira-Mar se encontra em desvantagem, mas lançar Dudu, quando estamos a perder 2-0, a 7 minutos do final é por demais irrealista e um tanto ao quanto cómico. É o laboratório do técnico: ele lá sabe.


Convém dizer que desta vez o árbitro até ajudou o nosso clube (de certa forma para compensar outros jogos) no sentido em que o penaltie marcado a nosso favor, a olho nú, não existe, ao ponto de haver jogadores do Beira-mar a dirigirem-se para o seu meio-campo porque julgavam que tinha sido assinalada falta atacante.


No próximo Sábado, 20h30, recebemos a equipa do ditador Alberto João, com quem já perdemos este ano (eliminação da Taça de Portugal). O apoio de todos é fundamental e, portanto, apelo a uma forte mobilização dos Beiramarenses/Aveirenses.

sábado, 14 de janeiro de 2012

18ª jornada: Olhanense x Beira-Mar

18ª jornada da Liga Hi-Fi 2000. 2ª do mês de Janeiro.

O Beira-Mar termina a 1ª volta em Olhão. Perspectiva-se um jogo equilibrado e difícil diante um adversário directo.

Em termos da Liga Hi-Fi 2000: Materazzi lidera o mês de Janeiro, fruto da vitória na jornada anterior, enquanto ABNC permanece no comando da prova.

Para o jogo vs Olhanense, aceitamos apostas (aqui) até às 15h do próximo Domingo, dia 15 de Janeiro.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sócios como estes não há! VIVA O BEIRA-MAR!

Porque o futebol não se joga só nas 4 linhas e porque os sócios do Beira-Mar são
realmente diferentes e genuínos, com uma visão pluralista da coisa, aqui fica
uma pequena peripécia que o Beiramarense João Sardo testemunhou in loco na
última Segunda-Feira:

Jogo a desenrolar-se quase sempre na outra lateral do campo.
Desabafo de sócio ao jogador do Beira-Mar que transporta o esférico:

" Ó BOI! TAMBÉM PAGÁMOS BILHETE!!!"

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Desta, Gonçalo não foi Santo.

Os meus receios confirmaram-se: a vitória em Paços de Ferreira elevou tanto a fasquia ao ponto da equipa voltar às exibições confrangedoras e brindar-nos com um jogo altamente medíocre, mostrando-se nervosa perante os seus adeptos e sem um fio-de-jogo consistente. Condenem-me ou crucifiquem-me mas reitero: Rui Bento pode ser uma jóia de moço, mas não é treinador para uma equipa de uma liga profissional. Não há pachorra para tamanha falta de visão e não ler o jogo como deveria ser lido: como diz um amigalhaço meu “é o laboratório do Rui Bento a funcionar”. Escangalho-me a rir quando no final tem a senhora lata de dizer “o resultado foi injusto”. O Beira-Mar foi claramente dominado pelo Braga: fizemos 7 remates contra 15 dos minhotos e, em termos de oportunidades de golo, poderíamos ter saído goleados. Como é possível haver pessoas a dizer que fizemos um bom jogo?! Ou das duas uma: ou estava muito desatento ou não percebo nada de bola. Por outro lado, a incompetência do técnico reflecte-se no timing das substituições: a primeira aos 80 minutos e a segunda aos 90. E o Douglas lá fez o jogo todo, sem saber “ler nem escrever”, enervando os adeptos com mais uma exibição paupérrima, sendo presa fácil perante o “patrão”. O Zhang esforça-se e é voluntarioso, mas não desequilibra. Cristiano não se pode achar a estrela da companhia: sofremos o segundo golo por culpa dele, foi substituído e abandonou o campo a “passo de caracol”, empurrou o administrador da SAD Fernando Vinagre e atirou a camisola para o chão, num gesto que considero insultuoso para com o Beira-Mar e sua massa adepta. Como sócio, exijo (como tantos outros), que seja movido um processo disciplinar contra este atleta porque se nenhuma medida punitiva for tomada contra tamanhas atitudes de miúdo mimado estamos a dar um exemplo grotesco de enorme falta de atitude e pulso fraco perante todos. Venham reforços rapidamente: dois pontas-de-lança (Meyong, Nélson Oliveira, Rodrigo Mora, Rubio, Zé Luís, Pouga, Anselmo) e um número 10 (Gódemeche, Iturbe, Leandro Salino, Edson Sitta, David Simão).Com esta derrota o Beira-Mar caiu para o 8º posto. Não nos interessa olhar para cima e para os lugares europeus, como ouvi e li após a vitória em Paços de ferreira. Importa dizer que estamos somente com mais 4 pontos que o penúltimo classificado sendo certo que vai ser uma luta praticamente até ao término da competição. O percurso do Beira-Mar em casa é enfadonho e angustiante: 1 vitória, 2 empates e 6 derrotas (contabilizando os jogos das taças), com 5 golos marcados e 10 sofridos. Para piorar as coisas os próximos cinco jogos são de enorme nível de dificuldade: idas a Olhão, Alvalade e Leiria e, pelo meio, recebemos o Marítimo e o V. Guimarães. Deus nos ajude já que este ano S. Gonçalinho não o fez.


