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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Passo importante!

Comunicado dos Orgãos Sociais do SC Beira-Mar

No seguimento de inúmeros contactos havidos nos últimos dias com os ex. dirigentes do SC Beira-Mar, entende pertinente os Orgãos Sociais do SC Beira-Mar comunicar o seguinte:

Após intensas negociações, foi possível durante o dia de hoje chegar a um acordo entre o SC Beira-Mar e os ex. dirigentes do clube para o levantamento das penhoras que obstam a gestão diária do clube;

O acordo agora alcançado deve ser entendido como um passo muito importante para a longa e árdua caminhada que reveste a missão de salvar o clube;

Só com o empenho e comprometimento de todos os Associados e Aveirenses em geral, é que será possível ao SC Beira-Mar perspectivar condições para a boa governabilidade da Instituição, permitindo que seja dado seguimento às actividades realizadas que, inegavelmente, revestem um elevado interesse social;

Apelamos a todos os Associados e público em geral que dêem provas do seu sentimento clubista já no próximo Domingo e compareçam em força ao jogo com a Académica;

A concentração do SC Beira-Mar está, neste particular, exclusivamente centrada no desafio importante que terá lugar no próximo Domingo, pelas 15h00 no EMA. Mais esclarecimentos relativamente ao acordo hoje assinado serão efectuados em conferência de imprensa a realizar após o referido jogo.
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Aveiro, 19 de Outubro de 2010

Os Orgãos Sociais do SC Beira-Mar

Hasta pública foi suspensa

Uma interposição da empresa que comprou os terrenos envolvidos no bolo da penhora que recai sobre o Beira-Mar (pavilhão, apartamento e benfeitorias das piscinas)conduziu à suspensão da abertura das cartas em hasta pública, prevista para hoje. Entretanto, a Direcção mantém conversas com os ex-dirigentes que cativaram as receitas do clube, mas António Regala nega que já exista um princípio de acordo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ex-dirigentes dizem que acordo pode estar próximo

Perto do acordo. Actuais corpos dirigentes e ex dirigentes do Beira-Mar estão à beira de alcançar acordo sobre o plano de pagamento de valores reclamados pela antiga direcção de Artur Filipe. Assim que esse acordo estiver fechado as penhoras serão levantadas e a gestão do clube pode ganhar nova dinâmica. Armindo Sequeira, advogado dos ex-dirigentes na liderança de Artur Filipe, explica que os sinais são positivos. “Do meu ponto de vista está bem encaminhado. Há apenas pequenos detalhas. Fizemos uma reunião de manhã e outra à tarde. As coisas estão bem encaminhadas. Precisamos de garantias que ainda não temos mas está tudo bem encaminhado. Há boa vontade”, afirmava o dirigente na última hora em declarações à Terra Nova.
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Armindo Sequeira diz que tem sido criada imagem negativa dos ex-dirigentes em particular de Artur Filipe e José Cachide. Desmente má-vontade e afirma que sempre esteve disponível para tentar o acordo. “A imagem dos meus clientes tem sido altamente denegrida. Já estão causticados com tanta injustiça. Têm sido ditas muito injustiças sobre eles. O Beira-Mar pagou até hoje 108 mil euros. Como é que é possível que esteja neste situação? Parece que pagou um milhão ou dois quando não pagou. Parece-me estranho que não estejamos a estabelecer negociações para salvaguardar pavilhão e sede mas, eventualmente, poderão ocorrer”, revelava o advogado.

Pavilhão e sede estavam destinados a hasta pública marcada para esta sexta-feira e o advogado Armindo Sequeira estranha que não tenha sido abordada esta questão nas negociações. Ainda assim, diz acreditar que não serão vendidos. “Provavelmente a direcção entende que ainda há tempo para negociar. Está previsto mas ainda não estabelecemos nenhuma negociação. Acredito que amanhã não é altura. Hoje toda a gente quer comprar a baixo preço”, explicava Armindo Sequeira.

Só amanhã será possível confirmar se alguém participa na hasta pública para comprar pavilhão e sede do Beira-Mar.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cachide irredutível nas penhoras



José Cachide, um dos principais credores do Beira-Mar, mostrou-se surpreendido com o apelo feito pelos orgãos sociais para o levantamento das penhoras que impedem o clube de aceder a receitas, nomeadamente dos jogos.

“Comissões administrativas e actual direcção nunca colaboraram com a nossa antiga direcção, ainda fomos acusados de muita coisa”, reagiu o empresário que integrou o elenco presidido por Artur Filipe (2005-08).

O tom desesperado assumido pelo presidente em exercício, António Regala, ao pôr em causa a organização do jogo em casa com o Benfica, não convenceu. “É um problema da direcção, tem de assumir a responsabilidade se não quiser fazer o jogo. Nunca atribuí-la a nós”.

As penhoras das receitas e a venda em hasta pública do pavilhão e da antiga sede foram já em último recurso para recuperar os empréstimos feitos ao clube, justificou José Cachide. “O problema é que receberam o dinheiro que havia, incluindo o que deixámos. Nunca ninguém trouxe um euro que fosse para abater à nossa dívida. Assim é difícil dialogar”, disse.

