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domingo, 11 de março de 2012

25ª Jornada: Beira-Mar x Gil Vicente

25ª jornada da Liga Hi-Fi 2000, 2ª do mês de Março.

Apenas 5 concorrentes pontuaram na jornada inaugural deste mês.

Luta renhida na frente da classificação geral: Apenas 4 pontos separam os 4 primeiros: ANjum, ABNC, Paulo José e Mahmoud Ahmadinejad.

Para o jogo vs Gil Vicente, aceitamos palpites (aqui) até às 15h de hoje, dia 11 de Março de 2012.

Algumas novidades na convocatória: Nuno Coelho (lesionado) é a principal baixa. Douglas, em princípio em trânsito para o Brasil, também não foi chamado.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O "caso" das quotas

Um dos temas que, na última Assembleia Geral, mais dúvidas levantou (assim como espanto e indignação) foi a transferência indevida de cerca de 110 mil euros resultantes da quotização para a SAD. Nunca, em parte alguma do protocolo celebrado entre o clube e a SAD, é referido que as verbas resultantes das quotas, pagas pelos associados, tinham como destinatário a Sociedade Anónima, tal como tinha prometido a Direcção, e como já me havia afirmado o próprio representante de Majid Pishyar, Nuno Patrão: “os dinheiros das quotas destinam-se às modalidades amadoras.” Esta situação foi denunciada pelo ex-Presidente-Adjunto, António Cruz, que falou em 140 mil euros. Jaime Machado confirmou o sucedido, no entanto afirmou que foram cerca de 110 mil euros a quantia resultante da quotização “desviada” para a SAD.
Não se aceita que por falta de liquidez da SAD sejam usados dinheiros dos sócios, ainda para mais à revelia dos mesmos: é bastante gravoso! Ou seja, a SAD (cujo investidor é detentor de 85% do capital) financiou-se, indevidamente, à custa do clube algo, verdadeiramente, inaceitável. O acordo é peremptório: a verba resultante da quotização é uma receita do clube. Portanto há que assumir, de forma categórica, o erro, avocar responsabilidades e culpas: é uma situação onde a culpa não pode morrer solteira, a bem da transparência. Chega de proferir um discurso em que tudo está bem e que tudo irá acabar melhor, porque é manifestamente mentira. Honra seja feita ao Dr. Jaime Machado que assumiu erros e insatisfação pelo incumprimento porque ele, manifestamente, existe e não vale a pena branquear evidências e factos. Os mesmos que falam em “incumprimento pontual” são os mesmos que daqui a uns meses falarão em “incumprimento definitivo”: espero estar equivocado.
A verdade é que com esses 110 mil euros (ou 140 mil) os pagamentos em atraso às actividades amadoras (basquetebol, futsal e futebol de 7) já poderiam ser realizados, assim como o aluguer de um espaço que albergasse a sede do clube.
Reitero: há que assumir culpas e julgar quem permitiu tal operação. Como sócio exijo que tal seja feito, como sócio sinto-me enganado, porque se o dinheiro que despendo, mensalmente, em quotas tiver como destino a SAD pura e simplesmente não pago.
Convém dizer que os 110 mil euros (ou 140 mil) entraram nos cofres da SAD em Agosto/Setembro. Pois bem, é nesta mesma altura que a verba resultante da quotização é maior, mercê o início da época e, consequentemente, actualização e pagamento de quotas e bilhetes anuais.
Por fim, escusado será dizer que o Beira-Mar ainda não foi ressarcido e é fundamental que tal aconteça, sendo que é a sobrevivência das modalidades que se encontra em jogo.

P.S. 1 – Na Assembleia Geral ficaram por responder duas questões relativamente à atleta Sónia Tavares: quem pagou os 3 mil euros, ao Sporting, pela sua vinda para Aveiro? Quem sustenta o ordenado desta atleta profissional?

