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terça-feira, 20 de setembro de 2005

Ser «Auri-Negro»...

A humanidade busca o amor, busca o seu sentido, busca a sua forma, busca o seu conteúdo, busca a sua essência, busca a sua definição. Mas a busca encontra sempre vários resultados, diferentes formas de viver e sentir o amor.
Ser “Auri-Negro” não se define. Buscam-se condições, buscam-se requisitos, buscam-se conceitos… todos interagem sem que daí resulte necessariamente uma definição. Há, de facto, um pressuposto inabalável – o amor ao Sport Clube Beira-Mar! Um amor, uma paixão… que não se define. Não é racional mas tenta-se que seja. Cada um, à sua maneira, cultiva esse amor como quem cuida com afecto e atenção de uma planta ou uma flor.
Alguém, quase sempre alguém (quando não é alguém, é o vento), lança-nos a semente que pode nunca passar disso mesmo, uma mera semente, que não chega sequer a gerar nenhuma planta ou flor, pois sobre ela crescem inúmeras ervas daninhas e outras plantas maiores que lhe tapam o sol e lhe esgotam os minerais de que ela se alimentaria. Outras, mais resistentes, aquelas que crescem com os “verdadeiros”, encontram o seu raio de luz, a sua gota de água e o seu espaço pequeno, mas que é suficiente para as fazer acreditar que podem crescer, que podem florir. É esse sentimento individual que comanda o “Auri-Negro”. Uma vontade enorme de crescer, resistir às adversidades, gerar novos rebentos e lançar no mundo novas sementes com renovada ambição.
O “Auri-Negro” sabe que tem de coexistir com outras plantas e outras flores de cores diferentes, sendo essa coexistência a dar sentido ao seu “Ser”. Um belo e completo jardim deve ser composto por plantas e flores de diferentes espécies, mas cada espécie necessita do seu espaço, do seu próprio canteiro, para que a sua existência não seja posta em causa por outras plantas e flores que, por serem maiores, absorvem todos os recursos que as pequenas necessitam para crescer.
O projecto que os “Auri-Negros” – os genuínos – partilham é o de semear o SC Beira-Mar no seu canteiro, ou seja, na sua região. No dia em que desabrochar, a flor que emerge da planta auri-negra dificilmente será a maior do jardim, mas será o nosso orgulho, a mais bela do jardim, aquela que sempre cuidamos com afecto e atenção.

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