As esperanças de obter parte dos créditos através do negócio das piscinas gorou-se deixando os ex-dirigentes incrédulos. “Desapareceu o dinheiro todo do terreno, ainda pagaram algum à Câmara e voltamos a não ver um cêntimo”, contou, indignado, José Cachide. “Sério é aquele que mostra vontade de pagar, até hoje não vi isso”, atirou.

Em tribunal, a direcção de Artur Filipe e José Cachide aceitou perdoar 70 mil euros, exigindo o restante da verba de cerca de 700 mil euros em 35 prestações. Não foi aceite pelos actuais responsáveis, levando ao arresto dos bens.

Os ex-dirigentes ainda ouviram “mais palavras bonitas” que iam receber mas na véspera de reuniões “apareciam a ofender-nos nos jornais”.

“Quando foram para o Beira-Mar sabiam muito bem a situação do clube. Não foram enganados por ninguém. Eu quando fui em 2005 é que encontrei o que não esperava. Se não tivéssemos pago as dívidas, aí sim o clube teria acabado na hora”, afirmou o ex-vice-presidente.

Outras tentativas de acordo, envolvendo verbas da EMA e da Câmara, assim como passes de jogadores, também acabaram por não dar em acordo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"O Beira-Mar está a morrer, acordem"


"Hoje o clube está numa situação que não é nova, por força de gestões mal feitas, mesmo à beira de morrer", alertou António Regala, presidente adjunto do Beira-Mar em conferência de imprensa.

O clube tem arrestadas e penhoradas as receitas de todos os jogos até ao final da época, informou o dirigente, dando conta da impossibilidade de pagar salários e contribuições para a Segurança Social, "tal é a asfixía".
A "impossibilidade de governação", em resultado de execuções movidas por ex-dirigentes credores, "pode originar a morte do Beira-Mar", admitiu António Regala.
"Apelamos às pessoas para que acordem e não lamentem quando acontecer", acrescentou, dando conta da necessidade de tomar decisões até ao final da semana.
Caso contrário poderá ficar em causa, desde já, a organização do jogo com o Benfica, na próxima semana, que envolve custos na ordem dos 40.000 euros.
A direcção manter-se-á em funções, se tiver condições para não "atirar a toalha ao chão", até eleições antecipadas que devem ter lugar em Janeiro.
Artur Moreira, presidente da Assembleia Geral lamentou, por sua vez, o "fenómeno de auto-destruição" que se vive em torno do Beira-Mar. "As dificuldades surgem cá dentro", criticando a posição dos ex-dirigentes.
"Apelo a que compreendam e ajudem, num ultimo esforço, senão é impossível viver", avisou.

Paes vai ser titular na recepção ao Fátima

Contratado no inicio da época ao Avaí, o guarda-redes brasileiro sofreu uma paragem prolongada devido a lesão numa mão.
Com Rui Rego, habitual titular condicionado por motivos físicos, e Oblak ausente na selecção eslovena sub 21, o treinador do Beira-Mar decidiu dar uma oportunidade a Vicente Paes com o Fátima (II Liga).
Esta não será a única alteração no ´onze´, confirmou Leonardo Jardim na antevisão da partida que não poderá contar, ainda, com o influente médio Djamal, ausente na selecção da Líbia.
"Admito algumas alterações, mas nenhuma é para baixar o nível qualitativo. Vou colocar quem trabalha muito bem, outros que já jogaram no inicio da época. Mas longe de mim fragilizar a equipa perante este adversário", disse, esperando que os escolhidos saibam dar uma resposta positiva.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Merece leitura:

- A entrevista concedida por Leonardo Jardim ao Record/Antena 1. Pode ser lida aqui: Parte 1, Parte 2 e Parte 3.
- A convocatória aos sócios para marcarem presença na conferência de imprensa dos órgãos sociais do clube, amanhã, no EMA-MD. Um dos assuntos a abordar prende-se com os constrangimentos financeiros que estão a dificultar a organização da recepção ao Benfica na próxima jornada da Liga Zon Sagres.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Presidente demite-se

Na continuação da Assembleia Geral iniciada na passada Sexta-Feira, Mário Costa comunicou hoje aos sócios o falhanço das negociações com os antigos dirigentes (Artur Filipe e José Cachide), apresentando em seguida a sua demissão. Uma situação inesperada face às últimas notícias veiculadas pela comunicação social que davam conta da existência de um acordo para levantamento das penhoras sobre as receitas do clube.
Até 4 de Dezembro, data para a qual se perspectiva o agendamento de novo acto eleitoral do clube, os restantes elementos da agora direcção demissionária garantem a gestão do clube.
Quanto ao conteúdo da comunicação de Mário Costa aos sócios ressalta, sobretudo, o consequente juízo de valor relativamente à postura dos ex-dirigentes durante um intenso processo negocial que, recorde-se, já tinha falhado com a Comissão Administrativa de Mano Nunes e, agora, volta a falhar sob a liderança de Mário Costa.
Tal como já tinha sido afirmado há um ano atrás, só os ex-dirigentes/credores têm condições de assumir os destinos directivos do clube, dado que os mesmos não dão qualquer margem de manobra a quem se propõe dirigir a instituição.
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Crónica completa da Assembleia Geral no Notícias de Aveiro
Declarações em audio de Mário Costa
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Actualização em 21/10/2010:

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"Mais vale tarde, do que nunca!"