Apontamentos positivos:


O belo golo de Artur, certamente dos melhores do ano. A boa exibição de Joãozinho a mostrar que foi boa a opção de adquirir o seu passe ao Mafra.


Os Ultras Auri-Negros tiveram o melhor momento da época. Com cerca de 150/200 adeptos a claque foi uma boa voz de apoio à equipa, que acabou por não corresponder.

sábado, 7 de janeiro de 2012

17ª Jornada: Beira-Mar x Braga

17ª jornada da Liga Hi-Fi 2000.


1ª do mês de Janeiro, que terá 4 jogos: Braga (casa), Olhanense (fora), Marítimo (casa) e Sporting (fora).


Aceitamos palpites (aqui) até às 19h15 da próxima Segunda-feira, dia 9 de Janeiro.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

São Gonçalinho a ponta-de-lança!

Aí está mais uma edição da tradicional festa de São Gonçalinho (de 6 a 10 de Janeiro). São Gonçalo (de Amarante) é um santo que os Aveirenses foram erigindo um tanto ao quanto à sua medida, transformando-o, pouco a pouco, num dos seus, com quem todos se sentem à vontade para dialogar e desabafar: tornámo-lo um filho da Ria.
Apesar de nunca ter estado em Aveiro, São Gonçalinho (como carinhosamente foi apelidado pelos nossos conterrâneos mais antigos) foi escolhido como Santo Padroeiro da cidade, dada a sua vocação na resolução de problemas ósseos e matrimoniais (seria uma boa solução para a Fanny, da Casa dos “Degredos”). Com a finalidade de pagar determinadas promessas ao Santo, as pessoas, do cima da capela, lançam, durante as festividades, as tradicionais cavacas para o Povo que, lá em baixo, as apanham das mais variadas formas e com os mais peculiares utensílios.
É igualmente tradição, que no fim-de-semana de São Gonçalinho, o Beira-Mar não perca: há dois anos, na caminhada triunfal rumo à Primeira Liga, venceu, no Cartaxo, o Carregado e, na época transacta, arrancou um empate na Madeira, ante o Nacional. Pois bem, esta Segunda-Feira, a equipa de São Gonçalinho joga em Aveiro, com o Sp. Braga. Esperemos, que em semana do padroeiro, haja uma forte mobilização dos Aveirenses no apoio ao Beira-Mar, com uma boa moldura humana no estádio. Relembro que nos últimos 4 jogos a equipa conquistou 3 vitórias, tendo perdido, somente, com o FC Porto. Assim, caro Gonçalo, apelamos à tua ajuda na luta pela vitória:

Dos Santos todos de Aveiro;
Desta terra, deste céu;
S. Gonçalinho é sem dúvida;
O Santo mais Cagaréu.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Entrevista de Nuno Patrão ao Jogo

vou publicar na integra o que está disponível online aqui, aqui, aqui e aqui. Uma extensa entrevista de Nuno Patrão ao jornal O Jogo. As ilações ficam para depois... porque a entrevista é esclarecedora.


