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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Aveiro continua a ser uma feira de vaidades

Considerado um elemento fundamental para a constituição da SAD, a proposta de passagem da gestão do EMA para o Sport Clube Beira-Mar, foi ontem chumbada em reunião de Câmara, graças aos votos contra dos vereadores da oposição (PS) e de dois vereadores da actual coligação (PSD-CDS/PP). Por muito boa vontade, não consigo avançar com uma razão que fundamente qualquer voto contra esta proposta, a não ser alguma ânsia de protagonismo e de preocupação em ser mais uma força de bloqueio do que propriamente em assumir uma posição de responsabilidade perante a cidade e, neste caso, perante um clube tão representantivo como o Beira-Mar. É sabido por todos do avultado encargo anual que o Estádio tem representado para os cofres da autarquia, pelo que a passagem da sua gestão para o Beira-Mar poderia ser encarada como um alívio para o município. Por outro lado o Beira-Mar salvaguardaria a sua posição na medida em que seria a SAD a responsável pela dinamização e gestão do estádio.


Continuamos a dar "tiros no pé", continuamos a ser governados por pessoas com ânsia de protagonismo numa cidade que cada vez mais parece uma feira de vaidades e parece que essas mesmas pessoas querem fazer tudo para afastar uma solução "caída do céu" para a cidade e para o clube. Faço votos para que este capítulo triste para a cidade não mate um projecto fundamental para a sobrevivência do Beira-Mar.

domingo, 3 de outubro de 2010

Esclarecimento

Relativamente àquilo que escrevi a propósito do corte de luz no EMA, e porque parece que nem todos perceberam o que escrevi, deixo aqui alguns esclarecimentos como encerramento deste assunto.

  • As declarações referidas foram publicadas no Record online, cujo link faz parte do meu comentário, e, para mim, não deixam margem para dúvidas. Admito que o Presidente Mário Costa não as fez na forma em se encontram transcritas, mas também não vi qualquer correcção às mesmas.
  • Publiquei todos os comentários com excepção daqueles em que se pretendia ofender alguém. Lamento que a maior parte dos comentários sejam feitos sob a capa do anonimato mas, mesmo assim, não deixei de os publicar.
  • Quanto àqueles que insistem em misturar o Beira-Mar com outras actividades, nomeadamente políticas, estão a perder o seu tempo, pois nunca utilizarei este espaço, enquanto por aqui andar, para falar doutros assuntos que não se refiram ao Beira-Mar ou ou desporto em geral.
  • Para terminar, a partir deste momento, apenas publicarei comentários de leitores identificados.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Às escuras

Lamentável o que se passa no EMA.
Lamentável que, ao que me contaram, quando chegou o piquete da EDP, já lá estava o piquete da SIC!
Lamentáveis as declarações do Presidente Mário Costa, no que à formação diz respeito, por não corresponderem à verdade.
Não vale a pena ir por este caminho.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

U. Leiria vai para Torres Novas

Esta notícia, embora não tenha relação directa com o Sport Clube Beira-Mar serve para alerta. A U.Leiria SAD anunciou hoje que se muda para Torres Novas, deixando o Estádio Municipal gerido pela Leirisport, como podem verificar pela notícia do Record (entre outros).

Realce que em Leiria, as despesas do Estádio são superiores a 6 milhões de euros ano (a fazer fé nos números publicados...)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Vamos falar um pouco de política...

Muito se tem falado sobre os benefícios (?) que o novo Estádio tem trazido para Aveiro. Não vale a pena recordar a história. Todos sabemos que, em virtude do Euro 2004, o poder político aveirense decidiu a construção de um novo Estádio, fora da cidade, supostamente enquadrado no projecto de criação da cidade desportiva de Aveiro. Ainda me lembro dos argumentos dos defensores deste projecto, que iria beneficiar a cidade, tirando o constrangimento dos dias de jogo para fora do centro urbano.

