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domingo, 11 de dezembro de 2005

Vitória que caiu do céu...

O Beira-Mar venceu o Varzim por 1-0 num jogo presenciado por cerca de dois mil e quinhentos espectadores. No seguimento do que tem sido habitual, mais uma exibição miserável. Este é o adjectivo que encontro para qualificar a qualidade dos espectáculos que o Beira-Mar tem proporcionado. Fraquíssimos. Assim, mesmo mantendo-se em primeiro, é difícil entusiasmar e motivar as pessoas para ir ao futebol. Um estilo de jogo totalmente inconsequente, bolas compridas lançadas para a frente sem qualquer nexo, balões para o ar que só facilitam o trabalho aos defesas adversários, ausência de fio de jogo, escassez de remates e, ainda, algumas falhas defensivas comprometedoras. De jogo para jogo não vejo evolução. Este é o facto. Tenho plena consciência das limitações do plantel, mas, quem se propôs no início da época a subir de divisão com os jogadores que dispunha e que ele próprio escolheu foi o técnico Augusto Inácio. Continuamos em primeiro mas continuamos a jogar muito mal. No dia em que a sorte nos virar as costas e as vitórias não aparecerem, não me admiro que a massa associativa do Beira-Mar seja intolerante.
Campanha nas escolas
Quem esteve no Estádio apercebeu-se que os Ultras Auri-Negros apresentaram neste jogo um contigente reforçado e bem mais audível. Este foi o primeiro efeito visível da Campanha nas Escolas que se iniciou neste jogo. Lamentavelmente, a Escola de Ílhavo não respondeu ao apelo do SC Beira-Mar resumindo-se a acção da campanha neste jogo exclusivamente à Escola Dr. Mário Sacramento. Por este motivo, a afluência de jovens ao estádio ficou um pouco aquém das expectativas, mas, estou certo que com os ajustes que estão a ser ponderados, no próximo jogo o ambiente do estádio vai ser ainda melhor. Para tal, é preciso que o Beira-Mar também ajude no campo, conquistando a vitória e entusiasmando os espectadores.

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