"Sem SAD o Beira-Mar não estava a competir"

JORGE MAIA VALENTE
Pouco dado às luzes da ribalta e "avesso a entrevistas", Nuno Patrão aceitou explicar a O JOGO os interesses de Majid Pishyar, magnata iraniano, na SAD do clube e como é que ele próprio surge no projecto. Nuno Patrão é o braço direito de Pishyar em Aveiro e funcionário da 32 Group, empresa do magnata.


Quem é Nuno Patrão no Beira-Mar?

É a pessoa que está ligada ao 32 Group há dois anos e meio como gestor de activos, numa primeira fase no Servette, e depois de Majid Pishyar assumir o Beira-Mar, também incumbido dessa missão aqui.

É o responsável pelo futebol do Beira-Mar?

Não. A minha missão é fazer pesquisa de jogadores, escolher e promover activos como acontece no Servette, e que agora também tenho sob a minha alçada no Beira-Mar.

Foi o responsável pela vinda de Majid Pishyar para o Beira-Mar?

A ligação que tenho com Majid Pishyar é de aconselhamento mas não fui eu que indiquei o Beira-Mar como um novo projecto de potencial interesse. A ligação foi feita pela direcção do clube com a colaboração do Ulisses Santos, meu amigo pessoal. Servi de intermediário para fazer o Beira-Mar chegar a Majid Pishyar. É uma pessoa que tem o seu próprio feeling negocial mas não escondo que transmiti uma opinião favorável à realização do negócio.

Majid Pishyar um homem de negócios que procura sustentar a vertente financeira. É possível fazer isso no Beira-Mar?

O Beira-Mar nos próximos dois/três anos vai crescer muito, limpar problemas financeiros que tem, limpar a casa e paulatinamente alicerçar-se para estar uns dez anos na primeira divisão. Se conseguir manter-se no escalão maior esse tempo, com jogadores da formação a integrar o plantel profissional, com uma academia que possa orgulhar o clube e a região, o projecto de Majid Pishyar está vencido e as pessoas de Aveiro deverão estar gratas pela sua vinda.

Significa então que, se o clube descer de divisão, o projecto não faz sentido?

Pelo que me apercebi daquilo que foi apresentado a Majid Pishyar quando a Direcção encetou contactos para este projecto, sem SAD o Beira-Mar não estava a competir este ano na I liga. Já no ano passado, Majid Pishyar ajudou o clube como é público e, agora, tem as suas ideias. Agora, é evidente que as coisas têm de ser sustentadas e se acaso o clube descesse, este projecto não tinha condições para avançar. Mas isso aconteceria com qualquer clube português que só tem viabilidade no primeiro escalão.

Se as metas definidas não forem cumpridas acontece alguma coisa à SAD?

À SAD não acontece nada, pode acontecer é a mim. Eu tenho um contrato com a 32 Group, e como qualquer funcionário, preciso de apresentar resultados. No Servette queremos lutar pelo título a curto prazo e estar na Europa. No Beira-Mar o objectivo a curto prazo é estabilizar na I liga e sustentar a equipa para outros voos.

Majid Pishyar falou de conquistas para o Beira-Mar…

De futuro sim. No imediato é preciso que o clube consiga estruturas desportivas e melhores condições para os seus profissionais. É fundamental termos a curto prazo uma academia e campos de treino. Depois, também será preciso aumentar o orçamento e para isso, temos primeiro de limpar muita coisa do passado.

