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sábado, 24 de abril de 2010

Uma nova oportunidade

Impossibilitado de estar presente na Assembleia Geral desta noite/madrugada do nosso Clube, por outros compromissos profissionais inadiáveis, mas acompanhando a par-e-passo e quase ao minuto o que lá se passou, beneficiando do uso das novas tecnologias e da presença de diferentes amigos na mesma, voltei a sentir um imenso orgulho em pertencer a este colectivo que é o nosso SC Beira-Mar ao saber o resultado final do que lá foi decidido em matéria de SAD. E ao mesmo tempo uma indizível pena por não me ter sido possível engrossar ainda mais o voto maioritário na mesma expressa, reforçando assim o seu sentido. Já aqui expus, em post anterior, e quase de forma isolada, todas as reservas que o projecto me suscitava. Impõe-se acrescentar que nada do que depois disso foi dito, escrito ou revelado documentalmente me fez alterar a minha posição inicial. Pelo contrário, reforçou as dúvidas e as reservas do projecto em questão. Apraz-me constatar que a esmagadora maioria dos nossos consócios sufragou idêntico pensamento - ainda que com recurso aos mesmos ou a outros argumentos - e nessa medida satisfaz-me o contributo, certamente modesto e irrelevante, que dei para o resultado a que se chegou. Mas essa satisfação é acompanhada pela intrínseca convicção de que a solução agora votada abre uma nova e enorme janela de oportunidade e de responsabilidade para os sócios do nosso Clube - que, sem perverterem a sua natureza associativa, serão chamados em breve a reassumir os destinos do nosso Clube nas suas mãos. De forma clara e transparente, sem sofismas ou equívocos, testas-de-ferro ou intermediários. Tenho a firme esperança e a sincera convicção de que, abanadas as respectivas consciências, vão saber dizer presente e honrar a tradição, a história e o passado do nosso Clube, sem mexerem na sua natureza jurídica, na sua estrutura e na sua definição. Pela minha parte, acredito que esta nova oportunidade não irá ser desperdiçada.

22 comments:

JMO disse...

Caro João Pedro Dias,

Num exercício de masoquismo, estive a ver as listas de direcções e comissões administrativas de 1995 até esta data. 15 anos. E sabes quantos sócios foram das direcções? Os mesmos que agora estão desavindos e se atacam mutuamente. Desde há 15 anos, não houve mais do que 20 caras novas e só DUAS direcçoes eleitas.
Gostava de ver caras novas no clube. Não acredito minimamente nisso. Se tivesse estado na AG se calhar não estaria tão orgulhoso do que por lá se passou. Porque acredito no seu beiramarismo, porque acredito na sua vontade de ver o SCBM a avançar, estou sincermente a espera de o ver num novo futuro do clube. Mesmo que seja mais um ex-dirigente ;)

Anónimo disse...

A nova oportunidade foi desperdiçada ontem. Ganharam os Velhos do Restelo, os orgulhosamente insensíveis à mudança, os que querem o Sr. Cachide que penhorou o clube e quer ser seu presidente ao mesmo tempo. Ganhou quem não tem visão e acima de tudo não tem noção do estado do clube.

O sangue novo como eu e outros que nunca ninguém ouviu falara e que estavamos dispostos a avançar se houvesse SAD, não estamos disponiveis para andar a trabalhar só para aparecermos nos noticiários e nos jornais; andarmos a arriscar o nosso nome nas finanças devido aos erros de gente irresponsável; a trabalhar sem salário nem objectivos.

Quem votou ontem esqueceu-se, entre muitas coisas, de que mesmo que a equipa suba de divisão, há prémios de subida para pagar, que vão fazer que o orçamento deste ano suba para valores que não existem. Sobe-se de divisão, mas se não se pagarem estes prémios a equipa não pode ser inscrita.

Espero que quem andou a fazer campanha contra a SAD seja responsável e coerente, apresentando-se a sufrágio em Maio.

Nuno disse...

Caro Pedro Dias,
Poderá também começar a angariar os cerca de 600.000,00€ que são necessários para terminar a época, pagar salários e indemnizações a jogadores e treinadores despedidos na época da ex-direcção e inscrever a equipa na próxima época. Esperemos que na 1ª liga, caso contrário nem haverá inscrição certamente, pois os que tão felizes ficaram por não irmos ter SAD não vão arriscar nem um tostão.
Os meus cumprimentos

Anónimo disse...