(clicar em cima da imagem para aumentar)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Uma visão sobre o momento do clube

Muito se tem dito e discutido em torno da situação do clube. Como diz o povo – e bem - «em casa onde não há pão, todos ralham e todos têm razão». Contudo, as sucessivas discussões que tenho assistido desfocam-se do essencial e perdem-se por caminhos emotivos ou em ideias erradas que se baseiam naquilo “que se ouviu dizer”.
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Tenho aprendido com a vida que não devemos julgar os outros, sobretudo, quando não estamos na posse de todos os dados.
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Não pretendendo ser o dono de qualquer verdade, não quero deixar de partilhar aqui a minha visão, tão sintética quanto possível, sobre a crise que o SC Beira-Mar está a viver.
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A minha memória do Beira-Mar tem um alcance de cerca de vinte anos. Lembro-me perfeitamente de termos alcançado a melhor classificação de sempre na 1ª divisão de futebol (6º lugar com os mesmos pontos do 5º - o Salgueiros) e chegarmos à final da Taça de Portugal, com o FC Porto (perdemos por 3-1 no prolongamento), na época 90-91. Recordo-me bem da descida de divisão em 94-95, ano em que o Beira-Mar fez uma parceria com o FC Porto, da crise directiva que se seguiu, da Comissão Administrativa que assumiu o clube até à subida de divisão em 97-98, altura em que o SC Beira-Mar voltou a ter uma direcção (liderada pelo Eng.º Mano Nunes). Seguiu-se nova descida de divisão e vitória na Taça de Portugal (época 98-99), nova subida na época seguinte (99-00) e cinco épocas de estabilidade na 1ª divisão (entretanto, transformada em Liga) até 2005.
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É precisamente na época 2004-2005 que se inicia, na minha opinião, a actual crise do Beira-Mar. Depois de quatro anos consecutivos na 1ª Liga de futebol e a apresentar exercícios lucrativos, a direcção aumenta a fasquia e propõe-se a lutar por um lugar de acesso às competições europeias. Entretanto, o clube assumia que a sua vocação era o futebol e, gradualmente, a dimensão eclética do clube foi perdendo força. No futebol, fez-se uma parceria com o Stellar Group que, acredito, em tese estava bem pensada mas, na sua implementação, falhou completamente por motivos que não vale a pena alongar agora. No início dessa época, face à desconfiança dos sócios, Mano Nunes assumiu que se a equipa de futebol não ficasse no “top ten” da 1ª Liga, apresentaria a demissão no final do campeonato. Aconteceu que, não só a equipa não ficou no “top ten” como ainda desceu de divisão. Com um ano de mandato ainda por cumprir, Mano Nunes apresentou a demissão e, apesar do apelo de muitos sócios (onde eu me incluí), face ao aparecimento de duas listas, optou por não se recandidatar.
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Num acto eleitoral muito concorrido, a lista liderada por Artur Filipe venceu de forma inequívoca a lista de Marques da Silva. Com o clube na 2ª liga, a direcção estabeleceu como meta a rápida subida da equipa à 1ª liga, mantendo Augusto Inácio no comando técnico. Nessa época, o Beira-Mar gastou o que tinha e o que não tinha. Apesar de jogar um futebol de fraquíssima qualidade, o objectivo de subir de divisão foi conseguido e, seria de esperar, que o futuro voltasse a trazer de novo a estabilidade ao Beira-Mar. Porém, cometeram-se muitos erros ao nível da política desportiva com grandes custos associados. Neste aspecto, Augusto Inácio, com a anuência da direcção, pareceu assumir os destinos directivos do clube e praticou uma série de actos que, ainda hoje, me custa a aceitar como lhe foram permitidos. No plano desportivo, as atenções centraram-se na vinda de Jardel e a performance da equipa foi fraquíssima, tendo o treinador saído para o campeonato grego ainda antes do final da primeira volta. Para o seu lugar, foi escolhido Carlos Carvalhal. O técnico mostrou-se disponível para garantir a manutenção do Beira-Mar na 1ª liga com pequenos ajustes no plantel. Pela mão de Carvalhal, recordo a vinda, por empréstimo do SC Braga, de Eduardo e Matheus, por exemplo.
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A equipa começou a demonstrar francos sinais de recuperação, mas no plano financeiro, as asneiras cometidas na era Inácio obrigaram o clube a antecipar receitas, nomeadamente, as referentes ao contrato de direitos televisivos, fazendo com que, ainda antes do meio da época, o clube já não tivesse verbas para satisfazer os compromissos assumidos. E é neste contexto que aparece um “milagre”, nas palavras de Artur Filipe, chamado Inverfutbol. Aquela empresa espanhola emprestou dinheiro ao Beira-Mar, exigiu a vinda de um treinador espanhol (Paço Soler) e colocou uma dúzia de jogadores no plantel, obrigando a uma revolução de Inverno na equipa e à saída de Carlos Carvalhal do comando técnico.
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Como era fácil de prever (para mim era e os meus escritos na altura confirmam), esta decisão assumida pela direcção sem consultar ninguém (nem o Conselho Geral foi ouvido previamente) revelou-se um desastre no plano desportivo. O clube desceu de divisão, teve que entregar passes de atletas juniores à Inverfutbol e ainda ficou uma dívida àquela empresa espanhola que, nos dias de hoje, ainda subsiste (entretanto, agravada com juros).
