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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O reencontro de dois clubes com história!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O "negócio" das Piscinas" - Esclarecimento

Hoje está a ser discutido em Assembleia Municipal o "negócio" entre o Sport Clube Beira-Mar e a autarquia aveirense que é conhecido como "o negócio das piscinas". Os munícipes aveirenses João Manuel Oliveira (eu) e Nuno Quintaneiro Martins decidiram participar nessa discussão. Não fazendo sentido a participação através da forma de uma intervenção na Assembleia Municipal no período relativo ao público,solicitámos ao Presidente da AM, que anuiu prontamente e ao qual agradecemos, a disponibilização aos grupos municipais da Assembleia Municipal e ao executivo aveirense do documento em anexo e que damos a conhecer a todos os aveirenses e beiramarenses.

Entendemos ser uma forma de participação cívica que visa, antes de mais, e devido ao conhecimento da matéria, esclarecer e informar.

Optámos por esta forma dado o teor do esclarecimento e o momento disponibilizado para a participação do público não se coadunarem com a mesma.

Estamos convictos que, de uma vez por todas, cidadãos e beiramarenses devem deixar cair o termo "negócio" no que respeita ao relacionamento entre as duas partes. E estaremos disponíveis, quando e onde quiserem, para vos explicar a razão.
 
 
A Venda Das Piscinas - Esclarecimento_vf

Carta Aberta do "Beira-Mar Transparente"



O Grupo Beira-Mar Transparente deu conhecimento público de uma carta aberta, tendo convidado todos a assinarem a mesma. Aqui fica, bem como o link para o site onde está a forma de assinar a carta.
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Exmº Sr. 
António Regala 
Presidente do Sport Clube Beira-Mar, 

Senhor Presidente, 

Gostávamos que esta missiva tratasse exclusivamente do encorajador e histórico resultado do futebol profissional na Madeira e que a nevoaça fosse exclusiva da Choupana. Contudo não é possível. O último resultado não acautela o futuro, não escamoteia realidades alarmantes e não afasta as nuvens negras que pairam sobre o nosso Clube. 

O nosso fervor beiramarense não nos precipita, porém, em juízos que possam ser injustos. Acreditamos que a Direcção possa ter explicações boas para dar. Gostávamos de perceber o que se está realmente a passar. Estamos alerta e inconformados. 

Infelizmente nos últimos tempos vieram a público notícias que nos envergonham, humilham e desrespeitam o passado do Sport Clube Beira-Mar. 

Senhor Presidente, 

Temos vindo a registar afrontas clubísticas várias: as penhoras sobre a receita das quotas dos poucos sócios-pagantes, a penhora sobre o autocarro do Clube, a perda para os credores privados do penhorado pavilhão – único património imobiliário relevante do clube. 

O Beira Mar, num repente, vê-se sem o dinheiro das quotas, corre o risco de ficar sem transporte para a equipa de futebol e ficou sem o recinto para as actividades amadoras. Não se vislumbra solução de futuro. O Senhor Presidente deve uma explicação aos sócios sobre aqueles dolorosos factos, mas, também sobre outras questões decisivas para a sobrevivência do Clube. 

Concretizando: é ou não verdade que, ao contrário do que foi prometido na Assembleia Geral de constituição da SAD - Maio de 2011 -, o passivo do clube e o pavilhão não foram salvaguardados no contrato de constituição da SAD? Mas, se foram, está ou não a SAD em incumprimento em relação ao acordado no contrato de constituição da SAD, estando, por exemplo, o passivo por liquidar? É ou não verdade que o Senhor Presidente pode fixar legalmente um prazo limite para que o faltoso cumpra? Porque é que ainda o não fez? Considera que a contratação pela SAD de jogadores agenciados por administradores da própria SAD garante o superior interesse do clube? Pode confirmar se o dinheiro das quotas de Julho e de Agosto de 2011 já foi restituído ao clube, depois de ter sido erradamente canalizado para a SAD? Como explica que, à semelhança do ano passado, se viole o prazo estatutário para reunir a Assembleia Geral Ordinária? Porque razão não se defenderam os interesses do clube aquando da penhora sobre o pavilhão, tendo inclusive o clube faltado a audiência em tribunal que se debruçava sobre essa questão? Existe ou não abertura por parte do investidor incumpridor a vender a posição detida na SAD? Um dos Administradores da SAD afirmou que se a equipa de futebol profissional descer de divisão, o investidor não terá interesse em manter o investimento. Que alternativas é que a Direcção do Beira Mar vai acautelar se tal vier a suceder? 

