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sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Academia e centro de estágios

O blog Rua do Vento publicou recentemente um artigo da autoria do Arquitecto André Apolinário sobre a futura (?!) Academia e Centro de Estágios do Beira-Mar na Gafanha da Nazaré. O artigo levanta algumas questões pertinenetes e recomenda-se uma leitura atenta daqueles que gostam e se preocupam com o Clube. Nos respectivos comentários, deixei ficar a minha opinião, ou melhor, ausência da mesma:
Ainda não tenho opinião formada sobre o assunto porque há pressupostos que desconheço dos quais dependem qualquer posição sensata.
Em relação à Academia:
1º Quais os objectivos e interesses da Acadamia e do Centro de Estágios para o Beira-Mar?
Pode parecer uma questão óbvia e de fácil resposta mas não é. O modelo de formação que se pretende implementar no clube deve estar perfeitamente identificado com o espaço da Academia.
2º Que equipamentos necessitará a Academia? Ginásios? Campos relvados? (Quantos?) Balneários? Salas de estudo? Salas de convívio? Auditórios? Laboratórios? Posto Clínico? etc...
3º Quais os custos desta obra e respectivo equipamento? Quais são as vantagens reais que a Câmara de Ílhavo concede? Quem é que vai investir?
4º Custos de manutenção?
Quanto ao centro de estágios:
1º Será integrado na academia?
2º Servirá apenas o Beira-Mar?
3º Qual o modelo de rentabilização?
4º Quanto custa?
5º Quem investe?
6º Custos de manutenção?
Quanto ao EMA:
1º O que fazer às instalações e equipamentos que estão montados por baixo da Bancada Nascente?
2º Para que servirão os campos relvados que estão previstos construir (será que ainda serão?)
3º Qual o modelo de rentabilização do estádio? Será possível integrar o centro de estágios e o estádio e promover o turismo desportivo, nomeadamente de Inverno, trazendo a Aveiro equipas estrangeiras que têm necessidade de procurar equipamentos desta índole em países com um clima equilibrado como o nosso?
4º E o PDA? Qual é o plano de investimentos e prazos de concretização?
Em resumo, é bom que clube, autarquia, empresas municipais e parceiros estratégicos tenham uma visão integrada sobre estas infra-estruturas para que não se desperdice dinheiro em elefantes brancos com elevados custos de construção, manutenção e sem plano apropriado de rentabilização.
Quando alguém me responder a estas questões com determinabilidade, talvez esteja em condições de emitir uma opinião.

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