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segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Análise por Filipe Guerra

Por volta das 19:15 de Sábado, pedi a uma pessoa que estava perto de mim que me deixasse dar uma vista de olhos no jornal A Bola. Aos Sábados, Jorge Valdano escreve na A Bola e isso faz toda a diferença. É agradável ler a opinião daquele que foi um grande futebolista à sua época e que ainda mantém uma enorme ligação ao futebol. Valdano escreve como poucos sobre futebol, sobre a sociologia à volta do futebol e sobre o futebol que interessa, o futebol bem jogado. Futebol bem jogado foi coisa que não se viu no Beira-Mar / Belenenses até se chegar ao intervalo.
Durante os primeiros 45 minutos, o Beira-Mar espelhou perfeitamente aquilo que tem sido a sua prestação ao longo do campeonato. Foi uma equipa desastrada e desatenta na defesa, sem capacidade de construção a meio-campo, com um sector avançado inofensivo. O resultado, foi o regresso aos balneários com um comprometedor 0-2.
A segunda parte, em verdade, foi diferente. A entrada de Jardel mexeu com a equipa, os centrais subiram alguns metros, os laterais também subiram, os jogadores de meio-campo abriram e espalharam-se melhor pelo terreno de jogo. A atitude colectiva da equipa foi mais forte, percebia-se que havia uma enorme vontade de reequilibrar o marcador.
O facto de entrar a marcar na segunda parte, além de motivar a equipa, também acabou por, em alguns momentos precipitar a equipa. Invariavelmente, os jogadores tentavam “chegar á linha” e centrar, quando esta não tinha necessariamente de ser a melhor solução. Ao mesmo tempo, talvez um pouco em desespero de causa, a tentativa de passes longos ou em desmarcação acabava por se gorar devido à falta de qualidade destes e à precipitação no momento do passe.
A ideia que fica é que o Beira-Mar a jogar em casa não pode deixar no banco Mário Jardel nem Vasco Matos. Tendo a equipa uma filosofia de jogo trabalhada na pré-época de 4x3x3, e que, até ver, tem sido aquela que melhores resultados teve, não faz sentido estar constantemente a transformá-la em 4x4x2 a meio da Liga.
Destaque...
Mário Jardel - por ter assistido Jorge Leitão no lance do golo e por ter conseguido espevitar a equipa com a sua entrada. O destaque do jogo também poderia ir para Rui Lima, pelo trabalho e entrega que teve.
Outros aspectos...
Olhando para a Bancada Poente, torna-se impressionante o número de cadeiras correspondentes a bilhete de época que estão desocupadas. Parece que nem o facto do bilhete estar pago motiva as pessoas a voltar ao futebol. Possivelmente, no próximo jogo em casa, o speaker do Estádio em vez de apelar é compra desta categoria de lugares, pode anunciar quantos dos “mais de mil” com lugar garantido é que foram ao jogo.
Filipe Guerra

6 comments:

Anónimo disse...

Tenho estado de acordo, na quase totalidade das análises deste jovem mas, desta vez ora bolas...bolas ... bolas a análise está tão fraca como o jogo a que assistimos no sábado! É a vida como diz o "boneco"...
Valdano, se bem me lembro, defende que um jogo de futebol vive à custa do colectivismo e entreajuada, com Jardel em campo, são 10 a jogar para ele e, ele, a não ajudar ninguém - só o seu ego - não viram como ele se fazia aos fotógrafos antes do início do jogo? Valhó Deus - parece que tem 1 hipótese de ir jogar para uma equipa árabe! - que vá em paz!

Anónimo disse...

O anónimo anterior - F. Caldeira

A. Ferreira disse...

Completamente de acordo. O futebol é um jogo colectivo. Jardel é uma carta fora do baralho. E mais um factor de divisão entre os beiramarenses, lamentavlmente.

Helena Thadeu disse...

vá em paz e depressa!

Anónimo disse...

Que vá com a velocidade possível e a barriga o deixar, pelas barbas do profeta!
BOm-Agoiro

Anónimo disse...

Pelas barbas do profeta Putana que pariou!
C. Lencastre