Duvido muito da justeza desse entusiasmo todo e espero, claro, vê-lo na 1ª linha dos esforços para que o Beira Mar tenha muito brevemente uma direcção que não seja constituida por gente que apenas está interessada em resolver o problema pessoal. Coerência, exige-se e aplaudir-se-á. Mero blá blá blá será mais um empurrão para o abismo. O resto é conversa e imaturidade.

Anónimo disse...

Esta é a opinião (post) de quem vê o clube de fora e de quem não tem coragem de dizer o que pensa olhos nos olhos.
Em democracia devemos respeitar o valor do voto, mas:
A forma demagógica, como foi rebatida a proposta, nada abona a favor do futuro do meu clube.
Sei que a SAD, não é uma solução em si só.
Sei que é inevitavel.
Sei que se vai efectuar com o clube afundado num pantano.
João S Fernandes

Anónimo disse...

Pois eu achei que apesar de estar a sala cheia, ainda devia estar mais gente. Acho que ao estar-se a pedir a Cachide dinheiro, devia-se ter feito o mesmo pedido a Mano Nunes.
Foi um excelente trabalho defendido por Nuno, mas é óbvio que fora do Clube fomos questionando outros "interpretes da lei" e votei em consciência: Não.

Nuno Q. Martins disse...

JP Dias,

Depois da AG de ontem, fico a torcer para que:
- A equipa de futebol suba mesmo de divisão;
- A CA ou futura direcção arranje (sem endividar mais o clube) financiamento para o que resta desta época, para arrancar e concluir a próxima;
- Que os ex-dirigentes cancelem as penhoras e não movam novas penhoras;
- Que os outros credores do clube sejam benevolentes e não asfixiem o clube na perspectiva de, com o clube na 1ª liga, reaverem rapidamente os seus créditos;
- Que a futura CA ou Direcção tenha o engenho e arte para formar um plantel competitivo e que dê garantias de alcançar os objectivos na próxima época;
- Que os próximos exercícios do clube sejam lucrativos e permitam ao clube receitas que possibilitem a amortização do seu passivo;
- Que o clube, em caso de subida, não volte a cair na 2ª liga e não volte ao vazio directivo;
- Que o diferendo com a CMA se resolva (a bem ou a mal);
- Que os órgãos sociais do clube não voltem a sentir necessidade de ir buscar a proposta de SAD à gaveta para salvar o clube numa perspectiva de 2ª liga, pois será mais difícil encontrar investidores;
- Que a bola sempre que bata no poste, a seguir entre na baliza, para qua o património do clube e as actividades das suas modalidades não sofram com as oscilações desportivas da equipa profissional de futebol;
- Que, mesmo permanecendo no modelo associativo, o clube tenha gente capaz de o reorganizar e reestruturar.

Um abraço.

Anónimo disse...

Quem pensa pouco, erra muito.
Leonardo da Vinci

Anónimo disse...

Censura ao meu comentário?!... Que diabo, já não se pode discordar de tanto entusiasmo por parte de JPSD ?...

Nuno disse...

Carissimo,
Ao recusar publicar o meu comentário desta manhã, fica definido, para mim, o seu perfil democrático. Não utilizei palavras abusivas mas somente alertava para os perigos que se seguem e repito. Quem vai entrar com os cerca de 600.000,00€ necessários para terminar a época e inscrever a equipa na seguinte (na 1º ou na 2ª liga, ainda não se sabe...). Para sensuras por motivos incómodos, creio que está a mais no BN.
Os meus cumprimentos
Nuno Barata

Anónimo disse...

Caro João P. Dias:

A SAD para o futebol profissional foi "chumbada" pelos sócios. É verdade, mas parece-me que é uma situação transitória, um adiamento de algo que vamos ter que aceitar mais dia menos dia.
Agora, que "cheira" a Primeira Liga, parece que há várias pessoas dispostas a assumirem uma direcção. Os tais "grandes beiramarenses"! Ondem estavam nas AG's anteriores em que tentou-se encontrar soluções? Por que só apareceram nestas duas últimas?
O mecenato no SCBM morreu! As penhoras são prova clara. Terão os "grandes beiramarenses" disponibilidade financeira e vontade de colocar mais dinheiro no clube?
Uma direcção, a meu ver, só pode ser constituída pelos senhores José Cachide e Artur Filipe. Mais ninguém. Todos os que aparecerem , estarão fortemente condicionados. Lamento que esses dois sócios só tenham aprecido agora, cheios de vontade. E tenham esquecido que entre a sua saída e a sua mais que provável reentrada, o SCBM viveu alguns dos piores momentos da sua história.Onde estiveram nessa altura?
Oxalá a subida se concretize!
E oxalá que nunca mais estatelemos as costelas na Liga Vitalis!
Jorge Santos

S.Cruz disse...

