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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O «velho» e o «novo»

Quando escrevi o post "Nostalgia...", estava longe de imaginar que a secção de comentários seria utilizada pelos visitantes do BN para esgrimir argumentos entre aqueles que defendem o estádio «velho» e o estádio «novo» como palco dos jogos do clube. Também eu estou muito satisfeito por voltarmos a fazer um jogo no «velhinho» Mário Duarte, sobretudo, porque acho que este episódio de insere num capítulo da história do clube que não foi devidamente encerrado.
Sempre fui frontalmente contra o processo repentino e desintegrado de mudança para o EMA em 2003. Uma decisão tomada numa Quinta-Feira para efectuar o primeiro jogo oficial na Segunda-Feira seguinte, contra o Gil Vicente, numa altura em que os acessos ainda não estavam acabados (era lama por todo o lado), a entrada e saída dos estacionamentos congestionava e a pressa da decisão sobre a mudança não permitiu ao clube potenciar o entusiasmo que a cidade vivia em torno do novo estádio. Neste processo, nem se promoveu na altura um jogo de despedida ao «velhinho» Mário Duarte que, além de proporcionar uma festa agradável e simbólica, poderia ter gerado uma interessante receita se fosse bem organizado.
Desde essa altura que confesso que tenho uma sensação estranha em relação ao estádio velho. Como se tivesse ficado algo mal resolvido no passado...
Este regresso "forçado" chega a parecer um "ajuste de contas" com esse passado, com a história do clube que não foi respeitada.
Apesar do misticismo inerente ao «velhinho» Mário Duarte e à nostalgia que este regresso provoca, não me parece lógico discutir o regresso do clube àquele estádio. Penso que o desafio passará por corrigir os erros de quem foi responsável pelo planeamento e construção do novo estádio. Além de necessitar de uma requalificação que o identifique com as necessidades do seu clube residente, necessita também de ser repensada a sua forma de gestão e rentabilização. Se o Beira-Mar se afirma um Clube de Aveiro, não poderá projectar o seu futuro de forma egoísta em relação à cidade. O equipamento construído custou vários milhões de euros ao erário público, pelo que, não podemos virar as costas ao problema que temos para resolver. Não me interessa discutir se o estádio é da Câmara ou devia ser do clube. Para todos os efeitos, ele é nosso. É dos Aveirenses. Sendo o Beira-Mar um dos principais símbolos da cidade, penso que é tempo de darmos um passo em frente nesta discussão.
Ficam mais dois vídeos nostálgicos, ligados aos Ultras Auri-Negros, ligados ao «velhinho» Mário Duarte, que têm um significado muito especial para mim.




31 comments:

Diogo Carquejo disse...

O estádio é realmente dos Aveirenses, foi pago por todos, mas achas que todos que pagaram com os impostos e não só "encomendaram" este estádio? Com o Euro04 ficou tudo tapadinho que pensavam que ia ser uma grande festa desde o início até ao fim da competição com a presença dos estrangeiros. Não digo que estes não trouxeram festa mas a verdade seja dita, o estádio foi feito para receber 2 jogos (acho que foram estes os jogos do euro em Aveiro). Na altura ainda não era beiramarense mas acho que todos sabiam que o Beira-Mar não ficaria a ganhar indo para ali. Se o Mário Duarte estivesse sempre cheio aí sim valeria a pena um novo estádio. A ida para lá só piorou as assistências. Aveiro tinha mais gente nos jogos do Beira-Mar em casa onde se notava mais ao domingo, e agora? Vê-se um deserto pela cidade que só é colmatado pelo Forum. Os cidadãos pagaram o estádio, maior parte deles nunca entrou no EMA e maior parte deles pensava que o EMA iria trazer mais gente para a cidade. Não, não ajudou em nada a cidade! OS que vêm de fora para ver o jogo aqui vão directos para o estádio! Maior parte das pessoas que iam ao estádio já não vão e agora com essa brincadeira querem construir uma "mini-cidade" à volta do estádio... em principio a Visabeira vai-se encarregar disso. O EMA dá melhores condições que o Mário Duarte mas também dá que 1 adepto tenha 30 lugares à escolha.

Antes, os jogos em casa "metiam medo" aos adversários, o estádio era pequenino e agora? Grande demais e largo para, por exemplo, as trivelas do Quaresma serem bem vistas e não serem tapadas. Lembro-me de quando dava os resumos na TV e quando o relatador se queixava da pouca visibilidade. Vamos primeiro encher o Mário Duarte e deixar que a tal cidade à volta do estádio cresça. Depois deixamos de caçar patos no parque e vamos ao golfe.