P.S. 2 – Cristiano, jogador contratado no último Verão pelo Beira-Mar, rescindiu hoje com o clube, dois meses depois de lhe ter sido instaurado um processo disciplinar, por mau comportamento no jogo com o Sp. Braga. Foram necessários 60 dias para haver uma conclusão definitiva de um processo altamente mal conduzido, com falhas e moroso. Além do mais é só mais um caso entre tantos outros: Vasco Fernandes, assalariado durante 5 meses, nem sequer foi inscrito; Edson Sitta e Tiago Cintra, contratados na reabertura do mercado, lesionaram-se no primeiro treino. Ambos os atletas eram pouco utilizados no Vit. Guimarães e Leixões, respectivamente, sendo que o primeiro não jogava há mais de um ano!!!

terça-feira, 6 de março de 2012

Rescaldo da Assembleia Geral

A Assembleia Geral de ontem à noite, apesar de algumas "crispações" desnecessárias e diálogos cruzados, penso que foi esclarecedora quanto aos seus objectivos. Julgo que, finalmente, os sócios do Beira-Mar se aperceberam que o conteúdo contratualizado com o investidor Majid Pishyar não corresponde, exactamente, ao que foi prometido aos sócios, em Maio último, aquando da aprovação da SAD.
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A este propósito, repare-se que o passivo do clube que o investidor teria que assumir (€ 2.966.501,28 em 08/08/2011), acabou por cair, em sede de negociação, para a SAD (cujo capital social é de 1 milhão de euros e o investidor, através da 32 Group, apenas liquidou 50% da sua participação > € 424.998,50 < diferindo o pagamento dos restantes 50% para o prazo legal > 2 anos < ). Durante a reunião, perante a insistência dos sócios, a direcção foi justificando com "dificuldades de tesouraria" a morosidade da SAD na liquidação do passivo do clube. Convenhamos que, o facto do passivo ter sido assumido pela SAD e não pelo próprio investidor, através do 32 Group, constitui só por si um sinal inequívoco de vulnerabilidade do grau de compromisso do mesmo com o projecto. Contudo, a justificação dada pela direcção fundamentada nas dificuldades de tesouraria da SAD esbarra numa premissa que a direcção contratualizou com o investidor e que era do desconhecimento dos sócios. Na Adenda ao Protocolo entre o SC Beira-Mar e o 32 Group, assinado em 08/08/2011, consta que, durante cinco anos (2011 a 2016), 90% das receitas relativas aos direitos económicos dos jogadores da SAD serão proveito do 32 Group! Ou seja, a mesma SAD que assume o passivo do clube, o qual carece de receitas extraordinárias para ser liquidado com urgência, vê uma parte do seu "core business" alienado ao 32 Group durante os primeiros cinco anos de actividade! Nestes termos, como é que alguém poderia esperar que a SAD conseguisse, rapidamente, libertar recursos para liquidar o passivo do clube?
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No mesmo documento, no ponto 10, refere-se que a SAD será responsável pela liquidação dos débitos do clube, mas não se estabelece qualquer prazo para o efeito...
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Sobre a questão da salvaguarda do Pavilhão do Alboi (foi referido aos sócios como um dos pressupostos de criação da SAD), não encontrei qualquer referência nos documentos.
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Nesta Assembleia, ficámos ainda a saber que a SAD utilizou indevidamente mais de 100 mil euros de receitas do clube provenientes da quotização dos sócios, dinheiro esse que ainda não foi restituído ao clube.
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De referir, ainda, que o único pressuposto de constituição da SAD assumido pela direcção, em Maio último, que se encontra totalmente concretizado é a assunção por parte da SAD do quadro de funcionários do clube. Actualmente, o clube tem apenas um funcionário.
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Nesta Assembleia, ficámos ainda a saber que os 5% de participação dos sócios no capital da SAD (outro dos pressupostos anunciados pela direcção em Maio último) não foi cumprido porque, segundo António Regala, o Sr. Nuno Patrão não terá dado conhecimento dessa situação ao Sr. Majid Pishyar.
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Noutro âmbito, fomos informados que a Câmara Muncipal de Aveiro, no âmbito do programa "parque da sustentabilidade", já notificou o SC Beira-Mar para abandonar o campo de treinos junto ao Estádio Mário Duarte (antigo).
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Quanto à Academia de Futebol, de referir que as equipas de iniciados, juvenis e júniores estão sob alçada da SAD e que as quantias em dívida (cerca de 56 mil euros), nomeadamente a treinadores, estão a ser liquidadas dentro das possibilidades da SAD.
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Por último, registo a posição humilde, sensata e inteligente do Dr. Jaime Machado, membro da direcção e administador da SAD em representação do clube. Das intervenções da direcção, foi a única que me pareceu lúcida e esclarecida, pois reconheceu implicitamente que a negociação com o investidor não foi a melhor e que existe "insatisfação" por parte da direcção do clube perante o "incumprimento" do investidor, o qual só tem dúvidas que se possa accionar judicialmente devido ao teor dos contratos celebrados.
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Crédito: Fotografia que ilustra este post retirada do sempre actualizado Portal Notícias de Aveiro

