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quinta-feira, 4 de maio de 2006

Caridade dispensável

Cada pessoa tem a sua forma de estar na vida. No meu caso, que passo a semana em Coimbra, constato a miséria ao virar de cada esquina. Abundam os pedintes lamentando diferentes sortes na vida. Uns porque não têm um braço, outros porque não têm uma perna, outros até, porque simplesmente são velhos, a pensão (se a têm) não dá sequer para os medicamentos e já ninguém lhes dá trabalho, outros são imigrantes, etc. São vidas tristes às quais o Estado Social não assiste, ou, se assiste, é manifestamente insuficiente. Passar por estas pessoas e dar-lhes uma moeda preta (menos de cinco cêntimos) e ainda ter a lata de dizer que os ajudei seria o maior dos insultos à dignidade dessas pessoas.
Sem querer condenar o espírito da iniciativa do treinador e jogadores do Beira-Mar para com os colegas de profissão da Ovarense, considero-a extremamente infeliz. Quem, de facto, quer ajudar, não faz bandeira disso e procura formas de ajuda consistentes e não meras esmolas.
Desculpem a sinceridade.

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