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quarta-feira, 10 de maio de 2006

Estórias de Treinadores

Assim ao jeito do que dizia dos chapéus o inolvidável Vasco Santana, também neste caso se poderia dizer que treinadores há muitos... os bons e competentes e ...os outros e nestes, os vivaços e os sempre-em-pé. É de um destes que hoje falamos numa história paradigmática do estilo e, ainda que sem nomes, inteiramente verdadeira.
Há uns anos atrás passou pela nossa divisão maior, num dos principais clubes portugueses, um treinador estrangeiro bem conceituado internacionalmente que se revelou um verdadeiro especialista em chamar a si os louros conquistados pelos outros, assim bem ao estilo de "eu ganhei, nós empatámos, os jogadores perderam."
Relembrando, numa determinada ocasião o clube do treinador em causa disputava uma importante final e ao intervalo, depois de uma exibição descolorida, perdia justamente por 0-2.
Durante o descanso, estranhamente, o treinador desapareceu de cena e não acompanhou os atletas nos balneários, pelo que estes, naturalmente insatisfeitos com o decorrer da partida, acabaram por combinar entre si as alterações a fazer no processo de jogo da equipa para a 2ª parte.
As mudanças assim introduzidas provocaram uma verdadeira reviravolta no domínio do jogo e do resultado, invertendo o 0-2 para uma concludente vitória por 3-2.
No final, depois dos abraços, da entrega da taça e das grandes manifestações de regozijo, os jogadores tiveram a maior surpresa da tarde na conferência de imprensa: defronte das câmaras de TV e dos microfones da rádio o treinador muito compenetrado explicava detalhada e minuciosamente as "suas" alterações que haviam conduzido a equipa a tão retumbante volte-face...
Narciso Cruz

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