domingo, 4 de março de 2012

Resignação

Com Ulisses Morais pela primeira vez no banco, o Beira-Mar deslocou-se a Vila do Conde onde foi abarroado por quatro golos sem resposta, perante um Rio Ave que até então era o segundo pior ataque da liga (17 golos, sendo que 10 foram marcados nos Arcos), com uma média de menos de um por jogo: hoje foram 4!!! Além do mais, pasme-se, foi uma das vitórias mais robustas de sempre dos vilacondenses.
Depois do primeiro golo a equipa abriu-se e procurou a igualdade, ao contrário do que fazia o anterior treinador, onde a táctica não era minimamente alterada, sem arriscar, esperando um lance de sorte. Ulisses bem tentou e houve uma manifesta vontade de mudar algo: interveio, bracejou, gritou, mexeu na equipa, abriu a defesa para tornar o ataque mais forte, mas tudo em vão. Quando as debilidades e deficiências são muitas, e já vêm de trás, não há muito mais a fazer. A época, sejamos sinceros, não foi bem planeada: as lacunas e falhas provam isso mesmo. Há jogadores desanimados, pouco lutadores e desmotivados (no lance do terceiro golo cinco jogadores do Beira-Mar ficaram estagnados no meio campo adversário). Ulisses Morais, na conferência de imprensa, disse algo que me chamou à atenção e põe a nu alguma coisa: “os jogadores ou me acompanham ou não me acompanham (…) Falta ânimo.” Tal afirmação prova que, manifestamente, há atletas que podem dar mais do que têm dado. Nesta luta contra o tempo, o treinador tem de constatar rapidamente quem está e não está com ele, ou seja, quem realmente quer dar tudo em prol do objectivo da manutenção. Urge uma reformulação na equipa, urge uma lufada de ar fresco, urge uma mentalidade ganhadora, e encarar de frente os próximos jogos, sem medos.

Esta falta de crença e moral em baixo dos atletas, no fundo, é reflexo de toda a conjuntura de situações que envolve o Universo Beiramarense. Não existe uma liderança forte, toda a gente gosta de falar e ninguém tem pulso forte e firme. A estrutura (leia-se Direcção e SAD) desde há muito que é deficiente e mal… estruturada. Não existe um único elo-de-ligação do clube com a cidade, não existem políticas de marketing capacitadas e exequíveis. Tudo o que se pretende rapidamente é valorizar atletas, a todo e qualquer custo, para que sejam vendidos, a todo e qualquer custo. Não vejo ninguém da SAD (reitero “ninguém”) a vir a público apoiar os atletas, dar aquela palavra de incentivo e ânimo. Lá está: transmite a imagem que o que conta é valorizar atletas, nada mais. Carece o trabalho mais “fundo”. O clube não cresce só por si. Tem de haver um “ diálogo” e interacção constante entre a instituição e cidade (e suas forças). A descaracterização do Beira-Mar é por demais evidente e assusta-me olhar lá para o fundo e não ver aquela luzinha de esperança. E o gravoso é que a “balbúrdia sanguinolenta” não tem fim. Ai promessas, promessas: "as mentiras mais detestáveis são as que mais se aproximam da verdade."

Balboa (na foto, a oferecer a camisola aos UAN) é possivelmente (a par de Rui Rego) o jogador que, perante todas as adversidades, mais procura levar os companheiros para a mó de cima, nunca baixando os braços, e nunca desistindo dos lances. Além do mais tem carácter e humildade, fazendo dele um atleta bem visto entre os adeptos Beiramarenses.

O próximo jogo da equipa está marcado para Domingo, no “elefante branco” de Aveiro, às 16 horas, contra o Gil Vicente.
Amanhã há Assembleia Geral Extraordinária, no auditório Tozé Bartolomeu, no estádio, pelas 21 horas.

Foto, gentilmente, cedida por Rui Almeida.

