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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Triste, mas esperançado...

Saí triste desta terceira e última sessão da Assembleia Geral que se iniciou no passado dia 3 de Outubro. Depois das dificuldades que o clube teve para encontrar uma solução directiva em Junho de 2008, confesso que já não contava voltar a viver este "filme" 16 meses depois.

Ontem, os cerca de noventa associados que se dignaram a deslocar-se a esta reunião magna sairam frustrados. A maioria, deduzo, sem conseguir perceber os contornos das dificuldades de "última hora" que o Dr. Artur Moreira aludiu. Tal como o próprio referiu, foram desenvolvidos vários contactos no sentido de construir uma boa solução. Ora, tal como já venho a defender há muito tempo, uma boa solução para o clube será aquela que tenha capacidade de garantir a gestão corrente do clube mas, acima de tudo, perspectivar o seu futuro prosseguindo um modelo que torne a instituição independente do "pseudo-mecenato". Para que tal seja possível, é fundamental que se criem as condições básicas para que alguém se sinta confortável para avançar, com o apoio daqueles que estão disponíveis para colaborar e, sobretudo, daqueles que têm interesses patrimoniais no clube.
Que ninguém duvide que a missão não é nada fácil. Mas tenho esperança. Haja bom-senso por parte de quem tem nas mãos, neste momento, a possibilidade de viabilizar uma solução directiva para o clube e, haja engenho por parte daqueles que aceitem colaborar com a solução que venha a ser proposta. Assim espero.
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A propósito da situação do clube e da possibilidade de se implodir o Estádio de Aveiro, li hoje umas declarações do Secretário de Estado, Laurentino Dias, que me custam a digerir: «Acho essa ideia um disparate. Não haverá ninguém em Aveiro, na região e no país a arranjar soluções que permitam cobrir o défice que o estádio está a trazer, por não ter um clube com peso para o manter?”, questionou. Desgosta-me, profundamente, que seja tão difícil de se conseguir a união dos Beiramarenses e dos Aveirenses em torno da defesa dos seus símbolos, das suas causas. Em vez de se promover a união de esforços em busca de soluções abrangentes, continua a existir quem prefira "dividir, para reinar". E assim vai prevalecendo a pobreza de espírito que nos empurra para estas humilhações.

1 comments:

BM disse...

Nuno: Também não gostei de ler a última parte do (nosso) conhecido Secretário de Estado.
Mas o partido que representa tem culpa no processo. Deviam ser chamados à atenção! Será que à falta/coragem de o afirmar ou vamos passar a vida a ilibar os políticos que cometem erros? Será que há pessoas com medo de afirmar o que pouco fizeram para melhorar a situação actual? É necessário divulgar que nem um plano de estudos foi apresentado (clube e sociedade) sobre a viabilidade no futuro estádio, haja coragem para o afirmar publicamente nos órgãos sociais competentes!
Se somos parceiros indiscutíveis na gestão do estádio temos um papel na execução das tarefas, mas imagine-se que clube acaba (não só pelas artimanhas de penhoras, mas pelo prejuízo inerente ao protocolo). Será que seria bom para Aveiro e Portugal ter um estádio ao «Deus dará»?
Com o protocolo resolvido será um alivio enorme para combater esse passivo de muitos milhões.