Anónimo disse...

concordo com a parte da transição ter sido muito mal conduzida e com isso "o fantasma" do estádio novo não nos trouxe muitas alegrias, até o facto de terem dado o nome de MARIO DUARTE ao EMA, a confusão que gere remete-nos à total inexistência de planeamento, o estádio MARIO DUARTE será para sempre o que fica realmente no coração da cidade, dos beiramarenses, o velho e com poucas condições, misturar nomes não faz qualquer sentido!..qui ça uma vez resolvido tudo isto o novo estádio dos AVEIRENSES (não da camara ou do beira-mar) nos dará as alegrias que tanto anseamos e realmente aproveitar uma vez que a construção além de não agradar em termos estéticos a muita gente (eu inclusivé!) a construção foi tão má que após 4 anos este necessita de obras no exterior e interior, dada essa necessidade é aproveitar para adequar o estádio às cores de aveiro que são as cores do NOSSO beira-mar..

PM

Anónimo disse...

Pois mas já se esqueceram quando da mudança para o novo estádio tinhamos assistencias a rondar as 10 mil pessoas. Voltar ao estádio velho dá para rir e é vergonhoso uma cidade como Aveiro ter chente a pensar assim

Anónimo disse...

O Cacarejo mais uma vez se alevanta: tanta incongruência, tanta contradição, tanta ignorância.
Gostei da reflexão do Nuno - bem urdida.
A. Borga

Aveirense disse...

Argumentos a favor, argumentos contra, um facto é indesmentível: a cidade não adoptou o estádio novo, o Beira Mar perdeu assistência, perdeu carisma, perdeu força. Os erros corrigem-se, é isso que os irracionais não fazem e os homens podem fazer. Se forem inteligentes e se ainda forem a tempo. Qualquer dia já é tarde demais.

Anónimo disse...

eu sou a favor do estadio velho volte a ser a casa do S.C.Beira-Mar vi la mais jogos la do que no novo (2 Boavista e Academica)no velho era menino e menor e ia com pessoas da minha terra ver, um senhor comprava bilhetes e depois chegava ao cafe e vendia-os ao mesmo preço e ia sempre 6/7 carros cheios ver os jogos e agora?? ate fica mais perto de mim pela A17 e sempre a andar mas para ir ver e o estadio vazio??? os unico que estao la sao os + apaixonados pelo clube os AN serao sempre fieis e ate eles andam em crise cada vez sao menos. graças a um amigo revivi o final da taça em que ganhamos e olhem para a molfura humana??? tanto no Jamor como no rossio??? 30.000 é muito para a cidade leiria e de 25.000 nunca encheu coimbra 30.000 para la caminha e tem o Dolce Vita e esta no coraçao da cidade... para o BM é o 12.000 e apertados e a chuva como sempre tivemos...
Força Beira-Mar

ass: Bebe Agua (Futsal Beira-Mar)

Anónimo disse...

Nuno,

Não quero ser "velho do Restelo", nem saudosista desmesurado, mas com o dinheiro que se gastaria a adaptar "o monstro" ao nosso Clube, nós poderiamos fazer obras no nosso vélhinho MÁrio Duarte e voltar a casa.
Com esta medida tenho a certeza de que poupariamos muito dinheiro aos contribuintes Aveirenses na conservação do "Monstro" e o Nosso Clube tinha mais ´hipóteses de se voltar a fundir com a Cidade.



Sabes eu fui muito feliz nesta casa e desde que passámos para o estádio do Euro só sofri desgostos.

Diogo Carquejo disse...

Seja no novo ou no velho eu não deixo de apoiar e não deixo de estar presente.
Continuo solidário com o A.Borga mas se fosse eu, calava-me imediatamente.

Anónimo disse...

A Placa Giratoria continua, Quantos jogadores temos?
37? Será?
Tantos €s?
Quem Paga?


O último fôlego

O Beira-Mar não desiste, o Trofense não desarma. Juntos, contrataram 11 jogadores (mais um os aveirenses). Há ainda muitos objectivos para atingir e os dirigentes fizeram o que puderam para tornar mais felizes os técnicos. Só o Santa Clara é que não contratou. Nem podia...^

Anónimo disse...

claro que o regresso definitivo ao velho Mário Duarte, não se pode dar por motivos de pequenez ou saudosismo. No entanto, como foi referido aqui nestes comentários, o novo estádio não foi bem aceite pela população de Aveiro que, apesar de não ser assim tão grande a distância, deixou, completamente, de ir ao futebol. O Beira-Mar antes de sair do antigo estádio conseguia regularmente casas de 5000/6000 pessoas contra casas de 2000/3000 pessoas no novo estádio. Nuno, tenho que contrariar o teu post, tendo em conta que não podemos encarar a continuação da cidade como egoísmo do Beira-Mar. O Beira-Mar só perde dinheiro em continuar naquele estádio, e além de perder dinheiro, perde também adeptos (relação de causa, claro está) e não se verifica um ambiente capaz de intimidar os adversários. Estou farto de ir ao novo estádio, e ver mais adeptos da Académica, Paços de Ferreira, Braga, Leixões, que do Beira-Mar. Vejam o que fez o Gil Vicente! Excluido da rota do Euro, aproveitou por fazer um estádio novo à altura do clube. Não se entraram em loucuras de pensar que algum dia o Gil Vicente (a não ser 2/3 vezes ao ano com a recepção aos grandes) teria uma assistência superior a 20000 espectadores. O publico aveirense já fez o seu juizo quanto ao fracasso do novo estádio, ao "dar uma nega" nas eleições autárquicas a Alberto Souto.
E já agora Nuno, tu que estás directamente ligado aos Auri-Negros, não concordas que se reflectiu, também na claque, a mudança de estádio? Sempre que ia aos domingos ao velhinho Mário Duarte, vocês pareciam me mais, hoje em dia cada vez são menos.