Beira-Mar goleado em Vila do Conde

O Beira-Mar perdeu, esta tarde, no Estádio dos Arcos, por 4-0.
Pior do que a derrota, foi o facto de, uma vez mais, a equipa não ter mostrado qualidade para vencer.
Ulisses Morais (na foto), depois de sofrer o 2-0, assumiu os riscos e tentou incutir maior capacidade ofensiva, mas foi sempre o Rio Ave que esteve mais perto de marcar. Os auri-negros regressam de Vila de Conde com 17 pontos, os mesmos do Feirense e apenas mais um ponto do que a União de Leiria (joga amanhã com o Olhanense). Se olharmos para cima na classificação, o Vitória de Setúbal já está a três a pontos e o Paços de Ferreira a quatro.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Majid Pishyar na revista Visão

A revista semanal Visão, desta Quinta-Feira, dá um enfoque de duas páginas sobre a figura de Majid Pishyar, e não pelas melhores razões: falsas promessas pelas instituições desportivas por onde passou, falência de clubes, apreensão por parte de quem confiou nele e um mal-estar geral entre os adeptos e sócios, quer do Servette quer, agora, do Beira-Mar, isto porque o Admira Wacker (ou Manchester United da Áustria, como um dia MP prometeu tornar o clube daquele país) já sofreu na pele o rude golpe da insolvência e extinção, provocado pela falta de capital, supostamente garantido pelo nosso amigo iraniano. Desta forma, em 2007 (três anos volvidos desde a chegada ao “poder”), Pishyar conseguiu o impensável: afundar um clube histórico, com 8 títulos de campeão da Áustria, com uma dívida de 3,7 milhões de euros.

Nem de propósito: o artigo da Visão saiu no mesmo dia em que o Servette, na pessoa de Majid Pishyar, declarou insolvência. Na próxima semana o Tribunal poderá decretar a falência do segundo clube mais titulado da Suíça. Por Aveiro, no Beira-Mar, a apreensão é cada vez maior.

Promessas em vão ou, simplesmente, falsas promessas: é assim que tem funcionado o "investidor" da Pérsia de "barba grisalha sempre impecavelmente aparada."

quinta-feira, 1 de março de 2012

Cuidado Beira-Mar!

Se dúvidas havia quanto à capacidade financeira do nosso “salvador”, eis que esta notícia dissipa-as por completo. Ao contrário do meu co-blogger Pedro Marques, dispenso bem a presença do tal “Patrão” que toda a gente fala, e que eu pessoalmente desconheço na próxima assembleia geral. Mas seria interessante ter a presença do recém sócio Majid Pishyar (por falar nisso, as quotas estarão em dia?), que tanta questão fez em estar presente na última AG que determinou a aprovação da constituição da SAD pela larga maioria dos sócios (eu inclusivé). A declaração de bancarrota do Servette deixa antever um cenário negro nos actuais moldes da SAD do Beira-Mar, com as conhecidas dívidas existentes. Mais um assunto “quente” antes da AG da próxima segunda-feira.

É oficial... Servette declarou insolvência

Este blog é só o Sport Club Beira-Mar e não sobre o Servette mas esta informação é importante. Majid Pyshiar declarou a insolvência do clube de Genebra hoje, num comunicado disponível no site oficial e que está reproduzido em parte no Record e outros jornais desportivos.

E agora, Nuno Patrão, Ulisses e António Regala?


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Dúvidas que me assistem...