Senhor Presidente, 

Muito francamente, não se sente enganado, como todos nós, por quem acenou com milhões e resultados ambiciosos? 
Sabemos que gosta do clube e não acreditamos em cumplicidades prejudiciais da sua parte. Esperamos que exista abertura da sua parte para reconhecer os erros e as consequências para o Clube e para construir, com todos os sócios, soluções alternativas à actual. 

A Direcção do nosso Clube merece-nos respeito. Mas respeito não implica resignação. Os factos estão aí para mostrar que não basta ser sério. É preciso saber evitar os saques e o delapidar do património do Clube. Se é certo que o desinteresse dos adeptos pelo clube tem vindo a aumentar, também é certo que os sobreviventes merecem explicações. Se é certo que a CMA não tem tido um comportamento cooperante com o clube mais representativo da região centro, também é certo que urgem soluções que reatem essa colaboração estratégica. Se é certo que mesmo depois da constituição da SAD os problemas têm vindo a agudizar-se, também é certo que cabe à Direcção apresentar soluções alternativas que garantam a existência do clube. Se é certo que o arrendamento do pavilhão permite a existência temporária das modalidades fruidoras do equipamento, pelo menos até ao final do ano, também é certo que persiste a inexistência de uma solução que acautele o futuro. Se é certo que o clube decidiu contratar jogadores oriundos de mercados emergentes, objectivando prudentemente a venda de “merchandising” para esses países, também é certo que o objectivo não foi alcançado, continuando a loja “online” por criar. 

Senhor Presidente, 

Outras questões podiam aqui ser suscitadas, como o aumento extemporâneo dos salários de alguns funcionários da SAD, ou o prometido 4º lugar no campeonato de futebol, ou a contratação por familiares de familiares para trabalhar no clube, bem como a ausência sistemática do investidor no nosso clube, ou a visível falta de cumplicidade entre o clube e a SAD. No entanto ficaríamos já satisfeitos se esclarecesse o que acima foi descrito. No fundo, que seja consequente com aquilo que disse publicamente: “Estou disponível para prestar todos os esclarecimentos” in O JOGO de 9 de Fevereiro. 

O Senhor Presidente “nasceu à beira-ria e foi apadrinhado pelo mar” é tempo de mostrar a “valentia e a vontade de triunfar”. Tem um “nome a defender e uma cidade para honrar, para a frente sem tremer, Beira-Mar, Beira-Mar”! 

O grupo “Beira-Mar Transparente” e subscritores,

Os signatários

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pishyar e as "postas de pescada"


De quando em vez lá surge o Salvador vindo da Pérsia a “arrotar umas postas de pescada” para o site do Clube. Falar do que importa é que nada. Felizmente nem todos dormem.

Discurso banal, populista, com certo cariz filosófico, somente para ficar bem e encher a cabeça de muita gente. Haja medidas e chega de “parlapiê”. Ao contrário do que foi dito na Assembleia Geral da constituição da SAD (Maio de 2011) o passivo, questão do pavilhão e restantes penhoras continuam a não estar salvaguardados. Isso é o que importa neste momento. Sem esquecer da pitada de humor lançada nesse dia: 4º lugar da Liga e uma enorme equipa de basquetebol.

Bla bla bla…
Uuuuuaaaahhhhh (sono)




segunda-feira, 29 de outubro de 2012

E agora, meus caros?

Quotas penhoradas... Modalidades em risco... Clube moribundo... Sócios/adeptos desmotivados/afastados... Crise de identidade... SAD em incumprimento... Eis o Sport Clube Beira-Mar!!!