Anónimo disse...

É ridículo pensar que O Alberto Sout perdeu as eleições por causa das assistências no antigo ou no novo estádio!

Mas é verdade que as assistências estão muito baixas. Mas também é verdade que, há duas épocas atrás, também com o Beira Mar na Liga de Honra, havia mais pessoas no estádio novo. E agora não há! E a época passada, em que o Beira Mar esteve na primeira, a assistência não aumentou muito.

O problema não são os estádios. Quem assim pensa está redondamente enganado. O problema é que têm vindo a maltratar os sócios e os adeptos. O problema é que o futebol, com o Beira Mar e com esta Direcção, deixou de ser a festa que era. É só confusões para todos os lados, não se responsabilizam por nada, são umas vítimas, coitadinhos!
E eu não gosto de coitadinhos!
E não gosto de encontados!
Se a situação financeira está como está o Beira Mar tem que levar mais gente ao Estádio para fazer receita. Não é encostar-se à Câmara e à EMA. Vão fazer pela vida que já não há pachorra! Estou farto desta direcção!

Nuno Q. Martins disse...

Caro anónimo das "11:02"

Estou aqui é para ser contrariado e não levo a mal por isso. Da discussão "nasce a luz" e a diversidade de opiniões só nos enriquece. O que tenho alguma dificuldade em compreender é o facto da grande maioria dos comentários no BN serem anónimos. Interrogo-me dos motivos que levam as pessoas a não identificar as suas opiniões. Será vergonha das mesmas? Receio de represálias? Não entendo...

Em relação aos estádios, a minha opinião, não sendo perfeita, resulta de uma ponderação de factores. Tenho que concordar que, em teoria, a descentralização do estádio retira pessoas ao futebol. No entanto, acredito que possam ser implementadas soluções integradas para contrariar essa tendência. O novo estádio tem muitos espaços envolventes. Onde há espaço existem potencialidades. O lamentável é que as administrações da EMA e as direcções do Beira-Mar se preocupem apenas com os seus umbigos em vez de pensarem, em conjunto, em soluções para combater o marasmo que aquela zona conhece actualmente.

Não tenho dúvidas que o futuro do Beira-Mar passa por aquele estádio. Acredito, até, que o clube poderá tirar algum partido financeiro do mesmo. Claro que hoje dá prejuízo, mas não é só o estádio... Quase tudo... O que não movimenta pessoas, é claro que não movimenta dinheiro.

No entanto, antes de pensarmos como devemos gerir/rentabilizar o estádio, devemos clarificar alguns pressupostos:

1. A rentabilização do estádio, no que ao futebol diz respeito, depende em muito da própria rentabilidade do clube;

Logo, não poderão ser adoptados modelos de gestão daquele equipamento que ponham em causa a rentabilidade do clube sob pena de se agravar o problema que actualmente a CMA já tem para resolver;

2. A actividade da EMA, após a construção do estádio, só fazia sentido como intermediária na venda dos camarotes. Todos sabemos que é mais fácil a CMA vender camarotes do que o Beira-Mar. (Eu sei que este princípio não é correcto, pois o detentor do espectáculo desportivo é que deveria estar encarregue dessa área, no entanto, todos sabemos que se dependermos da racionalidade económica das empresas, ninguém compra camarotes no EMA. O mecenato que hoje existe depende, em grande parte, do lobby político...).

Incrivelmente, na época passada o Beira-Mar não permitiu que a EMA vendesse os camarotes e assumiu o clube essa tarefa. A receita conseguida foi substancialmente mais baixa. São evidências.

3. Qualquer forma de rentabilização do estádio passará por levar gente àquele equipamento. Seja para assistir a jogos de futebol, seja para outras actividades. A existência de muito espaço disponível permite várias soluções de sponsorização cujo sucesso depende, obviamente, do número de pessoas envolvidas.

4. O Clube e a EMA não têm vocação para a exploração de certos negócios. Devem, por isso, criar condições de concessão desses negócios a privados, nomeadamente no que diz respeito à restauração e lazer.

5. Não me choca que, à semelhança do que aconteceu em Coimbra, a CMA, a PDA e o Beira-Mar encontrem um parceiro privado que esteja disponível para investir numa requalificação do estádio e em soluções integradas para dinamização/rentabilização daquela zona. O fundamental é que estas entidades tenham uma visão clara do que pretendem e estejam disponíveis para trabalhar em conjunto.