Ponto prévio: Abomino teorias da conspiração, caça às bruxas e busca de fantasmas onde eles não existem... Por isso mesmo, defendo processos transparentes nos quais prevaleça o conteúdo sobre a forma, harmonizando os interesses e procurando soluções conciliatórias que dissipem quaisquer fundamentos geradores de desconfiança.
Posto isto, não posso deixar de reparar que a convocatória para a próxima Assembleia Geral, a realizar no próximo dia 5 de Março, fundamenta-se, nos termos da mesma, nas alíneas b) e c) do artigo 24º dos Estatutos, cuja redacção é a seguinte:
A Assembleia Geral reúne extraordinariamente, em qualquer data:
a) (...)
b) a requerimento da Direcção, do Conselho Fiscal ou do Conselho Geral;
c) a requerimento de dois por cento ou mais sócios efectivos, na plenitude dos seus direitos.
d) (...)
Ora, como é do conhecimento público, esta AG teve origem num grupo de sócios que recolheu assinaturas para o efeito, o que está previsto na aludida alínea c). Desconheço que algum dos órgãos enunciados na alínea b) tenha requerido esta Assembleia. O que se sabe, pois foi divulgado na imprensa, resume-se à intenção manifestada pela direcção de convocar brevemente uma AG para votação do relatório e contas relativo ao exercício 2010-2011, o que não é propriamente a mesma coisa, daí que estranhe esta "colagem" de algum órgão do clube (não sabemos qual) ao grupo de sócios que recolheu as assinaturas.
Ainda no que concerne à convocação desta AG, ao contrário do que seria de esperar, constato que a ordem de trabalhos peticionada no requerimento não se encontra integralmente vertida na convocatória. Segundo o requerimento que foi assinado pelos sócios, " (...) os sócios efectivos abaixo-assinados requerem a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária com o propósito de discutir a situação actual do Clube, com enfoque nas questões que contendem com os pressupostos que estiveram na base da aprovação e constituição da Sociedade Anónima Desportiva para o Futebol Profissional.". No entanto, na convocatória oficial pode ler-se apenas "Análise da situação actual do Sport Clube Beira-Mar.". Admito que para a maioria das pessoas considere esta questão irrelevante, mas cumpre-me alertar que a delimitação do objecto da discussão numa AG é fundamental para que o objectivo da sua convocação seja efectivamente concretizado. A generalização do assunto inscrito na ordem de trabalhos em detrimento duma discussão concreta (legitimamente peticionada pelos sócios), só pode ter como consequência a dispersão dos temas a discutir, o que constitui um relevante contributo para que efectivamente nada de concreto se discuta. Mais uma vez, antecipo o final inconclusivo de mais uma assembleia, em que os sócios e dirigentes, sorridentes, abandonam o auditório, dando palmadinhas nas costas uns dos outros, com a crença que tudo vai bem...
Por último, mas não menos importante, o comunicado sobre a intenção da Mesa da Assembleia Geral prescindir da leitura das actas das assembleias anteriores. Acho estranho que a Mesa tenha tomado agora a iniciativa de alterar a metodologia instituída quando se sabe que o tema peticionado no requerimento apresentado pelos sócios contende, precisamente, com a última assembleia, na qual a constituição da SAD foi aprovada.
Em suma, se tivesse sido respeitado na plenitude o requerimento apresentado pelos sócios, tornava-se óbvia a necessidade - eu diria até imprescindibilidade - de se proceder à leitura da acta da última assembleia, a qual deverá reflectir com exactidão os pressupostos anunciados pela direcção (liquidação do passivo do clube, salvaguarda do pavilhão, transmissão dos trabalhadores do clube para os quadros da SAD, assunção de equipas da Academia de Futebol por parte da SAD, etc.), os quais estiveram na base da decisão de aprovação da constituição da SAD por parte dos sócios. Seria, indubitavelmente, o melhor ponto de partida para a discussão que os sócios pretendem.
Mas enfim, se os sócios não estão para se chatear com estas coisas e aceitam tudo o que lhes dão (pelo menos, tem sido esta a postura dominante da massa associativa do clube), também não serei eu a chatear-me... Apenas realço que fico triste, pois sinto que continua a imperar a ausência de massa crítica, esclarecida e informada em torno do clube, o que tem permitido a prevalência de interesses instalados que muito têm contribuído para o definhamento da instituição. Mais triste fico, quando sinto que este "status quo" parece interessar a quem dirige o clube.
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* A foto que acompanha este texto serve para ilustrar a minha pessoa, pois as dúvidas que me assistem terão origem, admito, nalgum defeito meu.

(Direito de) Resposta de Nuno Patrão

Ontem fui contactado pelo empresário Nuno Patrão que se mostrou algo indignado com o último post que aqui fiz, embora ainda não o tivesse lido (havia sido alertado por pessoas), nomeadamente acerca das palavras do antigo Presidente-Adjunto, António Cruz. Se fosse hoje voltaria a escrever o que escrevi (sustentado pela “bengala” de Almada Negreiros), contudo admito o erro de ter ouvido somente o ex-dirigente do clube sem ter escutado a versão de Nuno Patrão. Mas também julgo que não seja grave: os erros acontecem e como ando nestas andanças há pouquíssimo tempo ajudam-me a aprender qualquer coisita. Mas adiante. Nuno Patrão já me havia dito que não lia blogues nem periódicos, no sentido que gosta de realizar o seu trabalho sem influências, nem se chatear com algumas situações. Contudo, ontem, abriu uma excepção já que lhe foram fazer “queixinhas” de um post que nada tem de mal, tirando, lá está, o facto de ter escutado somente uma das partes, tal como referi.
Sobre quem lhe foi fazer “queixinhas” pouco interessa saber quem foi: a corja, faminta de protagonismo mas cheia de (pseudo) vaidades, gosta de provar a falta de moral e valores. É para o lado que durmo melhor.