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ganhar ou... ganhar!


Folheando o Diário de Coimbra e A Bola, não obstante a rivalidade, deparo-me com fotografias dos adeptos do OAF em Madrid e, confesso, sinto uma tremenda inveja e um certo ciúme por estarem a viver o que vivem. Sorte, a dos adeptos coimbrinhas que, possivelmente, estão a viver um momento único enquanto apaixonados pelo clube. São bonitas linhas que escrevem numa História que, duvido eu, o Beira-Mar alguma vez viverá. Tivemos uma oportunidade e desperdiçamo-la, em 1999.


Quanto ao jogo de amanhã: é ganhar, ganhar ou... ganhar! Temos três empates em Aveiro, com equipas do nosso campeonato, quando deveríamos, no mínimo e de forma aceitável, ter 7 pontos. Ainda para mais, depois da partida de amanhã, temos duas deslocações complicadas e distantes geograficamente. Se, ante o Paços de Ferreira, não conseguirmos os 3 pontos, a esperança que tenho em conseguir os objectivos ficará, substancialmente, reduzida. Curioso o facto do adversário de amanhã ter três empates nos três jogos que realizou fora da Mata Real. Espero que as estatísticas, amanhã, não se mantenham e, por esta hora, esteja a brindar aos golos do Batatinha, Balboa e Nildo.


Triste dizer isto, mas se estiverem 2 mil espectadores no circo do Taveira já fico bem contente.













sexta-feira, 12 de outubro de 2012

É amar-te assim perdidamente...

Numa altura em que as notícias sobre o Beira-Mar dão conta de penhoras e mais penhoras, decidi partilhar uma fotografia do carro particular do Fernando Salgueiro, um adepto fervoroso do clube, que ilustra algo que nunca poderá ser penhorado por nenhum credor: o verdadeiro e desinteressado amor pelo Beira-Mar!
Enquanto alguns se governam e passeiam a sua vaidade às custas da destruição do clube, os verdadeiros Beiramarenses - uma espécie em vias de extinção, mas que é mais resistente do que se possa pensar! -, apesar da grande frustração e mágoa pelo momento que se vive, preservam o sentimento que um dia ressuscitará o espírito dos fundadores que, em 1922, fizeram nascer o SPORT CLUBE BEIRA-MAR.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Palavras para quê?


Mais uma notícia que espelha bem o que se passa no Sport Club Beira-Mar. Uma direcção que se "orgulha" de manter todos os funcionários na SAD e que acha que fez um bom acordo de criação da SAD permite que uma divida destas conduza a uma penhora do... autocarro...

O que dizer mais? Talvez lembrar que já passou o dia 30 de Setembro? Talvez lembrar que não estando contra os estatutos, já deviam ter feito uma AG ordinária? Ou precisam que os sócios se mobilizem outra vez????

Actualização: Quem diz o que não deve, pondo em causa o beiramarismo e dizendo que não paga a quem deve senão todos os outros vão atacar o Beira-Mar, arrisca-se a ouvir o que não pretendia... Leiam as duas declarações para ver quem tem razão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Brandos costumes Beiramarenses

Bem, que déjà-vu! A história da época transacta começa a repetir-se! Não será altura de “Convocar” o grupo Beira-Mar Transparente? Parece que anda tudo bem, como se nada fora do normal se passasse.

Dúvidas, situações anómalas, situações mal explicadas, plantel fraco com actuações de baixíssimo nível, divórcio entre o Beira-Mar e sócios: é isto a nosso Clube actualmente.

Do jogo de ontem salva-se o forte apoio dos Ultras Auri-Negros, a provar que estão activos e que são o corpo vivo Beiramarense. E digo-vos: é heróico passar duas horas à tosta da Nascente. Vou começar a colocar um creme antes dos jogos para evitar escaldões.

De resto… a porca miséria que tem sido este ano!


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Lá... como cá...