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A época terminou e a direcção recusou-se a dialogar com os sócios. Foi necessário o Movimento 1922 (constituído em Janeiro de 2007) recolher as assinaturas necessárias para se convocar uma Assembleia Geral, pois o Sr. General António Graça, estranhamente, assumiu na altura uma posição de defensor da direcção em vez de se assumir como representante dos sócios. A direcção, confrontada em Assembleia Geral, à partida para o seu último ano de mandato, comprometeu-se a equilibrar as contas e a tentar subir de divisão, continuando a defender a bondade da parceria com os espanhóis e garantindo que a mesma, apesar do falhanço desportivo, não acarretaria encargos para o clube…
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A credibilidade do clube, por esta altura, já estava francamente debilitada. A acompanhar todas as trapalhadas protagonizadas pela direcção, que agora também não vale a pena elencar, a situação com a EMA e a autarquia continuava num impasse, tendo sido elaborado um «memorando de entendimento» que contemplava a transmissão do terreno das piscinas para o clube, o qual seria vendido, em princípio, ao Hospital da Trofa por cerca de dois milhões de euros. O negócio ainda chegou a ir a votação em reunião de executivo camarário, mas a saída dos vereadores socialistas da sala inviabilizou a votação, uma vez que, dois vereadores da coligação PSD/CDS-PP estavam impedidos de participar em votações que envolvessem o clube, pois assumiam-se como credores do Beira-Mar.
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O final de época (2007-2008) foi extremamente penoso. A equipa não subiu de divisão, Artur Filipe e Rogério Gonçalves protagonizaram um braço-de-ferro na imprensa e os últimos quatro meses de salários e outros encargos ficaram por pagar. A direcção terminou o seu mandato e não se quis recandidatar nem formar uma Comissão Administrativa, empurrando o clube para um vazio directivo. Sem nenhuma solução à vista, o Movimento 1922 procurou sensibilizar a comunidade Beiramarense para a situação do clube, conseguindo unir Alberto Roque, Manuel Madaíl e Mano Nunes em torno duma solução. Depois de três sessões de Assembleia Geral, conseguiu-se formar uma Comissão Administrativa liderada por Mano Nunes. José Cachide foi convidado para integrá-la, mas recusou. No entanto, comprometeu-se, perante os sócios, a apoiar a CA então eleita e a não reclamar os seus créditos enquanto o clube não tivesse oportunidade de os satisfazer. Nessa oportunidade, Mano Nunes afirmou a intenção de despoletar um processo negocial com a autarquia e zelar pelos interesses dos ex-dirigentes na solução a encontrar.
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No mesmo dia em que a CA tomou posse, começou de imediato a trabalhar pois restavam poucos dias para se conseguir regularizar a situação do plantel (tinha 4 meses de salários em atraso!) e conseguir inscrever o clube na Liga Vitalis. De imediato, Mano Nunes e Manuel Madaíl subscreveram uma livrança de 300 mil euros, conseguindo-se estabelecer acordos com quase todos os jogadores, os quais ainda resultaram numa significativa poupança para o clube. Deste processo, o clube ficou apenas com 4 jogadores com ligação contratual, tendo o restante plantel sido constituído à pressa numa altura em que alguns atletas referenciados pelo clube já se encontravam colocados.
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Pouco tempo depois, os ex-dirigentes vêm solicitar à CA que assumisse os encargos financeiros dos “empréstimos” contraídos junto da banca. A CA reúne com alguns ex-dirigentes e manifestou disponibilidade para encontrar soluções através de patrocínios que pudessem ser canalizados para esse efeito, mas advertiu os ex-dirigentes que eles tinham que colaborar na angariação dos mesmos, pois o clube não tinha condições financeiras para assumir aqueles encargos, encontrando-se a sobreviver e a manter a actividade graças ao financiamento de Mano Nunes e Manuel Madaíl. Poucos dias depois, para espanto geral, surge no clube a primeira carta de interpelação dos ex-dirigentes a exigir o pagamento de cerca de 720 mil euros de empréstimos efectuados no seu mandato, sob a ameaça de recurso às instâncias judiciais.
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Em Setembro, salvo erro, são decretadas as primeiras penhoras da autoria dos ex-dirigentes. Entretanto, o clube e a autarquia chegam a um entendimento quanto à fórmula de se resolverem os protocolos até então incumpridos pelo município. Surge, então, um novo Protocolo que revoga todos os protocolos anteriores. Assinado no início de Dezembro, aquele documento previa que, entre outras obrigações, a autarquia transmitisse o terreno das piscinas para o clube por 1,28M€ até 31 de Dezembro de 2008. Outra das obrigações consistia na transmissão para o Beira-Mar dos terrenos adjacentes ao novo Estádio para a construção dos novos campos de treino e do novo pavilhão, por 750 mil euros. Nesse pressuposto, o Beira-Mar desocuparia o antigo estádio e assumiria a gestão do novo mediante um contrato próprio cujos termos nunca chegaram a ser discutidos.