Se é de honrar a tradição que se fala então estamos mesmo perante um deja vu e pode-se temer, pois não resistiremos a uma nova crise, ainda que esta ainda não tenha acabado. Que argumentações da treta foram aquelas dadas pelos defensores do não? Estão com os olhos vidrados na subida de divisão como que fosse a salvação e estão muito enganados. Quantas vezes já subimos de divisão?...E o resto das modalidades? Não são clube? Quanto ao que la aconteceu respondo que é apenas o espelho da nossa podre sociedade. Mas o povo gosta é disto, por mais pisado que seja vota sempre em quem o pisa. Como é possivel um individuo que coloca o clube em tribunal, dizer à boca cheia que é candidato à direcção e ainda é aplaudido!? Fazem birrinhas "aí porque não vão pedir dinheiros aos outros?" Chupistas e parasitas...eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada.

Anónimo disse...

Lamento a visão redutora do autor do "post", pois sinto que o fim do Clube passa pela não subida de divisão. Estes sujeitos que agora aparecem (Cachide e filipe) como alternativas, depois de porem o Clube mais que falido, fugiram e nunca mais se viram em situações aflitivas em qualquer AG e muito menos dispostos a ajudar. Mas mesmo depois de fazerem sentar o Clube em tribunal e de penhorarem tudo o que tem valor, cheirou-lhes a dinheiro e eis que surgem, mas sócios como o senhor não regatearam palmas e louvores, eles mais do que ninguém interessava que a proposta da SAD não passasse. Infelizmente os sócios que votaram a favor e funcionários, sentenciaram a morte do Clube, se
subirmos iremos ter sancessugas a chupar o pouco de sangue que corre nas veias do Clube e a seguir fogem como coiotes.
Mas se não subirmos é o fim e o senhor e muitos irão carregar na consciência essa mágoa porque os sujeitos referidos vão desaparecer e não serão mais vistos a não ser processo de falencia a ver se lhes toca alguma coisa.
Mas entretanto pode ser que apareça um mecenas incauto e arrisque a sua vida para pagar a toda a gente.
Sabe por acaso quantos ex-dirigentes são credores do Clube?
A bondade da proposta da SAD não passou, esperamos que quem esteve envolvido nela, amanhã não apareçam carregados de razão, mas vão sofrer muito mais que o senhor se isso acontecer.

João Pedro S. Dias disse...

Caríssimos comentadores,
Vamos lá então esclarecer alguns pontos importantes:
1)Caro Nuno Barata, não percebi, em absoluto, a essência do seu segundo comentário. Contrariamente ao que é minha prática, nos comentários a este post quebrei uma regra minha e publiquei todos os comentários. Inclusivamente os dos «ditos» anónimos, dos tais que têm medo ou vergonha de assumirem a sua própria identidade, escondendo-se sempre atrás dum sempre edificante anonimato. No seu caso publiquei tudo o que escreveu. A precipitação ou a ira obscureceu-lhe o discernimento. Nem sequer teve a calma para se certificar se o que escrevia era certo ou errado. Importante era «malhar». E malhou. Mesmo que sem razão para isso porquanto o que escreveu era errado e despropositado. O seu texto foi publicado. E o segundo também. Como vê, em termos de democracia e pluralismo de opinião estamos falados e conversados. Em termos de dignidade de postura é que não: aguardo a sua retratação. Mas não se preocupe. Se isso lhe causar muitos engulhos, eu tiro daí as minhas conclusões. Quanto à minha presença neste espaço, esteja completamente certo - no momento em que quem me convidou para aqui escrever retirar esse convite, saio logo. Ou então no momento em que o meu amigo entrar. Estou numa fase em que já sou muito exigente nas equipas em que alinho. Por isso, dúvida nenhuma sobre esta matéria.