Já se sabia que a relação entre António Cruz e Nuno Patrão não era, manifestamente, a mais saudável, e dúvidas existissem os acontecimentos de Domingo provaram isso mesmo. O braço-direito de Majid quis esclarecer, especialmente, dois pontos: estágio da pré-época e o tema da agência de viagens que prepara as viagens da equipa à Madeira.
Segundo Nuno Patrão “o estágio estava marcado para Cantanhede, com custos razoavelmente baixos.” No entanto surgiu a possibilidade da equipa ir para Gouveia, e como Patrão é amigo pessoal do Presidente da Câmara local, Álvaro dos Santos Amaro, conseguiu com que “o estágio ficasse praticamente de borla.” Pelo que afirmou nunca esteve contra a ida do Beira-Mar para Gouveia, antes pelo contrário.
Por outro lado foi, com efeito, escolhida, para tratar das viagens à Madeira, uma agência da Figueira da Foz, cujo proprietário é amigo pessoal de Nuno Patrão (preferiu não dizer o nome da mesma, o que respeito). “Tal escolha deve-se ao facto dessa mesma agência ter dado a possibilidade de pagamento das deslocações em Janeiro, três ou quatro meses depois da data dos jogos, ao contrário de outras.”


Nuno Patrão solicitou-me para nada colocar aqui sobre esta espécie de declaração de interesse ou “direito de resposta”. No entanto achei coerente fazê-lo, a bem da transparência.

Tive o cuidado de lhe sugerir, ainda e uma vez mais, a sua comparência na AG de Segunda-Feira, muito menos não seja na condição de convidado, tendo em conta que não é associado. Mostrando-se irredutível na decisão de não ir aconselhei-o, pelo menos, a reflectir sobre essa possibilidade. A ver vamos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Beira é nosso!

“O (A) Dantas (SAD) saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever (menos gerir um clube) que é a única coisa que ele (ela) faz!” É por estas e por outras que considero Almada Negreiros um génio da intelectualidade Lusa. Sei que, em parte, lhe falto ao respeito (não sendo minha intenção), tendo em conta que é criminoso associar a sua escrita à SAD: esta gente não merece tanto. Quanto muito podia “ilustrá-los” com um parágrafo do Pacheco Pereira: acentava-lhes melhor, mas julgo que nem isso merecem.
Bastou um pequeno clique, bastou a voz do Povo ouvir-se no estádio para esta SAD mostrar toda a sua vulnerabilidade. Julgavam os sócios “mortos” (estamos bem vivos), julgavam o clube amputado de opinião (temos provado o invés). Ao terceiro golo dos do Sado o Povo, na sua legitimidade, explodiu, insurgindo-se contra a equipa, treinador, SAD e uma Direcção que se deixa manusear à vontade, mesmo tendo dois administradores na Sociedade Anónima: as declarações do Presidente Regala revelam um conformismo assustador, assim como dá a entender que a relação entre a Direcção e a SAD não é das melhores. Uma vez mais a minha vénia à Terra Nova pela análise que faz do momento do clube, assim de como tudo o que o rodeia. Com efeito a culpa nunca é de ninguém, e é aí que aparecem as “avestruzes”, que em outras alturas são “galos e galinhas”, procurando mandar, ordenar e decidir. O problema é esse: todos pensam que mandam, todos procuram um protagonismo fácil, arrogante e banal, não indo muito mais além em termos de moralidade, ética e competência. Que o Beira-Mar é gerido por gente não-beiramarense todos nós sabemos, o problema maior é contornar esse problema. Sugiram coisas! Por outro lado não creio que Rui Bento tenha saído a pedido dos administradores: não se iludam. Saiu porque há muito que não dava mais e por iniciativa própria: possivelmente até lhe pediram para ficar, vá-se lá saber porquê. De qualquer das formas desejo-lhe as maiores felicidades para a sua vida pessoal e profissional.