Pagar dívidas, como Majid Pishyar disse? Diminuir, por consequência, o passivo do clube?

Quando Majid Pishyar chegou ao Servette o clube estava na bancarrota. Recuperou a credibilidade, trouxe adeptos, voltou a colocar o clube na primeira divisão. No Beira-Mar há uma intenção idêntica: dotar o clube de estruturas, apostar nos jovens, valorizar activos, levar mais gente ao estádio de Aveiro e colocar o clube num patamar superior.

"Assumir que temos um empresário connosco é sinal de transparência na gestão"

Ulisses Santos, agente FIFA e empresário de futebol, foi o homem que abriu as portas ao Beira-Mar para uma solução de compromisso futuro. O gestor de activos do Beira-Mar e do Servette não vê qualquer problema em assumir a ligação ao empresário: quer no aconselhamento, quer na negociação de jogadores.

Reconhece a desconfiança dos adeptos do Beira-Mar por a SAD ter o empresário Ulisses Santos ligado ao projecto? E o facto de também Nuno Patrão estar ligado ao agenciamento de atletas?

Eu sou remunerado pela 32 Group e a minha missão aqui já foi explicada. Representarei sempre o clube e não vou ganhar comissões com o Beira-Mar. O meu acordo é com a empresa que represento e com Majid Pishyar.

Mas trabalha com um empresário que tem a representação de vários jogadores no clube…

É normal os clubes terem ligações com empresários. Eu não tenho jogadores representados por mim no clube. Acho, por isso, que o fantasma de estar um empresário que é sócio do clube, que ajudou o clube e se interessou por encontrar uma solução, não faz muito sentido. Parece-me até que assumir que temos um empresário a trabalhar connosco é sinal de transparência na gestão que estamos a fazer. Não é assim em muitos clubes…

O clube tem uma carteira de jogadores alicerçada no Ulisses Santos?

Não, de maneira nenhuma. Ele está neste projecto devido à ligação que tem com o clube. Já tinha jogadores no Beira-Mar, não é só agora. A ajuda que ele dá é na sinalização de alvos que depois podem ou não interessar. Não está no clube para ganhar dinheiro com os jogadores que cá coloca.

"Queremos fazer dois milhões em vendas"

O futebol profissional do Beira-Mar abraçou uma nova filosofia ao caminhar como Sociedade Anónima Desportiva (SAD) onde negócio é palavra-chave. Por isso mesmo surge Majid Pishyar, dono de 32 áreas diferentes e díspares de negócio como líder do projecto que serviu para salvar, como testemunham os dirigentes do clube, o Beira-Mar de uma possível falência fatal. O futebol do Beira-Mar é agora um interposto de rentabilização de jogadores como assume Nuno Patrão. Palavras claras: objectivo é fazer crescer jovens jogadores com rendimento, ou seja, ganhar dinheiro.


A entrada da SAD no Beira-Mar trouxe uma nova política para o futebol que agora é apelidado de entreposto de jogadores. Aceita esta crítica?

Aqui há um entreposto, sim. A ideia é recrutar jogadores jovens, como aconteceu este ano com o Joãozinho, o Zhang, o Nildo, promovê-los aqui e tirar rendimentos. Se entreposto tem esse sentido, é verdade. É o entreposto que já fazemos no Servette e agora no Beira-Mar que se baseia num pressuposto simples: recrutar bem, barato, alicerçar com jogadores experientes e outra maturidade, e ter quatro a cinco jogadores por época vendáveis.

O futebol é um negócio?

Claro que sim, o futebol é um negócio. Posso dizer-lhe nesta altura que, no mínimo, esta época, o Beira-Mar em vendas vai fazer dois milhões de euros, o que será recorde para o clube na primeira liga portuguesa. Já fizemos cerca de meio milhão com as vendas do Rui Sampaio e do João Pereira e temos quatro ou cinco jogadores que são activos.

