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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Projecto

Não, não vou criticar o programa eleitoral da lista única que se apresenta a sufrágio nas eleições para a direcção do SC Beira-Mar. Como beiramarense com quase quarenta anos de filiação,só posso desejar a quem vai ter a árdua tarefa de comandar o "navio", um mandato glorioso e que os objectivos sejam iguais aos desejos de toda a família "aurinegra".
Há dois aspectos que gostaria de salientar. Enquanto integrei os orgãos directivos, por motivos diversos, mas principalmente por integrar uma CA e não uma direcção,nunca tive grande oportunidade de os levar a cabo. O primeiro, é a criação de um museu/sala de troféus.Trata-se de uma lacuna grave, uma vez que importante e antigo espólio está ( estava!) dentro de caixotes no pavilhão e no novo estádio. E alguns troféus histórios, em casa de uns de outros. Importante, pois, a criação do museu /sala de troféus,com as peças devidamente catalogadas e classificadas. O outro ponto que lamento,prende-se com o acolhimento nos jogos aos sócios antigos. E quando refiro antigos, pretendo considerar os que possuem mais de 40, 45 ou 50 anos de vículo ao SC Beira-Mar. Muitos deles, por dificuldades de locomoção, já não se deslocam aos jogos. Mas se o clube lhes garantisse um lugar, em camarote, de modo a que não tivessem que subir ou descer escadas nem sofrer tanto os efeitos do frio e da chuva, provavelmente estariam presentes. Esta justa benesse implicava que o associado continuasse a pagar a sua quota normal, como é óbvio.
A história de um clube faz-se no respeito por quem a foi construindo. Sem respeito pelo passado, não podemos confiar no presente e dificilmente acreditaremos no futuro.
Por fim,mas não menos importante, uma referência a nova discussão da SAD. António Regala não coloca de parte esta situação,antes pelo contrário. E todos sabemos que para haver evolução desportiva, o futebol do clube tem de rever a sua gestão. Nada que já não tivesse sido alertado há um ano e que os sócios, manipulados, recusaram maioritariamente.
Hoje, o clube está num estado de graça motivado pela excepcional carreira desportiva no futebol. No entanto,é preciso cuidado. O amanhã pode não ser tão risonho, de modo que o clube deve estar preparado para não vacilar quando a bola nos preguar partidas de mau gosto.
A SAD é a primeira cautela, mas não a única.

5 comments:

Anónimo disse...

Caro Jorge,muito bem!
Duas ideias excelentes.
Quanto ao museu, o EMA continua a não ser um Estádio do SCBM. E por isso, fazer um museu para a CMA "usufruir", por e dispor, não me parece uma situaçaõ muito cómoda. Os sócios e até os dirigentes sentem-se como que a viver em casa emprestada com os donos lá dentro.
E quanto aos sócios idosos acho uma ideia explêndida, a ser lida,ouvida e debatida.Posta em prática de imediato. Esses sócios também têm voz no clube, na plateia dos cânticos. São parte integrante da História do SCBM. Como diz o Hino, palpita-lhes o SCBM no coração, a cor da bandeira, os triunfos, as derrotas e o nome que sempre defenderam. São a velha guarda, a rapaziada que marchou, cantou e honrou no seu explendor da vida o seu clube do coração. Merecem o lugar cativo.

Nuno disse...

Caro amigo Jorge,
Gosto dos teus comentários, mas essa de oferecer lugares cativos aos sócios com mais de 40 anos de filiação não me parece exequível. Então como seria daqui a uns anos ou mesmo já? Não haveria mais lugares e todos sabemos que o clube necessita de receitas que os camarotes proporcionam. Talvez se pudessem fazer convites de forma rotativa de modo a poderem todos os sócios mais antigos ser reconhecidos como grandes beiramarenses.
Creio que este teu post terá a vantagem de proporcionar algum debate sobre a forma como o SCBM poderá reconhecer a ligação ao clube. Não creio no entanto que os responsáveis pela organização dos jogos vejam algum interesse nisto, sabendo como sabemos que para alguns os sócios só dão "chatices"...
Organizem-se transportes do clube (na maioria dos jogos, o autocarro fica parado na garagem)a partir de locais centrais de Aveiro para os sócios mais velhos, com dificuldades de locomoção, com dificuldades económicas, etc. Ofereçam a estes uma zona nas bancada central onde fiquem condignamente e sem apanharem chuva. São pequenas ofertas que ficam a custo reduzido para o clube e que ajudará a manter fieis ao Beira Mar aqueles que sempre se deslocavam ao velho Mário Duarte e agora estão a ver tudo à distância.
Existem várias modalidalidades de reconhecer a dedicação e a antiguidade. Basta quererem e começarem a pensar. Ou não!
Um abraço do amigo
Barata