2) Depois - é evidente, inclusivé para mim, que desde o início este blog se transformou num instrumento público pró-SAD. Está no seu direito. Mas não se pode esquecer que há quem não alinhe por essa bitola do pensamento único (para mais, amplamente minoritário). Eu estou nesse grupo. Não alinho no coro das virtualidades duma SAD, para mais duma SAD explicada nos termos em que esta o foi. Insisto - este projecto foi mal apresentado e quem o apresentou e protagonizou prestou-lhe um mau serviço. Sobretudo porque resulta a todos os títulos evidente que por detrás do projecto apresentado havia gente e pessoas concretas, que nunca deram a cara, que nunca se apresentaram, mas que os sócios, certa ou erradamente, intuíram quem era. E isso foi mau para o próprio projecto. Esta é a minha opinião. E não creio ser crime discordar da opinião maioritária por aqui expendida.

3) Terceiro ponto que me parece relevante - pela minha parte recuso terminantemente qualquer associação entre a ideia de recusa da SAD e a de entregar a gestão do Clube a antigos dirigentes que, pela primeira vez na história no clube, lançaram mão a processos judiciais que poderiam (e podem) arrastar o Clube para as ruas da amargura. Por esses caminhos, nunca ninguém me verá. Agora - não creio que um erro se colmate com outro erro.

4) Finalmente - e para gáudio dos comentadores corajosos que se escondem atrás do anonimato, continuem a escrever e a comentar. Com excepção daqueles que puderem merecer actuação penal, todos os comentários serão publicados. Mas, já agora, por favor, senhores comentadores anónimos: de vez em quando mudem um pouco o estilo dos comentários, ou aprimorem um pouco a escrita, ou evitem dar sistematicamente os mesmos erros. É que assim o anonimato quase que se revela e quase que deixa perceber que tantos anónimos não serão mais de meia dúzia de escribas que já todos conhecemos à distância.

JPD

Daniel disse...

Caro João Pedro Dias.
Sei que este comentário está condenado a não ser publicado, já que, para não variar, não concordo consigo.
Olhe que não lhe fica nada bem vir agora fazer-se de vítima, só porque as pessoas não concordam consigo, ou só porque você demora uma eternidade a aprovar comentários e isso seja interpretado por quem os escreveu como "censura".
Eu já desisti de esgrimir argumentos consigo, desde que decidiu não publicar o último comentário que escrevi no seu último post, sem lhe ter faltado ao respeito nem ter usado linguagem abusiva.
Tenho pena que quando lhe demonstram que não tem razão, você prefira esconder o que acha que é uma derrota do que admitir que aprendeu alguma coisa e mudou de opinião. Infelizmente isso a mim não me dá gozo nenhum, já que preferia ter em si um interlocutor com quem pudesse discutir ideias. Não se deixe vender pelo ditado que diz que "burro velho não aprende línguas", que é também para isso que muitos de nós aqui passam diariamente.
Mas vá publicando, porque é sempre bom ler demonstrações de fé como esta deste post... se for preciso ir a Fátima a pé para que os Salvadores de que fala neste texto possam aparecer, conte comigo.

JMO disse...

Caro João Pedro Dias,

Há dois pontos na sua intervenção que devem ser esclarecidos desde já.

a) Foi convidado para este blogue com independência total como sabe e assim continuará a ser;

b)Não gosto, como autor deste blogue, que diga que o blogue foi "pró-SAD". Esta frase é infeliz e foi facilitismo da sua parte dizer isso, porque se fosse fazer a análise que eu fui, se calhar tiraria a opinião que estamos perante um blogue de pessoas livres e coerentes. Ora vamos a factos:

1) Analisei os posts sobre a SAD desde o debate dos Aurinegros do dia 19 de Fevereiro - a análise que foi feito nesse dia foi factual, como se fosse uma reportagem e foi minha.
2) Foram colocados aqui online os documentos dustribuidos aos sócios para esclarecimento da proposta. Nesses posts, não foi aduzida opinião sobre o assunto.
3) Desde a data de 19 de Fevereiro os seguintes autores falaram sobre a SAD: Rui Nunes (critico da forma); Francisco Dias (muito critico); Jorge Santos (três artigos a favor); João Pedro Dias (dois artigos); Nuno Quintaneiro Martins (naturalmente a favor - cópia de dois artigos que publicou mais uma/duas intervenções nesta semana).
Nem eu, nem o Jorge Greno, nem outros aqui escreveram sobre a SAD e por isso não faça essa generalização.
Reposto esse esclarecimento, peço-lhe encarecidamente que continue com o seu espírito livre e opinião. A trabalhar para o bem do Sport Clube Beira-Mar

João Pedro S. Dias disse...