6. O Beira-Mar praticamente não tem património. Nem o velho Mário Duarte é do clube... O grande património do clube são os seus 86 anos ao serviço da Cidade e do Desporto. Como tal, sou da opinião que o Clube deve participar activamente na resolução deste problema que a Cidade herdou. Os erros do passado não devem servir para justificar novos erros no futuro.

Por último...
Penso que é tempo do Beira-Mar deixar de mendigar subsídios da Autarquia que são canalizados para o futebol profissional. O Clube tem que ter gente capaz e competente para tornar o futebol do Beira-Mar rentável. Esta será condição essencial para que o Clube se mostre credível à sua comunidade e possa sentar-se à mesa da autarquia de "cara levantada", negociando parcerias para a promoção e formação desportiva da comunidade.

O Beira-Mar tem que deixar de ser um problema e afirmar-se, definitivamente, como parte das soluções.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Boa reflexão Nuno, parabens.

Deixem-se de velhos estadios e de feitos passados, o q interessa ao beiro é o presente e o futuro.

Mario Duarte

Anónimo disse...

Li no Notícias de Aveiro as palavras do sócio 150 a dizer que pagou as suas quotas e a do neto para, passado mais de um ano, ir assistir a um jogo do Beira-Mar, por se realizar no velhinho Mário Duarte. Se é o saudosismo que leva avôs e netos de novo ao futebol em Aveiro, que viva o saudosismo. Tenho a certeza k se fizesse um referendo aos sócios eles preferiam ver os jogos ali no Parque e isso é k interessa, onde as pessoas querem ir naturalmente, com gosto.
Saudações.

Anónimo disse...

Parabens Nuno - Óptima reflexaão e análise. Agora falta arranjar capital humano competente para aintigir esses objectivos e em Aveiro também os hà, é preciso alguém que os cative.
Só Mmais uma coisinha de menor (grande)importãncia: a mim ninguém me manda calar ou me calar - Salazares nunca mais.
Borgas

Anónimo disse...

A Grande noticia de hoje é que a Camara pagou a divida ao Beira Mar.
Artur Filipe foi mestre quando disse que se até ao fim do mes de Janeiro a Camara não pagasse se demitia.
E eu que sei bem do seu caracter, não tenho duvidas que o fazia.
Grande Artuuuuur!

100% BM disse...

É muito bem visto... anónimo das 6:00 PM! Muahahah ;)

Anónimo disse...

Ao Borgas:

Você passa a vida nos blogues a insultar as pessoas. A criticar as opiniões do Diogo Carquejo. Hoje em dia já não se vê miudos da idade dele a dedicarem-se como ele ao clube da terra. E você me vez de o apoiar e criticá-lo construtivamente, insulta-o?
Tenha vergonha na cara!

Ass: Um Admirador do Borgas

Anónimo disse...

grande artur? diria mais rei artur! o homem que tornou o beira-mar num a beira da falencia!

Anónimo disse...

Esta relfexão demonstra uma vez mais a capacidade par uma possivel candidatura à Presidencia.
Só com pessoas capazes de se exprimirem com ideias concretas, com fundamentos, com idiais, o Beira-Mar terá futuro.
O resto vem por acrescimo

João Campos disse...

Nuno, vou proceder a uma análise da reflexão que deste ao anónimo das 11:02

Em primeiro lugar, concordo plenamente contigo, quando dizes que as pessoas devem dar a cara e não se esconder no anonimato. Esta causa que nos une precisa de rostos, de vontades, de coragem, independentemente da idade, sexo ou religião. Para isso, penso também claro que temos que alargar o espaço de discussão. Óbvio que não podemos ter o M1922 em debates, reuniões e conferências todas as semanas, mas acho que faria bem haver uma oposição activa, inérgica e bem identificada, às medidas e à continuação desta direcção.