Quais?

Temos o Yohan Tavares, o Joãozinho, a possibilidade de comprarmos o Zhang e o Nildo que é uma revelação.

Todos esses jogadores têm propostas?

Não, nenhum tem propostas concretas mas sempre que há uma abordagem há um potencial negócio. Devo dizer que não pretendemos vender jogadores em Janeiro porque também precisamos de cuidar da vertente desportiva. Daí dizer que no final da época temos condições para chegar aos dois milhões de euros em vendas.

Consegue dar um exemplo concreto do que mudou no futebol do Beira-Mar com a SAD?

Quando chegámos ao Beira-Mar, o Yohan Tavares tinha uma cláusula de rescisão de 300 mil euros. Renovámos contrato e estabelecemos dois milhões de cláusula indemnizatória. Mas há mais: no Beira-mar acabaram os jogadores a custo zero. Por isso estamos a procurar renovar com todos os que interessam e que é do domínio público.

"Rui Bento nunca esteve em causa"

Nuno Patrão assume a ligação com Rui Bento, treinador que sugeriu para o projecto. O gestor de activos desmente que o treinador tenha estado em risco.


Foi Nuno Patrão o responsável pela vinda de Rui Bento?

Apenas sugeri, como fiz no Servette com João Alves, ou agora com João Carlos Pereira, o Rui Bento para ser o treinador. De entre dois ou três que havia, Majid Pishyar entendeu que Rui Bento devia ser o escolhido.

Por que é que Majid Pishyar, então, escolheu Rui Bento?

Para um projecto destes, de criar activos e vendê-los, criar receitas com jogadores, precisamos de um treinador com um determinado perfil. Esse perfil entronca no Rui Bento, ou seja, um treinador que aceita perder Rui Sampaio no início do campeonato e assume a responsabilidade de encontrar uma solução. Tem de ter esta perspectiva de trabalho que é estar preparado para assumir riscos em detrimento de olhar apenas para a carreira pessoal.

O treinador é a "fábrica" do negócio do clube?

O histórico do Rui Bento mostra os jogadores que ele ajudou a crescer. A SAD quis um técnico com capacidade de projectar jogadores e sem medo de apostar nos jovens.

Todos os treinadores estão dependentes de resultados. O Rui Bento não esteve em risco a meio da época?

Não esteve em risco. Esse cenário foi criado pela Imprensa. Não era por um problema do treinador que os resultados não apareciam. A equipa tinha um problema de finalização.

O jogo com o Feirense foi de viragem? Se não tivessem ganho estava tudo na mesma?

Se o Beira-Mar ainda hoje tivesse dez pontos, até o próprio Rui Bento saía pelo seu pé. Foi um jogo importante. Os jogadores estavam mais preocupados com o Rui Bento do que ele próprio. Alguns perguntavam se era verdade que o treinador ia embora se perdesse, disse-lhes sempre que não. E não estava.

Majid Pishyar esteve presente no jogo…

… atravessou meio mundo para estar presente e dar a melhor resposta a quem achava que podia ser o fim de linha para o Rui Bento. Veio mostrar que há toda a confiança no treinador. Ele veio, com surpresa nossa e quase em cima da hora do jogo, marcar presença para transmitir esse apoio.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dois mil e doze!


Sem muito para falar nesta altura (as competições andam mais menos estagnadas devido à época festiva) desejo a toda a Família Beiramarense boas saídas de 2011 e melhores entradas, com tudo de bom e do melhor para 2012, quer a nível desportivo, quer a título pessoal. Esperemos que o clube, nas suas diversas modalidades (futebol, futsal, atletismo, basquetebol, bilhar, boxe, judo, paintball, triatlo, duatlo e badminton), consiga os seus objectivos e dê alegrias à sua massa adepta.
Um óptimo ano de 2012 para todos!
AVEIRO E BEIRA-MAR SEMPRE!!!