Assim foi, e hoje lá temos um colorido elefante branco. Todos nos lembramos do caos que é sair daquele Estádio em dia de jogo minimamente concorrido. Como se tudo isto não bastasse, eis que esta semana o nosso governo decide taxar (!) o único acesso minimamente credível que temos ao Estádio. Quem a partir de Aveiro quiser utilizar a A25 para ir ao Estádio passa a pagar 50 cêntimos por viagem, isto é, um euro por ida e volta. Claro que há sempre uma alternativa credível, que é o rápido acesso ao Estádio via Taboeira. Eu que demorei duas horas para chegar a casa depois do Portugal x Liechtenstein há 2 anos, devo passar a conseguir fazer este trajecto numas quatro horas. Nada mau.

Perante isto, dá a impressão que todos comemos e calamos. Não conheço outra cidade onde se pague portagem para se ir a um Estádio que serve a própria cidade. Se com todo o mal que este Estádio tem feito à cidade e ao Beira-Mar, eis que estamos perante mais uma decisão do poder político que lesa, de uma forma evidente, os cidadãos de Aveiro, sócios e adeptos do Beira-Mar.

Infelizmente, e sendo eu um Aveirense orgulhoso da sua cidade, lamento profundamente o estado passivo a que todos chegamos. Gostaria, apenas por curiosidade, de ver uma medida destas ser tomada em Guimarães ou em Braga...

Onde anda o Governo Civil de Aveiro? Onde anda a Câmara Municipal de Aveiro? Onde anda o Beira-Mar? Onde andam os aveirenses? Como diz o João Oliveira, creio que está na altura de deixar de falar e passar a agir.

A título de curiosidade, recomendo também a leitura deste post no Blasfémias.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

António Regala defende criação de cidade desportiva

O presidente da Comissão Administrativa do Beira-Mar, António Regala, disse esta terça-feira que o futuro do Estádio Municipal de Aveiro passa pela criação de uma cidade desportiva com vertente comercial na área envolvente ao complexo.

O dirigente falava durante uma conferência promovida pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) para discutir a viabilidade daquele equipamento, que não tem conseguido gerar o retorno financeiro necessário para fazer face aos elevados encargos com a sua manutenção e conservação. "O estádio não é uma grande mais valia para o Beira-Mar. É grande, tem um relvado em mau estado e está longe dos campos de treino", admitiu António Regala. Apesar disso, o dirigente desportivo refuta a ideia de que a solução possa passar pela demolição da infraestrutura, como já foi defendido pelo deputado do PSD, Ulisses Pereira. "O estádio existe e custou muito dinheiro. Não sou adepto do não serve, mata-se", afirmou. Na opinião do presidente da Comissão Administrativa do Beira-Mar, "o estádio só consegue sobreviver e desenvolver-se se tiver vida". Para isso, defende a construção de dois campos de treino sintéticos, um pavilhão multiusos e umas piscinas, além da criação de uma zona comercial e outra lúdica. Regala não tem dúvidas de que este investimento vai trazer retorno para toda a população e diz que o clube está disponível para encetar a construção destes equipamentos com a ajuda da autarquia. Orçado em cerca de 62 milhões de euros, o Estádio Municipal de Aveiro foi construído propositadamente para o Euro' 2004, e tem sido gerido pela EMA - Estádio Municipal de Aveiro, uma empresa municipal criada pela Câmara para administrar o espaço, que se tem revelado uma fonte de prejuízos.
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Só em 2008, segundo as contas da EMA, o equipamento registou um prejuízo de cerca de 750 mil euros, sendo que os custos com a exploração/manutenção rondam os 50 mil euros por mês.
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Fonte: Record on-line

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mais uma achega sobre o EMA

Passados 7 anos se há algo que o recente Estádio Municipal de Aveiro conseguiu é ser tudo menos unânime. Eu pessoalmente sou dos que desde o início discordou da forma como tudo foi feito. Independentemente do bonito Euro 2004 que tivémos o prazer de assistir, considero que ainda hoje pagamos uma factura demasiado elevada de termos tido 2 jogos em Aveiro. O problema nisto é sempre a forma como as coisas são feitas, ou seja, sem pensar no futuro de uma forma equilibrada e racional. Decidiu-se, assim de repente, construir um Estádio sem pensar na forma como o iríamos viabilizar.