Caro Daniel,
Vê-se que o meu caro não me conhece: nem muito nem pouco - absolutamente nada! Se há coisa a nunca fujo, é a um bom diálogo, a uma boa polémica, a uma boa controvérsia. Logo, afirmar que não publico comentários só por não concordarem comigo, desculpe mas é apenas .... impossível. E, sob palavra de honra, não recordo ter recusado qualquer comentário seu. Muito mais tratando-se de comentário crítico e, conforme suponho, correcto e decente. E se, inadvertidamente isso aconteceu, apresento-lhe as minhas desculpas.
Outro ponto - eu não me faço de vítima para sustentar a minha opinião. Quando acredito naquilo que defendo, não necessito de me vitimizar. Os meus argumentos chegam-me. Agora, se demoro mais ou menos tempo a publicar aqui comentários, a razão é simples. é que eu trabalho (como suponho todos nós) e não faço disto vida ou profissão. Por isso venho aqui de vez em quando, quando posso ou quando me apetece e inferir de maior ou menor atraso na publicação de comentários qualquer acto de censura ou recusa na publicação de comentários, revela apenas e só má-fé. No mais, acredite, nunca me furto nem esquivo a um bom diálogo, a um bom debate. Cumpram-se as regras da decência e da elevação e estou sempre preparado para ele. Não tenha qualquer dúvida. Ah - e só mais uma coisita: se há coisa que não me custa nada é pedir desculpa quando erro ou reconhecer a razão dos meus interlocutores quando os respectivos argumentos me convencem.
Apesar do tom do seu comentário, cumprimentos do
JPD

Anónimo disse...

Se o Sr. João Pedro Dias é quem decide o que deve publicar ou não neste blog, posso também queixar-me que por duas vezes não publicou comentários que fiz e também posso dizer que os comentários que faço nunca são ofensivos para ninguém.
Também não vejo da sua parte nenhum tipo de ofensa em relação a qualquer beiramarista. É um adepto do não à SAD, no seu direito, e parece-me pelos seus comentários que não é faccionista.
Quanto ao anonimato, no meu caso, só o mantenho, por questões pessoais, porque é contra os meus princípios não assumir o que escrevo. E não dar as caras.

Resta-me dizer que ou os Beiramaristas se unem ou não temos mais SCBM. Arrastaremos para o buraco um clube quase centenário, a imagem desportiva da nossa cidade.
Apelo a todos nesta hora para reflectirem e actuarem, o problema está a ser constantemente adiado.
Amanhã será tarde.

João Pedro S. Dias disse...

Estimado Anónimo anterior,
Grato pelas suas palavras. Podemos ver que mesmo na discordância há espaço para o diálogo sério, elevado e construtivo.
Reitero o que já escrevi algures atrás - se, acaso, algum comentário seu não foi publicado, peço-lhe desculpa. Com excepção dos que considero ofensivos, os restantes são todos publicados.
E no seu caso parece-me que existe pertinência para a manutenção do anonimato.
No mais - subscrevo na íntegra as palavras com que encerra este seu comentário e agradeço-lhe o facto de o ter feito nos termos e forma em que o fez.
Cumprimentos do JPD

Nuno Q. Martins disse...

Caro JP Dias,

Os artigos que aqui coloquei relativos à questão da SAD foram da minha inteira e pessoal responsabilidade. Acho que, da mesma forma que todos os autores são livres de "postar" o que entenderem sobre o clube, eu também sou. Por isso, não aceito que afirme que "desde o início este blog se transformou num instrumento público pró-SAD".

Um abraço.

Nuno disse...