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A CA aceitou este protocolo na plena convicção de que a venda do terreno das piscinas permitiria o clube encaixar uma verba na ordem dos 7,25M€. Este valor permitiria amortizar o passivo do clube, construir os novos campos de treino, o novo pavilhão e pagar aos ex-dirigentes. Existia, ainda, a intenção da CA propor aos sócios a construção das novas piscinas junto ao novo estádio, centralizando as infra-estruturas desportivas do clube, abdicando das mesmas no local onde elas ainda existem, segundo consta do Protocolo. A expectativa do clube, a qual a autarquia tinha conhecimento, residia naquele valor pois já existia um investidor interessado e em fase avançada de negociação. No entanto, por motivos que foram totalmente alheios ao clube, o dito terreno só pôde ser transmitido em Julho de 2009! Sete meses depois do previsto e protocolado! Entretanto, instalou-se a crise dos mercados financeiros e o primeiro investidor desinteressou-se pelo negócio. Ao longo deste período, a CA e vários elementos dos órgãos sociais do clube desenvolveram inúmeros contactos junto de potenciais interessados. No entanto, o único que se mostrou interessado e atingia os valores inicialmente expectáveis, fez depender o seu interesse da possibilidade de ali poder construir um centro comercial “puro e duro”, o que o PDM não permite.
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Durante todo este tempo, foram algumas pessoas que aguentaram financeiramente o clube com o Presidente Mano Nunes à cabeça com a maior quantia despendida. Foram longos meses de agonia à conta de um protocolo que, por motivos que são totalmente alheios ao clube, demorou mais de 7 meses a iniciar-se a sua implementação. Tendo esgotado a sua capacidade de endividamento, a CA não teve outra solução que não vender o terreno por 2,5M€. Foi o melhor preço que se conseguiu. Se não tivesse feito o negócio, o clube teria que encerrar as piscinas (o seu funcionamento comportava prejuízos elevadíssimos todos os meses), não teria dinheiro para indemnizar os trabalhadores, não poderia inscrever a equipa de futebol na presente edição da Liga Vitalis e os homens que seguraram o “barco” durante toda a época arriscavam-se a perder o seu dinheiro. A situação era asfixiante.
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Com a venda do terreno das piscinas e com o compromisso da autarquia em renegociar o protocolo na legislatura seguinte, a CA tinha a confiança de poder formar uma direcção e candidatar-se às eleições do clube. Chegaram a realizar-se várias reuniões tendo em vista esse objectivo. No entanto, continuava a existir uma dúvida que se afigurava fundamental esclarecer: Dada a circunstância do negócio da venda do terreno das piscinas ter ficado aquém das expectativas, poderia a CMA abdicar de receber o valor da venda (1,28M€), previsto no Protocolo, por conta dos créditos muito superiores que o clube reclamava da autarquia e que serviram de pressuposto ao Protocolo?
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Sobre esta questão, uma vez que está a decorrer uma investigação da Polícia Judiciária que incide sobre esta matéria, entendo que não me devo pronunciar aqui. No entanto, que fique claro que o dinheiro recebido da venda das piscinas não foi apropriado por ninguém! A CA, durante os 15 meses do seu mandato, além de suportar os custos da actividade do clube, teve que pagar cerca de 800 mil euros (de cerca de 1,4M€) de dívidas herdadas da anterior direcção, tendo ressarcido o Eng. Mano Nunes e outras pessoas (não seria exigível a ninguém que deixasse ficar o seu dinheiro num clube que tem todos os seus activos penhorados) dos valores que estes colocaram no clube para aguentar a situação, excepto, os 300 mil euros referentes à livrança subscrita por Manuel Madaíl e Mano Nunes no inicio de funções (valor que continua no clube). O restante valor da venda do terreno (cerca de 700 mil euros) foi pago ao Beira-Mar através duma letra que ainda não foi descontada, tendo este crédito sido arrestado recentemente pelos ex-dirigentes por conta de um novo processo contra o clube respeitante a uma conta caucionada no valor de 1M€, da qual todos os ex-dirigentes (Artur Filipe, José Cachide, Caetano Alves, Miguel Capão Filipe, João Manuel Silva, Orlando Neves e Carlos Nuno) eram avalistas. Quem tiver dúvidas sobre os valores, poderá dissipá-las aquando da votação do Relatório e Contas, o que está para breve.
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Devido ao problema com a autarquia originado pela devolução do cheque de 1,28M€ referente ao pagamento da venda do terreno das piscinas do Município ao Beira-Mar, Mano Nunes ficou sem condições para encabeçar um projecto directivo para o clube, apresentando de imediato a demissão no início de Agosto (não aceite pelo Presidente da Assembleia Geral que lhe solicitou que se mantivesse em funções até às eleições que estiveram marcadas para Setembro).
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Face às penhoras de todos os activos do clube e perante a perspectiva de arrestos e novas penhoras de novos processos movidos pelos ex-dirigentes ao clube (é de prever que ainda esteja, pelo menos, mais um para vir), não restou outra alternativa à CA que não demitir-se em bloco.