Na segunda metade da partida, depois do 0-3, alguns sócios da Poente insurgiram-se contra os administradores da SAD, ou não administradores, ou simples empresários (não sei bem o papel de cada um, nem eles): Patrão, Ulisses e Coelho. Um dos mais fogosos foi o antigo Presidente-Adjunto António Cruz, que teve mesmo de ser acalmado. Uma/duas horas depois do jogo resolvi ligar-lhe, tendo estado uns bons 40 minutos à conversa. Nele descortinei um estado de revolta tal que, no fundo, todos os sócios do Beira-Mar partilham. Muito deu ele ao clube, numa altura em que o Beira-Mar estava por um fio, há cerca de dois anos e meio. Desdobrou-se em busca de soluções, contraiu empréstimos junto da banca, colocando o seu património (assim como da esposa) em perigo, tirou do dele para patrocinar as viagens às ilhas, assim como jantares de Natal e não só. Foram três anos a poupar, a não gastar o que não se tinha, para que agora, gente alheia à essência e caracterização da instituição, esteja a “destruir, pouco a pouco, o clube”, segundo o próprio afirmou.
António Cruz demitiu-se em Junho último, por se sentir, legitimamente, traído por promessas feitas em vão (um pouco o que os sócios estarão a sentir). Da conversa registo ainda três pequenos pontos:

- O estágio da pré-época do Beira-Mar estava marcado, há muito, para Gouveia, com gastos controladíssimos. No entanto, Nuno Patrão resolveu transferi-lo para Cantanhede, para espanto de António Cruz, já que ficaria mais caro 7 mil euros. Contudo, bravo Beiramarense, tudo fez para manter o que inicialmente estava previsto e a equipa estagiou mesmo em Gouveia.

- As viagens às ilhas eram realizadas consoante o orçamento de cada agência, sendo escolhida aquela que daria melhores condições em termos financeiros, assim como modalidades de pagamento. Actualmente quem controla essa situação é Nuno Patrão, que elegeu uma empresa da Figueira da Foz.

- O site do clube, anteriormente, era gerido pela Censo Comum, uma empresa de Aveiro, ligada à nossa Universidade e a toda uma vanguarda tecnológica que a caracteriza. Todo esse trabalho era realizado de forma completamente gratuita, com um acordo conseguido pelo Nuno Quintaneiro, aquando da sua colaboração com a Comissão Administrativa. Actualmente o site do nosso clube é controlado por uma empresa de… Coimbra (!!!) e pago.

Não compreendo como é que Nuno Patrão continua a dizer que é, somente, gestor de activos. Tenho muitos defeitos (e ainda bem que os tenho) mas não façam das pessoas quadradas, por amor de Deus.
Até o irmão, um tal de Jaime Patrão, já colabora com o Beira-Mar, pedindo-me que mobilizasse pessoal para o jogo com o Sp. Braga, em Janeiro. Na altura ligou-me, apresentando-se, e fez o tal pedido. Não escondo que fiquei admirado, primeiro porque tinha o meu número (dado pelo Pedro Coelho), segundo porque é um jovem que não deverá ter mais de 22/23 anos, natural de Coimbra, que nunca tinha ouvido falar e que estava a colaborar com a SAD do Beira-Mar. Trabalho esse que já me tinha disponibilizado a fazer em Setembro quando me encontrei com Pedro Coelho: nunca me deu uma resposta concreta à minha proposta de trabalho. Mas o Jaime Patrão já por lá andava. Reitero: não façam das pessoas estúpidas! “É uma rêsma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!”:o velho Negreiros a falar.

Pois bem, isto tudo para dizer o seguinte: como ninguém no Universo Beiramarense conhecia Nuno Patrão resolvi, há umas semanas, saber um pouco mais sobre o tal empresário. Tenho um familiar que trabalha no Diário de Coimbra que me disse que já tinha ouvido falar, não o conhecendo pessoal. No entanto garantiu-me que a família é conhecida e está espalhada um pouco por todo o distrito: Coimbra, Cantanhede e Figueira da Foz. Sem querer acusar nada nem ninguém, nem muito menos insinuar (não quero acreditar em coisas) deixo-vos, meus caros, esta pequena curiosidade e julguem como bem entenderem.

Basta pum basta!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Beira-Mar 2-3 Vitória de Setúbal

Em jogo fulcral para ambas as formações, o Beira-Mar tentava afastar-se da linha de água enquanto a formação visitante procurava sair dos dois últimos lugares.

