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segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Um filme repetido...

Tal como já tinha acontecido na última deslocação ao Barreiro, o Beira-Mar voltou a entrar muito bem no jogo. Dominando e pressionando o adversário no último terço do campo, por três vezes o Beira-Mar esteve muito perto de ganhar vantagem no marcador. Na segunda parte, num lance individual, Artur Jorge Vicente conseguiu ganhar espaço à entrada da área de Srnicek e num remate cruzado colocou o Portimonense em vantagem. O golo abalou muito a equipa. A segurança na posse de bola e no passe dava agora lugar a bolas perdidas infantilmente. Ainda assim, o Portimonense não conseguia esconder as suas limitações ofensivas remetendo-se ao seu último reduto para segurar a vantagem. O Beira-Mar foi para cima do adversário em busca da igualdade que chegou ao minuto 83´, por Didi que aproveitou uma bola a pingar dentro da grande área.
O empate aceita-se e, em abono da verdade, a existir um vencedor, teria que ser o Beira-Mar. Contudo, após o golo do Portimonense, a equipa desconcentrou-se e começou a despejar literalmente bolas para a área do adversário. Se analisarmos a primeira parte, a superioridade do Beira-Mar acentou na posse de bola e segurança do passe. As melhores oportunidades de golo surgiram de cruzamentos... Ora, após sofrer o golo, a equipa não foi capaz de manter a serenidade em busca do empate. Quando ainda faltavam mais de vinte minutos para o fim da partida, o futebol do Beira-Mar estava reduzido a mandar "chuveirinhos" para a área do Portimonense, os quais os defesas e o guarda-redes agradeciam. O empate acabou por surgir num golpe de felicidade. O líder do campeonato tendo claramente melhor equipa que o adversário, não se deve sujeitar a depender de golpes de felicidade...

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