Caro Sr. JPDias,
Efectivamente tem razão quando me critica sobre o 2º comentário que fiz. Desconhecia o modo como o BN trabalha e que, se o 1º comentário não apareceu, tendo sido elaborado bem antes dos 2º e 3º publicados, era porque tinha sido sensurado. Não tinha razão, conforme me explicou o Nuno Quintaneiro. Pelo facto apresento-lhe as minhas desculpas.
Quanto ao resto estamos conversados. Concordo com a algumas das suas afirmações sobre o clube, mas mantenho a minha questão essencial e agora depois da derrota do domingo: SE, repito, SE o SCBM não subir, quem se vai chegar à frente para suportar as despesas existentes, incluindo as em contencioso e as penhoras existentes? Não vão ser certamente os que votaram contra a SAD, salvo alguns dos ex-dirigentes que estão por detrás de toda esta situação. Se subir, candidatos não vão faltar, até alguns que se comprometeram em promover a SAD e atraiçoaram os seus compromissos e em quem neles confiou.
Talvez o Sr. JPDias, agora com as suas novas funções de assesssor do Sr. Presidente da Câmara, possa ajudá-lo a compreender que o clube é demasiado importante para a região para poder ser abandonado por esta. Existem sempre modalidades de diálogo que não se esgotam em cartas formais com propostas mais ou menos reivindicativas, como a feita pela actual CA e recusada pelo executivo municipal.
Vamos esperar por mais um fim de semana, esperando que com uma vitória no Aves, todos nós serenemos os ânimos e sejamos capazes de encetar os caminhos do diálogo entre todas as partes interessadas. No futuro, estou convencido que a SAD acabará por ser formada, mas vai ser muito mais difícil. Os investidores de agora, já foram embora e no futuro não sabemos se haverão novos.
Os meus cumprimentos
Nuno Barata

João Pedro S. Dias disse...

Caro Nuno Barata,
Desculpas aceites e ponto final nos processos de intenção ou suposições infundadas. Já disse e repito - desde que com elevação e decência, nunca me furto a um bom diálogo e a um bom debate. Sobretudo com as pessoas de cujas ideias discordo. Só assim o debate pode ser frutuoso.
Segunda questão - totalmente de acordo consigo: é preciso ganhar os jogos que faltam e festejarmos a subida. Que não é de ninguém mas do Clube, isto é, de todos.
Terceiro ponto - registo alguma amargura sua relativamente aos membros da actual CA que, supostamente, estariam previamente de acordo com a criação da SAD e terão mudado de ideias. Não sei se terá sido assim; não sei se terão gostado de saborear o sucesso e terão pretendido continuar a saboreá-lo, o que não sucederia se fosse criada a SAD. Sinceramente não sei, Não sei que compromissos havia, que acordos havia. Registei, também, um facto: quem, no início, era aparentemente a favor da SAD, também aparentemente mudou de ideias. Desconheço as razões, os compromissos prévios, limito-me a registar factos.
Finalmente - fala na fuga de potenciais investidores. Ora aí está a tocar num dos aspectos fulcrais que, em minha opinião (estou farto de dizer e escrever isso neste espaço) foi o que mais contribuiu para a derrota do projecto da SAD: é que em matéria de investidores, de transparência, de assumir claramente quem ia investir e quanto - toda essa informação sempre foi sonegada e omitida. E esse foi o erro dos defensores da SAD. Deixaram que se instalasse a dúvida; não disseram quem iria investir e quanto; quem iria deter que percentagem de capital; aparentemente recusaram o modelo geralmente aceite pelas SADs existentes de os Clubes deterem a maioria dos respectivos capitais. E os sócios, que não são parvos, presumiram ou intuiram - não sei se bem se mal - quem estaria por detrás do projecto e recusou dar a cara. E não gostaram dessa postura e votaram contra. Esta é a leitura «versão simplificada» que faço da votação de sexta-feira. Haverá outras razões mais aprofundadas e técnicas que não cabem neste espaço. Mas estes foram, em minha opinião, os erros cometidos por quem queria ver o seu projecto aprovado.
Por fim - não gosto de misturar as coisas e por isso peço-lhe que não invoque funções profissionais que desempenho para alcançar ou atingir certos fins. Por esse caminho nunca irei. É como sócio do SCBM (nº 199) que participo nestes debates e dou as minhas opiniões. Nunca confundo estatutos nem falo ora como sócio ora como profissional. Quando assim acontece, normalmente as coisas correm mal. E nesse erro ninguém me verá cair nem nunca ninguém me verá enredado.
Cumprimentos do
JPD