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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Assembleia Geral

O ex-dirigente do Beira-Mar Alberto Roque assumiu “o compromisso” de, juntamente com Mano Nunes e Manuel Madaíl, respectivamente antigos presidentes da direcção e da mesa da Assembleia Geral, de encontrar cinco elementos para formar uma comissão administrativa para o clube.
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Confirmação dada na concorrida Assembleia Geral de quinta-feira à noite em que participaram cerca de 110 sócios preocupados com a indefinição directiva e os graves problemas financeiros que motivam atrasos de vária ordem, nomeadamente salariais e fiscais susceptíveis de colocar em causa a próxima época futebolística.
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Os ex-dirigentes que integraram os orgãos sociais do mandato anterior foram sensíveis ao Movimento 1922 que juntou nos últimos dias cerca de 150 assinaturas numa petição em que pediram o seu envolvimento para colocar fim ao vazio directivo.
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Alberto Roque vincou, contudo, que a disponibilidade manifestada seria “de recurso” e perde efeito se for proposta uma comissão administrativa aos associados. “Nenhum destes elementos quer vir. Será em espírito de missão”, explicou.
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A ordem de trabalhos da Assembleia Geral previa a eleição de uma comissão administrativa, o que não sucedeu por falta de listas.
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José Cachide, vice-presidente demissionário, afastou logo a possibilidade de assumir os destinos do clube já que não viu satisfeita a sua condição: que a Câmara de Aveiro, através da empresa municipal EMA, liquidasse, pelo menos, um terço da dívida de 1,5 milhões para com o clube por contrapartida pela utilização do estádio. “Assim não tenho hipótese, com muita pena minha”, declarou.
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Nuno Quintaneiro, do Movimento 1992, assumira, antes, que tinha sido “muito difícil” obter a ajuda de Alberto Roque, Mano Nunes e Manuel Madaíl, lembrando, contudo, que é indispensável, também, ter “o aval” da direcção demissionária.
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Alberto Roque sugeriu, em concreto, a formação de um grupo de trabalho conjunto, para iniciar de imediato um levantamento da situação do clube, negociar o pagamento da dívida camarária “sob pena de se tomar medidas drásticas”, elaborar um projecto para o campeonato de futebol da Liga de Honra e nas várias modalidades. Tudo isto até 30 de Junho.
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O presidente da direcção cessante, Artur Filipe, concordou com a proposta: “Acho bem, temos de conversar e depois diremos algo”, referiu.
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O presidente da Assembleia Geral, António Graça, procederá à convocação de nova reunião magna para eleger a comissão administrativa logo que for solicitado a tal.
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A direcção cessante vincou que há compromissos imediatos do clube, nomeadamente responsabilidades fiscais e a inscrição da equipa, que obrigam a agir rapidamente sob pena de penalizações graves.

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