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Claro que, face às expectativas iniciais que a CA tinha, torna-se muito fácil vir agora dizer que a CA vendeu mal o terreno das piscinas, mas não deixa de ser curioso que todos se esqueçam que os valores em causa são semelhantes aos valores que estiveram em cima da mesa quando o negócio esteve em vias de se realizar pelas mãos da anterior direcção. É muito fácil acusar a CA por se ter demitido e deixado o clube cair no actual vazio directivo, mas quando o Dr. Jorge Greno foi abordado no sentido de liderar um processo de entendimento com os ex-dirigentes no sentido destes viabilizarem uma solução directiva que possibilitasse ao clube manter-se vivo e encontrar, com a autarquia, soluções de viabilidade (nomeadamente, tendo em conta aquelas que eram as legítimas expectativas em torno do Protocolo que acabaram frustradas), a resposta dos ex-dirigentes foi procederem ao arresto do crédito de 700 mil euros da letra referente ao valor remanescente da venda do terreno das piscinas, o qual possibilitaria a uma Comissão Administrativa aguentar o clube durante alguns meses, os suficientes para desenvolver um plano de reestruturação do clube e renegociar o Protocolo com a edilidade.
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Este plano mereceu o apoio de Mano Nunes e de Manuel Madaíl (que ainda têm dinheiro a receber do clube). A autarquia, segundo as informações que são conhecidas da última reunião onde estiveram presentes os presidentes dos órgãos sociais do Beira-Mar, está disposta a ajudar o clube. Nesta altura, falta apenas que os ex-dirigentes compreendam que esta é a única solução para se salvar o clube e os próprios terem alguma expectativa de reaver os seus créditos (os quais eu acho que, pela via judicial, dificilmente lhes serão reconhecidos).
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Por tudo o que expus e pelo enfoque que foi dado pela autarquia na disponibilidade de apoiar o clube em projectos vocacionados para a formação desportiva e para o ecletismo face aos constrangimentos legais dos apoios públicos à competição profissional, urge discutir-se, internamente, um modelo de refundação do SC Beira-Mar (tema que me proponho a desenvolver noutra oportunidade). No modelo actual, é importante que os sócios tenham a noção que, todos os anos, mesmo com uma gestão equilibrada, cerca de meio milhar de euros é absorvido pelo défice de exploração que, comprovadamente, se verifica com uma equipa de futebol profissional a competir na Liga Vitalis, dada a exiguidade de receitas numa 2ª liga e uma estrutura de custos muito semelhante à de um clube pequeno de 1ª liga.
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Neste cenário, é fácil de ver que se torna difícil encontrar pessoas que estejam, de forma reiterada, disponíveis para injectar dinheiro no clube na expectativa de subir de divisão, o que nos demonstra que o actual modelo está esgotado.
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Contudo, penso que se devem encontrar, no imediato, algumas soluções de financiamento que permitam à equipa de futebol profissional concluir esta época. Os compromissos estão assumidos e a sua quebra a meio da época terá um impacto extremamente negativo a diversos níveis. Ainda assim, é fundamental que se comece a delinear, desde já, um novo modelo para o clube, pois sabemos que o futuro duma instituição quase nonagenária, com um papel social reconhecidamente relevante, não pode ficar dependente dos resultados desportivos de uma equipa de futebol profissional. Apesar da grave crise que vivemos, este parece-me ser o momento para se agarrar uma grande oportunidade, diria que histórica, conseguindo emergir desta crise as soluções para um Beira-Mar revigorado e, como a comunidade bem reclama, que seja autónomo e capaz de prosseguir o seu caminho sem a necessidade de reivindicar apoios públicos para se manter vivo.
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Quero ainda realçar que, não deixando de ser uma questão de grande relevância (sobretudo, à luz do protocolo assinado com a EMA em 2003), não é a questão da rentabilidade nem dos custos de manutenção do Estádio Municipal de Aveiro que asfixia o clube.
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Ao trazer a este texto alguns episódios passados, pretendi apenas contextualizar, na medida do estritamente necessário, algumas decisões tomadas que possam suscitar controvérsia. Peço, encarecidamente, que não vejam nesta minha análise nenhum tipo de ataque a ninguém. Não foi essa a minha intenção. Todas as pessoas que assumem responsabilidades cometem erros e, por isso mesmo, são susceptíveis de crítica. No entanto, maior crítica merecem aqueles que nunca fizeram nada pelo clube, mas que não se coíbem de criticar quem tenta fazer alguma coisa.
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Assim, permitam-me que termine estas linhas apelando aos ex-dirigentes que viabilizem uma solução directiva capaz de estabelecer um plano de acção que salve e reestruture o nosso clube. Compreendam que, depois de terem tomado a posição de moverem penhoras e arrestos ao clube, que inviabilizam qualquer outra solução directiva e cujas acções ainda não conheceram decisão judicial, não estão em condições de assumir uma posição negocial com a autarquia.
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É chegada a hora de promover a união dos Beiramarenses em torno de soluções consistentes que, acima de tudo, defendam o clube. Todos podem ser parte da solução.
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Alerto, desde já, que aceitarei comentários discordantes do que aqui escrevi, bem como, eventuais correcções ou esclarecimentos que alguém queira prestar. No entanto, reservo-me no direito de só o fazer se os respectivos autores se identificarem convenientemente. Eventuais comentários anónimos de índole difamatória ou que nada acrescentem a esta reflexão, serão liminarmente eliminados.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A esperança e o apelo à inteligência.