Se queríamos um Estádio para ter o Euro 2004, então após a competição que se tivesse demolido o mesmo (tal como foi feito em muitos estádios na Coreia no seguimento do mundial de 2002). Se queríamos um Estádio para ter o Euro 2004, e que ao mesmo tempo fosse um dinamizador do parque desportivo de Aveiro e um instrumento de alavancagem do Beira-Mar, então o "tiro" saiu completamente ao lado e alguém deveria ser responsabilizado por isto. Independentemente do gosto arquitectónico, o Estádio continua a ser um elefante branco que a cidade paga ano após ano. Não faltaram vozes a insultar a proposta de Ulisses Pereira sobre a possibilidade de implosão do Estádio. Eu pessoalmente, já o disse há muito tempo, é uma hipótese que deveriamos, pelo menos, considerar. Manter este elefante custa anualmente mais de 700 mil euros à cidade, isto sem contabilizar o impacto (negativo) desportivo e financeiro no Beira-Mar. Creio que está na altura de nos deixarmos de falar em cenários hipotéticos e avançarmos para soluções: ou aparece algum projecto de viabilidade para o Estádio (seja avançado pela Câmara Municipal de uma forma isolada ou através de uma parceria público-privada), ou eu, enquanto aveirense, não estou disponível para ver a autarquia pagar anualmente aquele monstro. Uma análise custo-benefício facilmente demonstrará o ruinoso projecto que foi este Estádio.

No meio disto só lamento que o Beira-Mar se veja metido dentro desta embrulhada. Somos um clube quase centenário que nunca pensou em arranjar casa própria nem em construír património, sempre graças a outras prioridades de "investimento". Já o disse mais do que uma vez: vejam-se os exemplos dos clubes que nos rodeiam, e comparem as suas infraestrutras com as que o Beira-Mar tem. Hoje, infelizmente, estamos dependentes da solução de um imbróglio que o poder político criou e que nunca nos soubemos salvaguardar. Como seria bom voltar costas a tudo isto, deixar o problema nas mão da autarquia e ir para a nossa casa. Se esta tempestade em que nos vemos metidos passar, ao menos que a História nos sirva para termos aprendido a lição.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Balanço das assistências nos estádios

O Beira-Mar ao cabo de doze jornadas da Liga de Honra é o 4º clube que leva mais espectadores ao seu estádio com um total de 10 490 espectadores. À sua frente só mesmo Varzim (3º), Gil Vicente (2º) e Boavista (1º).
Se tivermos em conta todas as competições (Liga Vitalis, Liga Sagres e Taça da Liga) o nosso clube aparece em 19º com 11 501 assistentes no seu estádio, à frente do E. Amadora e do Nacional da Madeira que são da 1ª Liga.
Ainda na Liga de Honra, se abordarmos o "Top Jogos" vemos que o jogo com maior assistência até ao momento teve somente 3 606 espectadores e foi no Boavista vs Aves. Seguem-se o Boavista vs Oliveirense (3 281) e o Boavista vs Beira-Mar em 3º (3 126). O quarto jogo com maior assistência na Liga de Honra foi o recente Beira-Mar vs Oliveirense com 3 090 pessoas a assistir ao jogo.
A assistência no último Beira-Mar vs Oliveirense deveu-se sobretudo às últimas boas exibições da equipa de Bruno Moura e também às políticas da CA sobre as assistências nos jogos do Beira-Mar. Estou em crer que em 2009 a manterem-se cada vez com mais determinação as iniciativas do "Beira-Mar Solidário" e no envolvimento com as escolas do concelho, o Estádio Municipal de Aveiro terá mais gente a apoiar esta equipa que tanto precisa da motivação dos adeptos para entrar em campo decidida a assumir um lugar de destaque na Liga de Honra.
Fonte: LPFP