A atual direção do Vitória de Guimarães, a braços com uma situação financeira extremamente delicada, avançou para um PEC (Procedimento Extrajudical de Conciliação). Trata-se dum instrumento legal que se destina a entidades em situação económica difícil, permitindo-lhes reestruturar o pagamento das suas dívidas junto dos credores, possibilitando a manutenção da atividade e a libertação de receitas. Em 2009, quando o clube tinha uma Comissão Administrativa dirigida pelo atual presidente António Regala (e ainda não existia a SAD), tive oportunidade de propor esta solução. Obviamente que sabia não se tratar duma "solução milagreira", mas seria uma via possível para o clube, a par com a constituição duma SAD (instrumento fundamental para captar investimento para o futebol profissional), garantir a libertação de receitas permanentes com vista à amortização do passivo (que incluía os créditos dos ex-dirigentes).
Na altura, senti que a Comissão Administrativa, crente na subida de divisão da equipa de futebol profissional à 1ª liga (como se essa fosse a solução para todos os problemas), menosprezou esta estratégia. Rejeitou-se esse projeto de SAD e o clube avançou para eleições, com Mário Costa à cabeça, sem qualquer orientação estratégica, entregando-se a uma gestão do tipo "navegação à vista" que não pude deixar de criticar.
Volvidos três anos, vejo que o Vitória de Guimarães (VSC) se debruça com um problema semelhante ao do Beira-Mar nessa altura. O passivo do Vitória é significativamente maior que o do Beira-Mar, mas admito que a capacidade do VSC gerar receitas também seja superior.
O VSC avançou precisamente para um PEC, mas está a ter dificuldades em conseguir o acordo dos seus antigos dirigentes. Um filme já visto por estes lados, ainda que com contornos ligeiramente diferentes.
Porque em tempos de crise, a tendência é "pôr tudo no mesmo saco", não posso deixar de referir que, ao contrário de alguns ex-dirigentes que tudo têm feito - penhorado e executado o clube - para receberam os seus créditos (mesmo sabendo que prejudicam gravemente a atividade do clube), outros ex-dirigentes (que aceitaram assumir os destinos do clube numa altura de vazio diretivo e tiveram que se atravessar para tapar os buracos que outros abriram) permanecem avalistas de quantias emprestadas ao clube por entidades bancárias, assumindo mesmo os pagamentos em momentos de incumprimento por parte do clube, sem que se conheçam quaisquer intentos judiciais destes contra o clube. Muito gostaria - e penso que a maioria dos sócios também - que fosse a própria direção do clube que fizesse publicamente essa distinção.
A propósito, consta em edital (ver ponto 9) que a Assembleia Municipal vai analisar e discutir o protocolo celebrado em Dezembro de 2008 entre o Município, a EMA e o Beira-Mar. Faço votos para que a introdução deste assunto resulte na apresentação duma proposta de renegociação daquele protocolo (ideia que defendi em Abril de 2009 em reuniões que tive com o Sr. Presidente Élio Maia e o Sr. Vereador Carlos Santos, na altura, para tentar evitar a venda do terreno das piscinas), de forma a resolver o diferendo judicial entre o clube e a autarquia, passar a gestão do estádio para o clube (penso que este ainda será um anseio de Majid Pishyar) e viabilizar a construção das infra-estruturas desportivas que o clube carece.
No entanto, não posso deixar de referir que, caso o clube e a autarquia consigam um acordo que mereça aprovação da Assembleia Municipal no qual esteja incluída a transmissão da gestão do estádio, esta não deverá ser transmitida para a SAD sem uma renegociação dos protocolos existentes entre o clube, a SAD e o 32 Group.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

OAF na primeira página do DA


O OAF (leia-se Académica) já tem honra de primeira página no Diário de Aveiro!!! Ainda para mais com uma notícia bem detalhada no interior do jornal.

Será que ninguém tem dois dedos de inteligência para perceber que cai mal no seio dos Beiramarenses/Aveirenses? Nestas condições, caros amigos do DA, peço-lhes insistentemente que não caiam no ridículo e não ofendam as pessoas. Haja algum respeito, por amor de Deus!