PN disse...

Coloco a questão: se a falta que o Élio cometeu fosse ao contrário o árbitro mostrava vermelho? Sinceramente não creio. O Beira Mar incomoda muita gente. Se jogássemos os 90 minutos com 11 jogadores estou convencido que venciamos. Mesmo com 10 tivemos algumas oportunidades. Gostei da equipa. O golo foi um lance de sorte e uma falha de marcação.
Mas voltando às arbitragens, isto já anda a meter nojo. Vejamos: Marítimo (um golo anulado em casa e uma expulsão injusta na Madeira), Rio Ave (um golo anulado), Porto (um penaltie inexistente), Académica (dois golos anulados), Setúbal (golo anulado e um pénaltie por marcar). A equipa joga bem, muito bem, e mostra uma atitude de louvar em todos os jogos, sempre com grande confiança e querer, mesmo perante resultados adversos nunca deixam de acreditar. Dá-me prazer ver o Beira Mar a jogar.
Na próxima jornada regressam os jogos de domingo à tarde, com o Portimonense, às 16h, em Aveiro. Convoquem os amigos dos amigos! Vamos ver se conseguimos pôr 5 mil pessoas no estádio.
Um abraço para todos aqueles que foram à Madeira apoiar a equipa!

AVEIRO E BEIRA MAR SEMPRE !!!

Jorge Santos disse...

Caro Barata
Obrigado pela tua sempre oportuna intervenção.
Não me parece problemático, no estádio que temos, poder oferecer um sector mais cómodo para os sócios com mais de 45 anos de filiação.
Infelizmente temos poucos sócios e demasiados lugares livres.
Com boa vontade, acredito no sucesso da ideia.
A "velha guarda" já fez muito pelo SCBM. Tanto que muita gente nem se lembra. Do que fizeram e deles.
Tenho muito respeito pelos sócios do clube, fui um dos grandes defensores da ideia da criação da figura do Provedor dos sócios. Pelo respeito e consideração que me merecem.
Infelizmente, os sócios com mais de 45 anos de filiação, "já não vão para novos". Não me parece, pois, que houvesse um número tão grande que não coubessem num sector apropriado.
Forma de ver e de acreditar.
Mas, como sempre, sem querer ser dono de qualquer verdade. Aceito a tua opinião, mas parece-me que haveria possibilidade de pôr a minha em prática.
É lógico que ninguém o fará. Até porque o simples facto de eu ser amigo do eng. Mano Nunes , é suficiente para pôr logo de lado o que quer que eu proponha. Mas isso não me incomoda mesmo nada.
Barata, aquele abraço

GMVN disse...

Amigos Jorge e Barata!

Concordo com o Jorge, o nº de sócios com com mais de 45 anos de sócios são muito poucos, todos cabiam perfeitamente em lugares cativos bem acomodadinhos. E isso, não impedia, que até pagassem uma quota mínima que muitos faziam questão e prazer em a pagar " para ajudar o clube" pois foi sempre o que os moveu, também.
É preferível ter 3000 num estádio do que ter 2600. Visões curtas, curtinhas. No poupar está o ganho. Neste caso, ganham menos gente no estádio. Não poupam nada, não ganham nada e têm menos assistência aos jogos.E o que gastaram??????????
Também faço parte do clube de amigos do Engº Mano Nunes, com muito prazer e honra, por isso também ostracizada.
Um abraço
GN