Entraram Bura e Ricardo Dias por Hugo e Balboa face ao jogo anterior mas a falta de ideias com que a equipa aborda o jogo em situação ofensiva continuou a ser desesperante! O Setúbal limitou-se a aproveitar a incapacidade aveirense para fazer dois golos perante uma equipa sem ideias, intranquila e autenticamente passiva perante tudo o que se passava no encontro, um pouco à imagem de Rui Bento. Entretanto Balboa foi lançado para o lugar de Dias e Jorge Gonçalves foi expulso por acumulação de amarelos, ainda antes do intervalo, deixando os visitantes a jogar com menos uma unidade.

Na segunda parte boa entrada do Beira-Mar, pelo menos o primeiro lance, depois voltou a faltar intensidade em acções ofensivas. Num contra-ataque o Setúbal amplia a vantagem perante o desnorte aveirense. Balboa foi o mais incoformado e a par de Nuno Lopes deram muito trabalho a Miguelito. O mesmo Balboa reduziu de cabeça para 1-3 e dez minutos depois Zhang servido por Nuno Lopes reduzia para 2-3 (85min). O Beira-Mar até poderia ter conseguido o empate em cima do soar do apito mas Miguelito tirou o remate de Nildo em cima da linha.

Derrota perante um adversário directo, uma equipa que me parece muito frágil e que com dez unidades pareceu demasiado permeável, soubesse o Beira-Mar aproveitar...

Rui Bento demite-se!


No final do encontro frente ao V. Setúbal (derrota por 2-3), Rui Bento foi à sala de Imprensa do Estádio Municipal de Aveiro anunciar a demissão do comando técnico do Beira-Mar.

«A partir deste momento deixo de ser treinador do Beira-Mar. A exigência que meto no meu trabalho não me permite fazer outra coisa», afirmou Rui Bento, que somou este domingo o sexto jogo consecutivo sem ganhar (cinco derrotas e apenas um empate), encontrando-se apenas um ponto acima da zona de despromoção.

«Saio com a consciência de que dei tudo, mas as coisas não funcionaram como queria», referiu ainda o treinador, garantindo que permanecerá adepto do clube.

in ABola

Que treinador te satisfazia no Sport Clube Beira-Mar? Deixa o teu comentário.

Lista de alguns treinadores sem clube
  • João Alves (ex. Servette)
  • Daúto Faquirá (ex. Olhanense)
  • Luís Miguel (ex. Paços de Ferreira)
  • Litos (ex. Leixões)
  • António Sousa (ex. Trofense)
  • Paulo Duarte (ex. Burquina Faso)
  • entre muitos outros..
Na minha opinião, e depois de analisar durante estes anos o trabalho do treinador Daúto Faquirá, este seria o meu escolhido para o clube auri-negro.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um pouco de História recente

17 de Dezembro de 2004, aquando da entrada do investidor Majid Pishyar no clube austríaco Admira Wacker, o Presidente daquela instituição, Hans-Werner Weiss, proferiu a seguinte declaração: "Neste dia é Natal e Páscoa ao mesmo tempo! Majid Pishyar salvou o nosso clube financeiramente! "

Volvidos três anos, em Novembro de 2007, o Tribunal Distrital de Wiener Neustadt decretou que "o clube Admira Wacker Mödling foi declarado falido. Os credores têm até 10 de Janeiro de 2008 para fazer suas reivindicações."

Resumindo: em 2004, o investidor (ou "investidor") iraniano, ambicioso, colocava a fasquia alta para o clube em Viena, prometendo liquidar as dívidas, assim como fazer uma grande equipa (onde é que já ouvi algo semelhante?). Desapontado, e de forma abrupta, abandonou o clube austríaco ao “Deus dará” (2007), deixando 2,5 milhões de euros de dívida. O mesmo tem vindo a suceder ao Servette. Mais não digo…!

Deixo-vos o link da notícia, na íntegra, publicada pelo periódico suíço Le Matin, há cerca de duas
semanas.

http://www.lematin.ch/sports/copiecolle-majid-pishyar-reproduit-passage-autriche/story/27364941

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sócios à borla mas...

O Beira-Mar lançou uma campanha esta semana, onde os sócios terão direito a bilhete gratuito juntamente com mais três bilhetes para acompanhantes para o próximo jogo em casa frente ao Vitória de Setúbal. Percebe-se a necessidade de ter uma boa casa, mas a política de "borlas" parece-me desadequada, penalizando por exemploos sócios que compraram o bilhete anual. Além do mais, não seria razoável que esta campanha tivesse destaque no cartaz do próprio jogo? É que o mesmo vem ainda com a indicação do preço do bilhete de sócio a 3€...