FUTSAL: A direção do clube e da secção prestam esclarecimentos

 
Convocatória

A Direcção do SC Beira-Mar e a Direcção da Secção de Futsal convocam toda a Comunicação Social e demais interessados a marcarem presença na Conferência de Imprensa agendada para a próxima Sexta-Feira, dia 21 de Setembro, de forma a esclarecer a situação actual da equipa sénior de futsal.

A Conferência de Imprensa realizar-se-á pelas 21h30m no Auditório Tó Zé Bartolomeu do EMA e contará com a presença de ambas as direcções.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Até já, Doutor!


Um médico com uma vida dedicada ao Beira-Mar.

50 anos de empenho e dedicação!

Até sempre, Doutor Óscar Neves!


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pilhagem


Seria ótimo sentir vontade de escrever sobre o Beira-Mar por algum bom motivo que me fizesse refletir e partilhar pensamentos por aqui. Mas não é o caso. A motivação para escrever sobre a vida do clube é nenhuma. É com tristeza que constato que só me manifesto por mero imperativo de consciência. Por mais voltas que dê, não consigo silenciar-me perante a pilhagem que que tem sido feita ao clube.

Sobre a perda da propriedade do pavilhão já muito disse e escrevi. Não me repetirei. No entanto, não posso deixar de me referir sobre dois “momentos-chave” que determinaram a situação que hoje se conhece.

O primeiro, desde logo, no momento de constituição da SAD. A direção do clube fez tábua rasa dos alertas que, em tempo útil, lhe foram dirigidos por alguns sócios e não salvaguardou, ao contrário do que garantira, a manutenção do pavilhão na esfera do clube (nem a propriedade, nem a posse). Num segundo momento, não menos decisivo, decidiu a direção do clube não comparecer à diligência de venda do pavilhão no Juízo de Execução de Ovar, permitindo assim, sem mais, que a propriedade do pavilhão fosse adjudicada aos ex-dirigentes (Artur Filipe e José Cachide), credores do clube.

Nas duas oportunidades que teve para conseguir encontrar soluções e salvar o pavilhão, a direção do Beira-Mar falhou redondamente. Na primeira, não salvaguardou juridicamente o que garantiu aos sócios que estava salvaguardado e, na segunda, nem sequer permitiu a intervenção de sócios e amigos do clube que pudessem ajudar a resolver o problema. Enfim, uma atuação desajeitada, incompetente e irresponsável que não posso deixar de lamentar e denunciar.

Posto tudo isto, chegados a 31 de Julho de 2012, depois da primeira ameaça de despejo em Fevereiro, eis que são entregues as chaves do pavilhão aos seus proprietários, os ex-dirigentes Artur Filipe e José Cachide, os quais já tinham entretanto negociado o pavilhão com um terceiro. Seguiu-se o período de incógnita sobre o futuro das modalidades, com reuniões na Câmara, a desistência da equipa sénior de futsal de participar nos nacionais, o estabelecimento de contactos com outros clubes para a utilização dos seus pavilhões, etc. Entretanto, é efetuada a escritura que transmite a propriedade do pavilhão dos ex-dirigentes para o “investidor” luso-americano e a direção do Beira-Mar chega a acordo com o novel proprietário no sentido deste permitir ao clube a utilização do pavilhão por mais uma época desportiva, em troco do pagamento duma renda mensal que, consta-se, será de dois mil euros! Para cúmulo, e não obstante assumir o pagamento duma renda ao novo proprietário, a direção do clube aceita o alegado pedido do advogado do proprietário para não permitir que os UAN fiquem no “seu” espaço no pavilhão.

Muito gostaria aqui de ressalvar o papel que os UAN têm desempenhado na vida do clube e o passo importante que foi dado aquando da instalação dos UAN junto das modalidades, naquele pavilhão. No entanto, já percebi que não vale a pena gastar palavras para explicar algo que a cegueira dos dirigentes do clube não permite ver. Têm sido asneiras em cima de asneiras das quais dificilmente o clube algum dia recuperará. E nem vale a pena confrontar as pessoas com a realidade que irresponsavelmente construíram, pois a armadura para esconder todas as asneiras cometidas é e serão sempre os erros das anteriores gestões.