Segundo ponto em discussão o novo versus velho estádio. Claro que ambos não temos a informação necessária para discutir com exactidão o assunto, mas também não me parece que num futuro próximo nenhum de nós queira assumir um dos órgãos de poder envolvidos na questão(câmara e clube). Tu és apologista do novo estádio enquanto pedra fundamental para o desenvolvimento e crescimento do clube. Eu defendo precisamente o contrário, por variadas razões. Em primeiro lugar, temos que ter em conta que a população aveirense está completamente divorcidada com o clube. Já vem desde algum tempo esta rejeição do clube enquanto símbolo da cidade. E acho que salta à vista que este divórcio agudizou-se com a mudança para a Taboeira. Penso que os números das assistências confirmam este facto. Julgo que o verdadeiro beneficiado com esta mudança foi o basket que cada vez se assume mais como clube da cidade. A propósito das outras modalidades, pode parecer utópico, mas também nesse aspecto poderia existir uma cooperação entre o Beira-Mar, outros clubes de Aveiro(Esgueira, Galitos, São Bernardo, etc.) e respectivas federações para que não houvessem equipas de Aveiro a jogar na cidade à mesma hora. Apesar de ser um pouco idílico, talvez pudesse ajudar a levar mais gente a todos os jogos, jà que as pessoas não teriam que fazer escolhas. Basta ver o exemplo do Santa Clara que passou a jogar todos os jogos em casa ao Sábado, para que cativar as pessoas do continente a ir apoiar, o seu clube, aos Açores. Independentemente da mudança ter ou não reduzido o número de apoiantes do Beira-Mar no estádio, há uma verdade inalterável por mais que nos custe. A cidade de Aveiro(cito cidade, não concelho ou distrito) tem no máximo um público esperado de 7000 espectadores(sendo já bastante optimista). Não há, de certeza, muito mais gente em Aveiro que se o clube estiver a praticar um excelente futebol vá ao estádio apoiar. Nos arredores da cidade, o número ascende, no máximo, aos 4000 espectadores. São conhecidos os núcleos da claque nas Quintãs, em Cacia, entre outros. Atenção que estou a fazer uma estimativa do máximo de pessoas que podem ser atraídas para o clube, dependendo de vários factores. A conclusão que eu quero retirar com estes cálculos, é que o novo estádio só fará sentido quando o Beira-Mar passar a ser um clube distrital! A Ovarense terminou, a Sanjoanense anda por baixo, o Águeda ainda mais por baixo, até mesmo o Espinho já não é o que um dia foi. Tem que haver uma campanha de fidelização de adeptos nos municípios vizinhos. O amor ao clube não se compra, mas a fidelização ganha-se, e para isso basta ver o caso do Porto. O Porto cresceu essencialmente porque começou a ser campeão, foi uma forma de fidelizar adeptos. Os tão fieis adeptos vitorianos são em parte dos arredores, cidades vizinhas. Após este raciocinio, sinto me obrigado a fazer a questão: "Não será melhor gastar algum dinheiro para remodelar alguns aspectos de um estádio com capacidade para 12000 pessoas, do que um com capacidade para 30000 que encherá duas ou três vezes de 15 em 15 anos?

Terceiro aspecto a mencionar, a possivel rentabilização dos espaços envolventes ao estádio. Quando estádio foi construido havia o projecto, pelo menos na cabeça de certas pessoas, de criar ali um polo desportivo vasto, apostando forte no remo, devido à proximidade com a ria. No entanto, ainda hoje não há sequer dinheiro para construir o campo de treinos, quanto mais para aproveitar todo aquele espaço envolvente. Mencionaste e muito bem, o exemplo de Coimbra, onde o estádio se insere de forma perfeita numa zona habitacional, e onde o Dolce Vita encaixa brilhantemente. No entanto, acho que seria sonhar de mais pensar que podemos tornar a Taboeira numa Solum! Nem Aveiro tem capacidade para mais um shopping que faça concorrência ao Fórum, nem o estádio de Aveiro tem a capacidade de albergar lojas e restaurantes como o de Coimbra. Portanto, parece me um pouco utópico essa ideia.
Quanto às relações câmara, EMA e clube, não estou tão por dentro como tu, por isso prefiro não me pronunciar.

Quero finalizar, dando te os parabéns por tudo o que fazes pelo clube e pelo espaço de debate que tão bem proporcionas no teu blog. Tens toda a razão quando dizes que o Beira-Mar tem que ser parte das soluções, e temos que ser todos nós a contribuir para sairmos desta situação. Por isso, amanhã lá estaremos todos, mesmo debaixo de chuva, sentir aquele "cheirinho a maresia" do qual eu acho que concordas ser bem melhor que o "cheirinho a Cacia"!

Saudações Beiramarenses

Anónimo disse...

Hoje acabou o sonho.

Manuel Fernades disse...

Caro João Campos,

Está um tanto ou quanto enganado quanto à proveniência dos sócios/adeptos do Beira-Mar.

O potencial de angariação de novos adeptos vai muito mais além do que o centro da cidade de Aveiro ou mesmo dos arredores (freguesias do concelho de Aveiro). Donde, não me parece que o facto do estádio estar no centro da cidade traga alguma vantagem...

Vou agora dar-lhe o meu exemplo pessoal. Eu moro em Oliveira do Bairro e aquando da mudança para o novo estádio eu comecei a assistir aos jogos do Beira-Mar e acabei por me fazer sócio a mim, à minha mulher e à minha filha. Como eu, vi muitas outras pessoas minhas conhecias de Oiã, Oliveira do Bairro, Anadia, Águeda, Mealhada e até de Cantanhede a assistir ao jogos do Beira-Mar, principalmente quando os jogos eram aos Sábados à noite.

