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domingo, 20 de agosto de 2006

Análise ao Beira-Mar vs Celta de Vigo

O Beira-Mar entrou em campo com aquele que seria o seu onze mais forte, à excepção de Roma, tácticamente nitidamente em 4x3x3, sendo que, com a profundidade conferida pelas subidas de Tininho e Ribeiro, os 3 jogadores mais adiantados acabavam por aparecer na área ou perto dela. O que em termos teóricos é bem construído. Assim, facilmente apareciam 4 ou 5 jogadores do Beira-Mar nos últimos 10 metros do terreno.
Na primeira-parte houve, de facto, 15 ou 20 minutos de bom futebol do Beira-Mar, em que se demonstrou que este modelo táctico proporciona um futebol bonito se for bem desenvolvido. O desafio colectivo do Beira-Mar será alargar este período de bom futebol, de 20 minutos para muitos mais minutos.
Por sectores:
Sobre a defesa. Foram muito, muito visíveis as dificuldades da defesa nas situações de contra-ataque. Os laterais (Ribeiro e Tininho) subiam e tinham depois dificuldades em recuar defensivamente a tempo (fisicamente é insuportável “fazer o campo inteiro” tantas vezes). Não duvido que Jorge Silva tenha imensas qualidades, mas também tem muitas dificuldades em recuperar. Durante o jogo, o Celta só criou perigo em contra-ataque, e o Beira-Mar podia ter perdido o jogo em 4 ou 5 situações claras de golo, em que valeu Todor e alguma azelhice galega.
O meio-campo, por motivos óbvios, tem rotinas, contudo, a 1ªLiga vai exigir outra disponibilidade defensiva e outro acerto no passe e troca de bola, que não se revelou durante o jogo. Destaca-se o jogo feito por Diakité, quer a destruir jogo adversário (fisicamente esteve insuperável), quer a construir jogo.
O ataque. Rui Lima esteve muito bem no controlo de bola (ao contrário de Ratinho que prendeu demasiado a bola a si) e criativamente foi o melhor em campo, Leitão esforçou-se e por pouco não marcou na 1ªparte, Jardel encontra-se muito limitado de movimentos, nitidamente por motivos físicos (não duvido do seu esforço e vontade), tendo mesmo assim, tido duas ocasiões de golo.
O Celta não esteve em Aveiro na máxima força (longe disso), mas o Beira-Mar fez um jogo positivo (mais na primeira–parte). Para a 1ª Liga vai ser fundamental encontrar acerto defensivo. Vai ser importante ter uma transição de jogo defesa-ataque com mais discorrência. O ataque vai precisar do Jardel com uma disponibilidade física completamente diferente (o dom está lá), e claro, um Roma pronto a partir tudo com a sua rapidez e capacidade no "um para um".
Filipe Guerra

4 comments:

Anónimo disse...

Estou mais ou menos de acordo com a análize feita,espero que o Filipe Guerra não se engane com as conjecturas sobre o futuro. Mas vendo bem os equipamentos do Beira
não temos que temer pois com a mudança tão profunda que houve neles,só nos resta aguardar que tudo o que se passou até agora seja um carnaval em tudo e ninguem vai levar a mal.
Mudaram o equipamento, vão vender o Clube e quase todos sócios a gritar nas bancadas:
Merci..Merci..Em Francês.
Tão lindo...!
A.Ventura.

Anónimo disse...

Na apresentação pública da Equipa do Avanca, foi uma vergonha o Beira Mar, apresentar a segunda escolha!
A Equipa Satélite não merecia tal desconsideração.

Anónimo disse...

O A. Ventura já sabe da possivel venda a um milionário francês?
O nosso clube não está em saldo...
mas como o presidente diz que tem os sócios na mão,principalmente os notáveis, já tudo é possivel.
Quando parará esta comédia?!
Não há notáveis, há socios e cada um tem direito a um voto.
Helder Sousa.

Anónimo disse...

Gratidão é uma palavra que não está no dicionário da maior parte dos elementos desta direcção e consideração nem sabem o que quer dizer.