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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sousa elogia vontade de vencer no Beira-Mar

António Sousa está satisfeito com o trabalho desenvolvido no estágio de uma semana, que decorreu em Estarreja e Avanca. O técnico considera que os grandes objectivos foram alcançados. E nem o facto de o Beira-Mar não ter ainda o plantel completo, constitui motivo para se escudar em frases redondas. Sobre os objectivos a alcançar evidencia realismo.
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Que balanço faz do estágio?
Muito positivo, porque os principais objectivos foram alcançados.
Esses objectivos eram?
Acima de tudo possibilitar conhecimento entre todos os jogadores. Se é verdade que há no plantel quem já se conhecesse muito bem, o contrário também era verdade.
Refere-se, neste último caso, aos jogadores jovens?
Não só. O Beira-Mar, pelos motivos sobejamente conhecidos, teve de refazer o plantel. Saíram cerca de 20 jogadores, logo a vinda de outros tantos implicava que, em muitos casos, não houvesse conhecimento pessoal.
E uma semana de estágio chegou para esse objectivo ser cumprido?
Sim. Estivemos juntos durante seis dias, período que deu para que todos se ficassem em conhecer e, igualmente, que começassem a forjar laços de amizade e camaradagem, particularidades muito importantes em qualquer grupo de trabalho que queira ter sucesso.
Estava à espera que fosse assim, ou não esperava tanto?
Esperava que fosse assim. O facto de termos no plantel jogadores com muita experiência, casos de Palatsi, Fary, Fangueiro, Ricardo Sousa, facilitou a integração dos outros atletas.
Além desse aspecto, há outro(s) que lhe tivessem agradado?
Há, nomeadamente a forma como todos se entregaram aos treinos. Senti sempre muito empenho, alegria, atitude, vontade de dar sempre o máximo, factos que também de deixaram muito satisfeito.
E, também, a vitória, expressiva, no jogo com Newark Ironbound, ou não?
É sempre bom ganhar, mesmo que seja a “feijões”. Mas não vamos tirar ilações precipitadas. Estamos no começo de uma longuíssima caminhada, por isso não embarcamos em ilusões prematuras. Sabemos que as coisas são como acabam e não como começam. Obviamente, é sempre bom começar a ganhar, mas acima de tudo queremos acabar a época bem.
A falta de reforços, nomeadamente dois centrais e um ponta-de-lança está a complicar o trabalho?
Era preferível ter já o plantel fechado, porque permitiria que todos os jogadores fossem ganhando rotinas e concepções tácticas. Mas também sabemos que não é fácil colmatar essas vagas. Vamos, com muita serenidade, esperar que a Comissão Administrativa solucione essas lacunas, dentro de menor espaço de tempo possível.
Pelo que já viu, admite que o Beira-Mar tenha argumentos competitivos para ser candidato à subida?
A “procissão ainda vai no adro”. Além disso, não somos apologistas de avançar com objectivos excessivamente prematuros. Vamos trabalhar com muita vontade, entrega, ambição e vontade de vencer sempre. Depois ver-se-á até onde vamos chegar.
O facto de haver no plantel alguns jogadores já “veteranos” não pode funcionar como contrariedade?
De modo algum. A capacidade/qualidade não se mede pela idade. Para mim o que conta é o rendimento competitivo, a eficácia, a atitude, por isso entendo que não há jogadores experientes ou jovens. Há sim competências e essas mostram-se nos treinos e nos jogos. Obviamente, os mais competentes, independentemente da idade, terão sempre mais hipóteses de jogar. [Diário de Aveiro]

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