Se bem se lembra, nos primeiros jogos no novo estádio, as assistências andavam perto das 10.000 pessoas. Claro que quando os jogos eram ao Domingo à tarde havia que descontar muitos de nós que também somos sócios do clube da "terra" e daí as asssistências terem sido menores aos domingos à tarde.

Quanto ao facto de dizer que o Beira-Mar necessita de um campo menor porque só conseguiria encher o novo estádio 2 a 3 vezes de 15 em 15 anos está completamente enganado. Quando recebemos o Benfica enche, quando recebemos o Porto ou o Sporting também tivemos assistências consideráveis, senão pergunte ao Mano Nunes quanto rendiam esses jogos e veja lá se não compensa... Eram as receitas de uma época.

O problema não é o novo estádio em si mesmo. O problema começou na direcção do Mano Nunes que não conseguiu aproveitar a galvanização inicial com a mudança para o novo estádio e pior ainda a actual direcção que em 3 anos conseguiu destruir tudo. Esta última direcção, além de desportivamente, e economicamente ter sido o descalababro que todos observamos ainda conseguiu fazer pior que foi maltratar os sócios do clube com declarações e opções muito pouco inteligentes e ofensivas para todos nós.

Para finalizar, não tenho dúvidas que o Beira-Mar há-de renascer das cinzas. Só espero que apareça alguém que consiga ver mais além que o seu próprio umbigo e consiga perceber que o futuro do Beira-Mar passa, efectivamente, pelo novo estádio aproveitando tod o potencial que ele contém.

Saudações.

Anónimo disse...

Esta época só faltei quatro jogos do campeonato e os jogos da Taça.

Nos jogos do campeonato não fui a Águeda ver o Vizela e agora também não fui ao Mário Duarte "velho".

Para quem lá esteve, principalmente para o "100% bm", gostaria de saber quantas pessoas lá estiveram, se as cadeiras estavam limpas, se não chovia, se o Beira-Mar jogou melhor por voltar a jogar no velho estádio, etc.

Parece que estamos a andar de cavalo para burro...

João Campos disse...

Caro Manuel Fernandes,

Em primeiro lugar, deixe me dizer que estou plenamente de acordo consigo quando diz que as receitas de Porto, Sporting e Benfica podem ser receitas de uma época. No entanto, deixe-me ressalvar o facto de mesmo o publico adepto aos grandes, caso o seu clube não esteja a realizar uma boa época, é capaz de aparecer em muito menor número. E mesmo assim, raramente o estádio enche por completo, lembro-me de estar realmente cheio num Beira-MarxBenfica que se realizou no iníco do campeonato, em Agosto. E lá está, para proporcionar uma enchente são precisas uma série de condições aleatórias que não dependem em muito do clube. Já quando afirma que após a mudança para o novo estádio o Beira-Mar tinha assistências de 10000 adeptos, não me parece que esteja a ser muito correcto, tendo em conta que os jogos iniciais até começaram por ser à Segunda e Sextas à noite, e numa altura de Inverno, com o frio que se fazia sentir no estádio, houve muita gente a optar ficar por casa. E posso também afirmar que houve adeptos adversários que, no início, disseram que não punham mais os pés naquele estádio porque não estavam para pagar um bilhete para ver 75 minutos de jogo. Dou-lhe como exemplo, o terceiro jogo oficial em casa com o Rio Ave onde os adeptos Vila-condenses vieram de Aveiro completamente irados.

Em segundo lugar, considero o seu testemunho importante para dar alguma razão a um dos pontos que anteriormente defendi. Claro que se a equipa da nossa terra joga ao domingo, então a probabilidade de eu me deslocar a Aveiro para ir ver o Beira-Mar é menor. Lá está, seria óptimo se existisse uma vontade de coordenação entre os vários emblemas e modalidades para que num raio de 60 km não houvessem equipas a jogar à mesma hora. Não considero assim tão impossivel, tendo em conta que o fim-de-semana tem dois dias e metade das equipas poderiam jogar em casa num fim-de-semana, e a outra metade fora. Mas para isso a questão que se teria que colocar era, qual o dia que leva mais gente aquele estádio? O senhor Manuel Fernandes deu aqui a sua opinião e disse que quando os jogos eram ao sábado via muita gente da região sul de Aveiro a deslocar-se ao estádio. No entanto, na primeira meia época que se fez naquele estádio, aconteceu apenas um jogo ao sábado(Sporting) e e quatro jogos no domingo à tarde. Logo, considero, e afirmo-o mais uma vez, um pouco exagerada aquela estimativa feita por este beiramarense. Nas épocas seguintes, os jogos ao sábado foram praticamente só com equipas grandes e quanto a essas já referi a minha opinião.