O facto é que o clube está completamente partido. Cada secção tenta sobreviver como pode e a preocupação da direção é única e simplesmente salvar a sua própria face das sucessivas asneiras que tem cometido. Já não há uma ideia de clube, uma linha estratégica de salvação, nem um propósito que una as pessoas. É cada um por si, na defesa da sua “quinta”. Será que, dentro do clube, ainda ninguém conseguiu perceber isto? Será que a cegueira e a vaidade são tantas que as pessoas não conseguem perceber que andam feitas tontas, dum lado para o outro, sem prosseguir um objetivo que seja comum?

Sinto uma profunda tristeza por ver o estado a que o Beira-Mar chegou. Mas, verdade seja dita, não é apenas a direção que tem responsabilidades. As mesmas têm que ser partilhadas com os membros dos órgãos sociais do clube que, levianamente, não se assumem nem tomam posições, caucionando com o seu silêncio o caminho que tem sido seguido. Limitam-se a “estar” para receberem uns convites para os camarotes e preencherem os respetivos “currículos sociais”. Fica socialmente bem ser qualquer coisa no Beira-Mar, mas ninguém está para se chatear, mesmo que ao lado alguém esteja a pilhar o clube como “senão houvesse amanhã”.

E não é preciso ir mais longe. Basta constatar o que se passa na SAD. “Profissionalizou-se” o amadorismo e, numa conjuntura económica adversa, até se aumentaram alguns salários. Os interesses de uns quantos mercenários aliaram-se aos interesses de alguns empresários e afins. Não chegavam os avultados salários de alguns, e ainda se controlam umas comissões em tudo o que mexe. Tudo isto é do conhecimento de quem está um pouco mais atento e conhece minimamente o meio, mas note-se como aparentemente passa tudo ao lado da direção e dos seus administradores. Porque será? Mera ingenuidade/incompetência ou cumplicidade/envolvimento neste processo de pilhagem? Quem souber, que responda.

O Beira-Mar está em sérias dificuldades e, em vez de as pessoas se unirem em torno da salvação do clube, promovendo a união dos sócios, pais, atletas, seccionistas, treinadores em torno duma estratégia concreta, da qual possam emergir soluções, para devolver ao clube a dignidade e o projeto de futuro que merece, os episódios que continuo a assistir reforçam a minha convicção que, em torno do clube, montou-se uma teia de interesses pessoais (seja a nível de protagonismo, seja mesmo a nível patrimonial) que dificilmente permitirá aos Beiramarenses (uma espécie em vias de extinção!), aqueles que apaixonada e desinteressadamente se têm dedicado ao clube, assumir qualquer intervenção.

E não, não estou a defender aqui que a direção que se auto-intitulou capaz de resolver os problemas do clube se deve demitir. Antes pelo contrário. Deve mostrar inteligência e assumir, com a frontalidade e a clareza que se exigem aos homens com caráter, os erros cometidos e rapidamente socorrer-se dos sócios e das pessoas que podem ajudar o clube, em vez de prosseguirem um rumo de definhamento que está a conduzir o clube à sua auto-destruição. A menos que integrem a teia de interesses que referi… o que preferia por agora não acreditar.

Como sócio, acho que o pior sentimento que podia nutrir, é precisamente o atual. Sinto que cada quota que pague ao clube é um humilde contributo para se perpetuarem as asneiras, alimentar certos interesses e dificultar ainda mais a desejada recuperação do clube. Sinto que só quando não houver dinheiro e protagonismo para ninguém, o clube regressará às suas origens. E sentir isto, depois de tantas coisas boas que já vivi e senti em torno do Beira-Mar, é mesmo muito, muito, muito triste.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Liga Record

Saudações a todos!

Meus caros, para quem estiver interessado em participar na liga privada Aveiro Cup, da Liga Record, aqui fica o link. Inscrevam-se e aguardem a aceitação.
 
Saudações Beiramarenses!

http://liga.record.xl.pt/Ligas/Liga.aspx?guid=ff105498-ac10-4e41-8428-fe9acb779298