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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Gratidão (Parte II)

Depois de, na semana passada, ter prestado a minha gratidão ao plantel profissional de futebol pela excelente época efectuada, não posso deixar de referir agora aquelas que foram, na minha opinião, as três “personalidades-alicerce” do título e respectiva subida de divisão, aproveitando ainda a oportunidade para enaltecer o empenho de dois "colectivos" que também muito contribuiram para o desfecho feliz de um época muito conturbada.
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Mano Nunes - Era o Presidente da Comissão Administrativa que iniciou a época, sendo o responsável directivo pelo departamento de futebol profissional. Foi o grande responsável pela vinda de Leonardo Jardim para o clube e pela inflexão na política de contratações, apostando em jogadores maioritariamente jovens e de nacionalidade portuguesa. Depois dos problemas com a Câmara Municipal de Aveiro e com os ex-dirigentes que moveram penhoras ao clube, foi obrigado a demitir-se no sentido de viabilizar uma solução directiva que conseguisse um entendimento com o município e com os ex-dirigentes. No entanto, não apareceram soluções e foi o próprio Mano Nunes que lançou o repto a António Regala, um distinto Beiramarense cuja credibilidade é inatacável, que assumisse os destinos directivos do clube. Comprometeu-se a apoiar a nova CA e, ao longo de toda a época, esteve ao lado dos dirigentes do clube ajudando-os, entre outras coisas, a desbloquear verbas que foram importantíssimas para a regularização dos salários da equipa de futebol, dos funcionários e outras despesas urgentes do clube.

António Cruz - Assumiu o departamento de futebol profissional pela mão de Mano Nunes em Junho de 2008. É um homem de fácil trato, com um perfil discreto e que sente o clube como ninguém. Após a demissão da CA de Mano Nunes, integrou a CA de António Regala e garantiu a continuidade do trabalho iniciado com Leonardo Jardim com quem, aliás, desde cedo estabeleceu uma relação de grande cumplicidade. Aquando do «vazio directivo» que originou o incumprimento salarial com o plantel, coube a António Cruz a ingrata tarefa de "dar a cara" e "segurar" o balneário. É do conhecimento público que ajudou financeiramente, a título pessoal, vários jogadores, possibilitando que, em plena crise, a performance desportiva da equipa não se tenha ressentido nem tenham ocorrido rescisões contratuais por parte de atletas.
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Leonardo Jardim - Chegou ao Beira-Mar envolto numa polémica com o Gil Vicente e, desde logo, deixou bem vincada a sua personalidade forte ao não reagir aos comentários menos abonatórios do presidente gilista. Agitou as águas ao considerar que Aveiro parecia o "Alentejo do Norte" tal o ambiente de "porreirismo" e "facilitismo" que encontrou no clube. Era o sinal de que tinha detectado os vícios da época anterior e que estava em condições de obter melhores resultados. Exigiu disciplina, rigor e trabalho. Alterou os capitães de equipa em nome das suas convicções. Sinais de ruptura que provocaram desconfiança na massa adepta, mas que foram "agarrando" o balneário. Construiu um grupo unido, coeso e disciplinado que, indiscutivelmente, praticou o melhor futebol do campeonato.
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Comissão Administrativa - Liderada por António Regala, a CA que assumiu a gestão do clube a partir de Novembro de 2009 pautou a sua conduta por princípios que não foram alheios ao sucesso da equipa de futebol. No plano desportivo, a presença de António Cruz e a colaboração de Mano Nunes deram estabilidade ao grupo de trabalho. No plano institucional, a CA procurou harmonizar a relação do clube com a autarquia e com os ex-dirigentes, embora não tenha sido tão bem sucedida. No entanto, esta postura sóbria aliada ao recorrente apelo à união devolveu alguma "paz" à família Beiramarense e constitui um importante ponto de partida para abordar o futuro, o qual se antevê extremamente complicado. A par da CA, quero ainda destacar algumas personalidades do clube, como são exemplos o Dr. Artur Moreira, o Eng. Alberto Roque, o Eng. João Maia, entre outros, que muito contribuiram para promover iniciativas de angariação de fundos para o clube.

Ultras Auri-Negros - Não é preciso escrever muito sobre um grupo que está a pouco mais de um mês de completar uma década de existência. Têm sido sempre a "mola impulsionadora" do apoio à equipa de futebol e também às modalidades amadoras. Foram várias as deslocações ao longo desta época em que os UAN foram os únicos presentes no apoio à equipa. Muitos kilómetros percorridos, muito tempo e dinheiro investidos na crença de que esta equipa tinha capacidade para alcançar o sucesso. Para a memória, ficam as deslocações ao Cartaxo (Carregado), à Covilhã e a Chaves, todas no espaço duma semana! O regresso à 1ª liga é o presente mais gratificante que os UAN podiam desejar receber no ano em que comemoram o 10º aniversário.
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Como é óbvio, existem outras pessoas que muito contribuiram para o sucesso do Beira-Mar esta época. Felizmente, apesar de todas as dificuldades que tem passado, o Beira-Mar continua a ser um grande clube e são muitas as pessoas que, activamente, contribuem para os seus sucessos. No entanto, permiti-me neste post destacar aqueles que foram, sem dúvida, os grandes obreiros do título e consequente subida de divisão, sem desprimor para ninguém.

5 comments:

Anónimo disse...

Caro Nuno

Fico muito feliz por ver aqui reconhecidos estes Grandes Homens que devolveram a alegria à nação beiramarense.

Um forte ABRAÇO,
JST

Anónimo disse...

Olá Nuno!
Temos pano para mangas quanto a gratidão.
Digo temos, beiramarenses, porque vamos ter que te prestar uma homenagem, por todo o teu esforço, o teu trabalho exaustivo, quer a par das CAs,nos UANs até nas modalidades. Nunca descuraste um bocadinho de nada. Sempre em cima para que tudo corresse bem ou menos mal.E o resultados fossem um sucesso.
Sempre a motivar sem nunca desmotivar.

Nem nas férias esquecias o teu SCBM, lembro-me que mesmo à distância estavas sempre em contacto.
Lembro-me de tantas coisas que sei. E as que não sei?
Parabéns Nuno, pelo que és e pelo que sempre serás para o SCBM, um GRANDE BEIRAMARENSE
GN

Vitor Peixoto disse...

Só faltou na minha opinião uma "pequena" referência ao movimento 1922.

NC disse...

O reconhecimento e a gratidão fazem parte de todas as pessoas de carácter impoluto. A história não deixará de enaltecer quem merece.

Anónimo disse...

Parece-me bem. Destacaria os ultras, que sem qualquer outro interesse que não o das vitorias
Mas na fotografia apereceram outros a receber a taça.
Até alguns e algumas que nem sócios são se puseram em "bicos".
Santa Ingrácia nos acuada.
Francisco Seabra