Hoje, o enfoque deve ser dado às palavras do Dr. Artur Moreira publicadas no site do clube e à conferência de imprensa promovida pela equipa técnica e pelos atletas de futebol profissional. Espero que os ex-dirigentes percebam que podem ser parte da solução e não parte do problema.
Amanhã, darei aqui uma opinião mais aprofundada sobre o momento do clube.

Sorrisos e muita reservas após reunião com presidente da Câmara

O presidente da Assembleia Geral do Beira-Mar saiu mais desanuviado e até sorridente do encontro mantido, esta quarta-feira à noite, com o presidente da Câmara.
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Perante os jornalistas, Artur Moreira invocou, contudo, o dever de “reserva” para não adiantar em que termos o edil “está empenhado em ajudar o clube” numa fase crítica da sua existência. O presidente da Câmara mostrou “receptividade” em colaborar mas são matérias, ressalvou o dirigente, que ainda precisam de ser “discutidas no sítio próprio”. “Temos a garantia que, dentro das suas possibilidades balizadas pela lei, iria actuar”, acrescentou Artur Moreira.
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Seguem-se “mais alguns encontros e iniciativas a tomar” na esperança de “lentamente” o panorama poder melhorar. “Não está tudo resolvido”, advertiu o presidente da Assembleia Geral que ainda esta semana admitira resignar face à falta de diálogo com a edilidade. A resolução do problema directivo está interligada. “Com alguns apoios será mais fácil encontrar comissão administrativa. Estamos sem direcção e isso preocupa o presidente, temos de encontrar interlocutores”, apelou Artur Moreira.
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E se “ainda não está afastado o fim do clube”, a atitude “pró-activa” da Câmara veio dar um ânimo novo. “Queremos criar condições para que apareça uma direcção”, vincou o presidente da Assembleia Geral sem confirmar eventuais contactos nesse sentido com José Cachide, ex-dirigente e um dos principais credores. O Beira-Mar encontra-se sem direcção e praticamente ingovernável por força de penhoras da última direcção liderada por Artur Filipe que impedem o acesso a receitas ou património.
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As portas dos paços de concelho fecharam-se sem o presidente da Câmara, Élio Maia, sair do edifício, pelo que foi impossível aos jornalistas escutá-lo está noite. O encontro contou ainda, da parte do Beira-Mar, com a presença de Alberto Roque (Conselho Geral) e Luís Leitão (Conselho Fiscal). Pelo executivo, esteve presente também Carlos Santos, vice-presidente do município.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Imperador Nero...

Nero foi um imperador romano do ano de 54 a 68 da era cristã. Até hoje é considerado uma das figuras históricas mais polémicas de todos os tempos.
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Em 64, um incêndio destruiu boa parte de Roma. Nero foi acusado de ter mandado atear fogo à cidade. O imperador terá ficado a cantar e a tocar lira enquanto a cidade ardia...
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O facto é que Nero culpou e ordenou perseguição aos cristãos, acusados por ele de serem os responsáveis pelo incêndio. Muitos foram capturados e atirados no Coliseu para serem devorados pelas feras. Além deste episódio, outros contribuiram para a fama de imperador violento e desequilibrado. No ano de 55, Nero matou o filho do ex-imperador Cláudio. Em 59, ordenou o assassinato de sua mãe Agripina.
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Nero acabou por se suicidar em Roma, no dia 6 de junho de 68, colocando fim à dinastia Julio-Claudiana.
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Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Artur Moreira: «Há risco de extinção»

Declarações do Presidente da Assembleia Geral ao Jornal Record.
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Em 9 de Janeiro de 2007 (já lá vão quase 3 anos...), aqui no BN, no post "Prostituir o Beira-Mar", escrevi: «Eu não aceito ficar de braços cruzados a assistir à morte anunciada do Clube! Chegam-me os exemplos do Leça, Farense e do Salgueiros. Do Alverca e do Campomaiorense! Não é apenas a condução da equipa de futebol que está em causa. O problema é muito mais profundo. O Clube corre sério risco de vida!».
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Dava tudo para me ter enganado...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Triste, mas esperançado...

Saí triste desta terceira e última sessão da Assembleia Geral que se iniciou no passado dia 3 de Outubro. Depois das dificuldades que o clube teve para encontrar uma solução directiva em Junho de 2008, confesso que já não contava voltar a viver este "filme" 16 meses depois.

Ontem, os cerca de noventa associados que se dignaram a deslocar-se a esta reunião magna sairam frustrados. A maioria, deduzo, sem conseguir perceber os contornos das dificuldades de "última hora" que o Dr. Artur Moreira aludiu. Tal como o próprio referiu, foram desenvolvidos vários contactos no sentido de construir uma boa solução. Ora, tal como já venho a defender há muito tempo, uma boa solução para o clube será aquela que tenha capacidade de garantir a gestão corrente do clube mas, acima de tudo, perspectivar o seu futuro prosseguindo um modelo que torne a instituição independente do "pseudo-mecenato". Para que tal seja possível, é fundamental que se criem as condições básicas para que alguém se sinta confortável para avançar, com o apoio daqueles que estão disponíveis para colaborar e, sobretudo, daqueles que têm interesses patrimoniais no clube.
Que ninguém duvide que a missão não é nada fácil. Mas tenho esperança. Haja bom-senso por parte de quem tem nas mãos, neste momento, a possibilidade de viabilizar uma solução directiva para o clube e, haja engenho por parte daqueles que aceitem colaborar com a solução que venha a ser proposta. Assim espero.
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A propósito da situação do clube e da possibilidade de se implodir o Estádio de Aveiro, li hoje umas declarações do Secretário de Estado, Laurentino Dias, que me custam a digerir: «Acho essa ideia um disparate. Não haverá ninguém em Aveiro, na região e no país a arranjar soluções que permitam cobrir o défice que o estádio está a trazer, por não ter um clube com peso para o manter?”, questionou. Desgosta-me, profundamente, que seja tão difícil de se conseguir a união dos Beiramarenses e dos Aveirenses em torno da defesa dos seus símbolos, das suas causas. Em vez de se promover a união de esforços em busca de soluções abrangentes, continua a existir quem prefira "dividir, para reinar". E assim vai prevalecendo a pobreza de espírito que nos empurra para estas humilhações.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Em nome de um processo livre e democrático.