Em terceiro lugar, é referido que o potencial de angariação vai mais além de Aveiro concelho. Claro que vai, o potencial de angariação como eu referi deve dizer respeito a todo o distrito. E aí sim, faz sentido termos o estádio novo, quando o Beira-Mar for um clube distrital e não da cidade, porque só assim pode crescer. No entanto, nada está a ser feito para que isso aconteça, e a única coisa que foi conseguida foi conseguir "roubar" um determinado tipo de adeptos que iam ao outro estádio e que hoje em dia, não estão para se meter no carro ou ir apanhar um autocarro para ir ao futebol. Esses adeptos são as pessoas que moravam ali a volta, que numa tarde soalheira poderiam decidir de um momento para o outro ir ao futebol. São também algumas pessoas do antigo bairro dos pescadores que sempre se habituaram a fazer aquele percurso a pé para ir ver o Beira-Mar. E claro está, se assim é, mais vale voltar ao estádio velho e quando, se algum dia, se quiser ter uma política de angariação de adeptos para além de Esgueira ou das Quintãs, então sim, vamos para o EMA. Porque eu também tenho casa em Águeda e são muito poucas as pessoas que conheço de lá que vão ver o Beira-Mar.

Cumprimentos

Nuno Q. Martins disse...

Caros João Campos e Manuel Frenandes;

Agradeço os vossos comentários que, apesar de já terem sido publicados há alguns dias, só hoje tive oportunidade de ler com calma.

Por uma questão de economia de tempo e porque estas caixas de comentários não me parecem ser os fóruns mais adequados para estas discussões, vou seleccionar apenas alguns aspectos das vossas intervenções.

Confirmo que os primeitos três jogos do Beira-Mar realizados no EMA tiveram uma média de 10000 espectadores (Osasuna, Gil Vicente e Marítimo). Além dos jogos com os grandes, lembro-me ainda do BM x Boavista e do BM x Guimarães na época 2004-05 em que o número de espectadores também rondou essa fasquia. Contudo, excepção feita ao jogo com o Osasuna que, por se tratar de uma ocasião especial merece uma análise própria, os outros jogos que mencionei tiveram em comum o facto de terem sido distribuídos muitos convites pela população.

Outro aspecto que também me parece importante referir é que a grande maioria dos associados do Beira-Mar não residem no perímetro urbano da cidade. Antes pelo contrário! Gafanha, Ílhavo, Murtosa, Estarreja, Oliveira do Bairro, Oiã, Albergaria, etc são os pontos mais fortes de concentração de associados do clube. Podem confirmar isto junto do departamento de sócios (D. Cecília).

Penso que esta questão da fidelização dos sócios e adeptos ultrapassa a discussão em torno da localização do estádio. Primeiro, parece-me fundamental perceber as motivações que existem e as que podem ser criadas para as pessoas irem ao futebol. Têm que se criar e alimentar laços de identificação do público com a marca, ou seja, dos adeptos com o clube. E é neste momento de actuação que devemos convocar a necessidade de adequar o estádio às necessidades do clube, ou seja, da instituição e dos seus sócios e adeptos.

Como dizia alguém noutro dia, as pessoas deslocam-se em massa, vindas de vários lados (grande maioria de fora de Aveiro) para algumas superfícies comerciais que ficam nas imediações do EMA (ver Retail Park, Media Market, Feira-Nova, Continente, Decathlon, etc ao fim-de-semana).

Servem estas duas evidências para desmontar a ideia de que o público não vai ao EMA porque "fica fora de mão". Compreendo que algumas pessoas que moram no centro da cidade e não possuem transporte próprio tenham mais dificuldade em deslocar-se ao estádio, mas tal não justifica a quebra acentuada das assistências e parece-me uma situação facilmente sanável se existir uma linha de transportes públicos eficaz para o Estádio (o que nem sempre acontece com a "linha amarela" que tem trabalhado muito mal segundo algumas informações que tenho).

Ainda assim, permitam-me que não olhe aquele estádio apenas na perspectiva do público que possa receber em dias de jogos. A implantação de outras infra-estruturas desportivas e outras vocacionadas para o lazer naquela área podem torná-la numa "zona de excelência" da cidade. Numa sociedade marcada pela exigência, pela velocidade dos acontecimentos, pelo stress, penso que a indústria do lazer tende a assumir um papel cada vez mais importante na qualidade de vida das pessoas, procurando oferecer soluções de descanso/distracção. Parece-me fundamental canalizar sinergias para potenciar qualitativamente aquela zona da cidade, tornando-a uma zona de referência vocacionada para o desporto e lazer.

Hoje, quando olhamos para aqueles terrenos, tudo isto nos parece utópico. Mais ainda, quando percebemos que as pessoas que estão nos órgãos de administração das entidades com responsabilidades não evidenciam capacidade para alavancar estas ideias.

Foram cometidos erros graves no passado recente. Foi uma oportunidade perdida o facto do Beira-Mar não ter sido parte do processo de construção daquele estádio. No entanto, ainda vamos a tempo, com vontade e capacidade empreendedora, de corrigir esses erros e lançar as bases de um futuro de sucesso para toda aquela área, da qual o Beira-Mar - enquanto clube mais representativo da região - se assuma como um pilar fundamental para o seu desenvolvimento.

Cumprimentos.

100% BM disse...

Ao anónimo das 1:06 AM:
- Necessita realmente de me perguntar quantas pessoas estiveram no estádio!? Se sabe ler as fontes de informação, consulte-as pff.
- As cadeiras estavam limpas?
Olhe, a minha estava. Em relação às restantes 12 mil ou 15 mil.. não sei..
- Chovia em todo o país! Na bancada central não notei e ao meu lado até esteve um vereador municipal e não se queixou..
- Se o Beira-Mar jogou melhor? Nem por isso, felizmente o adversário fez o mesmo! Está a ver o imbróglio? Alguém escreveu que era do campo, onde? Em caso afirmativo cite, pff.
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Nuno: Qualquer associado pode ter um acesso aos dados!?
Em relação a estar a equiparar uma superfície comercial ao clube estou em completo desacordo. Vejamos, então estás a dizer que clube satisfaz uma necessidade básica? Isto é tens algum balcão de venda de alimentos, etc, no estádio? Então não podemos misturar alhos com bugalhos e dizer que quem vem de Albergaria (onde não existem grandes espaços comerciais) para vir às compras num “Feira Nova” é o mesmo que vir a um jogo de futebol. Então lá não existem clubes que fazem o mesmo que o Beira-Mar faz, a prática desportiva?
Epah.. a conversa já tem “pano para mangas” e realmente estou farto de falar nela... Porque já vejo que se “fala fala e ninguém diz nada”.. é o que Portugal tem de melhor quando existem pessoas que fazem 7 ofícios parecem uma autêntica espécie de “canivetes suíços”.. Por isso é que vejo o país de pernas para o ar…
Para mim que inaugurem novas Sedes do P.S., P.P., P.S.D., C.D.U., B.E. no estádio e façam campeonatos e as assembleias municipais nas bancadas. Eles que assumam o que construíram!
Dizer que a cidade vai crescer etc.. é muito lindo, mas quando!? Ainda ontem vi um documentário que a Alemanha anda a destruir prédios pela falta de população (processo natural nos países desenvolvidos). Não tem qualquer sentido falar por falar quando verificamos os indicadores.
A Câmara Municipal que faça o trabalho de "encher o estádio", afinal o estádio não foi pensado para o Beira-Mar, nem é do clube é dos munícipes. Já agora o instituição Sport Clube Beira-Mar tem que ter a pedra quente na mão por alma de quem? Foi obrigada ao abrigo do protocolo, mas ele foi cumprido? Irra!
Aproveitando “a onda” em que se fez aqui publicidade aos grandes espaços comerciais aproveito para fazer publicidade ao COMÉRCIO TRADICIONAL e às políticas de proximidade implementadas no O.T. em mais racionalistas nos países nórdicos e nos E.U.A.
Nem sempre fica mais barato onde se pensa “que tem tudo”, os grandes espaços praticam a ilusão ao consumidor dada a influência publicitária e ao seu poder de marketing.. Nada mais.. Procurem sempre o comércio local e aposte na economia local e sempre que possível no que é nacional.

Anónimo disse...

Irra que o 100% bm parece um sindicalista de primeira apanha. Acho que ele deve de ser muito competente no seu "ofício".

Tudo lhe serve para reclamar. Agora também vem para aqui defender o comércio tradicional.

Já não há paciência para tanta irritação.

100% BM disse...

E você é um "santo" da última categoria (só por não ter paciência) de me aturar, será que dizer algo doí!?
Então diga-me a verdade e somente a verdade!
Nunca respondeu em concreto das perguntas que se faz!
E sim, sou um sindicalista matriculado em 64 partidos extra-comunitários, fora dos meus lobbies económicos. Faço também parte de grupos maçónicos e já me esquecia da filiação nos 32 clubes da liga profissional de futebol e à pertença em 10 crenças religiosas.
Só mais uma coisinha...
Gosto de Jazz...

Anónimo disse...

Caro 100% bm,

Pela retórica utilizada nos seus comentários, você deve ser aquele sócio jovem que falou na antepenúltima ou na penúltima AG em que ao tentar disparar em várias direcções, no meio de tantos gaguejos, ninguém percebeu nada do que disse e foi ainda alvo de muitos comentários de gozo por parte dos sócios.

Agora que estou a ligar a sigla bm ao Bruno Martins, se você é efectivamente esse sócio, cresça e apareça. Na tal AG em que você falou, foi uma comédia. Apetece-me dizer-lhe o que o Rei de Espanha disse ao Hugo Chavez: "Por que não te calas?".

E por aqui me fico, para não lhe dar mais importância do que aquela que você realmente merece.

100% BM disse...

Esse associado é motivo de regozijo para si? Ainda bem!
Mas pode ir adivinhando e atirando nomes para o ar...
Quem sou eu?
Sou quem não sabe... Talvez seja o seu pior pesadelo.