Ao ler esta notícia que dá conta da possibilidade, admitida pelo próprio, de José Cachide encabeçar uma lista para assumir os destinos directivos do clube, resta-me felicitá-lo pela iniciativa (mais vale tarde do que nunca!) e transmitir-lhe que, também eu, muito gostaria de apoiar ou integrar uma lista com o mesmo propósito. Mas, como é óbvio, não poderia prometer ao Sr. Cachide e aos restantes ex-dirigentes pagar-lhes, num curto prazo, os créditos que reclamam do clube. No entanto, se aceitarem cancelar as penhoras e conceder ao clube um período de carência, possibilitarão que o processo de eleição da próxima equipa directiva do clube seja livre e democrático, viabilizando o aparecimento de eventuais alternativas. Caso contrário, dão razão a quem afirmou que "os ex-dirigentes são, neste momento, os donos do clube".
Mais uma vez, reitero o meu apelo para que impere o bom-senso.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Inflexão?

Não vou tecer comentários nem tentar adivinhar as motivações desta inflexão no discurso de José Cachide. O clube passa por um momento muito complicado e é fundamental unir a massa associativa Beiramarense em torno do objectivo de salvar o Beira-Mar. Por isso, defendo que nesta altura as divergências do passado devem ser encostadas à prateleira. O importante é que se viabilizem soluções directivas para o clube. A autarquia terá, inevitavelmente, um papel muito importante. Mas não menos importante, também os ex-dirigentes, nomeadamente o próprio José Cachide e o ex-presidente Artur Filipe, devem concordar em conceder ao clube um período de carência e cancelar as penhoras sobre o património e créditos do clube. Devem, ainda, aceitar dialogar com os órgãos sociais do clube, designadamente, a Assembleia Geral e o Conselho Geral e respeitar o funcionamento democrático da instituição. É que se estes ex-dirigentes estão realmente interessados na salvação do clube, não consigo entender a ausência dos mesmos nas últimas Assembleias e na última reunião promovida pelo Conselho Geral para a qual foram expressamente convocados. Ainda pegando nas últimas palavras de Artur Filipe ao jornal Record (que parece ser o órgão escolhido pelos ex-dirigentes para tratar os assuntos do clube) em que este ex-dirigente refere que "não vamos retirar as penhoras e ainda bem que não o fizemos porque a demissionária Comissão Administrativa já teria delapidado todo o património do clube" (declarações retiradas da edição em papel do Record de 07-10-09), resta-nos saber se agora, que a CA já não se encontra em funções e por isso, no entendimento do Sr. Artur Filipe, já não poderá "delapidar todo o património do clube", se as penhoras movidas pelos ex-dirigentes serão efectivamente canceladas.
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Ainda a propósito das declarações de Artur Filipe, cumpre esclarecer o próprio e, eventualmente, alguns associados. Para tal, cito o Art. 53º dos Estatutos do SC Beira-Mar: «O património imobiliário do Clube não poderá ser alienado, hipotecado ou por qualquer forma onerado pela Direcção, sem prévia autorização da Assembleia Geral.».

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Clube nas mãos do Presidente da AG

Depois desta Assembleia que terminou com "a criança nos braços" do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, resta-me reiterar publicamente (algo que tive oportunidade de fazer pessoalmente no final da reunião magna) ao Dr. Artur Moreira e aos restantes elementos que compõem a Mesa da Assembleia, a minha disponibilidade para ajudar, na medida em que entendam que possa ser útil, a viabilizar e a encontrar uma solução directiva para o clube.
O Beira-Mar está a bater no fundo. Dizem-me os associados mais antigos que esta é uma crise com uma dimensão sem precedentes no clube. No entanto, continuo a acreditar na sobrevivência do Beira-Mar e a acreditar que é posível construir um projecto viável para o clube.
Porque não viro as costas ao meu clube do coração e porque se o clube morrer, sinto que uma parte de mim também morrerá, não desistirei de lutar. Continuo a acreditar na salvação do Beira-Mar! Neste momento, só desejo que aqueles que empurraram o clube para a situação em que se encontra, tenham a hombridade de não criarem mais dificuldades.
Errar, todos erram. Dinheiro, todos ganham e todos perdem. Mas a dignidade e o brio das pessoas não tem preço. Que depois de tanta asneira com as consequências que sabemos, que impere um resquício de sensatez. A salvação do Beira-Mar deve ser um desígnio comum de qualquer pessoa que se diz ou acha Beiramarense.
Entretanto, chamo aqui a atenção para a posição pública do M1922 face ao momento do clube. Por agora, não vou tecer mais comentários, fazendo apenas o repto para que o bom-senso impere e se unam todos os esforços no sentido de se criarem as condições mínimas necessárias para o surgimento de uma ou mais soluções directivas.
Beiramarenses, não vamos baixar os braços!